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      GF
    • 29 março 2012

     # 61

    Colocado por: becas

    Não tenho a certeza de ter percebido o seu comentário, mas acho que sim e concordo, mas o que significa a generosidade é algo de muito complexo e até pode ser contraditório...

    Percebo perfeitamente o drama de quem precisa de um fiador, a questão é que, ao sê-lo, quem assume essa responsabilidade transporta o risco não só para si, mas para a sua família e para aqueles de quem é suposto cuidar. Não duvido que muitas das pessoas que se veem em incumprimento são pessoas sérias e trabalhadoras, sobre quem caiu uma desgraça - desemprego, doença, divórcio - mas isso não evita que, mesmo contra a sua vontade, outras pessoas sejam arrastadas para uma situação terrível.



    Ótimo para si e para os seus, mas há muitos que trabalham as mesmas 12 a 14 horas por dia para receber uma miséria. Ou outros que, querendo trabalhar essas mesmas 12 ou 14h, não têm como nem onde.
    Continuo a considerar a exigência de fiadores imoral. E seria bom que alguma "instância superior" percebesse a ilegitimidade desta exigência.
    (Falo da compra de casa, porque no arrendamento a responsabilidade é totalmente diferente - o incumpridor pode sempre resolver a incapacidade financeira saindo da casa, o que não acontece com os empreéstimos para compra de casa)


    Ía carregar no botão de concordo, mas você mete sempre algo a mais no texto que me faz acabar por não carregar.
    A minha resposta, esqueci-me de citar era para um tal de mar_ju.

    A questão está é a ser mal vista: ninguem tem de viver em barracas como alguem aí em cima escreveu, a questão é que, para se pedir um fiador é porque é alguém que não oferece credibilidade ou garantias suficientes, seja para o senhorio ou para o banco. Em vez do tugazinho que não tem filhos mas quer um T3 com vista para o mar, se ficar no T1 (ou no T0) com vista para terra, se calhar em vez dos 800 euros por mes fica a pagar 400 por mes ou menos, se calhar já não precisa de fiador nenhum.
    Concordam com este comentário: Jorge_Gonçalves
  1.  # 62

    Colocado por: euHá muita gente que é muito generosa... no teclado: é tão fácil escrever ou dizer o que cai bem...


    E outros muito seguros de que o seu mérito é suficiente para nunca terem problemas na vida nem precisarem de ninguém. É para todos os gostos.
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
  2.  # 63

    Boas,

    Colocado por: gf2011Ía carregar no botão de concordo, mas você mete sempre algo a mais no texto que me faz acabar por não carregar.


    LOL

    Colocado por: gf2011E sim ganho bem, trabalho de 12 a 14h por dia mas sai-me do lombo não ando aí a fazer greves, mas isso é conversa para outras nupcias!


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3.  # 64

    Colocado por: gf2011
    A questão está é a ser mal vista: ninguem tem de viver em barracas como alguem aí em cima escreveu, a questão é que, para se pedir um fiador é porque é alguém que não oferece credibilidade ou garantias suficientes, seja para o senhorio ou para o banco. Em vez do tugazinho que não tem filhos mas quer um T3 com vista para o mar, se ficar no T1 (ou no T0) com vista para terra, se calhar em vez dos 800 euros por mes fica a pagar 400 por mes ou menos, se calhar já não precisa de fiador nenhum.
    Procura serviços


    Não sei mesmo. Não estou a par do que acontece atualmente (nos 2 créditos que fiz, um sozinha e outro como casal não pediram fiadores), mas tenho ideia que os bancos agora pedem sempre fiador, a menos que o património dos candidatos lhes dê garantias. Se me disser que o banco só pede fiador se a taxa de esforço superar uma certa percentagem, então está bem, mas não me parece que seja essa a prática.
  4.  # 65

    Há muita gente que é muito generosa... no teclado: é tão fácil escrever ou dizer o que cai bem...

    Permita-me que discorde, parece-me até que caiu bem mal a alguns incluindo o eu, que prefere um comentário lateral a responder à questão.

    O meu ponto de vista com a questão é: Isto resume-se tudo ao deve e haver? Não que eu defenda qualquer tipo de "obrigatoriedade" de ser fiador; pelo contrário, por motivos óbvios é acto a exigir muita reflexão e cuidados triplicados. Agora o que eu não defendo é a radicalização da questão do género "fiador? Nunca!". Falando por mim, há pessoas tão chegadas a mim - mas tão chegadas mesmo - perante as quais só uma razão fortíssima e muito objectiva levaria a que eu recusasse. Supus que isto acontecesse com todos, afinal não é assim - nem tem de ser, cada qual sabe de si.
    Com a pergunta que coloquei queria apenas afirmar uma coisa: há coisas que se fazem sem objectivos materiais, mesmo que possam ter algum custo (o tempo gasto, por exemplo) - apenas porque são úteis a outros - ou será apenas porque "cai bem"?
    Concordam com este comentário: becas, mar_ju
  5.  # 66

    Boas,

    Colocado por: j cardosoou será apenas porque "cai bem"?


    Deixemos-nos lá de trocos!
    Não é isso que interessa?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 67

    Por falar em cair bem, não é a tua vez de pagares a francesinha? É que caía mesmo bem ...
  7.  # 68

    Boas,

    Colocado por: j cardosoFalando por mim, há pessoas tão chegadas a mim - mas tão chegadas mesmo - perante as quais só uma razão fortíssima e muito objectiva levaria a que eu recusasse.


    Pensando ó pa trás:
    Quantas pessoas já tiveste tão chegadas a ti - mas tão chegadas mesmo - com as quais te desiludiste (queimaste) e que deixaram de ser tão chegadas - mas tão chegadas mesmo?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista

    PS: Fora os meus pais e a "Maria" só poria a "mãos no fogo" por um amigo (casal).
  8.  # 69

    Boas,

    Colocado por: j cardosoPor falar em cair bem, não é a tua vez de pagares a francesinha? É que caía mesmo bem ...


    Eh pá!
    Um gajo não se pode esquecer um dia da carteira em casa que pensam logo que somos cravas.
    Claro que sim, marca dia/hora/local e lá estarei;)
    (desta vez com a carteira juro)

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  9.  # 70

    Quantas pessoas já tiveste tão chegadas a ti - mas tão chegadas mesmo - com as quais te desiludiste (queimaste) e que deixaram de ser tão chegadas - mas tão chegadas mesmo?

    1 - Assim mesmo chegadas? O nº desas foi sempre muito reduzido, as desilusões foram poucas - e são coisas da vida.

    2 - E quantas já terei eu desiludido?
  10.  # 71

    Boas,

    1 - Minhas também foram poucas. Não devem ter chegado a uma dezena, mas nessa dezena "queimei-me" com 2 e o resto foram desaparecendo sem "queimar".
    2 - Ui ... ok ... calei-me!

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • eu
    • 29 março 2012

     # 72

    Colocado por: j cardosoPermita-me que discorde

    O que seria deste fórum se fosse necessária permissão para discordar!

    Colocado por: j cardosoparece-me até que caiu bem mal a alguns incluindo oeu

    Eu já tenho muita experiência de vida e se há uma coisa que aprendi é que, como dizem os Americanos, "Talk is cheap".
    • eu
    • 29 março 2012

     # 73

    Colocado por: becasE outros muito seguros de que o seu mérito é suficiente para nunca terem problemas na vida nem precisarem de ninguém

    Os meus princípios não são baseados no receio de me vir a acontecer a mim...
  11.  # 74

    Talk is cheap

    Ouvir é não só mais barato como facultativo: só ouve quem quer ...
    Concordam com este comentário: eu
  12.  # 75

    Boas,

    Colocado por: j cardosoOuvir é não só mais barato como facultativo: só ouve quem quer ...


    Problema: às vezes quando decidimos não ouvir, já ouvimos tudo :(

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • sisu
    • 29 março 2012

     # 76

    Colocado por: Jacinta
    Não existe mesmo? Tem a certeza disso?
    Nem sequer para jovens que não têm trabalho e que têm que ser os pais a responsabilizarem-se pelo arrendamento?
    É que no nosso país a situação é essa mesma. Jovens ou menos jovens que afirmam que têm capacidade financeira para pagar a renda, mas que afinal até não têm e que querem arrendar porque precisam de morar nalgum lado.
    Tendo em conta os problemas que existem quando não pagam, quem arrenda nessas condições precisa de ter um mínimo de garantias. Aí terão que ser ou os pais, que por vezes também recebem pouco de salário ou de reforma, ou então, outra pessoa que se responsabilize.
    Não é moda, é necessidade.
    Antigamente, quem não tinha possibilidades financeiras ficava em casa dos pais ou alugava um quarto, mas agora, todos querem arrendar casa, mesmo que não tenham capacidades de assumir o pagamento da renda até ao final do contrato.
    Eles têm direitos, mas os donos das casas, talvez não tenham, pois quando não podem pagar, dão as mais variadas desculpas, para pregar o calote.


    Mas aterrou aqui de paraquedas ou nem sequer se deu ao trabalho de ler os comentários que estavam antes??
    A Jacinta está a falar de uma situação que ocorre numa percentagem bem mais inferior á relatada neste tópico. Estamos a falar de pessoas que têm capacidades de arrendar casa, têm trabalho, têm rendimentos e têm poupanças.
    Mas porque é que a Jacinta age sempre como se todos os inquilinos fossem pobrezinhos e desonestos?! Se tivesse lido os comentários todos veria que não estavamos a falar disso. Nem toda a gente que é inquilino é pobrezinho. Lá está a mania bem portuguesa (mais de uns do que de outros) que quem não tem propriedades é pobrezinho e quem comprou casa é rico e mais honesto que os outros.
    Estávamos a falar de pessoas com capacidades e lá vem você que quem quer arrendar casa é jovem pensa que tem condições mas não tem e que acha que tem o direito de arrendar casa e que devia era ficar na casa dos pais... Ahm?!
    Pelos vistos aconteceu-lhe muitas situações desagradaveis com as casas k arrendou a outras pessoas mas o resto da população não tem de pagar por isso e também não é culpada disso.
    Como senhoria tem todo o direito de não querer arrendar casa a quem bem entender já tinhamos falado sobre isso, mas por favor não meta todos os inquilinos no mesmo saco de pobrezinhos só porque muitos deles não acham que é necessário comprar casa como sinal de estatuto e desafogo financeiro, como pelos vistos a Jacinta acha.
    • eu
    • 29 março 2012

     # 77

    Colocado por: sisuEstamos a falar de pessoas que têm capacidades de arrendar casa, têm trabalho, têm rendimentos e têm poupanças.

    Com a nova lei do arrendamento, estas pessoas não deverão ter dificuldades em arrendar casa. Sem fiador...
    • sisu
    • 29 março 2012

     # 78

    Colocado por: eu
    Com a nova lei do arrendamento, estas pessoas não deverão ter dificuldades em arrendar casa. Sem fiador...


    Esperemos que não. ;)
  13.  # 79

    A ser verdade o que ouvi hoje de manhã há uma coisa engraçada: é que o aumento da renda vai depender (pelo menos pelo que pude perceber) do estado de humor do inquilino.

    O que ouvi, traços gerais, foi isto:
    O senhorio quer actualizar a renda. Propõe um valor ao inquilino. O inquilino, se discordar, faz uma contraproposta (que ninguém disse que não pode ser aumento zero).
    Se não se chegar a consenso:
    - ou as coisas ficam como estão
    - ou então, se o senhorio achar que a renda deve ser actualizada (estou a falar de valores razoáveis na actualização da renda) e o inquilino não esiver para aí virado tem que se dar uma indemnização.

    Ora pergunto-me eu: os senhorios, sendo os donos da coisa locada, não podem decidir quanto é que querem pela renda? São os inquilinos que decidem o que querem pagar?
    (atenção que estou a falar de aumentos de valores razoáveis...)
  14.  # 80

    lol do estado de humor do inquilino! entao estou chumbado tenho la um que paga uma miseria , se for pelo seu humor ainda terei que lhe baixar a renda
 
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