Colocado por: SquireConcorda ou não que um português que ganhe 800 Euros canalizará qualquer acréscimo para o consumo, enquanto que um belga que ganhe 2.500 Euros irá alocar em poupanças?Não concordo obviamente.
Colocado por: SquireInfelizmente, teremos todos que que apertar o cinto.Todos salvo seja que algumas empresas estão a lucrar bem com a situação.
Colocado por: HAL_9000Não concordo obviamente.
O aumento de ordenado do português, iria fazer com que conseguisse suprir algumas despesas urgentes, a retração no consumo poderia acontecer ou não dependendo da educação financeira da pessoa.
Quanto ao Belga, nada garante que canalize o aumento para poupança, pode simplesmente aproveitar o aumento para manter o nível de consumo normal.
Não percebo que contas de cabeça está a fazer. Mas a mim não me faz sentido ter menos impacto na inflação um aumento de quem já tem liquidez vs o impacto de um aumento a quem já está em dificuldades económicas.
Colocado por: HAL_9000
O próprio estado está a recolher bons dividendos. Nada a apontar se o gastassem bem gasto.
No meio disto tudo não percebi. A Bélgica não terá por lá economistas? Ou trata-se de uma casta à parte que não terá de apertar o cinto?
É que muito diferente dizer a um belga (que ate consegue poupar normalmente) para apertar o cinto, e dizê-lo a um português, cujos rendimentos e por consequência poupanças, são pouco mais que anedóticas. Ao passo que os primeiros, apertar o cinto pode significar menos férias, menos cultura, reduzir a temperatura do piso radiante, aos segundos apertar o cinto já é privação material, deficiências calóricas.
Colocado por: SquireNa minha opinião, a melhor forma de quebrar o circulo vicioso da inflação é através da contenção da procura. Aplicar somente a taxa sobre os lucros pode não resolver.
Colocado por: SquireSe é mais provável um individuo que ganha 2.500 Euros poupar face a uma pessoa que ganha 800 €, então é mais provável um contributo positivo para a inflação de um individuo que tenha tendência a não poupar, do que um individuo que tenha justamente essa tendência.Diga-me só uma coisa, é mais provável o individuo que ganha 2500 euros contribuir dar um contributo maior para a inflação ou o que ganha 800? É que se me diz que o que ganha 800 é que gera a procura louca que sustenta a inflação, então admito já que não percebo um boi disto.
Colocado por: SquireA redução do rendimento disponível obrigaria a um ajustamento na procura desse bem o que levaria à descida do preço (ou pelo menos ao não crescimento), logo à diminuição da inflação.Teria lógica se a inflação não tivesse especial incidêcia em dois sectores onde não há uma margem infinita para reduzir a procura: Energia e alimentação. A não ser que as pessoas comprassem comida para deitar fora, e andassem a meter combustível para ir mandar rateres para a rua. A redução do poder de compra nesta duas áreas só pode significar perda de qualidade de vida, ao mesmo tempo que se alavanca os lucos das empresas na miséria alheia.
Colocado por: CarvaiO aumento do imobiliário nos últimos anos tem sido brutal.Esse foi o resultado do mercado a autorregular-se.
Colocado por: HAL_9000Diga-me só uma coisa, é mais provável um individuo que ganha 2500 euros contribuir para a inflação ou o que ganha 800? É que se me diz que o que ganha 800 é que gera a procura louca que sustenta a inflação, então admito já que não percebo um boi disto.
Colocado por: HAL_9000Na sua lógica a solução para controlar a inflação é os pobres entrarem em privação material e défice calórico, ao mesmo tempo que os remediados acumulam poupança.
Na verdade acho que esse é o remédio prescrito, ainda que os economistas que delineiam estas estratégias, tenham vergonha de admitir o seu intuito.
Colocado por: HAL_9000Teria lógica se a inflação não tivesse especial incidêcia em dois sectores onde não há uma margem infinita para reduzir a procura: Energia e alimentação. A não ser que as pessoas comprassem comida para deitar fora, e andassem a meter combustível para ir mandar rateres para a rua. A redução do poder de compra nesta duas áreas só pode significar perda de qualidade de vida, ao mesmo tempo que se alavanca os lucos das empresas na miséria alheia.
É para este tipo de soluções geniais, que as faculdades de economia andam a consumir recursos para formar mão de obra qualificada?
Colocado por: SquireSe o Manel deixar de comprar, ou comprar menos, o vendedor é obrigado a baixar o preço, caso contrário não vai escoar o produto, porque àquele preço o Zé não consegue comprar.estou a pensar bem, quem sustenta a procura que justificam esses 20% de aumento é precisamente o Manel e não o zé. Na sua logica a porque que o Manel ia deixar de comprar ou comprar menos se mantém a liquidez? Por outro lado o Zé já ajustou o seu consumo e compra menos do que comprava, pois se o preço aumentou e ele manteve o rendimento, ajustou pela procura. Na sua lógica a inflação só desce se o Zé passar fome.
Colocado por: SquireÉ preferível ser a classe média e alta a sacrificar-se (na medida em que não teriam aumentos salariais). Seria um ajustamento da inflação mais gradual, mas ao menos reduzia-se o impacto na classe mais pobre.Ao sacrificar a classe média, só está a alimentar uma máquina de fazer pobres. Quanto mais pobres, menos pessoas a pagar impostos, e mais pessoas a precisar deles, está a ver onde isto vai parar nao está? A sua análise peca porque confunde a classe média portuguesa com a classe média europeia.
Colocado por: HAL_9000estou a pensar bem, quem sustenta a procura que justificam esses 20% de aumento é precisamente o Manel e não o zé. Na sua logica a porque que o Manel ia deixar de comprar ou comprar menos se mantém a liquidez? Por outro lado o Zé já ajustou o seu consumo e compra menos do que comprava, pois se o preço aumentou e ele manteve o rendimento, ajustou pela procura. Na sua lógica a inflação só desce se o Zé passar fome.
Colocado por: HAL_9000Se me dissesse que não fazia sentido aumentar o salário na Bélgica porque eles até teem boas taxas de poupança e para manter essa poupança ajustariam o consumo até aceitava.
Agora defender que não se pode aumentar os Salários em Portugal, quando estes ja são miseráveis tendo em conta a média europeia, porque esse aumento iria sustentar a inflação...
Colocado por: HAL_9000Quem terá mais poder de compra: alguém que recebe o salário mínimo na Alemanha, ou a dita classe média em Portugal que recebe 1200 euros?
O que o Squire nao está a considerar na sua análise é que a classe média em Portugal praticamente não existe. Qualquer dia 80% da população precisa dos 240 euros do Costa?
Colocado por: HAL_9000Ao sacrificar a classe média, só está a alimentar uma máquina de fazer pobres. Quanto mais pobres, menos pessoas a pagar impostos, e mais pessoas a precisar deles, está a ver onde isto vai parar nao está? A sua análise peca porque confunde a classe média portuguesa com a classe média europeia.
Colocado por: SquireJá percebeu o circulo vicioso? É que no fim dos 5 dias, o que temos é o Manel a poupar, porque já compra em bastante quantidade, logo não vai gastar o aumento de rendimento para comprar mais quantidade daquela que já tem comprado e temos o Zé com o mesmo rendimento disponível e a comer ainda somente uma banana, mas o preço desta encontra-se agora inflacionada em 31%!
Colocado por: AMVPe ainda e gozado pelo Ze, que neste cenario ja se sente com mais dinheiro (important) do que o Manel.
Colocado por: SquireComo assim é o Manel que sustenta o aumento?Óbvio que quem sustenta o aumento é quem mantém rendimentos que permitam manter a procura e não têm de a ajustar. Tendencialmente ajustam a poupança, ainda que possam ajustar a procura para manter a poupança (é o que, apesar de ao longo deste ano me sentir cada vez menos Manel e cada vez mais zé).
Colocado por: SquireE o Zé não ajustou já consumo nenhum. Só ajusta depois da subida do preço.Exacto foi o que eu disse. Quando o preço começa a subir, se o rendimento não crescer na mesma proporção, o zé ajusta de imediato a procura porque o rendimento disponível não permite manter a procura que tinham. Já o Manel pode ir mantendo a procura sacrificando taxa de poupança, daí eu dizer que é o Manel que sustenta a procura e não o zé.
Vamos imaginar 5 dias:
Colocado por: SquireJá percebeu o circulo vicioso? É que no fim dos 5 dias, o que temos é o Manel a poupar, porque já compra em bastante quantidade, logo não vai gastar o aumento de rendimento para comprar mais quantidade daquela que já tem comprado e temos o Zé com o mesmo rendimento disponível e a comer ainda somente uma banana, mas o preço desta encontra-se agora inflacionada em 31%!A falha no seu argumento está no facto de não considerar que nos últimos anos Portugal tem sido uma fábrica de transformar Maneis em zés. Não aumentando os rendimentos em linha com a inflação, ao mesmo tempo que se sobrecarregam os Maneis que restam com excesso de impostos para poder dar subsídios aos zés, o que você está a fazer é colocar a dita fábrica em máximos de produção. Ou seja, cada vez vão haver mais zés a precisar de subsídios do paizinho, e cada vez vão haver menos Maneis com capacidade para pagar impostos. Diga-me de que maneira é que isto é sustentável?
Colocado por: SquireAs pessoas não são aumentadas para terem mais poupanças. As pessoas são aumentadas porque querem ver reconhecido o seu trabalho e têm uma expetativa de viver melhor que o dia anterior, poupando ou não.Absurdo é o que diz. Se não aumentar os salários miseráveis, que estímulos têm os Zés para produzirem mais para poderem vir a ser Maneis? Se o salário do Manel estagnar, que estímulo tem, para ser mais produtivo, mais proactivo? É que isto é o que se tem passado nos últimos anos. O Salário do zé até aumenta, mas como os preços também aumentam, é sempre miserável. Já o do Manel de há uns anos a esta parte tem andado em sentido contrário, ou seja diminui em termos de valor real. NO caso de os salários não subirem para compensar a inflação, geram-se mais zés, e sobram menos Maneis. Está a ver o ciclo vicioso não está?
Os salários miseráveis não devem ser aumentados, não. É o que eu acho.
Colocado por: SquireO custo de vida na Alemanha é cerca de 20% superior a Portugal. O salário mínimo na Alemanha é 1.500 Euros. Logo o poder de compra nesse caso será bastante próximo.Você acabou de me provar que não existe ao dizer "O custo de vida na Alemanha é cerca de 20% superior a Portugal. O salário mínimo na Alemanha é 1.500 Euros. Logo o poder de compra nesse caso será bastante próximo." Ou seja quem recebe o salário mínimo na Alemanha (os pobres portanto), tem o mesmo poder de compra que a nossa classe média. Nos temos classe média? Nós temos é um consjunto de pessoas que sendo pouco mais que pobres, estão sobrecarregadas em impostos para ajudar a manter outros concidadãos ainda mais pobres, ficando no fim todos pobres
A classe média em Portugal não existe? Está a brincar?
Colocado por: SquireSacrifícios temos todos de fazer. Chegámos a um ponto em que é inevitável. Agora temos de escolher onde deverá recair mais esse sacrifício. Nos pobres não poderá ser. Portanto, resta a classe média (porque estamos a falar de salários.Nem todos, como já lhe disse. Quem deveria pagar a inflação deveria ser que com ela lucra. Se a europa não consegue ou não quer transferir esse custo já é outra coisa. Por exemplo, demoramos quase 9 meses a colocar um teto ao preço do petróleo porquê? Acham que se a Europa e EUA colocasse um teto ao petróleo da Rússia, eles não o iam vender na mesma? Financiavam a guerra onde? a vender petróleo em promção à China e à India?
Colocado por: AMVPNesse ciclo, se o rendimento do Manel nao o acompanhar, o Manel vira Ze ao final de algum tempo.Nem mais. Eu se no início do ano era Manel, agora estou cada vez mais zé. O meu rendimento no ano passado não aumentou praticamente nada e para o ano vai aumentar 2%, numa inflação acumulada de 16% (sendo bem mais na alimentação até é bem mais). Se a isto juntarmos o disparar dos preços da habitação, quantos novos zé teremos daqui a 3 anos quando a inflação estiver controlada?
Mais, se o Ze ainda receber apoios, ate que o Manel chegue ao nivel do ze pode existirem zonas de rendimento em que o Manel tenha menos liquidez do que o Ze. Mais, como parece mal nunca aumentar o Manel, mantemo-lo ali 1% acima do Ze mas, vamos tributar mais o Manel e mantemos o apoio social ao Ze.
Colocado por: HAL_9000Quem tem de pagar a inflação é quem acumula riqueza nas crises e quem com elas lucra, cabe aos governos e aos economistas( os mesmo que nestas alturas são todos "especialistas" a abanar o livrinho dos princípios económicos, mas que no início do ano não acertar uma única previsão) arranjar modo de o fazer.
Colocado por: J.FernandesA receita para a alta taxa de inflação não é segredo nenhum desde há dezenas (ou centenas) de anos e é a receita que está a ser aplicada agora pelo BCE, pela FED, pelo Banco de Inglaterra, etcE que bons resultados gera. Os que eram pobres estão mais pobres. Os remediados estão mais pobres. Os que ja eram ricos, estão mais ricos.