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  1.  # 121

    Foi assim que vi o projeto de execução, mas não foi isso na prática.
    Quis poupar trabalho pagando pelo PE, mas sinceramente só serviu para comparar alguns orçamentos, porque outros nem por isso.
    E, uma coisa é certa, os empreiteiros encarecem o orçamento quando sabem que existe projeto execução.
  2.  # 122

    Colocado por: N Miguel OliveiraDetalhes de carpintaria ou serralharia por exemplo... pensemos num desenho dum gradeamento. Só com o Licenciamento, o serralheiro passará para medir, terá que desenhar e definir o tamanho e ângulo de cada peça antes de soldar, prever as fixações em função do suporte... para que a coisa fique ao gosto do cliente. Antes disso tudo, quando lhe pedem um orçamento tipo: "quero uma grade de 10m por 1m de altura." O serralheiro terá que estimar o tempo que irá perder a conceber como será a grade para que fique como o cliente quer e que bata com o resto da obra ao nivel do estilo e orçamento. Sem saber o tempo que isso poderá demorar, a margem que terá que dar para isso assenta na especulação. Bem diferente é dar preço em função dum desenho que o cliente já traz feito por um profissional, com as medidinhas todas, em que é só "executar". O seu orçamento será muito mais objectivo e preciso. Podendo sempre adaptar o desenho conjuntamente com a equipa de projecto.

    Um pouco para desmistificar a ideia de que os orçamentos serão sempre mais caros por apresentar desenhos de execução, quando isso até lhes tira trabalho e chatices.

    Se vêem que alguém abusa logo nesta fase de orçamentação por se apresentar um Proj. de Execução, podem contar que não será um profissional sério daí para a frente.


    Pois, mas o arquiteto não deveria mostrar ao cliente o que está a colocar no projeto execução?
    Não deveria acompanhar o cliente na escolha dos revestimentos, sanitários, tipo madeiras, tipo de caixilharia,...?
    Considero que o valor cobrado, podia muito bem englobar pelo menos um dia de trabalho para ajudar o cliente e para que o projeto de execução fizesse o sentido de existir.
    Isto na minha opinião!
    Coloquei aqui tantas questões e li tanto este fórum que se o meu arquiteto tivesse elaborado um projeto de execução de acordo com os meus gostos e necessidades não haveria necessidade passar por este stress e ansiedade. E neste momento estar com a obra parada desde janeiro, porque o pormenor dos aros das portas à face e rodapé invertido não ficou bem esclarecido ou escolhido no projeto execução e teria evitado não sei quantas reuniões e pedidos de orçamento e pesquisa... e enfim... tem sido exaustivo, desmoralizante... foi justamente isto que quis evitar ao contratar um projeto de execução.
    Depois ninguém se entende quando vêm para dar o orçamento, porque isto ou aquilo deveria estar feito ou não, ou daquela ou de outra maneira,...
  3.  # 123

    Colocado por: Vert.olivePois, mas o arquiteto não deveria mostrar ao cliente o que está a colocar no projeto execução?
    Não deveria acompanhar o cliente na escolha dos revestimentos, sanitários, tipo madeiras, tipo de caixilharia,...?


    Evidentemente que sim.
    Fazer por fazer, sem dar cavaco ao cliente é trabalho para nada. Porque depois o cliente vai alterar, e bem. O que está mal é essa actitude de não envolver o cliente no processo.
    Concordam com este comentário: Vert.olive
  4.  # 124

    Colocado por: Vert.oliveporque o pormenor dos aros das portas à face e rodapé invertido não ficou bem esclarecido ou escolhido no projeto execução e teria evitado não sei quantas reuniões e pedidos de orçamento e pesquisa...


    Sim, o intuito dum PE é precisamente evitar tudo isso. Porque num PLicenciamento, nem isso foi pensado sequer muitas das vezes.
  5.  # 125

    Colocado por: Vert.oliveE, uma coisa é certa, os empreiteiros encarecem o orçamento quando sabem que existe projeto execução.


    Olhe, eu até aceito isto num ínicio.
    Porque com pouca informação, o empreiteiro sabe que há partes omissas ou por definir. O orçamento parece bom ao inicio, até se descobrir a coisa. Aí, o Dono de Obra paga o que empreiteiro pedir porque já está de pés e mãos atados...

    Quando já tem tudo definido, já sabe que a "jogada" será dificil fazer mais tarde. Já haverá menos omissões ao orçamentar.

    Pelo que essa do "uma coisa é certa", tem muito, mas muito que se lhe diga. Acredito que o orçamento inicial sim seja mais barato, mas são muitos os casos em que esse orçamento inicial não é igual ao final.

    Exemplo: cheguei apanhar um instalador de pladur, que cada m2 "extra" custava o triplo. Foi preciso mais pladur, que aquilo que se "pensava" inicialmente. Só com o desenho em detalhe se pode calcular as áreas ao certo.
    Concordam com este comentário: Dias12
  6.  # 126

    Isto do DO estar de pés e mãos atados aplica-se quando tem dinheiro adiantado para o lado do empreiteiro… noutras situações negoceia ou se o valor não for justo consulta o mercado e faz com outro.
  7.  # 127

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Olhe, eu até aceito isto num ínicio.
    Porque com pouca informação, o empreiteiro sabe que há partes omissas ou por definir. O orçamento parece bom ao inicio, até se descobrir a coisa. Aí, o Dono de Obra paga o que empreiteiro pedir porque já está de pés e mãos atados...

    Quando já tem tudo definido, já sabe que a "jogada" será dificil fazer mais tarde. Já haverá menos omissões ao orçamentar.

    Pelo que essa do "uma coisa é certa", tem muito, mas muito que se lhe diga. Acredito que o orçamento inicial sim seja mais barato, mas são muitos os casos em que esse orçamento inicial não é igual ao final.

    Exemplo: cheguei apanhar um instalador de pladur, que cada m2 "extra" custava o triplo. Foi preciso mais pladur, que aquilo que se "pensava" inicialmente. Só com o desenho em detalhe se pode calcular as áreas ao certo.
    Concordam com este comentário:Dias12


    Foi o que aconteceu por causa das portas à face e rodapé invertido, não estava bem esclarecido e depois o empreiteiro pediu cerca 20k a mais e o ptoblema em encontrar quem faça o trabalho. Também tinha escolhido pedra moca e no projeto execução está indicado granito da região. Quando desde o início, muito antes do licenciamento isto foi falado. Agora o empreiteiro pede mais dinheiro por esta alteração.
    Está a ser complicado. Ainda para mais mulher a construir sozinha. Foi para evitar isto que contrarei PE ;(
  8.  # 128

    Bem, com mais ou menos utilidade em todas as reunioes que tive ate agora tenho pedido orcamentos para projeto de licenciamento + projeto de execucao.
    Ate pela minha personalidade, nao me faz sentido nenhum fazer um projeto onde nao tenha a execucao incluida. Numa obra desta dimensao, 4 ou 5 mil euros a mais em projeto nao sao nada. Para mim o mais importante e na fase de planeamento, ficar tudo alinhado e de acordo com aquilo que eu quero. Obviamente que nao implica que nao existam alteracoes mais tarde. Mas simplesmente andar a pedir orcamentos com um 'desenho' nao da para mim que trabalho numa area ligada a analise de dados e so a possibilidade de me chutarem orcamentos de 2 paginas sem detalhe me da logo a volta ao estomago
  9.  # 129

    Colocado por: rpmmsantosIsto do DO estar de pés e mãos atados aplica-se quando tem dinheiro adiantado para o lado do empreiteiro… noutras situações negoceia ou se o valor não for justo consulta o mercado e faz com outro.


    Até 2011-2012 era como diz.
    Os subempreiteiros queriam era trabalho, tinham tempo e o material em stock. No dia seguinte entravam em obra, sem adjudicação nem nada.

    De então para cá, é dificil ver isso em especialidades menores, sobretudo por duas razões:

    - para muitos, é um biscate vir fazer 5, 10, 15% duma empreitada que outro começou. Não vale a pena sequer o esforço de orçamentar.

    - a maioria dos DO que vi serem "chulados" acabaram por engolir o sapo por um detalhe muito simples, o tempo. Muitas vezes iam com aqueles que pediram orçamentos e não adjudicaram... mas acabaram por manter o "chulo" que tinham na obra, porque o novo só teria disponibilidade daí a umas quantas semanas ou meses... que faria emperrar toda a cronologia da obra com as outras especialidades, gerando novos gastos.

    Isto sem mencionar a questão da garantia. O primeiro diz que salta fora, porque outro veio atrás. O segundo com maior razão diz o mesmo. A culpa é sempre do outro. Pelo que mesmo chulados, a maioria dos DO que vi nessa situação preferiram não arriscar.


    Atenção, aqui usei a palavra "chulos", mas sei que muitas vezes isso é injusto. Uma coisa é eu ter dado um valor há 2 anos atrás. Outra é pedirem um valor agora, quando o panorama dos preços de alguns materiais e mão de obra são diferentes. É normal que saia mais caro. O que não é normal é que peçam 3 ou 4x mais pela mesma coisa.
  10.  # 130

    Colocado por: Vert.oliveFoi o que aconteceu por causa das portas à face e rodapé invertido, não estava bem esclarecido e depois o empreiteiro pediu cerca 20k a mais e o ptoblema em encontrar quem faça o trabalho. Também tinha escolhido pedra moca e no projeto execução está indicado granito da região. Quando desde o início, muito antes do licenciamento isto foi falado. Agora o empreiteiro pede mais dinheiro por esta alteração.
    Está a ser complicado. Ainda para mais mulher a construir sozinha. Foi para evitar isto que contrarei PE ;(


    Um PE deve-se manter aberto até se determinar quem é o aplicador. Se necessário, em função das caracteristicas deste, o PE pode e deve ser adaptado.

    Por exemplo, no seu caso, quem fez a ponte entre o gabinete de projecto e o empreiteiro, foi você? Porque é que houve um mal-entendido quanto aos rodapés?!

    O PE foi enviado directamente ao empreiteiro, sem você estar de acordo com o que lá estava? 20k é muito dinheiro...
  11.  # 131

    Colocado por: Vert.oliveEstá a ser complicado. Ainda para mais mulher a construir sozinha. Foi para evitar isto que contrarei PE ;(


    Acredito que sim.
    Se até para os profissionais às vezes é complicado gerir uma obra, imagino para o cidadão comum, maioria dos Donos de Obra.
    A questão é, acha que sem o PE seria mais fácil?
  12.  # 132

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Um PE deve-se manter aberto até se determinar quem é o aplicador. Se necessário, em função das caracteristicas deste, o PE pode e deve ser adaptado.

    Por exemplo, no seu caso, quem fez a ponte entre o gabinete de projecto e o empreiteiro, foi você? Porque é que houve um mal-entendido quanto aos rodapés?!

    O PE foi enviado directamente ao empreiteiro, sem você estar de acordo com o que lá estava? 20k é muito dinheiro...


    Não houve propriamente mal entendido. O eng. do empreiteiro na altura do orçamento disse que depois via-se essa questão na altura, chegou a altura e orçamentou como lhe apeteceu, estuque a 35€/m2, porque tem rodapé invertido da vez de 11€/m2. No PE está indicado uma alheta 2*2cm. O que aconteceu foi que o empreiteiro/equipa nunca leram o PE com olhos de ver, em muitas das situações tive de ser eu a enviar prints das páginas, porque diziam que não tinham visto no PE.
    A questão dos aros,não estava de facto bem esclarecida no PE, isto quer dizer que o aro prevista não era adequado para parede estucada, depois apresentaram-me orçamento com tudo em gesso cartonado e aí tive de pesquisar sobre o assunto, onde obtive ajuda aqui no site.
    Este pequeno pormenor dos aros atrasou a obra em 6 meses até agora. Se o PE estivesse bem esclarecido neste ponto e se tivessem consultado os profissionais sobre a melhor maneira de se executar, eu não estaria chegado este ponto.
    Foi só um desabafo e a minha opinião se sim ou não ao PE.
  13.  # 133

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Acredito que sim.
    Se até para os profissionais às vezes é complicado gerir uma obra, imagino para o cidadão comum, maioria dos Donos de Obra.
    A questão é, acha que sem o PE seria mais fácil?


    O PE ajudou na questão das medidas das portas e caixilhos. Se estivesse bem elaborado e vi muitos erros, para mim foi um copy paste elaborado pelo estagiário, teria sido grande ajuda.
    Mas, às vezes aparecia caixilhos cor grafite quando pedi branco, as cúpulas ficaram cor antracite e não reparei e o empreiteiro orçamentou como tal. Agora imagine tudo branco e cúpulas antracite, entre outros pormenores. Não escolhi torneiras, sanitários, puxadores,medidas dos móveis de casa de banho, interiores roupeiros...
    Isto para mim faria sentido estar ao gosto do cliente para agora não me estar a preocupar, porque as torneiras são embutidas e tiveram de estar previstas logo na 1a fase da canalização e antes do estuque.saber onde vão estar posicionadas...
  14.  # 134

    Colocado por: Pedro Barradas
    è verdade...
    Mas olhe que eu, aos meus clientes, não havendo projecto de inst. electricas (agora quase que se obriga a tal), quando da elaboração do MQT, elaboro também uma planta com esquema de implantação de pontos de alimentação, tomadas e iluminação.


    A propósito disto, as especialidades pediram-me e eu já tinha bem assente onde queria interruptores e tomadas. Fiz sketch completo 😅
    O Eng. aconselhou a alguém fazer a planta desses pontos mas disse que, se todos já tivessem bem assente como eu, já poupava muitas dores de cabeça 🤩
    Agora vou pedir a alguém que faça o desenho técnico do que eu desenhei como leiga. 🤭
  15.  # 135

    Bem…
    Depois de ler todos os vossos comentários pode-se concluir que
    # Projecto de Execução: sim, mas conciso e não “demasiada palha”; ideal < 50 páginas
    # DO deve ter sempre o PE presente e sob controlo com a empreitada.
    # Por vezes o Óptimo é inimigo do Bom e em vez de Projecto ( de Execução) poder-se-á falar/fazer Pormenores ( de Execução) para as partes mais complexas (?!)…

    Mas acrescento que, deve ser difícil fazer PE, nos dias de hoje em que as Especialidades são “genéricas” e não fiéis ao que será feito em obra… do que me disseram “não podem contemplar todos os pormenores. E poder-se-á mudar de ideias a posteriori…” Ora, isto deve ser um pesadelo para quem faz o PE.

    # Demasiado detalhe: desmotiva e cansa o construtor que pode optar por “não aturar” aquelas “esquisitices” do DO.
    # Demasiado “fraco ou escasso em informação”: DO lixa-se porque o construtor vai decidindo à medida que a obra decorre, com a derrapagem que já se sabe.

    Resta-nos ir aprendendo com a sabedoria e experiências de todos deste Fórum… 😅🤷🏻‍♀️

    A todos muito obrigada pelas partilhas!
  16.  # 136

    Posso dar-lhe 'os meus 2 centimos' sobre o assunto. Originalmente quando andei a pesquisar tambem achei que o projeto de execucao era tudo aquilo que precisava. No entanto, apos conversa com diversos projetistas, engenheiros e empreiteiros e pela propria experiencia acabamos por chegar a conclusao que nao valia a pena.
    Quando fiz a abordagem inicial aos empreiteiros a quem pretendia pedir orcamento, basicamente nenhum viu como uma 'mais valia' por exemplo o mapa de quantidades. Todos disseram que ja tem o 'seu' proprio mapa de quantidades e que nao lhes poupa nada de significativo ter que passar do 'meu' mapa de quantidades para os deles. O proprio arquiteto tambem nao recomendou dar um mapa de quantidades para orcamentar pois na pratica o que ia acontecer era que metade nao ia olhar sequer para aquilo, e a outra metade nao ia olhar para o projeto limitando-se a colocar precos unitarios. E que a ausencia de mapa de quantidades nao so ia obriga-los a olhar com atencao para o projeto como tambem colocava a responsabilidade dos erros de medicao no empreiteiro ao inves do DO.
    Depois ha detalhes de execucao que podem parecer muito bonitos na teoria mas na pratica... olhando para o mapa de vaos, ate pode ser util para poupar algum tempo no orcamento das caixilharias, mas nenhuma empresa decente vai mandar a ordem para a fabrica ou fazer a instalacao sem fazer medicao real em obra. Relativamente as carpintarias... nos ainda nem sequer conseguimos decidir de forma definitiva como organizar o nosso hall de entrada ate termos uma 'nocao espacial' em obra quando mais a 'organizacao' dos armarios interiores ou a cor das madeiras. Alem de que certas escolhas em projeto podem logo 'condicionar' quem tem capacidade para fazer a obra, as vezes inutilmente. Num dos exemplos que me mostraram de um projeto de execucao havia por exemplo detalhe do tipo de ceramica a colocar com exemplos especificos de marcas e series (Aleluia, revigres) e tamanho (1.2x1.2). O que faz se aparecer um lote excelente mas que seja por exemplo 90x90? Ou se mudar de ideias e acabar a preferir vinilico em obra? E decidir as posicoes das tomadas no papel sem ter nocao espacial?
    Com todas as questoes que me foram sendo colocadas e com a nossa propria dificuldade em decidir 'detalhes' em papel, acabamos a nao optar por projeto de execucao. Vamos apostar numa boa e bastante presente fiscalizacao, um bom acompanhamento de obra, e eventualmente ao inves de um projeto de execucao completo podemos 'contratar' o desenho ou estudo de pecas separadas.
    E atencao, o que se entende por 'projeto de execucao' parece que varia muito de projetista para projetista...
    Concordam com este comentário: paulo.g
    Estas pessoas agradeceram este comentário: MissDior
  17.  # 137

    Colocado por: dmanteigasE atencao, o que se entende por 'projeto de execucao' parece que varia muito de projetista para projetista...

    e,...fundamentalmente de obra para obra
    nado disto é taxativo
    tambem se calhar mais importante que as quantidades é mesmo pormenorização de partes do projeto a explicar devidamente o que se quer e como fazer, o empreiteiro e o fiscal não vão andar a resolver em obra nós construtivos ao sabor da mesma.
  18.  # 138

    Colocado por: marco1tambem se calhar mais importante que as quantidades é mesmo pormenorização de partes do projeto a explicar devidamente o que se quer e como fazer, o empreiteiro e o fiscal não vão andar a resolver em obra nós construtivos ao sabor da mesma.


    Que, a bem da verdade, deviam ja fazer parte de um projeto de arquitetura digno desse nome nao?
    Pelo menos o meu tem uma duzia de pormenores construtivos detalhados para zonas aparentemente mais 'complexas'. Alem da resolucao de pontes termicas.
    •  
      marco1
    • 23 junho 2026 editado

     # 139

    sim mas isso já entra em sede de projeto de execução, repare que para a camara não é preciso por isso muitos donos de obra pagam para o licenciamento e ponto final
    não podem exigir que esse projeto de licenciamento vá já com tudo resolvido construtivamente,....por exemplo como a caixilharia se conjuga com a caixa de estore, soleiras, tipo de fixação de uma guarda, remates e muito mais coisas.
    Em suma preconizam-se as soluções de forma genérica mas as suas dimensões e como se conjugam entre si... isso já cai de certa forma em projeto de execução e acredite que o resultado não é o mesmo se por exemplo um revestimento tiver sido preconizado com material 90x90 não é igual se mudar para 60x 30, por ai. No fim são esses pormenores que vão dar top á casa e evitar "azeitsses".
  19.  # 140

    Claro que nenhum empreiteiro vai querer ter que guiar-se por um projecto. É melhor para ele fazer como lhe apetece, quanto mais simples fôr para ele, maior o lucro tira dali. Os que vierem depois que se amanhem.
    Também é verdade, que no final, muito Dono de Obra nem distingue o que tem, do que poderia ter tido, pois foi vendo as coisas a acontecer, como que tivessem que ser assim, e não doutra maneira qualquer.

    O projecto de licenciamento tem uma função especifica, que é a de licenciar. Execução pede outra escala, outro detalhe. Pode até ter um hibrido, uma etapa simplificada entre o licenciamento e um proj. de execução. Mas normalmente, a malta não acha muita piada pagar além no mínimo obrigatório. Depois em obra vê-se.

    Pode até nem ter nenhum interesse, caso o DO não pensar em vender nunca... mas quando se procura na net por casas à venda, nota-se bem quais tiveram PE e o porquê do preço mais elevado. Não é a mesma coisa. O PE ajuda a unificar a linguagem e conceito da casa, em vez duma escolha eclética que mais parece um zoo... em que o serralheiro faz assim, o carpinteiro assado, o ladrilhador tinha ali uns m² que queria despachar, etc etc... Muitos DO não têm a noção de nada disso.

    Muitas vezes, é morrer na praia... gastar na mesma meio milhão a construir, mas ter um produto completamente diferente... do que se tivesse sido pensado em detalhe.
    Concordam com este comentário: marco1
    Estas pessoas agradeceram este comentário: MissDior
 
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