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      CMartin
    • 20 Outubro 2018 editado

     # 1

    O tópico inspira-se em...
    As casas mais extraordinárias do mundo é uma minissérie documental britânica apresentada por Caroline Quentin e Piers Taylor e é transmitida pela BBC 2

    Traduzido pelo google tradutor da Fonte :

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/The_World%27s_Most_Extraordinary_Homes
  1. Ícone informação Anunciar aqui?

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      CMartin
    • 20 Outubro 2018 editado

     # 2

    "Casa na Gaiteira"
    "
    (...)
    Descrição
    A Gateira é uma aldeia situada numa encosta cultivada com vinhas, pinheiros e oliveiras que dispõe de uma vista privilegiada sobre o extremo Sul da Serra da Estrela.

    Os clientes - um casal britânico - pretendiam uma segunda casa que lhes proporcionasse espaço, ar livre e silêncio, por contraste com a vida que levam em Londres. A primeira questão: como intervir numa paisagem tão dramática, com um equilíbrio invulgar entre natureza, agricultura e arquitectura popular? A nossa estratégia foi interferir o mínimo possível: entra-se na casa pela cota superior do terreno, através de um muro que evoca as construções em xisto tradicionais da região, e depois desce-se até ao centro da casa - uma sala em 2 níveis. A partir deste espaço, o volume da casa quebra-se e estende-se ao longo da topografia numa distinção subtil mas efectiva entre espaços sociais e espaços íntimos, ou seja, cada espaço está a uma cota diferente e tem acesso directo ao exterior. Podemos dizer que em vez de uma casa na paisagem pensámos numa casa da paisagem, como a construção de um passeio no campo.

    Além da noção romântica de uma casa bem enraizada, o contacto extenso com o terreno tem enormes vantagens energéticas: usamos a inércia térmica ilimitada da terra para contrabalançar as amplitudes térmicas do ar ao longo dos dias e das estações. O pátio entre a sala e o quarto principal também é um dispositivo térmico passivo: cria um diferencial térmico entre a piscina e o pátio, o que gera uma corrente de ar ascendente através da casa para arrefecimento na Primavera e Verão, e permite insolação intensiva no ponto mais interior da casa no Outono e Inverno."

    Fonte : http://camarim.pt/projectos/casa-na-gateira/
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      CMartin
    • 20 Outubro 2018 editado

     # 3

    "A casa mistura rocha entalhada com ferro e adaptou-se à inclinação daquele local."
    Fonte:
    NiT App

    Ver a casa na gaiteira : https://youtu.be/gXtIMPGh4E8
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Pedronandinho
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  2.  # 4

    Howard Roark.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  3.  # 5

    Colocado por: CMartinAs casas mais extraordinárias do mundo é uma minissérie documental britânica apresentada por Caroline Quentin e Piers Taylor e é transmitida pela BBC 2
    :


    "Cada episódio centra-se num país diferente, proporcionando uma digressão ao redor do mundo dos melhores em arquitetura e design.
    O episódio desta noite, o primeiro da nova série, centra-se em Portugal, onde os apresentadores Caroline Quentin e Piers Taylor visitam quatro residências de luxo muito diferentes.
    Suas paradas incluem uma mansão construída por um casal britânico na região vinícola do país; uma casa em forma de cruz que se mistura com a floresta circundante; uma cabana na montanha que fica no alto de uma plataforma; e uma 'fortaleza do século 21' que possui duas piscinas e paredes deslizantes."


    Traduzido pelo google tradutor da Fonte :https://www.google.pt/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.bbc.co.uk/programmes/b09tqyms&ved=2ahUKEwjK993V-JXeAhXwxoUKHZ4IDl0QFjAVegQIBBAB&usg=AOvVaw2XAbN4eMo0x5D07DrezMYz
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      CMartin
    • 20 Outubro 2018 editado

     # 6

    "The Wall House
    Situada à beira do campo de golfe Oitavos Dunes, próximo da Cascais, no Parque Nacional Sintra Cascais, a The Wall House é indescritível. Olha-se para ela, e gosta-se…

    A casa define-se pelas suas linhas e recortes e paredes essenciais. Aparentemente, simples, básicas. Minimalistas, dirão uns, ‘dialogantes’ com os elementos naturais da paisagem circundante, afirmarão outros.

    Uma moradia aberta ao exterior, onde as paredes e superfícies de vidro lhe dão luz e transparência, mas onde os revestimentos de madeira nas paredes exteriores de betão proporcionam a maior privacidade.

    Um elemento ganha importância em todo o projecto: a água. As piscinas são mais do que piscinas, os grandes planos envidraçados são mais do que vidros, são elementos vivos e translúcidos da sua ‘pele’.

    “A arquitectura é de todas as artes a mais ligada ao dia a dia do homem e provavelmente aquela com maior dificuldade de atingir o patamar de obra de arte” – afirma na apresentação do seu atelier o arquitecto José Guedes Cruz . Que acrescenta: “Um plano de uma casa pode ser arte mas não é arquitectura é apenas uma peça indispensável para a atingir"

    The Wall House - Ficha Técnica
    arquitectura – Guedes Cruz Arquitectos – José Guedes Cruz,Marco Martínez Marinho, César Cruz

    equipa de arquitectura – Patrícia Maria Matos, Nelson Aranha
    cliente - privado
    construtor – houselook
    Estrutura: PPE
    área do lote: 2.290 m2
    área de construção: 1.100 m2
    fotografias - Ricardo Oliveira Alves - Fotografia"

    E algumas fotografias da bbc.

    Ver The Wall House aqui :
    https://youtu.be/zy65kXAF7GU
    Estas pessoas agradeceram este comentário: GT_racing
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      CMartin
    • 20 Outubro 2018 editado

     # 7

    "(...) Da rua, a casa não mostra muito. Mas depois de atravessarmos a ponte, existe um completo e sofisticado puzzle tridimensional”, descreve Taylor.

    É uma verdadeira fortaleza — e até tem uma ponte (que não é levadiça mas podia ser) a ligar a rua ao interior da habitação. O primeiro sinal de que não nos encontramos numa casa qualquer acontece logo ao início. Caroline Quentin abre o portão automático, que está coberto de plantas, com um mini comando. Na verdade, tudo é telecomandado naquela residência.

    Um dos aspetos mais impressionantes na arquitetura da casa são as paredes, que alternam entre a madeira, o cimento e vidro. Elas são também móveis — e, mais uma vez, telecomandadas. A ideia é abrir a casa no verão para deixar passar o ar e permitir o acesso às zonas exteriores, ou fechá-la durante o inverno para proteger a habitação dos ventos frios que chegam do Atlântico. “É bastante invulgar”, comenta Taylor.

    No interior, as divisões são minimalistas e há luzes e sombras subtis que criam um ambiente agradável. (...).

    É difícil de perceber o que está dentro e fora da casa propriamente dita, já que o espaço é bastante móvel. É possível eliminar as paredes de vidro que ligam a sala à zona da piscina de baixo, por exemplo, onde também existe uma área com mesas e cadeiras para comer, trabalhar ou descansar durante algum tempo. Além disso, esta área tanto pode ter sol como sombra, consoante a época do ano ou até a altura do dia.

    Todas as divisões têm vista para os campos de golfe, a que é possível aceder diretamente pela sala de estar e pela zona da piscina. (...)"

    Fonte : https://nit.pt/coolt/televisao/esta-casa-cascais-das-melhores-do-mundo-segundo-netflix
      GUEDES_CRUZ-THE_WALL_HOUSE_3553.jpg
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      CMartin
    • 21 Outubro 2018 editado

     # 8

    Colocado por: Jota5Howard Roark.

    "“Há milhares de anos atrás, o primeiro homem descobriu como fazer fogo. Ele provavelmente foi queimado na fogueira, mas ensinou os seus irmãos a iluminar. Ele foi considerado um malfeitor que lidou com um demónio que a humanidade temia. Mas depois os homens usaram o fogo para se manterem quentes, para cozinhar a sua comida, para iluminar as suas cavernas. Ele deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e tirou a escuridão do mundo. Séculos mais tarde, o primeiro homem inventou a roda. Ele provavelmente foi desfeito na roda que ensinou os seus irmãos a construir. Foi considerado um transgressor que se aventurou em território proibido. Mas depois os homens puderam viajar para lá de qualquer horizonte. Ele deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e abriu as estradas do mundo. Esse homem, o primeiro e insubmisso, está no capítulo de abertura de cada lenda que a humanidade registou sobre os seus começos. Prometeu foi acorrentado a um rochedo e torturado por abutres por ter roubado o fogo aos deuses. Adão foi condenado a sofrer por ter comido o fruto da árvore do conhecimento. Qualquer que seja a lenda, algures nas sombras da sua memória, a humanidade soube que a sua glória começou com um e que esse um pagou pela sua coragem.

    Ao longo dos séculos houve homens que deram os primeiros passos em novas estradas, munidos apenas com a sua visão. Os seus objetivos divergiram mas todos tinham isto em comum: o seu passo foi o primeiro, a estrada nova, a visão própria e a resposta que receberam – ódio. Os grandes criadores, os pensadores, os artistas, os cientistas, os inventores, mantiveram-se sós contra os homens do seu tempo. Cada grande novo pensamento sofreu oposição, cada grande nova invenção foi denunciada. O primeiro motor foi considerado ridículo. O avião foi considerado impossível. O tear mecânico foi considerado cruel. A anestesia foi considerada pecado. Mas os homens de visão própria continuaram adiante. Eles lutaram, sofreram e pagaram. Mas ganharam.

    Nenhum criador foi incitado pelo desejo de servir os seus irmãos, uma vez que os seus irmãos rejeitaram o presente que ele lhes deu e esse presente destruiu a rotina ociosa das suas vidas. A sua verdade foi o seu único motivo. A sua própria verdade e o seu próprio trabalho para o conseguir à sua própria maneira. Uma sinfonia, um livro, uma máquina, uma filosofia, um avião ou um edifício – este foi o seu objetivo e a sua vida. Não aqueles que ouviram, leram, operaram, voaram ou habitaram a coisa que ele criou. A criação, não os seus utilizadores. A criação, não os benefícios que outros tiraram dela. A criação que deu forma à sua verdade. Ele manteve a sua verdade acima de todas as coisas e contra todos os homens. A sua visão, a sua força, a sua coragem vieram do seu próprio espírito. O espírito de um homem, contudo, é o seu eu. Aquela entidade chamada consciência. Pensar, sentir, julgar e agir são funções do ego. Os criadores não eram altruístas. Esse é o segredo do seu poder – que era autossuficiente, automotivado, autogerado. Uma primeira causa, uma fonte de energia, uma força viva, um Motor Primário. O criador não serviu nada nem ninguém. Ele viveu para si mesmo. E apenas ao viver para si mesmo, ele conseguiu alcançar as coisas que são a glória da humanidade. Tal é a natureza da proeza.

    O homem não pode sobreviver, excepto através da sua mente. Ele chega à terra indefeso. O seu cérebro é a sua única arma. Os animais conseguem a comida à força. O homem não tem garras, não tem presas, não tem chifres, não tem grande força de músculos. Ele tem que plantar a sua comida ou caçá-la. Para plantar, ele precisa de um processo de pensamento. Para caçar, ele precisa de armas e para fazer armas – um processo de pensamento. Desde esta simples necessidade até à mais alta abstração religiosa, desde a roda até ao arranha-céus, tudo o que somos e tudo o que temos vem dum único atributo do homem – a função do seu raciocínio mental. Mas a mente é um atributo do indivíduo. Não há algo como uma mente coletiva. Não há tal coisa como um pensamento coletivo. Um entendimento chegado por um grupo de homens é apenas um compromisso, ou uma média conseguida através de muitos pensamentos individuais. É uma consequência secundária.

    O acto primário – o processo da razão – deve ser feito por cada homem individualmente. Podemos dividir uma refeição entre vários homens. Não a podemos digerir num estômago colectivo. Nenhum homem pode usar os seus pulmões para respirar por outro homem. Nenhum homem pode usar o seu cérebro para pensar por outrem. Todas as funções do corpo e do espírito são privadas. Elas não podem ser partilhadas ou transferidas.
    Nós herdamos os produtos do pensamento de outros homens. Nós herdamos a roda. Nós fizemos uma carroça. A carroça torna-se num automóvel. O automóvel torna-se num avião. Mas ao longo de todo o processo, o que recebemos de outrem é apenas o produto final do seu pensamento. A força motora é a faculdade criativa, que toma este produto como material, usa-o e origina o próximo passo. Esta faculdade criativa não pode ser dada ou recebida, emprestada ou tomada de empréstimo. Pertence a um único homem individual. Aquilo que cria é propriedade do criador. Os homens aprendem uns com os outros. Mas toda a aprendizagem é apenas troca de material. Nenhum homem pode dar a outro a capacidade de pensar. No entanto, essa capacidade é o nosso único meio de sobrevivência.

    Nada na terra é dado ao homem. Tudo o que ele precisa tem que ser produzido. E aqui o homem enfrenta a sua alternativa básica: ele só pode sobreviver de duas formas – pelo trabalho independente da sua própria mente ou como um parasita alimentado pela mente de outros. O criador origina. O parasita toma emprestado. O criador enfrenta a natureza sozinho. O parasita enfrenta a natureza através de um intermediário. A preocupação do criador é a conquista da natureza. A preocupação do parasita é a conquista dos homens. O criador vive pelo seu trabalho. Ele não precisa de outros homens. O seu objectivo primário é dentro de si próprio. O parasita vive em segunda mão. Ele precisa de outros. Os outros tornam-se o seu objectivo primário.

    A necessidade básica do criador é independência. A mente que raciocina não pode trabalhar sob qualquer forma de compulsão. Não pode ser dobrada, sacrificada ou subordinada qualquer que seja a consideração. Exige independência total em função e em motivo. Para o criador, todas as relações com o homem são secundárias. A necessidade básica do parasita é assegurar a sua relação com os homens para ser alimentado. A necessidade básica do parasita que vive à custa de outras pessoas é assegurar sua relação com outros homens para ser alimentado. Para ele, os relacionamentos estão acima de tudo. Ele declara que o homem existe para servir aos outros. Ele prega o altruísmo, que é a doutrina que exige que o homem viva para os outros e dê mais importância aos outros que a si próprio. Nenhum homem pode viver por outro. Ele não pode compartilhar seu espírito, assim como não pode compartilhar seu corpo. Mas o homem que vive à custa dos outros usou o altruísmo como arma de exploração e inverteu o fundamento dos princípios morais da humanidade. Aos homens foi ensinado cada preceito que destrói o criador. Aos homens foi ensinado que a dependência é uma virtude.

    O homem que tenta viver para os outros é um dependente. É um parasita em sua motivação e faz daqueles a quem serve parasitas também. Essa relação não produz nada além de corrupção mútua. É impossível conceber tal relação. O exemplo mais próximo na realidade, o homem que vive para servir aos outros, é o escravo. Se a escravidão física é repugnante, quão mais repugnante é o conceito de escravidão espiritual? O escravo, mesmo subjugado, ainda retém um vestígio de honra. Ele tem o mérito de haver resistido e de saber que a sua condição é revoltante. Mas o homem que se escraviza voluntariamente em nome do amor é a criatura mais desprezível que existe. Ele degrada a dignidade do homem e degrada o conceito de amor. Mas essa é a essência do altruísmo. Aos homens foi ensinado que a maior virtude não é realizar, é dar. Mas nada pode ser dado antes de ser criado. A criação precede a distribuição ou não haveria nada a distribuir. As necessidades do criador têm precedência sobre as de qualquer possível beneficiário. Entretanto, somos ensinados a ter mais admiração pelo parasita que distribui presentes que não criou do que pelo homem que tornou os presentes possíveis. Nós elogiamos um ato de caridade e ficamos indiferentes a um ato de realização.

    Aos homens foi ensinado que sua primeira preocupação é aliviar o sofrimento dos outros. Mas o sofrimento é uma doença. Se alguém depara com outra pessoa sofrendo, é normal que tente ajudar e dar assistência. Mas fazer da decisão de alguém nessa situação o teste mais crucial de sua virtude é tornar o sofrimento a parte mais importante da vida. Sob essa perspectiva, o homem deve desejar que os outros sofram, para que ele possa ser virtuoso. Essa é a natureza do altruísmo. O criador não se preocupa com a doença, mas com a vida. Ainda assim, o trabalho do criador eliminou doença após doença, curando tanto o corpo quanto o espírito do homem, e aliviou o sofrimento humano numa escala que altruísta nenhum jamais poderia conceber. Aos homens foi ensinado que concordar com os outros é uma virtude. Mas o criador é o homem que discorda. Aos homens foi ensinado que nadar a favor da corrente é uma virtude. Mas o criador é o homem que vai contra a corrente. Aos homens foi ensinado que se unir aos outros é uma virtude. Mas o criador é o homem que fica sozinho. Aos homens foi ensinado que o ego é sinônimo do mal, e que esquecer o ego e ser altruísta é o ideal da virtude. Mas o criador é o egoísta no sentido mais absoluto, e o homem sem ego é aquele que não pensa, sente, julga ou atua. Essas são funções do ego.

    Essa inversão básica é absolutamente fatal. Essa questão foi pervertida e deixou o homem sem nenhuma alternativa e sem nenhuma liberdade. Duas concepções foram oferecidas a ele como polos do bem e do mal: altruísmo e egoísmo. O egoísmo passou a significar o sacrifício dos outros ao ego, para benefício próprio; o altruísmo, o sacrifício pessoal em benefício dos outros. Essas concepções ataram irrevogavelmente o homem a outros homens e lhe deixaram apenas uma escolha de dor: sua própria dor, suportada para benefício de outros, ou a infligida a outros, para benefício próprio. Quando a essas concepções foi adicionada a ideia de que o homem deve se alegrar com o sacrifício pessoal, a autoimolação, a armadilha se fechou. O homem foi forçado a aceitar o masoquismo como seu ideal, sob a ameaça de que o sadismo era sua única alternativa. Essa foi a maior fraude jamais perpetrada contra a humanidade. Esse foi o estratagema que fez com que a dependência e o sofrimento se perpetuassem como princípios essenciais da vida. A escolha não é sacrifício pessoal ou domínio sobre os outros. Ela é independência ou dependência. O código do criador ou o código do parasita que vive à custa dos outros. Essa é a questão básica. E ela procede da alternativa entre a vida e a morte.

    O código do criador é construído de acordo com as necessidades da mente racional, que permite ao homem sobreviver. O código do parasita é construído de acordo com as necessidades de uma mente incapaz de garantir sua própria sobrevivência. Tudo o que resulta do ego independente do homem é bom. Tudo o que resulta da dependência de um homem em relação a outro é mau. O egoísta, no sentido mais absoluto, não é o homem que sacrifica os outros. O egoísta é o homem que está acima da necessidade de usar os outros de qualquer forma. Ele não funciona por intermédio deles. Nunca se preocupa com eles em questões fundamentais. Nem na escolha do seu objetivo, nem no seu motivo, nem no seu pensamento, nem nos seus desejos, nem na fonte da sua energia. Ele não existe para benefício de nenhum outro homem e não pede a nenhum outro homem que exista para seu benefício. Essa é a única forma possível de irmandade e respeito mútuo entre os homens.

    Graus de habilidade variam, mas o princípio básico permanece o mesmo: o grau de independência, iniciativa e amor pelo seu trabalho é que determina seu talento como trabalhador e seu valor como homem. A independência de um homem é a única medida da sua virtude e do seu valor: o que um homem é, e o que faz de si mesmo; não o que fez, ou deixou de fazer, pelos outros. Não há substituto para a dignidade pessoal. O único padrão de dignidade pessoal que existe é a independência. Em todos os relacionamentos dignos de respeito ninguém se sacrifica por ninguém. Um arquiteto precisa de clientes, mas não subordina seu trabalho aos desejos deles. E eles precisam de um arquiteto, mas não encomendam uma casa só para lhe dar trabalho. Os homens trocam o seu trabalho de livre e espontânea vontade, com mútuo consentimento e para vantagem mútua, sempre que seus interesses pessoais coincidem e ambos desejam a troca. Se não desejam tratar um com o outro, não são forçados a fazer isso. Ambos podem continuar seguindo seus caminhos. Essa é a única forma possível de relacionamento entre iguais. Qualquer outra é uma relação entre escravo e dono, ou entre vítima e carrasco.

    Jamais algum trabalho é feito coletivamente, pela decisão da maioria. A execução de todo trabalho criativo é guiada por um único pensamento individual. Um arquiteto precisa de muitos homens para erguer sua construção. Mas ele não pede que opinem sobre seu projeto. Eles trabalham juntos, por vontade própria, e cada um tem liberdade para atuar em suas respectivas funções. Um arquiteto usa aço, vidro, betão produzidos por outros. Mas os materiais permanecem inalterados até que ele os toque. O que faz deles torna-se sua criação individual e sua propriedade particular. Esse é o único padrão apropriado de cooperação entre os homens. O primeiro direito na Terra é o direito do ego. A principal obrigação do homem é consigo mesmo. Sua lei moral é nunca permitir que seus principais objetivos residam dentro de outros. Sua obrigação moral é fazer o que deseja, desde que seu desejo não dependa basicamente de outros. Isso inclui toda a esfera da sua faculdade criativa, do seu pensamento, do seu trabalho. Mas não inclui a esfera do bandido, do altruísta e do ditador. O homem pensa e trabalha sozinho. Ele não pode roubar, explorar ou dominar sozinho. Roubo, exploração e dominação pressupõem vítimas. Eles exigem a dependência. São a província do homem que vive à custa dos outros.

    Aqueles que dominam outros não são egoístas. Eles não criam nada. A sua existência depende inteiramente de outros. O seu objetivo reside em seus súditos, no ato de escravizá-los. Eles são tão dependentes quanto o mendigo, o assistente social e o bandido. A forma da dependência não importa. Mas os homens foram ensinados a ver os parasitas que vivem à custa dos outros - os tiranos, imperadores e ditadores - como expoentes do egoísmo. Por meio dessa fraude, eles foram levados a destruir o ego, a si próprios e aos outros. O objetivo da fraude era destruir os criadores. Ou subjugá-los, o que é um sinónimo.

    Desde os primórdios da história, os dois antagonistas se enfrentaram face a face: o criador e o parasita. Quando o primeiro criador inventou a roda, o primeiro parasita reagiu. Ele inventou o altruísmo. O criador, rejeitado, hostilizado, perseguido, explorado, perseverou, seguiu adiante e com sua energia carregou toda a humanidade com ele. O parasita não contribuiu com nada para esse processo, exceto com obstáculos. A disputa tem outro nome: o indivíduo contra o coletivo.
    O ‘bem comum’ do coletivo... da raça, da classe, do Estado... foi a alegação e a justificação de todas as tiranias estabelecidas sobre os homens. Os maiores horrores da história foram cometidos em nome de motivos altruísticos. Será que já foi cometido algum ato de egoísmo que possa igualar a carnificina executada pelos discípulos do altruísmo? Onde está a culpa: na hipocrisia dos altruístas ou na natureza do seu princípio? Os piores carrascos foram os mais sinceros. Eles acreditavam na sociedade perfeita alcançada através da guilhotina e do pelotão de fuzilamento. Ninguém questionou o seu direito de matar porque matavam por motivações altruístas. A ideia de que o homem deve ser sacrificado para beneficio de outros estava bem estabelecida. Os atores mudam, mas o curso da tragédia permanece o mesmo. Humanitários que começam declarando seu amor pela humanidade e acabam com banhos de sangue. Assim foi e assim será enquanto se acreditar que uma ação é boa se for altruísta. Essa crença dá ao altruísta permissão para agir e força suas vítimas a sofrerem caladas. Os líderes de movimentos coletivistas não pedem nada para si mesmos. Mas observem os resultados. A única forma de os homens se beneficiarem mutuamente e a única declaração de um relacionamento apropriado entre eles é: ‘Não se meta!’

    Observem agora os resultados de uma sociedade construída sobre o princípio do individualismo. Este, o nosso país. O país mais nobre da história da humanidade. O país das maiores conquistas, da maior prosperidade e da maior liberdade. Este país não foi baseado no serviço abnegado, no sacrifício pessoal, na renúncia, nem em nenhum preceito altruísta. Foi baseado no direito do homem de procurar a felicidade. A sua própria felicidade. Não a de qualquer outra pessoa. Uma motivação pessoal, individual, egoísta. Olhem para os resultados. Examinem suas próprias consciências.

    Esse é um conflito muito antigo. Cada vez que os homens estiveram perto de descobrir a verdade, ela foi destruída, e civilizações pereceram, uma após outra. A civilização é o progresso em direção a uma sociedade de privacidade. A existência inteira de um selvagem é pública, governada pelas leis da sua tribo. A civilização é o processo de libertar os homens uns dos outros. Agora, na nossa época, o coletivismo, o reinado do parasita que vive à custa dos outros e do medíocre, o monstro antigo está à solta e correndo descontrolado. Ele levou os homens a um nível de indecência intelectual nunca igualado na face da Terra. Causou horror numa escala sem precedentes. Envenenou todas as mentes. Engoliu a maior parte da Europa. E está a tomar conta de nosso país.

    Eu sou um arquiteto. Eu sei qual será o resultado pelo princípio que guia a construção. Nós estamos a aproximar-nos de um mundo no qual eu não me posso permitir viver. Agora vocês sabem porque dinamitei Cortlandt. Eu projetei Cortlandt. Eu dei-o a vocês. Eu destruí-o. Eu destruí-o porque não quis permitir que existisse. Era um monstro duplo. Em forma e em significado. Eu tive que explodir os dois. A forma foi mutilada por dois parasitas que assumiram o direito de melhorar algo que não criaram e que não podiam igualar. Eles tiveram permissão para alterar a minha criação por causa da impressão generalizada de que o objetivo altruísta desse projeto superava quaisquer direitos meus e eliminava qualquer forma de defesa da minha parte. Concordei em projetar Cortlandt com o objetivo de vê-lo construído como eu o projetei, e por nenhuma outra razão. Esse foi o preço que determinei para o meu trabalho. Eu não fui pago. Não culpo Peter Keating. Ele não poderia ter feito nada. Ele tinha um contrato com aqueles que o empregaram, mas o documento foi ignorado. Haviam-lhe prometido que a estrutura que ele oferecera seria construída da forma como foi projetada. A promessa foi quebrada. O amor de um homem pela integridade do seu trabalho e seu direito de preservá-lo são agora considerados algo intangível, vago e secundário. Vocês ouviram o promotor dizer isso. Porque foi desfigurado o prédio? Por nenhuma razão. Tais atos nunca têm uma razão, a não ser a vaidade de alguns parasitas que sentem ter direito à propriedade dos outros, seja espiritual ou material. Quem lhes deu permissão para desfigurar meu prédio? Nenhum homem em particular entre as dúzias de homens com autoridade. Nenhum deles teve interesse em permitir ou em proibir. Ninguém era responsável. Ninguém pode ser responsabilizado. Essa é a natureza de toda ação coletiva.

    Eu não recebi o pagamento que pedi. Mas os donos de Cortlandt conseguiram o que queriam de mim. Eles queriam um projeto que lhes permitisse construir uma estrutura da forma mais barata possível. Não encontraram ninguém que pudesse fazer isso. Eu podia e fiz. Eles ficaram com o fruto do meu trabalho e me fizeram dá-lo como um presente. Mas eu não sou altruísta. Eu não dou presentes dessa natureza. Dizem que destruí a moradia dos destituídos. Mas esquecem-se de que, se não fosse por mim, os destituídos não poderiam ter essa moradia. Aqueles que estavam preocupados com os pobres tiveram que recorrer a mim, que nunca me preocupei, para ajudar os pobres. Acredita-se que a pobreza dos futuros inquilinos lhes dá direito ao meu trabalho; que a necessidade deles lhes dá direito à minha vida; que eu tenho a obrigação de contribuir com tudo o que for exigido de mim. Esse é o credo que está engolindo o mundo agora, o credo do parasita que vive à custa dos outros.

    Eu vim aqui para dizer que não reconheço o direito de ninguém a um minuto sequer da minha vida. Nem a nenhuma parte da minha energia. Nem a nenhuma conquista minha. Não me importa quem faça a exigência, quantos a façam, nem o tamanho da sua necessidade. Eu quis vir aqui e dizer que sou um homem que não existe para servir aos outros. Isso precisava ser dito. O mundo está perecendo por causa de uma orgia de sacrifícios pessoais. Eu quis vir aqui e dizer que a integridade do trabalho criativo de um homem é muito mais importante que qualquer projeto de caridade. Aqueles entre vocês que não entendem isso são os que estão a destruir o mundo. Eu quis vir aqui e ditar as minhas condições. Não tenho interesse em existir sob quaisquer outras.

    Eu não reconheço nenhuma obrigação para com os outros homens, com uma única exceção: respeitar a sua liberdade e não participar de nenhuma maneira em uma sociedade esclavagista. Ao meu país eu quero dedicar os dez anos que passarei na prisão, se o meu país não mais existe. Eu os passarei em lembrança e gratidão pelo que o meu país foi outrora. Esse será o meu ato de lealdade, a minha recusa a viver ou trabalhar no que tomou o seu lugar. Esse é o meu ato de lealdade para com todo o criador que viveu e sofreu às mãos das forças responsáveis pelo Cortlandt que dinamitei. Meu ato de lealdade a toda hora torturante de solidão, rejeição, frustração e abuso que ele foi forçado a suportar... e às batalhas que venceu. Meu ato de lealdade a todo criador cujo nome é conhecido e a todo criador que viveu, lutou e pereceu desconhecido, antes de poder alcançar o sucesso. A todo criador cujo corpo ou espírito foi destruído. (...).”

    Obra: The Fountainhead por Ayn Rand"

    Fonte : https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1139001889500888&id=146246615443092

    :o)
  4.  # 9

    "(...) destaque internacional já começa a ser um hábito para a arquitectura nacional que por não ter cá uma cobertura exaustiva da temática acaba por colher no estrangeiro o crédito e reputação merecido.

    As 4 casas em destaque foram escolhidas pelas suas particularidades e espalham-se ao longo do território nacional. A primeira, a Wall House é a mais próxima de Lisboa, desenhada pelo estúdio Guedes Cruz Arquitectos; a segunda em destaque destaque é a Casa Na Gateira, na Penela, um imponente zigzag arquitectónico criado pelo atelier Camarim Arquitectos; a terceira é a Dune House, em Grândola, de autoria de Luis Pereira Miguel e, a quarta, um tesouro escondido — a Casa Gerês, desenhada por Carvalho Araújo.(...)."
    Fonte : www.google.pt/amp/s/shifter.sapo.pt/2018/04/casas-portuguesas-mais-extraordinarias-do-mundo/amp/
    •  
      CMartin
    • 21 Outubro 2018 editado

     # 10

    "Dune House, Grândola
    Para fazer este projeto do arquiteto Luís Pereira Miguel, foram escavadas 120 toneladas de areia para criar duas magníficas dunas artificiais que caem sobre a casa. Parece que um golpe de vento gigante transportou estas dunas diretamente das praias da costa alentejana através do pinhal até aqui. Só que, quando começa a andar, chega ao topo das dunas, olha para baixo e vê o deck em madeira e a piscina. Só aí é que vai perceber que está no topo da casa.

    Escondida por baixo de toneladas de areia, esta obra em betão e madeira tem 400 m2 e foi construída em 2008 sobre um antigo caminho o qual foi depois reposto por cima da casa. Oficialmente chama-se Casa do Monte, mas ficou conhecida na região pela Casa da Duna. A ideia dos arquitetos, quando conceberam este projeto, era atenuar os limites entre a casa e a Natureza. De facto, a moradia encaixa-se na perfeição na paisagem, de tal forma que a partir de determinados ângulos, parece que ela nem existe.

    Com um formato de cruz ligeiramente excêntrico, a Casa da Duna parece que tem quatro braços por onde se dividem quatro zonas com funções distintas. As paredes em betão são quebradas por gigantescas janelas por onde entra uma luz imensa. Apesar da casa parecer uma cave soterrada por baixo das dunas, o que transmite uma sensação de segurança e de proteção, consegue ter tanta luz que, no verão, os proprietários têm de fechar as portadas em madeira para não deixarem entrar o intenso calor alentejano.

    No interior, a sala e sala de jantar, separadas por uma lareira ao centro, abrem-se para a zona da piscina. A decoração é minimalista, onde se destacam as madeiras e o cimento afagado. Aliás, os materiais naturais imperam nesta casa cujo projeto teve por base a sustentabilidade e preocupações ambientais. O insólito telhado com o formato de uma onda ou de uma duna (depende da sua imaginação) também pode ser usado como terraço, com vista para o pinhal e para dois pátios interiores.(...)"

    Fonte :://www.casalmisterio.com/dune-house-uma-das-casas-mais-936225
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    •  
      CMartin
    • 21 Outubro 2018 editado

     # 11

    "LOCATION
    PORTUGAL - GRÂNDOLA
    DESIGNER
    PEREIRA MIGUEL ARQUITECTOS"

    "No princípio havia um terreno, arenoso, quase sem fim e coberto por vegetação diversa, caminhos e pequenos declives em direcção a uma várzea. Ponto estratégico entre duas grandes áreas de arborização, aproveitando ao mesmo tempo os acessos existentes, uma clareira favorável e um sistema de vistas. Constroem-se dois montes artificiais, em forma de dunas Barchan, nas extremidades Norte e Sul da casa. Eles irão unir o caminho à casa cobrindo-a em toda a sua extensão de modo a possibilitar o seu atravessamento superior pedonal"

    Fonte : http://www.pm-arq.com/portfolios/casa-monte/

    Ver A Casa da Duna aqui :
    http://ultimasreportagens.com/272.php
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  5.  # 12

    Colocado por: CMartin
    "“Há milhares de anos atrás, o primeiro homem descobriu como fazer fogo. Ele provavelmente foi queimado na fogueira, mas ensinou os seus irmãos a iluminar. Ele foi considerado um malfeitor que lidou com um demónio que a humanidade temia. Mas depois os homens usaram o fogo para se manterem quentes, para cozinhar a sua comida, para iluminar as suas cavernas. Ele deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e tirou a escuridão do mundo. Séculos mais tarde, o primeiro homem inventou a roda. Ele provavelmente foi desfeito na roda que ensinou os seus irmãos a construir. Foi considerado um transgressor que se aventurou em território proibido. Mas depois os homens puderam viajar para lá de qualquer horizonte. Ele deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e abriu as estradas do mundo. Esse homem, o primeiro e insubmisso, está no capítulo de abertura de cada lenda que a humanidade registou sobre os seus começos. Prometeu foi acorrentado a um rochedo e torturado por abutres por ter roubado o fogo aos deuses. Adão foi condenado a sofrer por ter comido o fruto da árvore do conhecimento. Qualquer que seja a lenda, algures nas sombras da sua memória, a humanidade soube que a sua glória começou com um e que esse um pagou pela sua coragem.

    Ao longo dos séculos houve homens que deram os primeiros passos em novas estradas, munidos apenas com a sua visão. Os seus objetivos divergiram mas todos tinham isto em comum: o seu passo foi o primeiro, a estrada nova, a visão própria e a resposta que receberam – ódio. Os grandes criadores, os pensadores, os artistas, os cientistas, os inventores, mantiveram-se sós contra os homens do seu tempo. Cada grande novo pensamento sofreu oposição, cada grande nova invenção foi denunciada. O primeiro motor foi considerado ridículo. O avião foi considerado impossível. O tear mecânico foi considerado cruel. A anestesia foi considerada pecado. Mas os homens de visão própria continuaram adiante. Eles lutaram, sofreram e pagaram. Mas ganharam.

    Nenhum criador foi incitado pelo desejo de servir os seus irmãos, uma vez que os seus irmãos rejeitaram o presente que ele lhes deu e esse presente destruiu a rotina ociosa das suas vidas. A sua verdade foi o seu único motivo. A sua própria verdade e o seu próprio trabalho para o conseguir à sua própria maneira. Uma sinfonia, um livro, uma máquina, uma filosofia, um avião ou um edifício – este foi o seu objetivo e a sua vida. Não aqueles que ouviram, leram, operaram, voaram ou habitaram a coisa que ele criou. A criação, não os seus utilizadores. A criação, não os benefícios que outros tiraram dela. A criação que deu forma à sua verdade. Ele manteve a sua verdade acima de todas as coisas e contra todos os homens. A sua visão, a sua força, a sua coragem vieram do seu próprio espírito. O espírito de um homem, contudo, é o seu eu. Aquela entidade chamada consciência. Pensar, sentir, julgar e agir são funções do ego. Os criadores não eram altruístas. Esse é o segredo do seu poder – que era autossuficiente, automotivado, autogerado. Uma primeira causa, uma fonte de energia, uma força viva, um Motor Primário. O criador não serviu nada nem ninguém. Ele viveu para si mesmo. E apenas ao viver para si mesmo, ele conseguiu alcançar as coisas que são a glória da humanidade. Tal é a natureza da proeza.

    O homem não pode sobreviver, excepto através da sua mente. Ele chega à terra indefeso. O seu cérebro é a sua única arma. Os animais conseguem a comida à força. O homem não tem garras, não tem presas, não tem chifres, não tem grande força de músculos. Ele tem que plantar a sua comida ou caçá-la. Para plantar, ele precisa de um processo de pensamento. Para caçar, ele precisa de armas e para fazer armas – um processo de pensamento. Desde esta simples necessidade até à mais alta abstração religiosa, desde a roda até ao arranha-céus, tudo o que somos e tudo o que temos vem dum único atributo do homem – a função do seu raciocínio mental. Mas a mente é um atributo do indivíduo. Não há algo como uma mente coletiva. Não há tal coisa como um pensamento coletivo. Um entendimento chegado por um grupo de homens é apenas um compromisso, ou uma média conseguida através de muitos pensamentos individuais. É uma consequência secundária.

    O acto primário – o processo da razão – deve ser feito por cada homem individualmente. Podemos dividir uma refeição entre vários homens. Não a podemos digerir num estômago colectivo. Nenhum homem pode usar os seus pulmões para respirar por outro homem. Nenhum homem pode usar o seu cérebro para pensar por outrem. Todas as funções do corpo e do espírito são privadas. Elas não podem ser partilhadas ou transferidas.
    Nós herdamos os produtos do pensamento de outros homens. Nós herdamos a roda. Nós fizemos uma carroça. A carroça torna-se num automóvel. O automóvel torna-se num avião. Mas ao longo de todo o processo, o que recebemos de outrem é apenas o produto final do seu pensamento. A força motora é a faculdade criativa, que toma este produto como material, usa-o e origina o próximo passo. Esta faculdade criativa não pode ser dada ou recebida, emprestada ou tomada de empréstimo. Pertence a um único homem individual. Aquilo que cria é propriedade do criador. Os homens aprendem uns com os outros. Mas toda a aprendizagem é apenas troca de material. Nenhum homem pode dar a outro a capacidade de pensar. No entanto, essa capacidade é o nosso único meio de sobrevivência.

    Nada na terra é dado ao homem. Tudo o que ele precisa tem que ser produzido. E aqui o homem enfrenta a sua alternativa básica: ele só pode sobreviver de duas formas – pelo trabalho independente da sua própria mente ou como um parasita alimentado pela mente de outros. O criador origina. O parasita toma emprestado. O criador enfrenta a natureza sozinho. O parasita enfrenta a natureza através de um intermediário. A preocupação do criador é a conquista da natureza. A preocupação do parasita é a conquista dos homens. O criador vive pelo seu trabalho. Ele não precisa de outros homens. O seu objectivo primário é dentro de si próprio. O parasita vive em segunda mão. Ele precisa de outros. Os outros tornam-se o seu objectivo primário.

    A necessidade básica do criador é independência. A mente que raciocina não pode trabalhar sob qualquer forma de compulsão. Não pode ser dobrada, sacrificada ou subordinada qualquer que seja a consideração. Exige independência total em função e em motivo. Para o criador, todas as relações com o homem são secundárias. A necessidade básica do parasita é assegurar a sua relação com os homens para ser alimentado. A necessidade básica do parasita que vive à custa de outras pessoas é assegurar sua relação com outros homens para ser alimentado. Para ele, os relacionamentos estão acima de tudo. Ele declara que o homem existe para servir aos outros. Ele prega o altruísmo, que é a doutrina que exige que o homem viva para os outros e dê mais importância aos outros que a si próprio. Nenhum homem pode viver por outro. Ele não pode compartilhar seu espírito, assim como não pode compartilhar seu corpo. Mas o homem que vive à custa dos outros usou o altruísmo como arma de exploração e inverteu o fundamento dos princípios morais da humanidade. Aos homens foi ensinado cada preceito que destrói o criador. Aos homens foi ensinado que a dependência é uma virtude.

    O homem que tenta viver para os outros é um dependente. É um parasita em sua motivação e faz daqueles a quem serve parasitas também. Essa relação não produz nada além de corrupção mútua. É impossível conceber tal relação. O exemplo mais próximo na realidade, o homem que vive para servir aos outros, é o escravo. Se a escravidão física é repugnante, quão mais repugnante é o conceito de escravidão espiritual? O escravo, mesmo subjugado, ainda retém um vestígio de honra. Ele tem o mérito de haver resistido e de saber que a sua condição é revoltante. Mas o homem que se escraviza voluntariamente em nome do amor é a criatura mais desprezível que existe. Ele degrada a dignidade do homem e degrada o conceito de amor. Mas essa é a essência do altruísmo. Aos homens foi ensinado que a maior virtude não é realizar, é dar. Mas nada pode ser dado antes de ser criado. A criação precede a distribuição ou não haveria nada a distribuir. As necessidades do criador têm precedência sobre as de qualquer possível beneficiário. Entretanto, somos ensinados a ter mais admiração pelo parasita que distribui presentes que não criou do que pelo homem que tornou os presentes possíveis. Nós elogiamos um ato de caridade e ficamos indiferentes a um ato de realização.

    Aos homens foi ensinado que sua primeira preocupação é aliviar o sofrimento dos outros. Mas o sofrimento é uma doença. Se alguém depara com outra pessoa sofrendo, é normal que tente ajudar e dar assistência. Mas fazer da decisão de alguém nessa situação o teste mais crucial de sua virtude é tornar o sofrimento a parte mais importante da vida. Sob essa perspectiva, o homem deve desejar que os outros sofram, para que ele possa ser virtuoso. Essa é a natureza do altruísmo. O criador não se preocupa com a doença, mas com a vida. Ainda assim, o trabalho do criador eliminou doença após doença, curando tanto o corpo quanto o espírito do homem, e aliviou o sofrimento humano numa escala que altruísta nenhum jamais poderia conceber. Aos homens foi ensinado que concordar com os outros é uma virtude. Mas o criador é o homem que discorda. Aos homens foi ensinado que nadar a favor da corrente é uma virtude. Mas o criador é o homem que vai contra a corrente. Aos homens foi ensinado que se unir aos outros é uma virtude. Mas o criador é o homem que fica sozinho. Aos homens foi ensinado que o ego é sinônimo do mal, e que esquecer o ego e ser altruísta é o ideal da virtude. Mas o criador é o egoísta no sentido mais absoluto, e o homem sem ego é aquele que não pensa, sente, julga ou atua. Essas são funções do ego.

    Essa inversão básica é absolutamente fatal. Essa questão foi pervertida e deixou o homem sem nenhuma alternativa e sem nenhuma liberdade. Duas concepções foram oferecidas a ele como polos do bem e do mal: altruísmo e egoísmo. O egoísmo passou a significar o sacrifício dos outros ao ego, para benefício próprio; o altruísmo, o sacrifício pessoal em benefício dos outros. Essas concepções ataram irrevogavelmente o homem a outros homens e lhe deixaram apenas uma escolha de dor: sua própria dor, suportada para benefício de outros, ou a infligida a outros, para benefício próprio. Quando a essas concepções foi adicionada a ideia de que o homem deve se alegrar com o sacrifício pessoal, a autoimolação, a armadilha se fechou. O homem foi forçado a aceitar o masoquismo como seu ideal, sob a ameaça de que o sadismo era sua única alternativa. Essa foi a maior fraude jamais perpetrada contra a humanidade. Esse foi o estratagema que fez com que a dependência e o sofrimento se perpetuassem como princípios essenciais da vida. A escolha não é sacrifício pessoal ou domínio sobre os outros. Ela é independência ou dependência. O código do criador ou o código do parasita que vive à custa dos outros. Essa é a questão básica. E ela procede da alternativa entre a vida e a morte.

    O código do criador é construído de acordo com as necessidades da mente racional, que permite ao homem sobreviver. O código do parasita é construído de acordo com as necessidades de uma mente incapaz de garantir sua própria sobrevivência. Tudo o que resulta do ego independente do homem é bom. Tudo o que resulta da dependência de um homem em relação a outro é mau. O egoísta, no sentido mais absoluto, não é o homem que sacrifica os outros. O egoísta é o homem que está acima da necessidade de usar os outros de qualquer forma. Ele não funciona por intermédio deles. Nunca se preocupa com eles em questões fundamentais. Nem na escolha do seu objetivo, nem no seu motivo, nem no seu pensamento, nem nos seus desejos, nem na fonte da sua energia. Ele não existe para benefício de nenhum outro homem e não pede a nenhum outro homem que exista para seu benefício. Essa é a única forma possível de irmandade e respeito mútuo entre os homens.

    Graus de habilidade variam, mas o princípio básico permanece o mesmo: o grau de independência, iniciativa e amor pelo seu trabalho é que determina seu talento como trabalhador e seu valor como homem. A independência de um homem é a única medida da sua virtude e do seu valor: o que um homem é, e o que faz de si mesmo; não o que fez, ou deixou de fazer, pelos outros. Não há substituto para a dignidade pessoal. O único padrão de dignidade pessoal que existe é a independência. Em todos os relacionamentos dignos de respeito ninguém se sacrifica por ninguém. Um arquiteto precisa de clientes, mas não subordina seu trabalho aos desejos deles. E eles precisam de um arquiteto, mas não encomendam uma casa só para lhe dar trabalho. Os homens trocam o seu trabalho de livre e espontânea vontade, com mútuo consentimento e para vantagem mútua, sempre que seus interesses pessoais coincidem e ambos desejam a troca. Se não desejam tratar um com o outro, não são forçados a fazer isso. Ambos podem continuar seguindo seus caminhos. Essa é a única forma possível de relacionamento entre iguais. Qualquer outra é uma relação entre escravo e dono, ou entre vítima e carrasco.

    Jamais algum trabalho é feito coletivamente, pela decisão da maioria. A execução de todo trabalho criativo é guiada por um único pensamento individual. Um arquiteto precisa de muitos homens para erguer sua construção. Mas ele não pede que opinem sobre seu projeto. Eles trabalham juntos, por vontade própria, e cada um tem liberdade para atuar em suas respectivas funções. Um arquiteto usa aço, vidro, betão produzidos por outros. Mas os materiais permanecem inalterados até que ele os toque. O que faz deles torna-se sua criação individual e sua propriedade particular. Esse é o único padrão apropriado de cooperação entre os homens. O primeiro direito na Terra é o direito do ego. A principal obrigação do homem é consigo mesmo. Sua lei moral é nunca permitir que seus principais objetivos residam dentro de outros. Sua obrigação moral é fazer o que deseja, desde que seu desejo não dependa basicamente de outros. Isso inclui toda a esfera da sua faculdade criativa, do seu pensamento, do seu trabalho. Mas não inclui a esfera do bandido, do altruísta e do ditador. O homem pensa e trabalha sozinho. Ele não pode roubar, explorar ou dominar sozinho. Roubo, exploração e dominação pressupõem vítimas. Eles exigem a dependência. São a província do homem que vive à custa dos outros.

    Aqueles que dominam outros não são egoístas. Eles não criam nada. A sua existência depende inteiramente de outros. O seu objetivo reside em seus súditos, no ato de escravizá-los. Eles são tão dependentes quanto o mendigo, o assistente social e o bandido. A forma da dependência não importa. Mas os homens foram ensinados a ver os parasitas que vivem à custa dos outros - os tiranos, imperadores e ditadores - como expoentes do egoísmo. Por meio dessa fraude, eles foram levados a destruir o ego, a si próprios e aos outros. O objetivo da fraude era destruir os criadores. Ou subjugá-los, o que é um sinónimo.

    Desde os primórdios da história, os dois antagonistas se enfrentaram face a face: o criador e o parasita. Quando o primeiro criador inventou a roda, o primeiro parasita reagiu. Ele inventou o altruísmo. O criador, rejeitado, hostilizado, perseguido, explorado, perseverou, seguiu adiante e com sua energia carregou toda a humanidade com ele. O parasita não contribuiu com nada para esse processo, exceto com obstáculos. A disputa tem outro nome: o indivíduo contra o coletivo.
    O ‘bem comum’ do coletivo... da raça, da classe, do Estado... foi a alegação e a justificação de todas as tiranias estabelecidas sobre os homens. Os maiores horrores da história foram cometidos em nome de motivos altruísticos. Será que já foi cometido algum ato de egoísmo que possa igualar a carnificina executada pelos discípulos do altruísmo? Onde está a culpa: na hipocrisia dos altruístas ou na natureza do seu princípio? Os piores carrascos foram os mais sinceros. Eles acreditavam na sociedade perfeita alcançada através da guilhotina e do pelotão de fuzilamento. Ninguém questionou o seu direito de matar porque matavam por motivações altruístas. A ideia de que o homem deve ser sacrificado para beneficio de outros estava bem estabelecida. Os atores mudam, mas o curso da tragédia permanece o mesmo. Humanitários que começam declarando seu amor pela humanidade e acabam com banhos de sangue. Assim foi e assim será enquanto se acreditar que uma ação é boa se for altruísta. Essa crença dá ao altruísta permissão para agir e força suas vítimas a sofrerem caladas. Os líderes de movimentos coletivistas não pedem nada para si mesmos. Mas observem os resultados. A única forma de os homens se beneficiarem mutuamente e a única declaração de um relacionamento apropriado entre eles é: ‘Não se meta!’

    Observem agora os resultados de uma sociedade construída sobre o princípio do individualismo. Este, o nosso país. O país mais nobre da história da humanidade. O país das maiores conquistas, da maior prosperidade e da maior liberdade. Este país não foi baseado no serviço abnegado, no sacrifício pessoal, na renúncia, nem em nenhum preceito altruísta. Foi baseado no direito do homem de procurar a felicidade. A sua própria felicidade. Não a de qualquer outra pessoa. Uma motivação pessoal, individual, egoísta. Olhem para os resultados. Examinem suas próprias consciências.

    Esse é um conflito muito antigo. Cada vez que os homens estiveram perto de descobrir a verdade, ela foi destruída, e civilizações pereceram, uma após outra. A civilização é o progresso em direção a uma sociedade de privacidade. A existência inteira de um selvagem é pública, governada pelas leis da sua tribo. A civilização é o processo de libertar os homens uns dos outros. Agora, na nossa época, o coletivismo, o reinado do parasita que vive à custa dos outros e do medíocre, o monstro antigo está à solta e correndo descontrolado. Ele levou os homens a um nível de indecência intelectual nunca igualado na face da Terra. Causou horror numa escala sem precedentes. Envenenou todas as mentes. Engoliu a maior parte da Europa. E está a tomar conta de nosso país.

    Eu sou um arquiteto. Eu sei qual será o resultado pelo princípio que guia a construção. Nós estamos a aproximar-nos de um mundo no qual eu não me posso permitir viver. Agora vocês sabem porque dinamitei Cortlandt. Eu projetei Cortlandt. Eu dei-o a vocês. Eu destruí-o. Eu destruí-o porque não quis permitir que existisse. Era um monstro duplo. Em forma e em significado. Eu tive que explodir os dois. A forma foi mutilada por dois parasitas que assumiram o direito de melhorar algo que não criaram e que não podiam igualar. Eles tiveram permissão para alterar a minha criação por causa da impressão generalizada de que o objetivo altruísta desse projeto superava quaisquer direitos meus e eliminava qualquer forma de defesa da minha parte. Concordei em projetar Cortlandt com o objetivo de vê-lo construído como eu o projetei, e por nenhuma outra razão. Esse foi o preço que determinei para o meu trabalho. Eu não fui pago. Não culpo Peter Keating. Ele não poderia ter feito nada. Ele tinha um contrato com aqueles que o empregaram, mas o documento foi ignorado. Haviam-lhe prometido que a estrutura que ele oferecera seria construída da forma como foi projetada. A promessa foi quebrada. O amor de um homem pela integridade do seu trabalho e seu direito de preservá-lo são agora considerados algo intangível, vago e secundário. Vocês ouviram o promotor dizer isso. Porque foi desfigurado o prédio? Por nenhuma razão. Tais atos nunca têm uma razão, a não ser a vaidade de alguns parasitas que sentem ter direito à propriedade dos outros, seja espiritual ou material. Quem lhes deu permissão para desfigurar meu prédio? Nenhum homem em particular entre as dúzias de homens com autoridade. Nenhum deles teve interesse em permitir ou em proibir. Ninguém era responsável. Ninguém pode ser responsabilizado. Essa é a natureza de toda ação coletiva.

    Eu não recebi o pagamento que pedi. Mas os donos de Cortlandt conseguiram o que queriam de mim. Eles queriam um projeto que lhes permitisse construir uma estrutura da forma mais barata possível. Não encontraram ninguém que pudesse fazer isso. Eu podia e fiz. Eles ficaram com o fruto do meu trabalho e me fizeram dá-lo como um presente. Mas eu não sou altruísta. Eu não dou presentes dessa natureza. Dizem que destruí a moradia dos destituídos. Mas esquecem-se de que, se não fosse por mim, os destituídos não poderiam ter essa moradia. Aqueles que estavam preocupados com os pobres tiveram que recorrer a mim, que nunca me preocupei, para ajudar os pobres. Acredita-se que a pobreza dos futuros inquilinos lhes dá direito ao meu trabalho; que a necessidade deles lhes dá direito à minha vida; que eu tenho a obrigação de contribuir com tudo o que for exigido de mim. Esse é o credo que está engolindo o mundo agora, o credo do parasita que vive à custa dos outros.

    Eu vim aqui para dizer que não reconheço o direito de ninguém a um minuto sequer da minha vida. Nem a nenhuma parte da minha energia. Nem a nenhuma conquista minha. Não me importa quem faça a exigência, quantos a façam, nem o tamanho da sua necessidade. Eu quis vir aqui e dizer que sou um homem que não existe para servir aos outros. Isso precisava ser dito. O mundo está perecendo por causa de uma orgia de sacrifícios pessoais. Eu quis vir aqui e dizer que a integridade do trabalho criativo de um homem é muito mais importante que qualquer projeto de caridade. Aqueles entre vocês que não entendem isso são os que estão a destruir o mundo. Eu quis vir aqui e ditar as minhas condições. Não tenho interesse em existir sob quaisquer outras.

    Eu não reconheço nenhuma obrigação para com os outros homens, com uma única exceção: respeitar a sua liberdade e não participar de nenhuma maneira em uma sociedade esclavagista. Ao meu país eu quero dedicar os dez anos que passarei na prisão, se o meu país não mais existe. Eu os passarei em lembrança e gratidão pelo que o meu país foi outrora. Esse será o meu ato de lealdade, a minha recusa a viver ou trabalhar no que tomou o seu lugar. Esse é o meu ato de lealdade para com todo o criador que viveu e sofreu às mãos das forças responsáveis pelo Cortlandt que dinamitei. Meu ato de lealdade a toda hora torturante de solidão, rejeição, frustração e abuso que ele foi forçado a suportar... e às batalhas que venceu. Meu ato de lealdade a todo criador cujo nome é conhecido e a todo criador que viveu, lutou e pereceu desconhecido, antes de poder alcançar o sucesso. A todo criador cujo corpo ou espírito foi destruído. (...).”

    Obra: The Fountainhead por Ayn Rand"

    Fonte :https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1139001889500888&id=146246615443092

    :o)


    Ums dos melhores alegatos en favor da liberdade individual,se não leo o livro,recomendo vivamente...Uma das fotografías que pos,fes-me lembrar inmediatamente este livro.
    •  
      CMartin
    • 21 Outubro 2018 editado

     # 13

    Colocado por: Jota5Ums dos melhores alegatos en favor da liberdade individual,se não leo o livro,recomendo vivamente...

    Não li, e nem conhecia a história, fui pesquisar, e gostei imenso do que descobri. Achei mesmo interessante. Gosto também de pensar na originalidade, por exemplo, como demonstra de personalidade, creatividade e de liberdade de ser. E a falta de originalidade, o contrário de todas estas coisas. A arquitectura, de facto, tem lugar neste mesmo pensamento.
    Por ter dado a conhecer, obrigada!
    Concordam com este comentário: SS1128
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Jota5
    •  
      CMartin
    • 21 Outubro 2018 editado

     # 14

    Colocado por: Jota5Uma das fotografías que pos,fes-me lembrar inmediatamente este livro.

    Já agora, qual ?
  6.  # 15

    Tenho problemas para adicionar a fotografía,é justamente a que está encima do meu comentário.Howard Roark.
    Concordam com este comentário: CMartin
  7. Ícone informação Anunciar aqui?

  8.  # 16

    Não existem grandes ou pequenos arquitetos, existem é clientes ricos, remediados e pobres, se o arquiteto tiver a sorte do rico , crescerá , os grandes nomes foram alguém que teve a sorte , de clientes onde o céu é o limite , em todos os sentidos , até com gaudi, assim foi !!
    Concordam com este comentário: pauloagsantos, VCAC, aacc
  9.  # 17

    Não acho que seija bem asim,o talento também tem alguma coisa a dizer...Não a dúvida que a sorte influencia en tudo,mas vese cada arquiteto ,que valhame nosa senhora...Uma coisa é arquitetos de "ricos" i outra é que seijan boms arquitetos.
    •  
      CMartin
    • 26 Outubro 2018 editado

     # 18

    Colocado por: MjdiasNão existem grandes ou pequenos arquitetos, existem é clientes ricos, remediados e pobres, se o arquiteto tiver a sorte do rico , crescerá , os grandes nomes foram alguém que teve a sorte , de clientes onde o céu é o limite , em todos os sentidos , até com gaudi, assim foi !!
    Concordam com este comentário:pauloagsantos,VCAC,aacc



    Colocado por: Jota5Não acho que seija bem asim,o talento também tem alguma coisa a dizer...Não a dúvida que a sorte influencia en tudo,mas vese cada arquiteto ,que valhame nosa senhora...Uma coisa é arquitetos de "ricos" i outra é que seijan boms arquitetos.

    Concordo com a linha de pensamento da Jota5, até diria mais, para mim, o ideal seria a arquitectura ser vocação do arquitecto, como em qualquer profissão seria esse o ideal. Nas artes, mais ainda, que a arte nascesse com o artista (que, nas artes, geralmente acontece quase sempre...), e eu considerando a arquitectura uma arte (...).
    Logicamente, e por experiência, não ter plafond estipulado permite uma enorme liberdade criativa ! O que não significa que uma obra contida em orçamento não apresente em si um desafio igualmente estimulante.
    Um arquitecto com amor à sua arte, com vocação, fará ambos os projectos com interesse, um arquitecto sem vocação talvez se sinta estimulado apenas por o do plafond ilimitado.
    O reconhecimento público já é outra coisa. Quantos artistas morreram uns pés descalços afinal (Monet, Van Gogh, Schubert..) mas que deixaram um legado de inquestionável talento universal.

    PS. Claro que é idílico, mas eu sou das que pensa que o dinheiro não compra tudo, e, por vezes, o gosto/cultura é o maior facilitador ou o maior impedimento a uma boa arquitectura.
  10.  # 19

    Colocado por: Jota5Tenho problemas para adicionar a fotografía,é justamente a que está encima do meu comentário.Howard Roark.

    Esta então.
      casa-na-gateira-c090316-n-7-768x512 (1).jpg
    •  
      CMartin
    • 26 Outubro 2018 editado

     # 20

    "É o meu mais recente vício: visitar as casas mais espectaculares do mundo – sem sair da minha própria casa. A série da BBC The World's Most Extraordinary Homes, transmitida em Portugal no Netflix, mostra algumas das mais fabulosas casas do planeta. E transformou-me numa espécie de mosca que anda a passear-se por dentro de moradias absolutamente incríveis. Há casas com telhados que são asas de aviões, há casas totalmente em vidro, há casas construídas debaixo da terra, redondas ou em forma de onda – enfim, há tudo o que pode imaginar.

    Pois, acontece que os senhores da BBC resolveram vir até Portugal visitar as mas incríveis casas alguma vez construídas por aqui. Para o canal de televisão britânico, Portugal tem uma reputação de "fantástico design, mas também de alguma modéstia", além de "paisagens deslumbrantes". E isso transforma o país num destino obrigatório para quem procura inovação, elegância e discrição.

    O primeiro episódio da segunda temporada da série foi inteiramente dedicado a quatro inacreditáveis casas em Portugal. (...)"
    Fonte : https://www.casalmisterio.com/as-casas-mais-espectaculares-de-930810

    Site oficial do documentário na Netflix : Veja "The World's Most Extraordinary Homes" na Netflix
    www.netflix.com/title/80213025?source=android
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