Rifar a casa. Uma nova estratégia para quem não consegue vender..
Rifar a casa. Uma nova estratégia para quem não consegue vender..
Imobiliário. Vender casas através de rifas ganha novos adeptos em todo o país
A necessidade aguça o engenho e o preço oscila entre os cinco e os 100 euros. Mas concursos não são autorizados
MARGARIDA BON DE SOUSA
Com o desemprego a subir, os rendimentos mensais mais baixos e o custo de vida a aumentar, há cada vez mais pessoas que deixam de conseguir pagar as prestações da casa aos bancos. Mas a necessidade aguça o engenho. Primeiro no continente, mais recentemente no arquipélago dos Açores, são cada vez mais os portugueses a recorrerem às rifas pára não perderem tudo.
A razão é simples. Existem hoje milhares de imóveis no mercado e o preço que os compradores estão dispostos a dar é muito inferior aos empréstimos contraídos no tempo das vacas gordas.
Ou seja, as avaliações feitas há uns anos, que deram origem aos créditos à habitação, superam, em muito, o valor actual destes bens. Com uma agravante: há milhares de casas novas a estrear que também não se vendem, dificultando o mercado em segunda mão.
Até agora, estes concursos têm quase todos passado à margem da lei, uma vez que não existem pedidos nesse sentido junto do Ministério da Administração Interna, o organismo estatal que autoriza sorteios deste tipo. Mas os anúncios destas rifas estão a invadir os sites de vendas online. E há para todos os gostos. Desde rifas a cinco euros, 20 ou mesmo 100. E a localização abrange praticamente todo o território, incluindo as regiões autónomas.
É o caso de um apartamento TO, em Monte Gordo, no Algarve, a 50 metros da praia a “rifar por 10 euros”. Cada rifa tem um número de lotaria. Segundo o anunciante, só depois de conseguir vender todas as rifas, terá lugar o sorteio.
Na esmagadora maioria dos casos, quem recorre a este meio para vender imóveis não se identifica, deixando apenas um contacto de e-mail. Outro anónimo, desta vez na Covilhã, explica a razão que o leva a desfazer-se de um apartamento T3. “Devido à situação financeira em que me encontro, sou obrigado a rifar o meu apartamento na Covilhã, visto que não tenho condições de pagar as prestações e que não o consigo vender”.
Há casos que os anúncios são bilíngues, em português e inglês. É o exemplo de um T2 em Mafra, descrito como “excelente apartamento, em zona muito calma, próximo da estação e do acesso à auto-estrada, em condomínio fechado”. Por 25 euros, é possível entrar na corrida por esta casa, “ideal para quem tem crianças e gosta de privacidade e segurança, jardim, garagem, parque infantil e a 12 km de Lisboa”. Na Moita, em Setúbal, um outro anúncio denota verdadeiro desespero. O anónimo começa por dizer que “o assunto é muito sério e devido à falta de trabalho”, não consegue pagar a casa nem vendê-la e por isso decidiu vendê-la pela “módica quantia de 5 euros a rifa”. Esclarece ainda que estas serão sorteadas “assim que atingir o número necessário para pagar a dívida”.
Em todos os casos investigados pelo i, para participar no sorteio é necessário enviar nome, morada e um contacto telefónico. A rifa é enviada através dos CTT e o pagamento feito no acto de entrega.
Em Fevereiro, João Fontinha tentou legalizar a venda de rifas. Desempregado e com dificuldades em pagar uma prestação mensal de 400 euros ao banco, decidiu leiloar uma moradia nas Furnas, em S. Miguel, Açores, num sorteio insólito, com 20 mil rifas, e legalmente. Caso não consiga vender pessoalmente ou nas redes sociais o número suficiente de rifas para cobrir o que deve ao banco, João garantiu que devolve o dinheiro a todos os apostadores. Com Rita Dantas Ferreira
i | segunda-feira, 30 Abril 2012
Colocado por: imbsJá tentaram promover a casa, 'a sério'?
Fazer muita comunicação para o público-alvo, ter um dia de casa aberta, com cheirinho de bolo acabado de fazer, chá, o mínimo de mobília, mas o suficiente para ser agradável. Mesmo à americana.
Fazer um blog com tudo e mais alguma coisa sobre a casa, preços, áreas, tudo o que é preciso e não é preciso saber, para que a pessoa que vos telefone só queira perguntar se pode conhecer a casa (odeio anúncios que falam muito bem da casa, e depois preços, áreas, localizações e outras demais informações não constam).
Facebook, twitter, linkedin!
Façam quase um plano de comunicação!
Acredito que já tenham tentado um bocado de tudo, mas o comprador há-de aparecer.
Colocado por: hangasAssim meio off topic, mas dentro do tema rifas, lembrei-me da historia do burro morto.
Quatro miudos foram ao campo e, por 100€, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.
Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já o gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês encontrou-se novamente com os quatro miudos e perguntou-lhes:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, nós rifamo-lo. Vendemos 500 rifas a 2€ cada uma e arrecadamos 1.000€.
- E ninguém se queixou?
- Só o vencedor, mas devolvemos-lhe os 2€ e pronto!
Colocado por: imbsJá tentaram promover a casa, 'a sério'?
Fazer muita comunicação para o público-alvo, ter um dia de casa aberta, com cheirinho de bolo acabado de fazer, chá, o mínimo de mobília, mas o suficiente para ser agradável. Mesmo à americana.
Colocado por: FDDito isto, segundo sei, qualquer concurso carece de autorização do estado. Do que li há uns tempos, essa autorização implicava depositar uma caução no valor do prémio para que se evitasse que alguém vendesse as rifas todas e depois não desse prémio nenhum...
Por isso, no seu caso, parece-me difícil.
Colocado por: IsisTendo feito um contrato de exclusividade com uma imobiliária acredito que isso seja trabalho deles. Apesar de ter caído em 2011 nesta tanga e ter prometido a mim mesma que não voltaria a cair cá estou! Sou parva e crédula, vou fazer o quê? E quer saber que mais? Nas primeiras 2 semanas, até a devolução do contrato assinado, o mediador falou imenso comigo, eu devia ter estranhado quando a conversa já ía no ponto de exisitirem 2 ou 3 possibilidades de negócio para a nossa casa incluindo umas pessoas que foram ver a casa em frente á nossa "que também está à venda mas mais cara e sem possibilidade de negociação"...depois destas 2 semanas, há 2 meses e meio, o rapazinho nunca mais deu sinal de vida! Enviei-lhe mails e sms a perguntar se estava tudo bem e que continuava a aguardar as tais visitas (3 pelo menos dizia ele estarem a ser preparadas) assim como o flyer promocional da nossa casa...respondeu-me dizendo que estava de assistência à familia mas que um colega tinha ficado com o meu processo, até agora nada!
Colocado por: IsisSomos pessoas sérias.
Colocado por: hangas
E acho que ninguém aqui pôs isso em causa.
Colocado por: IsisTendo feito um contrato de exclusividade com uma imobiliária acredito que isso seja trabalho deles.
Colocado por: IsisA moradia estará anunciada algures aqui no forum da altura em que esteve à venda em 2011. Fica nos Portais da Arrábida. Vou procurar o tópico.
Colocado por: Isisgf2011, a agência em causa éA AGÊNCIAdas exclusividades! :-)
Colocado por: imbs
Eu costumo dizer, se queres bem feito, faz tu.Concordam com este comentário:Isis
Colocado por: Isis
A história do burro pareceu-me provocação, afinal não era :-)
Colocado por: Isis
Mas agora estou agarrada à exclusividade mais 3 meses! :-/