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  1.  # 121

    um cargo politico será ( ou devia ser) sempre algo temporário e com o espirito de dádiva e convicção pessoal em contribuir para o bem da sociedade.


    Naturalmente. E no fim, depois de ter fechado o escritório de advogado ou o gabinete de arquitectura durante 4, 8 ou 12 anos, o marco1 volta todo satisfeito ao mercado.

    Facto: os candidatos a um cargo político são um grande número e muito acima das vagas, apesar de serem cargos mal pagos.
    Possível explicação: as vantagens que advêm de se exercer tais cargos, ultrapassam em muito o mero valor do salário e explicam que se deixem suspensas carreiras muito melhor pagas.
    Enquanto assim fôr, temos de partir do princípio que o "pacote remunerativo" no global, está ajustado e que não são precisas mais ajudas como pensões por exemplo. Quando fôr difícil recrutar deputados ou ministros, se calhar é hora de se pensar em aumentar as contrapartidas financeiras.

    O raciocínio só tem uma falha: o "pacote" incluía, até há pouco tempo, as pensões e os subsídios de reintegração.
    Ah, e parece que apesar de tudo o pessoal não acha que seja ajustado, na medida em que toda a gente se queixa da "qualidade" do pessoal político.

    Ninguém fica desempregado. Mesmo aqueles que não são funcionários públicos podem, se assim o entenderem, pedir licença sem vencimento. Mas, eles não precisam, todos têm um lugar garantido no regresso à vida civil.


    Deputados ou pessoal político, funcionários públicos? Tirando os professores universitários, devem contar-se pelos dedos de uma mão.


    (PS - não tenho agora tempo para desenvolver, mas nunca deixa de me espantar o raciocínio subjacente às queixas sobre os políticos: ganham muito e trabalham mal, deviam ganhar menos; ora, eu julgava que devíamos reclamar melhor serviço..)
  2.  # 122

    Sim, porque o SNS, a SS, as auto estradas, e tudo o que a maioria das pessoas concorda, não são aquelas que são em seu beneficio. Há é uma dificuldade em concordar com as que beneficiam os outros.

    Está equivocado, o SNS, a SS, as auto estradas ... são de abrangência geral, ao contrário do regime DE EXCEPÇÃO das reformas dos políticos. Não sei o que pensa disso mas para mim faz toda a diferença.
  3.  # 123

    luisvv

    sempre a enviezar a coisa

    sim voltaria e se la estive foi uma opção minha, ou não é o que prega por ai???

    olhe se calhar ainda tinha era mais clientes depois, capiche??
  4.  # 124

    Quando falei de quem não descontou nem desconta, refiro-me a rendimentos minimos, de reinserção e etc.... quem descontou, muito ou pouco, para SS ou qualquer outra que exista ou tenha existido, deve ter direito a receber.

    Reformas dos politicos...... desculpem mas acho uma palhaçada.
    Nunca vi nenhum politico, deputados e afins ficar desempregado e a pedir esmolas depois de estar no governo. Só têm mais é que ter direito à reforma ao mesmo tempo que os outros cidadãos.
  5.  # 125

    Colocado por: j cardosoEstá equivocado, o SNS, a SS, as auto estradas ... são de abrangência geral, ao contrário do regimeDE EXCEPÇÃOdas reformas dos políticos. Não sei o que pensa disso mas para mim faz toda a diferença.


    Desculpe, primeiro se um usufrui 1 cêntimo e é obrigado a pagar 40.000€ é de mau gosto chamar-lhes sistemas de abrangência geral. Segundo eu diria, na mesma onda da do j cardoso, que o resultado do trabalho dos políticos é de abrangência geral. Também, e se preferir, qualquer pessoa pode ir para um cargo político, logo o sistema remuneratório dos políticos é de abrangência geral.

    Apontar os canhões para uma regalia profissional de valor tão insignificante parece-me ridículo. O custo do funcionamento dos organismos de governação são muito mas muito superiores a 9 milhões. Só a assembleia representa 110 milhões de despesa. Podia facilmente cortar 9 milhões noutras despesas, e deixar uma protecção social que faz todo o sentido.
  6.  # 126

    Colocado por: luisvvO raciocínio só tem uma falha: o "pacote" incluía, até há pouco tempo, as pensões e os subsídios de reintegração.

    Como o fim destes não provocou nenhuma crise de vocações - continuamos a ter muitos interessados em singrar na política - podemos concluir que as pensões e subsídios de reintegração já poderiam ter acabado há muito tempo ou nem sequer ter existido. E podemos continuar a classificar o "pacote remuneratório" actual, como perfeitamente ajustado.

    Colocado por: luisvvAh, e parece que apesar de tudo o pessoal não acha que seja ajustado, na medida em que toda a gente se queixa da "qualidade" do pessoal político.

    As pessoas queixam-se da qualidade dos políticos mas também se queixam que eles ganham muito (acusação injusta na minha opinião).
    Se o nível de remunerações dos políticos fosse directamente proporcional à sua qualidade, a Itália seria o país mais bem governado da UE.
  7.  # 127

    Colocado por: luisvvE no fim, depois de ter fechado o escritório de advogado ou o gabinete de arquitectura durante 4, 8 ou 12 anos, o marco1 volta todo satisfeito ao mercado.

    Normalmente não fecham o escritório, passam-no para o nome da mulher, ou de uma prima, vão trabalhar para a Câmara Municipal, e a maior parte dos projectos passam a ser adjudicados ao gabinete da prima :)
  8.  # 128

    Colocado por: danobregaE já agora, essas pessoas que são bem sucedidas acumulam a reforma com o salário? Ou a pensão serve apenas de rede, no caso de efectivamente a pessoa não conseguir continuar a carreira que interrompeu?


    A possibilidade de se acumularem subvenções vitalícias com vencimentos no sector privado faz com que gestores de topo beneficiem ainda daquela benesse. Casos de Jorge Coelho, Manuel Dias Loureiro, Armando Vara ou Ângelo Correia.
    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2074151



    Colocado por: j cardosoO danobrega desvaloriza os 9,1 milhões por serem uma fatia reduzida do "bolo".


    Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros. Gastos com este "privilégio" têm aumentado todos os anos. Em 2011, regista-se valor mais elevado de sempre com este tipo de reformas: 9,1 milhões de euros.
    http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1753918&especial=Grande%20Investiga%E7%E3o%20DN&seccao=SOCIEDADE


    Governo tira apoio a 8400 idosos pobres
    Portugal tinha, no final de março, menos 8400 idosos pobres a receber o complemento solidário para idosos (CSI), cujo valor médio rondará os 100 euros por mês
    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3180940&seccao=Dinheiro%20Vivo
  9.  # 129

    Apontar os canhões para uma regalia profissional de valor tão insignificante parece-me ridículo

    Já percebi, ouço esse argumento por aqui até à exaustão: Ah, o Valentim e tal ... até nem é dos piores, há muito dinheiro dinheiro e mais mal gasto por aí. Ele ao menos ainda vai levando os velhinhos a Lisboa de avião

    Também, e se preferir, qualquer pessoa pode ir para um cargo político, logo o sistema remuneratório dos políticos é de abrangência geral.

    Parece que não é bem assim, dizem que é necessário fazer parte de um partido ou coisa do género, a actividade política tem uma regras muito próprias ...
  10.  # 130

    Penso que o J. Fernandes está a cometer um erro na comparação da utilização do mercado. Lá por ter muita gente a tentar concorrer para um cargo não quer dizer que o valor deva descer. Primeiro tem de saber quantas pessoas é que têm competência para ir lá parar, e depois tem de entender que as pessoas que o empregador quer escolher podem não querer trabalhar por menos.

    A concorrência teria de ser feita a nível da prestação de serviços, qualquer coisa como ter pelo menos dois governos, e ter as pessoas a poder optar consumir os serviços de um deles ou até de nenhum. Qualquer "governo" que não conseguisse angariar receitas suficientes para pagar os salários dos seus colaboradores ia à falência. Num modelo destes um governo que produzisse melhores resultados até teria dinheiro suficiente para pagar salários muito mais elevados.
  11.  # 131

    Colocado por: j cardosoAh, o Valentim e tal ... até nem é dos piores, há muito dinheiro dinheiro e mais mal gasto por aí. Ele ao menos ainda vai levando os velhinhos a Lisboa de avião


    Não... eu nem sequer concordo que seja desperdício.
  12.  # 132

    Colocado por: j cardosoParece que não é bem assim, dizem que é necessário fazer parte de um partido ou coisa do género, a actividade política tem uma regras muito próprias ...


    Claro, mas em teoria é possível lamber botas até lá chegar.
  13.  # 133

    Colocado por: PeSilva
    A possibilidade de se acumularem subvenções vitalícias com vencimentos no sector privado faz com que gestores de topo beneficiem ainda daquela benesse. Casos de Jorge Coelho, Manuel Dias Loureiro, Armando Vara ou Ângelo Correia.
    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2074151


    Acho mal, mas mesmo assim pode-se sempre argumentar que é compensação por prejuízo causado por interrupção de carreira.
  14.  # 134

    Colocado por: danobregaPenso que o J. Fernandes está a cometer um erro na comparação da utilização do mercado. Lá por ter muita gente a tentar concorrer para um cargo não quer dizer que o valor deva descer. Primeiro tem de saber quantas pessoas é que têm competência para ir lá parar, e depois tem de entender que as pessoas que o empregador quer escolher podem não querer trabalhar por menos.

    Estamos a falar de cargos políticos apenas. Quem os escolhe e quem determina se as competências das pessoas em causa são suficientes, é, em última análise, o eleitorado.


    Colocado por: danobregaA concorrência teria de ser feita a nível da prestação de serviços, qualquer coisa como ter pelo menos dois governos, e ter as pessoas a poder optar consumir os serviços de um deles ou até de nenhum. Qualquer "governo" que não conseguisse angariar receitas suficientes para pagar os salários dos seus colaboradores ia à falência. Num modelo destes um governo que produzisse melhores resultados até teria dinheiro suficiente para pagar muito salários muito mais elevados.

    A concorrência está lá. Os partidos políticos, nomeadamente, os que têm formado governos sucessivos, que mais são que concorrentes?
  15.  # 135

    Colocado por: J.FernandesA concorrência está lá. Os partidos políticos, nomeadamente, os que têm formado governos sucessivos, que mais são que concorrentes?


    A concorrência não está lá, falta-lhe o mecanismo normal para apurar quanto de facto se poderia pagar a um político/governante: Teres consumidores dos serviços prestados a um preço determinado pelo mercado e o consequente risco de falência do prestador de serviços.

    A única coisa que tens é uma cambada de pessoas que querem ir para o cargo, eu não chamaria a isso concorrência no sentido económico da palavra.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Concorr%C3%AAncia_%28economia%29

    Em economia, concorrência corresponde à situação de um mercado em que os diferentes produtores/vendedores de um determinado bem ou serviço actuam de forma independente face aos compradores/consumidores, com vista a alcançar um objectivo para o seu negócio – lucros, vendas e/ou quota de mercado – utilizando diferentes instrumentos, tais como os preços, a qualidade dos produtos, os serviços após venda.
  16.  # 136

    Mas isso é uma boa parte da população idosa que toda a vida trabalhou no campo.



    Os nossos avós, pais e nós próprios, não é verdade?


    O que axo mal é os que nunca descontaram e que não descontam e estão a receber.... isso é que está mal...



    Espero não ser polémica!
    Refiro-me exclusivamente aos trabalhadores rurais e aos pequenos agricultores para lembrar que, também eles, pagaram sempre os seus impostos (directos e indirectos)! Por exemplo: alguém já ouviu falar no "serviço braçal" [imposto de trabalho, quer fosse com a enxada ou na rabiça do arado (charrua), que foi pago (descontado) durante o regime do Estado Novo?? E na "Décima"?? Esta última, ainda durante a terceira República, imposto sobre os imóveis rurais e urbanos. E os pagamentos, durante anos, às Casas do Povo!?? E quantas vezes tão pobres... e espoliados, iam até às feiras vender um alqueire de milho ou de feijão, roubado ao sustento da família (retirando-os à boca) para "cumprir a desobriga" !? Sem falar que criaram os filhos e netos para serem levados para a guerra, não podendo contar com a ajuda deles, depois de "ir às sortes" (inspecção militar)!

    E ninguém ignora que parte dos "frutos do seu trabalho" ajudavam a alimentar o nosso Portugal de então! Estávamos a anos- luz da adesão à Europa (o clube dos ricos??) e da
    danosa e impopular PAC, que abriu caminho à destruição e ruina do nosso sector primário! Foi o começo da "era do betão" e do uso dos "fundos europeus" para a compra dos
    jipes e o florescimento das "casas de férias", ou de segunda habitação. E as herdades por esse país fora? Foram mais que muitas !!! Alguém fiscalizou aonde e como se esbanjaram/escapuliram tantos milhões de euros!?? Eu não..., mas gostava, pelo menos, de saber.


    cordiais saudações.
    Concordam com este comentário: eu, Anonimo16062021, branco.valter, rafaelisidoro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu
  17.  # 137

    E quem fala assim não é gago!
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  18.  # 138

    Assim um bocado à parte.. Vale a pena dar uma olhada no relatório do IGCP de Setembro principalmente na parte das exportações (pag 27 e 28) que mostra que a coisa até esta a ir pelo rumo certo. Por outro lado quando vemos o que ainda temos que largar para pagar a divida de medio e longo prazo (pag 79) até doi!


    http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2013/Apresentaaao_Investidores/IGCP_September_2013_2.pdf
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  19.  # 139

    .
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  20.  # 140

    Tretas, o que mostra é que nos últimos 25 anos houve muito boa pessoa que se "governou" bem, mostra que o número de obras públicas foram alucinantes (apesar de duvidar que alguém fosse contra a AE que o leva todos dias ao trabalho, à escola com melhores condições, ao novo centro de saúde da zona, etc), mostra que tudo isto é verdade, mas não mostra o que se perdeu a mando de quem emprestou.
 
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