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  1.  # 61

    Colocado por: j cardoso...para mim um título de nobreza ou coisa que o valha é garantia que alguém na sua origem conseguiu ter êxito numa acção puramente egoísta, quer fosse de bravura quer fosse de adulação (deculpem lá os "sangue azul").
    A probabilidade de VOCÊ, tal como a de todos os portugueses que tenham 8 bisavós portugueses, descenderem de Carlos Magno é de uns 95%.
    Isto é, quase todos os portugueses têm "sangue azul".

    E como os hebreus que por cá viveram (e chegaram a ser 15% a 20% da população) eram da tribo de David, somos também quase todos descendemos da família da Virgem Maria.

    E como houve uns casamentos entre nobres cristãos e princesas mouras (famílias Maia, etc.) descendentes do Profeta, também quase todos descendemos da família de Maomé.

    patriota sempre, Portugal sempre.
    Apoiado!

    (até porque, com antepassados como os nossos, Portugal está über alles in der Welt)
  2.  # 62

    Boas

    A probabilidade de VOCÊ, tal como a de todos os portugueses que tenham 8 bisavós portugueses, descenderem de Carlos Magno é de uns 95%.
    Isto é, quase todos os portugueses têm "sangue azul".

    Parece que sim, mas não gosto muito de pensar nisso e proibi os meus descendentes de falarem no assunto :-)

    cumps
    José Cardoso
    • LuB
    • 9 junho 2010 editado

     # 63

    Acho que não, aliás e se a questão se pusesse, o que não é o caso, acho que tecnicamente Viriato seria espanhol. Essa história de confundir os Montes Hermínios com a Serra da Estrela é uma história muito mal contada.


    Que grande nega!
    O pai Viriato deve estar a dar voltas na tumba...
  3.  # 64

    Boas

    Montes Hermínios

    Nome atribuído, por determinados autores, à Serra da Estrela. Esta designação é, no entanto, contestada por alguns historiadores, que são de opinião que ela é comum a qualquer elevação de terreno e não àquela em especial.

    In Infopédia


    Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano.

    Viriato pertencia à classe dos guerreiros, a ocupação da elíte, a minoria governante. Ele era conhecido entre os romanos como dux do exercito Lusitano, como adsertor, protector, da Hispania,[5] ou como imperator[6] provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberas.[7]

    Outros estudos indicam que a teoria de que Viriato era um pastor não é a mais correcta.[8] Segundo Pastor Muñoz, Viriato seria um aristocrata proprietário de cabeças de gado.[9] Tito Lívio descreve-o como um pastor que se tornou caçador e depois soldado, dessa forma teria seguido o percurso da maioria dos jovens guerreiros, a iuventos, que se dedicavam a fazer incursões para capturar gado, à caça e à guerra.[10] Na tradição romana os antepassados mais ilustres eram pastores, e Viriato é comparado àquele que teria sido o pastor mais ilustre que se tornou no rei de Roma, Rómulo.[11] A ideologia do rei-pastor, o pastor que se tornou rei, está presente na tradição de várias culturas para além da grega e da romana.[12][13] A metáfora do rei- pastor de Homero era frequentemente usada para dar ênfase às funções e deveres de um rei. Havia quem pensasse que Viriato tinha uma origem obscura[15] no entanto Diodoro da Sicília também diz que Viriato "demonstrou ser um príncipe".


    In Wikipedia

    cumps
    José Cardoso
    • LuB
    • 9 junho 2010 editado

     # 65

    Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano.

    Parece que sim
    Há fontes & fontes... ;)

    L.B.
  4.  # 66

    http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=1589453

    "É caso raro, de há muitos meses a esta parte, publicarem-se vários sinais positivos quanto ao desempenho económico. Segundo o INE, no 1.º trimestre deste ano aconteceram várias coisas, em simultâneo, susceptíveis de animar os cidadãos mais castigados pela crise: o produto interno é revisto em alta, para +1,8%, comparado com um ano atrás, e para +1,1%, face ao trimestre anterior. Esta subida é explicada pelo reforço ligeiro do consumo (sobretudo do de bens duradouros); pela redução da queda do investimento (com os equipamentos de transporte, as máquinas e outros equipamentos a sair do vermelho, contrariados, ainda, pela queda na construção); pelo salto de +8,5% das exportações, enquanto as importações progridem +5,2%. Isto é, estamos perante um perfil positivo das diferentes componentes do produto: exportações, investimento, consumo, por esta ordem, a saírem do grande mergulho de há um ano.

    Em simultâneo, o INE revê em alta o desempenho da economia nacional nos três últimos anos: em 2007, antes de a crise mundial o deitar abaixo, o PIB cresceu, afinal, +2,4% (em vez de +1,9%, como se admitia até agora), quebrando a fatídica barreira dos 2% de crescimento real, inatingido nos seis anos anteriores, que se transformara na fasquia mítica, inatingível aos olhos de muitos."
  5.  # 67

    Colocado por: lobito Em simultâneo, o INE revê em alta o desempenho da economia nacional nos três últimos anos: em 2007, antes de a crise mundial o deitar abaixo, o PIB cresceu, afinal, +2,4% (em vez de +1,9%, como se admitia até agora), ...

    Confesso que não estava à espera que o INE levasse 2,5 anos a descobrir um erro tão grande, de 20% (1,9% para 2,4%) !!
    Será manipulação para manter os sindicatos caladinhos ?
    • lobito
    • 10 junho 2010 editado

     # 68

    Colocado por: Luis K. W.
    Colocado por: lobitoEm simultâneo, o INE revê em alta o desempenho da economia nacional nos três últimos anos: em 2007, antes de a crise mundial o deitar abaixo, o PIB cresceu, afinal, +2,4% (em vez de +1,9%, como se admitia até agora), ...

    Confesso que não estava à espera que o INE levasse 2,5 anos a descobrir um erro tão grande, de 20% (1,9% para 2,4%) !!
    Será manipulação para manter os sindicatos caladinhos ?


    Suponho que tem a ver com isto embora não tenha encontrado a origem dessa afirmação do DN:

    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=81571295&DESTAQUESmodo=2

    "O Instituto Nacional de Estatística procedeu à actualização da base das Contas Nacionais Portuguesas (CNP). A anterior base 2000 é agora substituída pela base 2006, sendo este o novo ano de referência.
    A implementação da nova base ficou a dever-se sobretudo à adopção da Informação Empresarial Simplificada – informação administrativa/fiscal, de carácter obrigatório, abrangendo a totalidade das sociedades a operarem no território português – como principal fonte de informação subjacente às CNP em lugar do Inquérito às Empresas Harmonizado, um inquérito amostral conduzido pelo INE durante o período de 1990 a 2005.
    Em consequência desta revisão, o PIB de 2006 é reavaliado para 160 273 milhões de euros, nível que é superior em 3,1% ao apurado na base 2000. Simultaneamente, é também disponibilizada uma nova série anual para o período 1995-2007 consistente com a nova base das CNP."

    Presumo que nos inquéritos por amostragem às empresas toda a gente declarava um bocadinho abaixo da realidade, porque me parece que as contas foram todas revistas em alta (já tinha lido algures comentários nesse sentido, que não batia a bota com a perdigota, embora no sentido inverso da Grécia...)
  6.  # 69

    Colocado por: lobitoA implementação da nova base ficou a dever-se sobretudo à adopção da Informação Empresarial Simplificada – informação administrativa/fiscal, de carácter obrigatório, abrangendo a totalidade das sociedades a operarem no território português – como principal fonte de informação subjacente às CNP em lugar do Inquérito às Empresas Harmonizado, um inquérito amostral conduzido pelo INE durante o período de 1990 a 2005.

    Se for assim, tem lógica, e os valores estarão de certeza mais correctos que anteriormente.
    E isto é para os valores DECLARADOS, porque - mesmo com o I.E.S. - há sempre os que passam por fora...
  7.  # 70

    Vou pôr aqui este estudo, bem interessante, não porque os resultados de Portugal sejam particularmente brilhantes, mas porque na maioria dos indicadores não se afastam extraordinariamente da média da OCDE (e porque não sabia onde pôr). É particularmente interessante o que diz respeito aos custos e tempos de construção de um armazém em Lisboa:

    http://www.doingbusiness.org/exploreeconomies/?economyid=155
  8.  # 71

    Colocado por: lobitoÉ particularmente interessante o que diz respeito aos custos e tempos de construção de um armazém em Lisboa:
    http://www.doingbusiness.org/exploreeconomies/?economyid=155
    «Shown below are the procedures, time, and costs to build a warehouse, including obtaining necessary licenses and permits, completing required notifications and inspections, and obtaining utility connections».
    287 DIAS!
    Aposto que mais de metade é com os 19 procedimentos burocráticos requeridos...

    "Lidar com Licenças de Construção", e o "Emprego" (estamos, respectivamente, em 112.º e 171º(!!!) entre 183 economias- as nossas piores classificações) são, claramente, um enorme problema...
  9.  # 72

    Noutro fórum, um inglês comenta:

    "Sounds about right, a couple of anomalies perhaps and perhaps a little optimistic.

    The thing we have problem with more than any other is finding suitable staff. I find this astounding given the levels of unemployment, certainly further North.

    We employ only Portuguese but finding a suitably motivated Portuguese sales person is insanely difficult. There seems to be a complete lack of qualified applicants with proven experience and those that do apply have completely unrealistic expectations about what they want as working conditions - many have been claiming benefits for a loooong time and there now seems to be the attitutde where they want to work and claim at the same time. I've lost count how many times this has been suggested to us by applicants.

    If this was only something I had recently noticed I probably would have bothered mentioning it. However we advertise for every region in Portugal and have been doing so regularly for at least 2 years. The results are always the same.

    Add to this to various government depatments and other required 'hangers on' that just want to 'wet their beak a little' with any income we do generate and Portugal is a difficult place to do business in."
  10.  # 73

    Colocado por: lobitoThe thing we have problem with more than any other is finding suitable staff

    E, entretanto, os nossos jovens licenciados andam a servir à mesa em Londres.

    Porque será?
    Terá a ver com as "unrealistic expectations" de que ele fala?
    Isto é, dos ordenados que ele oferece cá, em Portugal, comparados com quanto ganha um empregado de mesa em Londres?
  11.  # 74

    Não sei se ele está a falar de licenciados (sales person?) e não sei se isso faz alguma diferença. O facto é que toda a vida foi mais fácil fazer "lá fora" coisas que, a fazer "cá dentro", caíam todos os parentes na lama.

    Por outro lado, dizia-me o meu irmão um dia destes que as filhas, que são umas miúdas despachadas que deitam mão a qualquer coisa para ganhar uns cobres (como andar pelas praias vestidas de sumo de laranja ou receber patrocínios como campeã de etc e tal) têm de fazer umas manigâncias esquisitíssimas para não terem de ficar a pagar no ano seguinte impostos sobre dinheiro que não ganharam, só porque num dado momento ganharam umas centenas de euros de uma forma absolutamente pontual.

    Penso que, oficialmente, está tudo organizado à volta de "emprego" e não de "trabalho". Oficiosamente... é outra conversa.
    • LuB
    • 12 junho 2010 editado

     # 75

    E, entretanto, os nossos jovens licenciados andam a servir à mesa em Londres.

    Não sei se andam muitos a servir à mesa em Londres... É possível que alguns andem. Mas afirmo que os nossos licenciados que têm "garra" e não mostram ter medo de trabalhar, são pagos no estrangeiro a preço de ouro. Enquanto por aqui estão, não esperam um emprego para a vida toda. Saem dos empregos normalmente pelo seu pé, quando já não querem continuar ali, e deixam o empregador a reclamar e a perguntar se saem por uma questão de ordenado...
    Emprego garantido, só esperam os que ficaram com a mentalidade da nossa geração. Mas podem ser ainda muitos, os que assim pensam, sinceramente não sei...
    Os meus dois filhos experimentaram aqui no país vários de empregos, umas vezes "pelo dinheiro" outras "pelo gozo" que aquilo lhe dava. Quando receberam uma boa proposta para o estrangeiro, aceitaram.
    Vão voltar?
    Não sei, mas espero bem que sim...

    L.B.
  12.  # 76

    Eu devia abrir uma discussão sobre os disparates da imprensa (em geral, portuguesa ou internacional). No entretanto, fica aqui um artigo do Guardian sobre as perspectivas dos vários países que se preparam para apertar o cinto, seguido dos últimos números do Eurostat sobre o crescimento (positivo ou negativo) do primeiro trimestre:

    http://www.guardian.co.uk/business/2010/jun/11/europe-deficit-crisis-austerity-budgets

    http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-04062010-AP/EN/2-04062010-AP-EN.PDF

    Qualquer semelhança é pura coinciência. Aliás, eu vim parar aqui por via disto.
  13.  # 77

    Colocado por: lobitoNoutro fórum, um inglês comenta:

    "Sounds about right, a couple of anomalies perhaps and perhaps a little optimistic.

    The thing we have problem with more than any other is finding suitable staff. I find this astounding given the levels of unemployment, certainly further North.

    We employ only Portuguese but finding a suitably motivated Portuguese sales person is insanely difficult. There seems to be a complete lack of qualified applicants with proven experience and those that do apply have completely unrealistic expectations about what they want as working conditions - many have been claiming benefits for a loooong time and there now seems to be the attitutde where they want to work and claim at the same time. I've lost count how many times this has been suggested to us by applicants.

    If this was only something I had recently noticed I probably would have bothered mentioning it. However we advertise for every region in Portugal and have been doing so regularly for at least 2 years. The results are always the same.

    Add to this to various government depatments and other required 'hangers on' that just want to 'wet their beak a little' with any income we do generate and Portugal is a difficult place to do business in."


    O mesmo inglês, que trabalha na área das energias renováveis, faz um comentário interessante sobre a distorção dos preços no sector introduzida pelo programa do de apoio ao solar:

    "Solar thermal installers are another group and this is a recent development as a result of the recent solar grant programme. Under this programme, the government paid the installer around 1.200 euros to install the system - this is for 2 days work and includes around 300 euros worth of bits and pieces necessary to complete the install. So a 2 man team (one senior, one junior) was raking in around 900 euros for 2 days work. Very nice thank you much! In the UK, a solar thermal installer will earn around 600 euros for the same job and consider themselves well paid.

    Now the knock on effect of all this is that before the grant programme an installer would charge around 600 euros for the same work, clearing 300 euros for 2 days work - far more realistic, but really still more than they should be charging in Portugal.

    So what has happened now is that the grant scheme has finished but the installers still want to charge around 1200 euros for installation that they were charging 600 euros for less than 12 months ago. "
  14.  # 78

    lobito,

    Parece que não é só nos transplantes de orgãos que estamos bem posicionados.
    Nos dadores de sangue (400 mil !?) também.

    (os vampiros da "lua vermelha", do "crepúsculo" e, sobretudo, do "eles comem tudo e não deixam nada", agradecem!)
    • lobito
    • 14 junho 2010 editado

     # 79

    Juro que não encomendei este sermão (alias, vim cá parar por acaso porque googlei o nome do embaixador inglês):

    http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/451392.html
  15.  # 80

    Isto é interessante. Apesar de a construção continuar em crise, os prazos de execução chegam a ser o dobro do previsto:

    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=83101425&DESTAQUESmodo=2
 
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