Olha o velho e criticado argumento "se estás mal, muda-te" ;)
Colocado por: luisvvAh, ok. Portanto, quando o eu vai ao Continente comprar laranjas, o que acontece é que o Belmiro está a impor-lhe regras?
Colocado por: luisvvO eu tem a opção de não usar a estrada, da mesma forma que tem opção de não comprar laranjas no Continente.
Colocado por: euAfinal, onde está o problema das estradas públicas?
Então concordamos que são necessárias regras comuns. Agora o próximo passo: então e o estado é o quê? O estado não é no fundo, um conjunto de recursos e regras comuns?
Gostava que me explicasse como é que podem ser aplicadas regras comuns a milhões de pessoas de forma voluntária. Por vezes, nem num pequeno condomínio isso é possível, quanto mais num País.Por exemplo, uma regra anti-poluição. No seu País libertário, onde as regras comuns não são coercivas, os donos das fábricas só aceitarim a regra de "não poluição do ar" de forma voluntária?
The Anglo-Saxon system was voluntary: no one was forced to join it nor taxed to pay for it. However, everyone was involved, and the system was respected and sustained, because customary law successfully provided both protection and arbitration at minimum cost. It evolved spontaneously, without state involvement, for the simple reason that there was no state.
When trade began to revive, a separate system of customary law arose spontaneously to facilitate local and international commerce (30ff). Merchants set up their own courts to resolve their disputes; effective procedures were copied; and gradually a common, entirely private and entirely objective Law Merchant spread, and was recognised, throughout Europe and beyond. All the basic principles of modern commercial law, national and international, are derived from the medieval Law Merchant.
Firstly, the judges were merchants themselves who were intimately familiar with the kind of cases they ruled upon: their judgements were sound. Secondly, no one would deal with a trader who refused to abide by the decision of a merchant court. The judges had no means to enforce their decisions, but the boycott sanction was so effective it removed any need for coercion.
Colocado por: danobrega
... Na parte de as ter de pagar, quer as use quer não. Já as laranjas, se o eu não gosta das regras do Belmiro, não as compra.
Colocado por: luisvv
O eu sabe certamente que o facto de definir um preço e determinadas condições para a venda de um serviço, não garante que tem clientes, certo? E que se não tem clientes, é obrigado a fornecer condições que os clientes queiram, certo? Tirando o Estado e seus anexos, a vida é mais ou menos assim.
Colocado por: euE se você não gostar das regras do País, não viva nele. É tão simples como isso.
LOL... então, numa "comunidade" (ou o nome que quiser dar) com milhões de pessoas, não haveriam regras nenhumas, pois bastaria que uma pessoa discordasse, para que a regra não fosse adoptada. Ou seja, teria fábricas a poluir à vontade, teria pescadores e caçadores a esgotar os recursos e a extinguir espécies, etc, etc...
A partir de um determinado número de pessoas e interesses, é impossível haver consensos totais... qualquer pessoa minimamente vivida sabe isso. Portanto, aquilo que defende é na prática, a ausência de regras comuns.
Escreve-se muito sobre estas coisas de Estado e indivíduos livres, mas nunca ninguém se referiu, que me lembre, ás características inatas, animais, das pessoas, como se isso fosse um pormenor de somenos nas relações humanas.
Para os adeptos da sociedade sem Estado, as pessoas cumpririam escrupulosamente o que tinham livremente acordado entre si. Para eles não existem os instintos de liderança e domínio por parte de alguns indivíduos, que naturalmente vêm ao de cima em qualquer comunidade humana.
Alguém verdadeiramente acredita que as coisas se pudessem passar assim?
Colocado por: danobregaO sítio onde eu vivo é meu, é minha propriedade.
Na minha propriedade eu devia poder viver sem imposições externas.
Claro que sim. O Belmiro está a impor várias regras: para levar estas laranjas tem que pagar X, não pode filmar, não pode fotografar, não pode comer dentro do estabelecimento, etc, etc,etc
Já lhe demonstrei que, dentro do Continente, tenho que obedecer às regras do Belmiro (sim, as regras existem!). Da mesma forma, dentro de um País temos que obedecer às regras desse País. E o luisvv também tem a opção de "não usar" o País: emigre para um local sem regras. O então, lute para mudar as regras do País.
Relativamente às estradas: você também tem a opção de não usar estradas públicas. Afinal, onde está o problema das estradas públicas?
E se você não gostar das regras do País, não viva nele. É tão simples como isso.
Colocado por: luisvvJá lhe foram dados exemplos práticos do contrário. Num tempo sem internet , nem meios de transporte, foi criado um corpo legislativo aceite e cumprido genericamente
"a vida é mais ou menos assim"...
Desce á terra, dessa "Utopos land", e cai na real, pá. Quando tomares banho, lava bem a "caspa encefálica" interna dessa "careca" ...
Colocado por: luisvvO Belmiro está a propor-me um negócio, que eu aceito ou não. O Belmiro não é o único vendedor de laranjas e não me pode obrigar a comprar laranjas.
Colocado por: luisvvAs regras do Continente não são as que o Belmiro quer, são as que ele quer e eu aceito. Porque se eu não aceitar, o Belmiro não vende. Logo, o Belmiro não estabelece as regras que quer.
luisvv, a lei dos mercadores parece ser a sua bíblia. Parece-me um bocado abusivo invocar algo que se passou noutros tempos e noutros contextos e cuja interpretação histórica pode ser muito capciosa.
Além do mais, porque é que essas sociedades onde nasceu essa lei evoluíram para sociedades com estados? Na sua opinião, não foi uma evolução mas uma regressão?
Colocado por: luisvvAcontece que o que o eu está a dizer é : se não estás disposto a submeter-te à vontade de um grupo arbitrário de pessoas, podes sempre fugir. Se ficares, é bom que tenhas frasquinhos de vaselina em barda.
É discutível. A propriedade não é nenhum direito natural. Aliás, nalguns países, existiram regimes que nem sequer reconheciam a propriedade privada. O sítio onde vive é seu, apenas porque a propriedade está legislada numa das muitas regras do País. Nunca tinha pensado nisso? Que o seu direito à propriedade é... assegurado pelo Estado?
Ver resposta anterior. A sua propriedade, embora não o queira admitir, está inserida num País. Não é um pedaço de terreno independente do País.
Mas se tiver essa vontade irresistível de não querer regras, pode sempre adquirir um navio e ir viver para águas Internacionais. Aí, pode fazer o que lhe dá na gana sem intervenção do Estado.