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  1.  # 841

    Colocado por: Sandra_ccEm segundo lugar, já existe uma permanência dos médicos no SNS, chamada internato geral (1ano) + internato de especialidade (4 a 6 anos).

    em exclusividade?
  2.  # 842

    Colocado por: marco1
    em exclusividade?


    Com horário completo (e ainda o excedem sempre), portanto é indiferente ser em exclusividade.

    Se não houvesse internos, já não existia SNS.
  3.  # 843

    Colocado por: Sandra_cc

    Com horário completo (e ainda o excedem sempre), portanto é indiferente ser em exclusividade.

    Se não houvesse internos, já não existia SNS.

    Essa ladainha não cola,num advogado, fisioterapeuta ou arquitecto tmb faz trabalho como estagiário e não é remunerado...
    Sou a favor dessa proposta a contar do 1 ano, só vai para esse curso quem aceitar essa permissa
  4.  # 844

    Colocado por: spvale
    Essa ladainha não cola,num advogado, fisioterapeuta ou arquitecto tmb faz trabalho como estagiário e não é remunerado...
    Sou a favor dessa proposta a contar do 1 ano, só vai para esse curso quem aceitar essa permissa


    Um interno não é estagiário. Está completamente enganado. E assim se vê que não domina minimamente o meio.

    Fica sempre a questão...então e os outros cursos??? Então e se fizer o curso na privada??


    Você pode ser a favor do que quiser...pode é acontecer de não lhe resolver absolutamente nada. Tal como aumentar vagas de medicina, abrir novas faculdade de medicina públicas e até privadas, não tem resolvido absolutamente nada e até tem agravado o problema em todas as frentes.

    As pessoas estão frustradas. Compreendo. E nisso sou directa: acho que grande parte da frustração com a minha profissão já não tem nada a ver com carências de serviço. Tem que ver com o fraco elevador social e os sentimentos de frustração, inveja e desespero com o mesmo.

    A medicina ainda é uma garantia de elevador social e o desespero em aceder à profissão revela a falta de alternativas da população.

    Um grande número de pessoas não está preocupada em ter médico. Está preocupada em ser ou ter alguém da sua família que possa ser médico. Ou, em último caso, não tendo já nenhuma dessas possibilidades, sente a necessidade de castigar, regrar, penalizar, a profissão, por sentir que a mesma tem acesso a um bem estar econômico-social, que muitos não podem ter.

    Tenho dito.
    • AMG1
    • 7 setembro 2025

     # 845

    Colocado por: Sandra_cc
    ...
    Na casa das centenas, até porque se emite factura via empresa, evitando IRS e seg social.


    É sempre um enlevo, quando nos dizem isto na cara, sobretudo àqueles que tendo estes rendimentos, como trabalhadores por contra de outrem têm de entregar ao estado metade do que ganham.
    Obviamente que a culpa disto não é de quem consegue não pagar, mas do estado que exige a uns o que não exige a outros.
    Deve ser a justiça fiscal à portuguesa.
  5.  # 846

    Colocado por: AMG1

    É sempre um enlevo, quando nos dizem isto na cara, sobretudo àqueles que tendo estes rendimentos, como trabalhadores por contra de outrem têm de entregar ao estado metade do que ganham.
    Obviamente que a culpa disto não é de quem consegue não pagar, mas do estado que exige a uns o que não exige a outros.
    Deve ser a justiça fiscal à portuguesa.



    Lá está a tal coisa...

    "Como eu não posso...eles também não podem! Castigue-se!"
  6.  # 847

    Colocado por: marco1e algo como os pilotos da força área, não ?


    Carissimo, sabe que quem tira um curso através das Forças Armadas tem remuneração logo desde o 1° dia da faculdade. Os alunos que entram na faculdade de Medicina pelo Exercito, Força Aérea e Marinha também recebem o vencimento da sua patente desde o 1° dia da faculdade. Esses colegas médicos militares se saírem das Forças Armadas também têm de indemnizar o Estado, tal como os pilotos. Os alunos militares da Faculdade de Medicina quando terminam o curso são Tenentes. Vá procurar o valor da remuneração e talvez se surpreenda.

    Esse argumento dos pilotos da Força Área deixa-me sempre a rir.. a mim e aos meus amigos que são médicos militares e da GNR.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  7.  # 848

    Há um mito que diz que um médico custa muito dinheiro a formar.

    É falso.

    As faculdades públicas de medicina são edifícios como as outras.

    Os professores da faculdade têm carreira docente do ensino superior, remuneração igual a professores de qualquer outra faculdade pública.

    As aulas práticas são em contexto hospitalar, com médicos que la trabalham que que fazem docência voluntária.

    Não há nenhum custo acrescido na formação de um médico do que qualquer outro curso superior .
    Concordam com este comentário: ivreis
  8.  # 849

    Colocado por: Sandra_ccHá um mito que diz que um médico custa muito dinheiro a formar.

    são mais anos de escolaridade até o medico poder requerer cédula profissional, depois não conheço médico que fique por aqui, portanto, até finalizar o percurso:
    - 6 anos ate ser graduado em Medicina.
    - 1 ano de internato
    - 4 a 7 anos para ter a especialidade.

    Portanto veja se não sai mais caro, nem que seja pelo tempo. Mínimo de 11 anos a formar.
    Maioria dos curso são de 3 anos, alguns 4 a 6, se para aceder à profissão for necessário efetuar mestrado e estagio profissional.
  9.  # 850

    Colocado por: Pedro Barradas
    são mais anos de escolaridade até o medico poder requerer cédula profissional, depois não conheço médico que fique por aqui, portanto, até finalizar o percurso:
    - 6 anos ate ser graduado em Medicina.
    - 1 ano de internato
    - 4 a 7 anos para ter a especialidade.

    Portanto veja se não sai mais caro, nem que seja pelo tempo. Mínimo de 11 anos a formar.
    Maioria dos curso são de 3 anos, alguns 4 a 6, se para aceder à profissão for necessário efetuar mestrado e estagio profissional.


    6 anos de curso. O custo é o mesmo a qualquer curso pois é feito com capacidade instalada dos docentes profissionais e voluntários, bem como dos hospitais do SNS que têm doentes, quer tenham alunos, ou não.

    Internato geral e especialidade. Já somos médicos. O médico já trabalha, portanto já rende (e muito...). Não são obrigatórios, faz quem quer.


    Nota: não há nenhuma especialidade que obrigue a 7 anos de internato de especialidade. A especialidade, quem a quiser fazer, pode ficar entre 4 anos (por exemplo saúde pública ou MGF...), a 6 anos (cirúrgicas).
  10.  # 851

    Sandra eu entendo a sua perspectiva.
    Mas face a maioria dos cursos. É um curso que sai mais caro, pois à partida são necessários 6 anos, ou seja pelo menos o dobro dos anos letivos da maioria das atuais licenciaturas.

    PS: A mim o que me incomoda mais, é o lado mercantilista que a maioria da classe médica (mas não só) apresenta atualmente.
  11.  # 852

    Colocado por: Pedro BarradasSandra eu entendo a sua perspectiva.
    Mas face a maioria dos cursos. É um curso que sai mais caro, pois à partida são necessários 6 anos, ou seja pelo menos o dobro dos anos letivos da maioria das atuais licenciaturas.

    PS: A mim o que me incomoda mais, é o lado mercantilista que a maioria da classe médica (mas não só) apresenta atualmente.


    É mito.

    Os dois últimos anos de medicina são aulas observacionais em contexto hospitalar com docentes voluntários (à força como eu também fui). Os respectivos hospitais, doentes e médicos estão lá com ou sem alunos.

    Não passa de uma desculpa para tentar castigar a profissão por a acharem privilegiada.
    • AMG1
    • 7 setembro 2025

     # 853

    Colocado por: Sandra_cc


    Lá está a tal coisa...

    "Como eu não posso...eles também não podem! Castigue-se!"


    Mas que disparate!
    Só não concordo que para rendimentos que são, na realidade, da mesma categoria (trabalho) possam existir dois pesos e duas medidas.
    A Sandra_cc faz o que pode para pagar o menos possivel e eu concordo que o faça. Só não compreendo porque razão tem de ser assim.
    Claro que também queria ter a mesma hipotese, mas porque razão me havia de castigar por isso?
    Acaso a Sandra_cc faz alguma penitência por ter forma de pagar menos do que os demais?
    Concordam com este comentário: NTORION
  12.  # 854

    Colocado por: AMG1

    Mas que disparate!
    Só não concordo que para rendimentos que são, na realidade, da mesma categoria (trabalho) possam existir dois pesos e duas medidas.
    A Sandra_cc faz o que pode para pagar o menos possivel e eu concordo que o faça. Só não compreendo porque razão tem de ser assim.
    Claro que também queria ter a mesma hipotese, mas porque razão me havia de castigar por isso?
    Acaso a Sandra_cc faz alguma penitência por ter forma de pagar menos do que os demais?


    Nenhuma e acho que os outros deviam procurar pagar como eu, em vez de procurarem formas e motivos de eu pagar como eles.
    • AMG1
    • 7 setembro 2025

     # 855

    Colocado por: Sandra_cc

    Nenhuma e acho que os outros deviam procurar pagar como eu, em vez de procurarem formas e motivos de eu pagar como eles.


    Está enganada. Eu não quero nada disso. Apenas considero que os impostos são necessarios e como se destinam a suprir necessidades de todos, parece-me da mais elementar justiça que o fisco nos tratasse a todos da mesma forma.
    Não está sequer em causa se a Sandra_cc paga mais ou menos do que eu, apenas o facto dos nossos rendimentos, embora sejam ambos resultantes da venda do nosso trabalho, acabarem por ter um enquadramento fiscal diverso.
    Ninguém gosta de pagar impostos, mas são necessários e por isso convinha que esse esforço fosse o mais distribuido possivel.
    Não deve ser dificil perceber que seria mais justo que todos pagassem de acordo com os mesmos criterios.
    Se todos tivessemos oportunidade de pagar metade do que pagamos, isso seria ótimo, mas também é evidente que o estado também teria muito menos meios para providenciar algumas coisas basicas a quem não as pode pagar, p.e. a saúde.
    Há muito tempo que a gabarolice parola, dos chico-espertos que fogem ao fisco desapareceu. Agora é tempo de irmos mais longe e procurar distribuir melhor a tal carga fiscal, tenha ela a dimensão que tiver.
    A mim parece-me um desígnio justo, mas compreendo que não agrade a todos.
    • AMG1
    • 7 setembro 2025

     # 856

    Colocado por: Sandra_cc
    ...
    Não há nenhum custo acrescido na formação de um médico do que qualquer outro curso superior .
    Concordam com este comentário:ivreis


    Esta discussão não serve para nada, porque independentemente do seu custo, a formação médica será sempre necessária. Contudo, convém que nos fiquemos pelos factos.
    De acordo com isto, parece que essa formação fica mais cara ao estado do que as demais, mas talvez o poligrafo esteja enganado.

    https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/cursos-de-medicina-sao-os-que-acarretam-mais-custos-para-o-estado/
  13.  # 857

    Se existe alguma coisa em que o Estado é eficiente é no saque fiscal, Em tudo o resto é incompetência e desleixo. No caso do SNS as PPP da Saúde vieram provar que é possível fazer uma gestão muito mais eficiente na Saúde. Naturalmente foram logo aniquiladas.
    A TAP é outro exemplo que nos custou milhares de milhões do saque fiscal.
    Foi repugnante ver há dias no acidente da Calçada da Glória quando os corpos dos mortos ainda não tinha arrefecido já sindicalistas e associados vinham condenar á morte os privados.
    • eu
    • 7 setembro 2025

     # 858

    Colocado por: Sandra_ccNão há nenhum custo acrescido na formação de um médico do que qualquer outro curso superior .


    Talvez esteja relacionado com o número de anos que demorar a formar um Médico.
    • eu
    • 7 setembro 2025

     # 859

    Colocado por: Sandra_ccNão me parece falta de vontade, mas falta de capacidade financeira.


    A capacidade financeira é sempre uma questão de prioridades. Aqueles milhares de milhões que foram para a TAP teriam sido melhor aproveitados para reter médicos no SNS.

    Não há capacidade financeira para pagar melhor aos médicos do SNS? Então e depois já há capacidade financeira para pagar ainda mais aos tarefeiros?
    • AMG1
    • 7 setembro 2025

     # 860

    Colocado por: CarvaiSe existe alguma coisa em que o Estado é eficiente é no saque fiscal, Em tudo o resto é incompetência e desleixo. No caso do SNS as PPP da Saúde vieram provar que é possível fazer uma gestão muito mais eficiente na Saúde. Naturalmente foram logo aniquiladas.
    A TAP é outro exemplo que nos custou milhares de milhões do saque fiscal.
    Foi repugnante ver há dias no acidente da Calçada da Glória quando os corpos dos mortos ainda não tinha arrefecido já sindicalistas e associados vinham condenar á morte os privados.


    Exactamente por o esforço fiscal de alguns ser tão elevado é que faz todo o sentido que não existam injustiças relativas tão gritantes.
    Se esse esforço fosse melhor distribuido seria porventura mais fácil para todos.
    Enquanto houver impostos haverá sempre alguém a reclamar do "saque", mas isso é vida!
 
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