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  1.  # 41

    Colocado por: hangasJá no residencial, não creio que alguém que tenha por exemplo 10K disponíveis considere em alternativa um instrumento financeiro ou uma instalação solar.
    Quando muito faz umas contas de atingir o break-even o mais cedo possível, e depois fica aquela sensação de alivio que parte a luz é a borla, não quantificando.

    Não estou a ver bem a diferença.
    Se devido ao investimento inicial e manutenção/tempo de vida, os PF ficarem mais caros do que simplesmente não ter nada, as razões para investir não serão financeiras. Talvez ambientais, gosto/hobby, etc. Provavelmente se assim fosse, a maior parte não o faria, digo eu.

    O título é um pouco enganador. "dificilmente compensa" parece sugerir que não se obtém retorno positivo, mas afinal até é bastante positivo?
    De qualquer forma, é sempre uma questão de quantificar, tal como qualquer outro investimento.

    Se um particular aplicar PV e só tiver tiver retorno passados 25 anos, talvez nem os venha a colher.
    Se tiver um retorno de 3.5%, pode equacionar aplicar o mesmo capital num outro investimento mais rentável.
    Ou, mais razoável: assume que 3.5 são sólidos, aplica PV e diversifica o portfolio com outros investimentos paralelos.
    Concordam com este comentário: zed
  2.  # 42

    Colocado por: pguilhermeNão estou a ver bem a diferença.


    Há alguma diferença, principalmente na escala.
    Do ponto de investimento de um parque solar por exemplo, a instalação é toda ela feita para vender a produção.
    Logo o dimensionamento está mais limitado pelo capital disponível do que pelo potencial consumo próprio a anular.

    Numa instalação residencial, o dimensionamento é mais limitado pela consumo próprio que se pretende anular, do que pelo capital de investimento.
    • zed
    • 11 junho 2021

     # 43

    Colocado por: hangasSem desprimor pelos seus cálculos que são bastante interessantes, é justamente este tipo de "problema" que vejo em tratar uma instalação residencial como um investimento puro. E estes simuladores (SAM, PVCase, etc) estão desenhados principalmente para esses casos.

    Mas não, o SAM nem apresenta o IRR para instalações residenciais ou comerciais. Apresenta sim nas chamadas industriais.

    Eu acho que fazem mal porque o conceito de rendimento anual é um conceito familiar para quase todos, ao contrário do NPV, Discount Rate, e afins. Por isso acaba por ser um bom número para contextualizar o investimento, como fez o pguilherme.

    Mais do que pensar nisto como investimento eu quero saber que não estou a deitar dinheiro à rua. Se tivesse lá este numero chapado se calhar não me tinha enganado no título. :)
    • zed
    • 11 junho 2021

     # 44

    Colocado por: hangasNuma instalação residencial, o dimensionamento é mais limitado pela consumo próprio que se pretende anular, do que pelo capital de investimento.

    Aqui é limitada pelo telhado, não cabem mais que 8 painéis. E de certa forma pela orientação do telhado.
  3.  # 45

    Colocado por: zedAqui é limitada pelo telhado, não cabem mais que 8 painéis. E de certa forma pela orientação do telhado.


    O que queria dizer é que numa produção industrial, à partida estamos a falar de vários hectares, e centenas ou milhares de painéis, onde o capital de investimento (na ordem dos milhoes, é capaz de ser o principal fator limitador).

    Claro que ai também pode haver limitações de espaço, se só tenho 2ha, são apenas 2ha que posso por a produzir. Mas é sempre em escala e para vender a produção toda.
    Numa pequena instalação o objetivo é quase sempre suprir necessidades de consumo local.
    Concordam com este comentário: eu, Bruno.Alves
  4.  # 46

    Há aqui outro factor a considerar, que no caso do autor é capaz de não fazer muito sentido, mas noutros casos sim. Que é a possibilidade de com o autoconsumo poder ter outro tipo de ciclos horários que dão uma maior poupança na conta da eletricidade.
    Caso mais prático. Um pessoa com um consumo tanto de dia como de noite (por ter carro elétrico, por exemplo). Muitas pessoas optam pelo bi-horário se o consumo do carro foi muito significativo, e nesse caso a instalação de painéis tem um payback mais curto devido ao maior custo de energia durante o dia. Ou então podemos ir ainda mais longe, usando por exemplo o tri-horário. Se os painéis conseguem suprir as necessidades de energia entre as 9h15 e as 12h15 (ciclo semanal em hora de Verão), obtém-se redução da fatura não só pela energia injectada pelos painéis, como também pela redução do custo da energia que se vai buscar à rede durante o dia, já que o "cheio" do tri-horário é mais barato que o "fora do vazio" do bi-horário. Ou seja, a instalação de painéis pode originar poupanças secundárias para além dos kWh produzidos.
    Concordam com este comentário: eu, zed, pguilherme, psargaco
    • eu
    • 12 junho 2021

     # 47

    Para mim, o fator crucial destas contas é a duração dos equipamentos sem avarias. Tenho muitas reservas sobre a duração dos inversores.
    Concordam com este comentário: zed
    • zed
    • 12 junho 2021 editado

     # 48

    É verdade. Esses tarifários para mim não servem mas já constatei que o payback é dramaticamente mais curto para quem tem bi-horário: aqui nesta simulação vai de 5,2 anos para 4 anos.


    Colocado por: euTenho muitas reservas sobre a duração dos inversores.

    Quer ver a simulação com substituição do inversor aos 10 anos? Pelo que tenho lido é mesmo expectável substituir o inversor 1 vez durante o tempo de vida dos painéis.
  5.  # 49

    Colocado por: hangasHá alguma diferença, principalmente na escala.
    Do ponto de investimento de um parque solar por exemplo, a instalação é toda ela feita para vender a produção.
    Logo o dimensionamento está mais limitado pelo capital disponível do que pelo potencial consumo próprio a anular.

    Numa instalação residencial, o dimensionamento é mais limitado pela consumo próprio que se pretende anular, do que pelo capital de investimento.

    O conceito de investimento não depende da sua dimensão nem do seu tecto.
    Um particular pode investir num sistema PF e, mesmo sem vender o que produz, rentabiliza-o pelo facto de reduzir as suas despesas.
    Se não vender, o tecto de retorno serão os correntes gastos externos de electricidade e por não faz sentido investir mais do que este ponto.

    Se em ambiente doméstico não considerar os PF como investimento (ou se quiser, pela sua componente financeira), que mais valias está a considerar?

    Os grandes produtores trabalharão com outras escalas e com outros modelos de negócio, mas acaba por ser o mesmo, na medida em que ambos são investimentos com intenção de um retorno maximizado.
    Concordam com este comentário: zed
    Estas pessoas agradeceram este comentário: tualoucura
  6.  # 50

    Colocado por: ruicarlovQue é a possibilidade de com o autoconsumo poder ter outro tipo de ciclos horários que dão uma maior poupança na conta da eletricidade.

    Este factor também é muito importante na análise, pois os comportamentos de consumo serão moldados às condições.

    O carro electrico assenta aqui muito bem, pela capacidade de consumo e pela flexibilidade de carregamento. Por exemplo, ninguém vai desligar um frigorífico durante o dia para poupar electricidade ou, pelo contrário, liga-lo só durante o dia quando tiver produção solar.

    O tri-horário seria fixe se a produção solar fosse +- garantida. Não sendo, é preciso analisar as tarifas e ponderar bem as variáveis.

    Não olhei bem para o SAM mas pareceu-me algo complexo.
    Será que existem dados de consumo fácil, estilo um case-study: uma determinada região geográfica, uma determinada dimensão, a comparação entre o investimento inicial, manutenções, etc e produção energética durante o mesmo período?

    É sempre difícil fazer regras, o clima é um factor, os custos da rede tb, o MTBF dos componentes também.... mas daria para ter uma ideia.
  7.  # 51

    Colocado por: euPara mim, o fator crucial destas contas é a duração dos equipamentos sem avarias. Tenho muitas reservas sobre a duração dos inversores.


    Outra variável que eu acrescento aqui é até que ponto compensa comprar um inversor melhor ou pior.
    i.e. vale mais ir para um inversor baratucho, um Huawei por exemplo que custa metade de um Solax ou 1/4 de um Fronious, arriscando que dure muito menos, ou gastar mais num inversor de qualidade para aumentar a probabilidade de durar para além do break even.


    Um argumento pode ser que é preferível dar 1/4 do valor pelo inversor, sabendo que mesmo que tenha que comprar 4 durante a potencial vida de um melhor, fica na mesma. Além disso se avariar daqui por 2 ou 3 anos, se calhar na altura os já são melhores, mais eficientes e mais baratos, e como tal há ganhos em relação a estar preso a um inversor durante 10-15 anos.
    Concordam com este comentário: rjmsilva, eu, zed
  8.  # 52

    Colocado por: zedVim a saber que a forma correcta de calcular oInternal Rate of Return(IRR) de um projecto deste género não é ser eu a escolher oDiscount Rate(DR, para o qual eu usei o custo de oportunidade) mas sim resolver em função doNet Present Value(NPV), que é o valor hoje dos rendimentos que se vai ter no futuro (ou seja, descontando o custo de oportunidade e a inflação) menos os custos (também descontados).

    Na prática o que quero fazer é descobrir qual o DR que leva o NPV a 0, pois isso quer dizer que não ganho nem perco dinheiro após os 25 anos se o custo de oportunidade for "x". Se bem se lembram na simulação original e com o DR a 3% o NPV deu 3.902€. Ou seja, ao investir os 1.363€ hoje estou a ganhar 3.902€ (em € de hoje, descontados os 2,5% de inflação e os tais 3% de custo de oportunidade) limpos num horizonte de 25 anos. Isto se não houver imprevistos.


    Curiosamente, no modelo que o SAM disponibiliza para instalações residenciais ele não calcula directamente o IRR mas sim pede para escolhermos o DR. No entanto, ele tem um modo que permite correr várias simulações de uma só vez alterando qualquer parâmetro e dessa forma conseguimos resolver em função do DR. Na prática corremos umas quantas simulações até darmos com o tal NPV=0. Nos modelos industriais ele calcula directamente o IRR.


    Conseguimos ver tanto no gráfico como na tabela que o IRR deste instalação é algures entre 20% e 21%. Ou seja, para ter melhor investimento num prazo de 25 anos preciso de arranjar algum investimento que me dê >20% nominais (ignorando inflação).

    Portanto aqui tenho de dar a mão à palmatória e dizer quea 25 anos e não havendo despesas com o sistema dificilmente se consegue um investimento melhor que estecom níveis de risco semelhantes. Lá está, este "lucro" que indica o NPV de 3.902€ não vai mudar a vida de ninguém que disponha dos 1.363€ para investir mas os números são o que são e o retorno é bom.

    Agora que me estou a sentir mais à vontade com o SAM levantam-se estas questões:
    - Qual o impacto de contar com a substituição do inversor aos 10 anos?
    - Ou alternativamente, pagar para ter garantia de 20 anos?
    - E o custo de, daqui a 25 anos, retirar os painéis? Eu acho que, e espero que, daqui a 25 anos seja obrigatória a reciclagem dos painéis. Sei que actualmente noutros países isto ainda não é rentável, o dono dos painéis tem de pagar (pouco) pela reciclagem.


    Retirar os paineis passado 25 anos porquê? Passado 25 anos, os paineis ainda produzem mais de 80% energia...
  9.  # 53

    Colocado por: ruicarlovHá aqui outro factor a considerar, que no caso do autor é capaz de não fazer muito sentido, mas noutros casos sim. Que é a possibilidade de com o autoconsumo poder ter outro tipo de ciclos horários que dão uma maior poupança na conta da eletricidade.
    Caso mais prático. Um pessoa com um consumo tanto de dia como de noite (por ter carro elétrico, por exemplo). Muitas pessoas optam pelo bi-horário se o consumo do carro foi muito significativo, e nesse caso a instalação de painéis tem um payback mais curto devido ao maior custo de energia durante o dia. Ou então podemos ir ainda mais longe, usando por exemplo o tri-horário. Se os painéis conseguem suprir as necessidades de energia entre as 9h15 e as 12h15 (ciclo semanal em hora de Verão), obtém-se redução da fatura não só pela energia injectada pelos painéis, como também pela redução do custo da energia que se vai buscar à rede durante o dia, já que o "cheio" do tri-horário é mais barato que o "fora do vazio" do bi-horário. Ou seja, a instalação de painéis pode originar poupanças secundárias para além dos kWh produzidos.
    Concordam com este comentário:eu,zed,pguilherme,psargaco


    Além de que se consegue diminuir também a potência contratada e aí é logo uma grande poupança anual.
  10.  # 54

    Colocado por: hangas

    Outra variável que eu acrescento aqui é até que ponto compensa comprar um inversor melhor ou pior.
    i.e. vale mais ir para um inversor baratucho, um Huawei por exemplo que custa metade de um Solax ou 1/4 de um Fronious, arriscando que dure muito menos, ou gastar mais num inversor de qualidade para aumentar a probabilidade de durar para além do break even.


    Um argumento pode ser que é preferível dar 1/4 do valor pelo inversor, sabendo que mesmo que tenha que comprar 4 durante a potencial vida de um melhor, fica na mesma. Além disso se avariar daqui por 2 ou 3 anos, se calhar na altura os já são melhores, mais eficientes e mais baratos, e como tal há ganhos em relação a estar preso a um inversor durante 10-15 anos.
    Concordam com este comentário:rjmsilva,eu,zed


    O Huawei é dos melhores inversores chineses que existem, bem superior ao Solax.
    Para além disso, os 10 anos garantia dos Huawei é das melhores garantias do mercado.
  11.  # 55

    Uma casa que tenha tudo elétrico, gaste energia para arrefecer no verão e aquecer no inverno, facilmente vai buscar rentabilidade no investimento .
    Concordam com este comentário: eu
  12.  # 56

    Colocado por: jo.san

    Além de que se consegue diminuir também a potência contratada e aí é logo uma grande poupança anual.



    hahahaaha conheço um que foi na mesma ideia, sabes no que deu? sempre que ligava a maquina de secar roupa ia a luz toda a baixo. a simultaneidade tem de ser calculada sem os painéis em uso, se não no dia em que precisar está lixado.
    • zed
    • 31 dezembro 2021

     # 57

    Colocado por: jo.sanRetirar os paineis passado 25 anos porquê? Passado 25 anos, os paineis ainda produzem mais de 80% energia...

    Em algum momento os painéis vão ter de sair, é um custo que tem de ser tido em conta numa análise mais séria. As razões há muitas, pode ser por motivo de substituição por painéis mais eficientes, por avaria, ou simplesmente para permitir a manutenção do telhado.

    25 anos porque isto é uma análise a 25 anos.
    • zed
    • 31 dezembro 2021

     # 58

    Neste estudo na Austrália chegam à conclusão que os painéis estão a ser removidos após 12 anos. Uma das razões é a existência de incentivos tipo Fundo Ambiental: quando o inversor falha aos 10-12 anos chega-se à conclusão que mais vale substituir por um sistema novo.

    The data from the stakeholder interviews suggests that in the NT panels are removed for a range of socio- economic reasons beyond simple technical failures (either as a result of the physical environment or inherent manufacturing defects). These socio-economic reasons included removal during refurbishments, removal as a result of vandalism and removals arising from the treatment of solar panels as consumer items akin to mobile phones, and appear to have received little, if any, attention in previous research regarding EOL removals. Our research also suggests that government policies and programs aimed at promoting the renewables sector, such as subsidies and rebates for new solar installations, can also encourage the premature removal of functional solar PV panels. Consequently, it appears that solar PV panel life spans may be shorter in the NT, with panels being removed prematurely, perhaps by as much as 18–20 years earlier (assuming an upper limit of 30 years warranty for panels) or 10 years earlier (assuming a panel has a 20-year warranty).

    https://www.cdu.edu.au/sites/default/files/the-northern-institute/eolmanagemnetsolarpv_final_e-version.pdf
  13.  # 59

    Colocado por: luixmod


    hahahaaha conheço um que foi na mesma ideia, sabes no que deu? sempre que ligava a maquina de secar roupa ia a luz toda a baixo. a simultaneidade tem de ser calculada sem os painéis em uso, se não no dia em que precisar está lixado.


    Isso é porque tinha muitos poucos Kw de paineis e porque uma maquina se secar roupa das antigas são umas consumidoras de energia que é uma loucura. Neste momento quem usa muito as máquinas de secar roupa mais vale mandar reciclar uma das antigas e comprar uma das novas A+++, o investimento fica pago em muito pouco tempo.

    Com o apoio do fundo ambiental nem é preciso pensar muito para colocar paineis solares.
    • zed
    • 31 dezembro 2021

     # 60

    Colocado por: jo.sanCom o apoio do fundo ambiental nem é preciso pensar muito para colocar paineis solares.

    É preciso pensar um bocado nos critérios de elegibilidade pois ainda há muita gente que não acerta nos requisitos.

    Mas em relação à análise financeira como fiz aqui torna-se menos importante.
 
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