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  1. Colocado por: ivreis

    Exclusividade NÃO é igual a Dedicação Plena. Exclusividade é assumir que só se trabalha no SNS. Não há privada. Ponto. Há regimes antigos de exclusividade a 35h e 42h (chamado "tempo completo").

    Na dedicação plena há um compromisso do aumento assistencial a troco de 25% da remuneração base nos médicos hospitalares e suplementos remuneratórios na MGF conforme o aumento da cobertura assistencial (aumento da lista de utentes acima do definido legal) e produtividade (medido através de vários indicadores que compõe uma pontuação denominada Indice de Desempenho da Equipa (IDE). Todos os MGF em USF-B estão neste regime por obrigação. Nas UCSP é facultativo e o suplemento incide apenas sobre o aumento da lista de utentes.

    A nível hospitalar os médicos em DP aumentam o limite de horas extra de 150 para 250h/ano (caso não façam urgência têm de ter horário 2 dias na semana até às 20h e trabalhar 1 sábado por mês das 8h às 13h (como horário normal). Perdem também direito ao descanso compensatório nas saídas de urgência (se quiserem eu explico isto mais em detalhe)
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    A exclusividade só compensaria em poucas especialidades. Eu acho-a boa é para MGF, de resto, nas especialidades hospitalares é praticamente uma nulidade.

    Muitas das especialidades que poderiam ter interesse na exclusividade são de baixo impacto às necessidades e carências do SNS.

    Mesmo colegas dessas especialidades, que supostamente teriam algum interesse na exclusividade, também acaba por lhes passar ao lado. Sendo para trabalhar mais tempo, apesar de nessas especialidades não terem privada, ou não terem boa privada, preferem dedicar-se a outras actividades extra SNS, como por exemplo juntas médicas.
  2. Colocado por: ivreis

    Aqui têm uma tabela entre o regime de 40h (o regime padrão em vigor até 2023). Depois têm o Acordo do SIM para 2025 (a 40h), depois a DP hospitalar e Saúde Pública, depois a DP nas USF-B/UCSP, depois o regime das 35h em exclusividade e o de 42h em exclusividade em 2023 e em 2025.

    A grande maioria dos médicos em Portugal está na posição 1 de assistente, uma fatia de 20-30% estará na posição 1 de assistente graduado e uma fatia de menos de 10% na posição 1 de assistente graduado sénior. A progressão nas posições é mediante avaliação SIADAP e em muitos sitios está congelada à décadas.
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    Em breve a maioria dos médicos no SNS estará abaixo da posição 1.

    Isto porque a posição 1 é para os colegas já especialistas.

    Mas com o crescimento do número de vagas e consequentemente internos, em breve, senão já, a maior fatia remuneratória não será a posição 1 mas sim o da categoria de interno de especialidade. Se ainda somarmos os IACs (internos de ano comum), ainda mais.
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  3. Colocado por: ivreisnas USF-B o minimo são 1550 utentes mas depois conta as unidades ponderadas (UP) dessa lista

    Obrigado mais uma vez. A minha ideia é que esse já era o sistema de retribuição dos médicos nas mod B, pensava que com a DP fosse diferente. Os escalões e intervalos das UP (assim como o valor de cada uma das 9 uc) estão publicados e não me levanta duvidas.Obrigado.

    Na sua ideia, a utilização do ICU vai refletir alguma alteração do montante mensal dos profissionais das usf-b? Tem algum dado mais concreto de quando entra em vigor e como será feita a atribuição dos valores a receber?
  4. Colocado por: Casa da HortaObrigado mais uma vez. A minha ideia é que esse já era o sistema de retribuição dos médicos nas mod B, pensava que com a DP fosse diferente. Os escalões e intervalos das UP (assim como o valor de cada uma das 9 uc) estão publicados e não me levanta duvidas.Obrigado.


    Aqui na parte das listas não houve alterações. O cálculo era o mesmo já usado para as antigas USF-B. O que mudou foi o conceito do IDE em vez das "Atividades especificas".
    Os ICUs são uma medida que mais se aproxima da "carga de trabalho" que uma lista dá para ser bem acompanhada. Contudo tem uma grande falha: É dependente da codificação de problemas de saúde. Se um utente não tiver as patologias de que sofre codificadas irá valer menos no ICU. Se o doente não vier ao MGF ou ao SNS ele não terá os seus problemas de saúde codificados e portanto valerá "menos" (o racional financeiro é que é um doente que dá menos despesa ao SNS). Mas isto numa zona em que haja carência de MGF será um problema (é por isso que o rácio de ICU tende a ser maior no Norte do que no Sul de Portugal). Mas ter os problemas de saúde codificados é fundamental porque daí depende o financiamento das ULS. A ULS Amadora-Sintra, apesar de ser a ULS com maior número de utentes do país não é a que tem o maior financiamento per capita pois tem 20% de utentes (+100mil utentes) sem médico de familia e como tal com subcodificação de problemas de saúde.

    Porém, antes de acharem que pode haver aqui outro "momento Alpalhão", o sistema foi bem construido. O sistema assenta num limite de ICU a nivel nacional. Na prática existem tantos ICUs como população em Portugal. Conforme as codificações de problemas, uns utentes valerão menos de 1 ICU e outros mais de 1 ICU... mas no fim, o bolo nacional é sempre o mesmo. Tendencialmente com o passar do tempo e com a codificação vai haver uma aproximação de todos os utentes para o valor de 1 ICU. Por isso, eu acho que apesar de ser um sistema que numa fase inicial parece muito bom, a longo prazo é como o casino: a casa ganha sempre :)

    Não lhe sei dizer quando entrará em vigor mas posso garantir que irá reduzir o valor a receber em alguns casos. Sobretudo em MGF com listas de utentes mais jovens e com pouca patologia. Vão ter de aumentar drasticamente o número de utentes na lista para manter o mesmo nivel de suplemento. Também não lhe sei dizer como será a conversão UP » UC para ICU » UC. Atualmente são 55 UP para 1 UC... se for 55 ICUs para 1 UC será um rombo grande nos suplementos pagos atualmente.
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  5. Colocado por: Sandra_ccMas com o crescimento do número de vagas e consequentemente internos, em breve, senão já, a maior fatia remuneratória não será a posição 1 mas sim o da categoria de interno de especialidade. Se ainda somarmos os IACs (internos de ano comum), ainda mais.


    Sem dúvida... e os valores aí são muito mais baixos e não existe DP nem exclusividade.
    E claro, o regime para os internos é 40h, ponto final. Atualmente os internos de formação geral (os antigos IACs) ganham 1863€ e os internos de formação especifica (da especialidade) ganham 2188€ nos 2 primeiros anos e 2459€ nos seguintes (tudo valores brutos claro!)... é aqui que tem de haver intervenção para reter médicos no SNS no imediato. Já escrevi tanto sobre isto...
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  6. Colocado por: ivreis

    Aqui na parte das listas não houve alterações. O cálculo era o mesmo já usado para as antigas USF-B. O que mudou foi o conceito do IDE em vez das "Atividades especificas".
    Os ICUs são uma medida que mais se aproxima da "carga de trabalho" que uma lista dá para ser bem acompanhada. Contudo tem uma grande falha: É dependente da codificação de problemas de saúde. Se um utente não tiver as patologias de que sofre codificadas irá valer menos no ICU. Se o doente não vier ao MGF ou ao SNS ele não terá os seus problemas de saúde codificados e portanto valerá "menos" (o racional financeiro é que é um doente que dá menos despesa ao SNS). Mas isto numa zona em que haja carência de MGF será um problema (é por isso que o rácio de ICU tende a ser maior no Norte do que no Sul de Portugal). Mas ter os problemas de saúde codificados é fundamental porque daí depende o financiamento das ULS. A ULS Amadora-Sintra, apesar de ser a ULS com maior número de utentes do país não é a que tem o maior financiamento per capita pois tem 20% de utentes (+100mil utentes) sem médico de familia e como tal com subcodificação de problemas de saúde.

    Porém, antes de acharem que pode haver aqui outro "momento Alpalhão", o sistema foi bem construido. O sistema assenta num limite de ICU a nivel nacional. Na prática existem tantos ICUs como população em Portugal. Conforme as codificações de problemas, uns utentes valerão menos de 1 ICU e outros mais de 1 ICU... mas no fim, o bolo nacional é sempre o mesmo. Tendencialmente com o passar do tempo e com a codificação vai haver uma aproximação de todos os utentes para o valor de 1 ICU. Por isso, eu acho que apesar de ser um sistema que numa fase inicial parece muito bom, a longo prazo é como o casino: a casa ganha sempre :)

    Não lhe sei dizer quando entrará em vigor mas posso garantir que irá reduzir o valor a receber em alguns casos. Sobretudo em MGF com listas de utentes mais jovens e com pouca patologia. Vão ter de aumentar drasticamente o número de utentes na lista para manter o mesmo nivel de suplemento. Também não lhe sei dizer como será a conversão UP » UC para ICU » UC. Atualmente são 55 UP para 1 UC... se for 55 ICUs para 1 UC será um rombo grande nos suplementos pagos atualmente.
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    Excelente informação, muito obrigado. Já tinha ouvido falar que estava na calha a alteração para se passar a usar o índice de complexidade em vez da idade dos utentes, mas sempre naquele estilo tipo noticia bomba da cmtv e por isso não ligava muito. Agora fiquei muito mais esclarecido e posso começar a adicionar informação relevante às bombas que for ouvindo.

    Portanto, uma unidade com 14000 utentes, por exemplo, que andará nas 18000 UP (que facilmente darão as 9 UC máximas a cada profissional), pela nova fórmula de equivaler 1 utente a 1 ICU, as contas seriam feitas pelos mais ou menos 14000 icu. Ora, se usarem a mesma proporção de 55/1 não é nada difícil prever o tal rombo que fala. Mas vamos acreditar que vão calibrar os valores para isso não acontecer. Se formos analisar, o caminho seguido nas usf sempre foi o de recompensar os profissionais pelo incremento que estas unidades representam na satisfação dos utentes.
  7. Colocado por: Casa da Hortaas contas seriam feitas pelos mais ou menos 14000 icu


    Há muitas listas em que o valor médio do ICU é inferior a 1, isto é... há muita lista com 1700 utentes que têm 2300UP mas apenas 1600 ICUs... está a ver o rombo... é de 9 pra 0! Esta informação está disponivel no BICSP. Posso trazer uma tabela por ULS se quiser
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  8. Aqui vai.. aqui dá para ver... 10.681.987 utentes (população inscrita no RNU) e o mesmo número de ICU... já UP é bem acima. O Casemix é o valor médio. Isto está por ARS porque o programa já reune informação há muito tempo.
    Mas em cada submenu dentro de uma "ARS" dá para ir por ULS » Unidade » Médico
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Casa da Horta
  9. Colocado por: Sandra_cc

    Tem de se queixar à instância certa.

    Mas o que ele fez de modo simplista pode dizer-me que foi isso. Mas, ao mesmo tempo não foi.

    Ele codificava procedimentos com 'pozinhos', dizia que um sinal já era uma neoplasia, que o doente já tinha doenças crônicas, antecedentes clínicos etc.

    'Dizia' que o pavimento anterior estava mau,o actual deu mais trabalho, que teve que ser mais bem colocado...

    E tudo junto isso rendia-lhe a ele, ao hospital, ao serviço, e a TODA equipa (ajudante, instrumentista, auxiliares, anestesista, administrativa...) que operavam com ele, mais valor de honorários.

    E pelos vistos, também registava como SIGIC procedimentos que fazia em bloco de rotina. Operava no(s) dia(s) de bloco dele e depois lançava o procedimento como SIGIC e com códigos 'gordinhos'.



    Como já tinha dito:

    - TODA a equipa que operava com ele (e que ia variando sempre um pouco óbvio).

    Estas não tiveram culpa e portanto não têm de responder.

    Quem vos avisou?! Esta vossa inimiga!

    https://tvi.iol.pt/noticias/video/exclusivo-nao-eram-so-os-medicos-enfermeiras-de-dermatologia-do-santa-maria-faturaram-milhares-em-cirurgias-adicionais/6920c5700cf2559133761701
  10. Soube recentemente de um hospital do alto alentejo que deitou ao lixo milhares de vacinas covid fora de prazo por ninguém as levar.
    Gostaria de saber quantos milhares ou milhões de euros o SNS já deitou ao lixo com vacinas covid.

    As vacinas covid têm uma proteção eficaz garantida de 6 meses, e hoje nem o maior dos covideiros as leva, apenas idosos e outros grupos de risco.
    Deixou de haver covid? Deixou de haver testes? Deixou de haver paranóia? Ou deixaram de haver "férias" em casa?
  11. Colocado por: Malaico_EVSoube recentemente de um hospital do alto alentejo que deitou ao lixo milhares de vacinas covid fora de prazo por ninguém as levar.
    Gostaria de saber quantos milhares ou milhões de euros o SNS já deitou ao lixo com vacinas covid.

    As vacinas covid têm uma proteção eficaz garantida de 6 meses, e hoje nem o maior dos covideiros as leva, apenas idosos e outros grupos de risco.
    Deixou de haver covid? Deixou de haver testes? Deixou de haver paranóia? Ou deixaram de haver "férias" em casa?

    É estranho um hospital deitar fora milhares de vacinas covid quando elas estão concentradas nos centros de saúde e farmácias. Até tenho duvidas que exista stock desta vacina nos hospitais e a haver será residual, nunca milhares.

    Mas é o que temos, não há nada a fazer. Uma parte considerável dos "problemas" atribuídos ao SNS vem da comunicação social, que adora explorar a propensão de muitos portugueses para a noticia cabeluda e que sempre encontrará um motivo para criticar: se há vacina gratuita disponível e as pessoas não aderem, é porque vai para o lixo; o dia que não o SNS deixe de disponibilizar? Ui, cai o carmo e a trindade. Haja paciência.
    Concordam com este comentário: HAL_9000, Jorge_Gonçalves
  12. Colocado por: ivreis
    Aqui vai.. aqui dá para ver... 10.681.987 utentes (população inscrita no RNU) e o mesmo número de ICU... já UP é bem acima. O Casemix é o valor médio. Isto está por ARS porque o programa já reune informação há muito tempo.
    Mas em cada submenu dentro de uma "ARS" dá para ir por ULS » Unidade » Médico

    O que é que são UP nesse contexto?
  13. Nenhuma vacina vai para o lixo.

    As vacinas são recolhidas pelo fabricante que, se possível, as recicla, digamos assim.
  14. Colocado por: rod_2000O que é que são UP nesse contexto?

    São métricas usadas nos cuidados de saúde primárias para classificar as listas de utentes de cada médico. Classificar quanto à necessidade de consultas, por exemplo. Imagine duas listas com 1000 utentes cada: a 1ª tem 500 pessoas jovens e saudáveis e 500 idosos. A 2ª tem 200 dos primeiros e 800 de pessoas mais velhas. Qual é o médico que precisa de mais tempo para atender a totalidade da lista? A 2ª claro, porque os idosos recorrem muito mais vezes ao médico. As UPs são depois usadas para calcular o valor mensal que cada médico recebe, e a 2ª lista tem bastante mais.
    Concordam com este comentário: rod_2000
  15. Colocado por: Sandra_ccNenhuma vacina vai para o lixo.

    As vacinas são recolhidas pelo fabricante que, se possível, as recicla, digamos assim.

    Não sei como funciona no privado, mas no SNS vão diretas para o contentor dos corto-perfurantes e de seguida ao incinerador.
  16. Colocado por: Casa da HortaÉ estranho um hospital deitar fora milhares de vacinas covid quando elas estão concentradas nos centros de saúde e farmácias. Até tenho duvidas que exista stock desta vacina nos hospitais e a haver será residual, nunca milhares.


    São recolhidas pela entidade local de saúde.


    Colocado por: Sandra_ccNenhuma vacina vai para o lixo.

    As vacinas são recolhidas pelo fabricante que, se possível, as recicla, digamos assim.


    Para o lixo é como quem diz.
    São destruídas, em 2022 foram 3,4 milhões.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  17. Colesterol um alaiado? De quê? Do infarto?


    Agora que alguma alimentação faz colesterol é falso e isso depende de cada um. Dizem que os ovos são um perigo, devo comer uns 10 ovos por dia há mais de 20 anos, de manhã são sempre 6. Colesterol sempre 140-160!
    Tal como a diabetes, a carga genética tem um impacto enorme.
    Diminuir hidratos e aumentar gordura e proteina diminui o colesterol para mim.

    Por outro lado sou hipertenso desde que me lembro, de muito dificil controlo. Toda a minha família é, desde avós, pais, irmãos, tios...das duas partes.
  18. Acha normal comer 10 ovos por dia?

    Sim, deve ser de família deve...
 
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