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  1.  # 181

    Boas,


    Colocado por: luisvvO que é relevante: o valor da dívida aumentou 42%. A tendência geral era de diminuição, e a nossa aumentou, mais que todas.
    No pós-subprime, quando os outros aumentaram, nós aumentámos ainda mais.


    2000: 64 mil milhões
    2008: 123 mil milhões
    2011: 184 mil milhões

    Em 8 anos cresceu 60 mil milhões, tanto como nos três anos seguintes ...

    Colocado por: luisvvo Estado gastou, gasta e continuará a gastar demais. É isso que torna a dívida um problema.


    Não é bem o estado ...

    Colocado por: luisvv(by the way, se quiser comparar com a generalidade da UE27, ou, vá lá, com a zona Euro, tem lá outros bons exemplos...)


    Apesar de não ter saído no gráfico, os valores estão no meu comentário:

    Colocado por: oxelfeR (RIP)
    Portugal: 50,4 -> 68,3
    Alemanha: 60,2 -> 65,2
    Uk: 41 -> 44,4
    França: 57,3 -> 64,2
    Espanha: 59,4 -> 36,3
    Média UE: 61,9 -> 59


    Colocado por: luisvvOs bancos centrais controlam: o preço do dinheiro; a quantidade de dinheiro; a quantidade de crédito que os bancos podem conceder.


    Os bancos controlam: o preço, a quantidade de crédito que os clientes podem receber ...
    A não ser que com isto queiras dizer que os bancos deveriam ter emprestado ainda mais e que tenham sido limitados pelos bancos centrais.

    Colocado por: luisvvA dívida é o sintoma da doença, mas importantíssimo.Não fosse a ausência de financiamento, e ainda hoje o Estado estaria a prever gastar 20% do PIB a mais.Não fossem os défices, e não haveria dívida (por definição). E poderíamos continuar..


    Concordo.

    Colocado por: luisvvNão é falácia.É um facto, usado para explicar o que é o OE: 3/4 são despesas de remunerações e pensões.Portanto, quando se analisa possibilidades de corte de despesa, não há como fugir..
    Além disso, os valores apresentados escondem a alteração metodológica na contabilização das despesas de pessoal, pelo que não são comparáveis.


    É falácia.
    Se como dizes a origem do problema está nos gastos com pessoal e pensões, façamos o seguinte exercício.
    Digo eu, que se algo é O problema, se acabarmos com ele, O problema deixa de existir. Então vamos lá fazer de conta que a SS não existe, retiramos as receitas e as despesas da SS do OE, como é que ficamos? Ficamos com um défice maior ou menor?
    Se não é falácia então é paradoxal, porque se retirarmos as receitas e as despesas da SS o défice aumenta. A não ser que sejas da opinião que as pessoas devem contribuir para a SS mas depois não devam receber nada e ai, sim, deixamos de ter uma falácia ...

    Colocado por: luisvvClaro que podem ser juros.Mas isso resolve-se facilmente: não se pede emprestado.Qual é a dificuldade? Basta ir buscar 5% do PIB em impostos, e está resolvido. A alternativa de não pagar os juros, traduz-se, inevitavelmente, no corte do financiamento imediato.


    Erras quando pensas que eu estou a apresentar algum tipo de solução.
    Limito-me a constatar um facto: já pagamos quase tanto de juros como com pessoal.
    Isto é normal? para mim não, mas lá está, o que podes retirar daí é o que estas farto de dizer e com o que eu concordo "gastamos o que não temos".
    Só não posso concordar que algo que representa 12,5% dos nossos gastos seja a origem de todos os problemas.


    Colocado por: luisvvBoa pergunta: tem exemplos encorajadores de Estados que tenham recusado o pagamento , e que tenham continuado a sua vidinha de sempre?


    Repito a pergunta: qual o estado que pregou mais calotes e em maior valor no séc XX?


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  2.  # 182

    Não sao 12,5% das despesas, sao 12,5% do PIb....
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
  3.  # 183

    Boas,

    TC declara cortes dos subsídios inconstitucionais
    O Tribunal Constitucional declarou nesta quinta-feira a inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de Natal, mas determina que “os efeitos desta declaração” não se aplicam à suspensão deste ano.

    “Ao abrigo do disposto no artigo 282.º, n.º 4, da Constituição da República Portuguesa”, o Tribunal Constitucional determina “que os efeitos desta declaração de inconstitucionalidade não se apliquem à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.º e, ou, 14.º meses, relativos ao ano de 2012”.
    http://www.publico.pt/Economia/tc-declara-cortes-dos-subsidios-inconstitucionais-1553625


    Constitucional só permite cortes nos subsídios de férias e Natal este ano
    O Tribunal Constitucional decidiu que os cortes no subsídio de férias e de Natal são inconstitucionais. Apesar disso, diz que os cortes deste ano devem avançar.
    Os cortes no subsídio de férias e de Natal dos funcionários públicos são inconstitucionais, declarou o Tribunal Constitucional. Apesar disso, a decisão não inviabiliza os cortes deste ano, pois tal poderia "colocar em risco o cumprimento da meta do défice público".
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566511


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4.  # 184

    Boas,

    Passos admite generalizar cortes a toda a gente
    O primeiro-ministro comentou a decisão do Tribunal Constitucional (TC) sobre o corte nos subsídios sublinhando a parte em que o TC diz que esses cortes têm de ser para todos e não apenas para os funcionários públicos e pensionistas.

    O TC afirmou que a medida deveria "ser estendida aos outros cidadãos", comentou Pedro Passos Coelho.
    Assim, acrescentou, "temos de encontrar medidas equivalente" para que os cortes "não fiquem confinados" aos pensionistas e aos funcionários públicos. "Tem mesmo de ser assim", afirmou, quando questionado sobre a medida passaria a ter de abranger os trabalhadores do setor privado.
    Passos Coelho adiantou que essas medidas serão apresentadas na proposta do OE-2013 mas recusou "detalhar" e anunciar já medidas concretas "em cima do joelho". Ao mesmo tempo o primeiro-ministro recusou de todo em todo negociar as metas orçamentais com a troika.
    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2650520

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  5.  # 185

    Boas,

    Tudo no mesmo dia ...


    "Vice" da bancada do PSD defende mais dois anos para cumprir acordo da troika
    O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Miguel Frasquilho defende que a troika devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro de Portugal, concedendo mais dois anos para o cumprimento das metas fixadas e financiamento adicional.
    http://www.publico.pt/Economia/miguel-frasquilho-defende-que-portugal-devia-ter-mais-dois-anos-para-fazer-o-ajustamento-orcamental-1553500

    Montenegro diz que ideias de Frasquilho enquadram-se na “orientação” do PSD
    O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou hoje que as declarações do deputado Miguel Frasquilho estão “inscritas” na “orientação” dos sociais-democratas de que a Europa não deixará de ser “solidária” tendo em conta o “comportamento” do país.
    http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/montenegro-diz-que-ideias-de-frasquilho-enquadramse-na-orientacao-do-psd--1553552

    Ministro das Finanças escusa-se a comentar declarações Frasquilho
    O ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, escusou-se hoje a comentar as declarações do vice-presidente do PSD Miguel Frasquilho.
    http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/ministro-das-financas-escusase-a-comentar-declaracoes-frasquilho-1553571

    Posição de Frasquilho a favor de flexibilização de prazos sem comentários na bancada do PSD
    A posição assumida pelo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Miguel Frasquilho a favor de uma flexibilização dos prazos do ajustamento financeiro de Portugal não suscitou hoje quaisquer comentários na reunião da bancada social-democrata.
    http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/posicao-de-frasquilho-a-favor-de-flexibilizacao-de-prazos-sem-comentarios-na-bancada-do-psd-1553578

    Direcção do PSD demarca-se de Miguel Frasquilho
    O porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD rejeitou hoje uma renegociação dos prazos do programa de ajustamento financeiro de Portugal e defendeu que mais tempo significaria mais endividamento e, eventualmente, mais sacrifícios para os portugueses.
    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=53706

    Ao mesmo tempo o primeiro-ministro recusou de todo em todo negociar as metas orçamentais com a troika.
    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2650520

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 186

    Boas,

    Miguel Frasquilho (vice-presidente da bancada do PSD)
    Penso que seria justo a troika reconhecer o trabalho de casa que o governo tem feito e premiar com uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses

    António Borges (?? Conselheiro do governo)
    Seria muito pouco vantajoso para Portugal ... Seria até uma grande decepção. Pode vir a acontecer, por razões que muitas vezes estão fora do nosso controlo, mas seguramente esse não é o plano

    Teresa Leal Coelho (vice-presidente do PSD)
    o resultado do Conselho Europeu e as condições dadas a Espanha levam ao debate sobre uma maior flexibilização, mas não é pedir. Se a troika entender que o caminho é a flexibilização, mas nós não pedimos

    Eduardo Catroga
    Tecnicamente devia ser mais um ou dois anos, desejavelmente dois anos.

    Fonte da direcção da bancada do CDS
    Portugal fez tudo o que as instâncias pediram mas algo falhou e por isso algo na receita que nos deram estava mal

    http://www.ionline.pt/portugal/mais-tempo-psd-diz-nao-pede-quer

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 187

    Boas,

    Finlândia prefere sair do euro a pagar dívidas dos outros países
    A Finlândia prefere sair do euro a pagar as dívidas dos outros países da moeda única europeia, afirma a ministra das Finanças finlandesa, Jutta Urpilainnen, na edição desta sexta-feira do jornal financeiro Kauppalethi.

    http://economia.publico.pt/Noticia/finlandia-prefere-sair-do-euro-do-que-pagar-dividas-dos-outros-paises-1553717

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8.  # 188

    sinto que o facto de o euro não ser para todos os paises da união europeia foi sempre uma pedra no sapato e uma porta aberta para o fracasso.
  9.  # 189

    Boas,

    Juros de Espanha voltam a superar os 7%
    A dois anos, a "yield" germânica caiu mesmo já abaixo de zero.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566697

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  10.  # 190

    Colocado por: oxelfeR (RIP)Boas,

    Juros de Espanha voltam a superar os 7%
    A dois anos, a "yield" germânica caiu mesmo já abaixo de zero.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566697

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista

    E os labregos continuam atrás da treta!
  11.  # 191

  12.  # 192

    Boas,

    A estes mineiros tomates não lhes faltam ...
    2:20 um gajo a jogar ténis ...



    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista

    PS: sou contra qualquer tipo de violência...
  13.  # 193

    Isso lá é violência?...

    Ba...não aconteceu nada!
  14.  # 194

    Boas,

    Qualquer semelhança com a realidade ....


    Passos considera perverso recurso a trabalho temporário para o SNS

    O primeiro-ministro garantiu, sábado à noite, que o Governo tem aumentado a contratação de "recursos permanentes" na saúde, reconhecendo ser "perverso" o recurso a empresas de trabalho temporário para responder a necessidades permanentes do Serviço Nacional de Saúde

    Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, e Duarte Marques, líder da JSD

    Passos Coelho falava na festa do 38.º aniversário da Juventude Social-Democrata (JSD), que decorre no Estoril (Cascais), e respondia ao presidente desta estrutura, Duarte Marques, que o confrontou com o caso dos enfermeiros contratados para trabalhar em serviços públicos a troco de menos de quatro euros por hora.

    Para o primeiro-ministro, as necessidades "ocasionais não podem deixar de ser servidas por soluções de conjuntura, com recurso à contratação de empresas que assegurem, por curtos períodos de tempo, as necessidades que o Estado tem".

    "Mas onde as necessidades são permanentes, é perverso recorrer a estas soluções", afirmou, acrescentando: "Por essa razão, nomeadamente no sistema de saúde, temos vindo a aumentar a disponibilidade para contratar, em termos permanentes, novos recursos. Isso tem sido patente até nas conversações que se vêm mantendo com a Ordem dos Médicos e os sindicatos a propósito deste pré-aviso de greve", afirmou, referindo-se à greve convocada pelos representantes dos médicos para 11 e 12 de julho.

    Na sua intervenção, Duarte Marques tinha lançado um "desafio" a Passos Coelho "em nome dos jovens" portugueses, na sequência de notícias da contratação de enfermeiros para o SNS através de empresas que lhes pagavam valores "muito abaixo" daquele que cobravam ao Estado.

    Para o presidente da JSD, estas situações podem ser legais, mas são "imorais" e pediu por isso ao primeiro-ministro que o Governo faça "um levantamento" destes casos, que considerou "fruto da legislação dos últimos anos" que visou "encontrar formas de contornar lei" e criar "mais facilidades na contratação".

    Duarte Marques destacou que muitas das pessoas contratadas desta forma são jovens qualificados ou com famílias, mas "sobretudo", jovens "que querem ter um futuro".

    O primeiro-ministro reconheceu que antes das eleições de há um ano o PSD deu razão à JSD e considerou que o país não pode aceitar uma "proletarização da juventude portuguesa baseada em recibos verdes, em que as pessoas são obrigadas a pagar com os recibos verdes aquilo que as entidades que as contratam não estão disponíveis para pagar".

    "Tens toda a razão, temos de rever essa situação", disse Passos Coelho, dirigindo-se a Duarte Marques, a quem prometeu "estudar" e "avaliar" estes casos.

    E acrescentou de seguida: "O Estado tem vindo, com este Governo, a resolver vários problemas estruturais do próprio Estado. Um deles tem que ver com esse, o recurso via trabalho temporário para resolver necessidades que são permanentes".

    Além de Passos Coelho, outros sete antigos presidentes da JSD estiveram hoje na festa que assinalou os 38 anos desta estrutura.


    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2654400&page=-1

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  15.  # 195

    Boas,

    Passos Coelho admite cortes adicionais na Saúde e na Educação
    http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/passos-diz-que-e-preciso-redobrar-o-esforco-1553939

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  16.  # 196

    Boas,

    Banca espanhola não pode receber empréstimo em 2012
    Ministro alemão das Finanças alerta: é necessário criar um supervisor bancário comum.

    http://expresso.sapo.pt/banca-espanhola-nao-pode-receber-emprestimo-em-2012=f738250

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  17.  # 197

    Boas,

    Juros da dívida de Espanha e Itália sobem e contrariam quedas na Alemanha
    No dia em que decorre o encontro do Eurogrupo, as rendibilidades associadas às obrigações espanholas e italianas estão a ganhar mais de 10 pontos base nos principais prazos. Pelo contrário, as "yields" da dívida alemã a dois anos aproximam-se do mínimo histórico. Em Portugal, o comportamento é indefinido.
    ...
    A dois anos, a taxa de juro implícita continua a ser negativa (-0,003%)
    ...
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566979

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  18.  # 198

    Boas,

    Ora, apesar deste historial, estas duas últimas semanas trouxeram-nos uma novidade. Habituados que estávamos a ver quem detém o poder político desrespeitar as instituições do regime, vemos que agora são as próprias instituições a desrespeitarem-se a si mesmas. Foi o que fizeram a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e o Tribunal Constitucional. A ERC viu o seu presidente, Carlos Magno, depois de ter assinado o relatório que ilibava Miguel Relvas das pressões sobre o jornal “Público”, reconhecer que desconhecia parte do conteúdo desse relatório. E isto após o ter votado favoravelmente.
    O Tribunal Constitucional decidiu, na passada quinta-feira, que o corte dos subsídios dos funcionários públicos em 2012 era inconstitucional, mas que em 2012 havia de se manter o corte dos subsídios. Evidentemente contraditório, o Tribunal Constitucional indicou que o desrespeito pela Constituição é legítimo, desde que previamente recomendado por si.
    http://www.ionline.pt/opiniao/descredito-das-instituicoes-0

    A terceira hipótese é a preferida (também pelo parceiro de coligação): permitir mais uma vez que uma receita extraordinária salve as contas do ano.
    “Como a despesa está controlada e o problema está do lado da receita, faz sentido”, argumenta fonte social-democrata: “Se o primeiro-ministro quer manter a meta do défice, só com receita extraordinária.” No ano passado, foi graças à transferência dos seis mil milhões de euros do fundo de pensões da banca para a Segurança Social que o ministro Vítor Gaspar conseguiu controlar o défice e mantê-lo nos 5,9%. Mas para a troika essa terá sido a última vez que foi admitida uma manobra desta natureza.
    http://www.ionline.pt/portugal/maioria-pressiona-resposta-governo-ma-execucao-deste-ano


    Passos disse que a carga fiscal já era "insuportável" e agora vai subir mais
    Se o Governo avançar com um imposto extraordinário que garanta 2 mil milhões de euros, passa a ser a receita a assegurar quase dois terços da consolidação em 2013.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566911&pn=1


    As primeiras respostas de Pedro Passos Coelho à decisão do TC não poderiam ser piores. Por um lado, o primeiro-ministro apressou-se a dizer que os sacrifícios seriam alargados ao sector privado, o que só pode ser lido como mais impostos. Depois, porque Passos avisou que quem quer um corte na despesa para compensar os dois mil milhões de euros de subsídios de funcionários públicos e pensionistas teria de assumir mais cortes na saúde e na educação. Perdão, importa-se de repetir?
    ...
    Ora, o que Pedro Passos Coelho nos está a dizer é que esgotou, em apenas um ano, a margem de manobra para cortar na despesa, para reformar o Estado? Se é assim, se a política já se esgotou, se não há alternativa a aumento de impostos, se o primeiro-ministro Passos Coelho mudou de ideias em relação ao candidato Passos Coelho, deveria dar o lugar a outro, e já. O Governo entrou em funções numa situação crítica, não poderia fazer tudo e mudar tudo o que estava mal em meia dúzia de meses e, por isso, apoiei aqui, neste espaço, por diversas vezes, os cortes de subsídios no Estado e as outras medidas de austeridade.
    ...
    Exigem-se reformas, no Estado, que não estão feitas e, pelos vistos, nem sequer estão a caminho. A quebrar os interesses protegidos, as classes protegidas, a democratizar a nossa economia. Dito de outra forma, a libertar o Estado e os nossos impostos de quem vive à custe deles.
    ...
    http://economico.sapo.pt/noticias/a-anatomia-de-nove-votos_147900.html


    Temo que Passos Coelho e Gaspar vão pelo caminho mais fácil: aumentar a carga fiscal sobre o sector privado. Desta forma, divide a factura dos dois mil milhões de euros entre os funcionários públicos e os restantes portugueses. De 700 mil afectados, passa-se para mais de quatro milhões. Com isto, o consumo das famílias continuará a afundar, mantendo a economia em recessão.
    ...
    O Executivo tem aqui a oportunidade de arrancar com a reforma do Estado que continua por fazer. Os cortes nos subsídios seriam sempre temporários.
    ...
    As medidas estruturais passam por redefinir as fronteiras da Administração Pública. É preciso ter coragem para fazer escolhas e reconhecer que há sectores onde o Estado não deve estar. Assim, as poupanças passam a definitivas. Porém, este é o caminho mais difícil.
    ...
    http://economico.sapo.pt/noticias/esta-constituicao-e-um-problema_147897.html

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  19.  # 199

    Boas,

    João Ferreira do Amaral acha que segundo semestre de 2012 pode ser pior

    O economista João Ferreira do Amaral considera que 2012 está a ser um ano "muito difícil" e que a situação tende a piorar no segundo semestre, já que prevê um agravamento do desemprego e a desaceleração das exportações.

    "Este primeiro semestre tem sido muito difícil, fundamentalmente em termos de desemprego, que está a atingir níveis recorde. Em termos de quebras de rendimento, quando houver indicadores em relação à pobreza irá notar-se que há um aumento grande da pobreza", afirmou Ferreira do Amaral, questionado pela Lusa sobre o estado da Nação, antes do debate no Parlamento com o primeiro-ministro, na quarta-feira.

    "É um ano muito difícil e não creio que o segundo semestre vá ser melhor porque há as perspetivas das exportações desacelerarem face à recessão na Europa e, em particular, em Espanha, que é nosso principal cliente", acrescentou.

    "Não me espantaria se o desemprego aumentasse bastante mais no segundo semestre", declarou.

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=2655426

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  20.  # 200

    Boas,

    Nouriel Roubini: "2013 pode vir a ser uma tempestade perfeita"

    O economista Nouriel Roubini acredita que neste momento estão a reunir-se todas as condições para que em 2013 se abata uma tempestade perfeita sobre a economia global.
    "Em 2013, o desastre em câmara lenta da zona euro pode vir a tornar-se um desastre em fast forward. Os Estados Unidos estão a abrandar e a entrar em recessão dados os últimos dados económicos", começa por explicar Roubini, em entrevista à Bloomberg, também conhecido por Dr. Doom por ter previsto a crise em 2008.
    Outro dos focos de onde deverão surgir mais problemas são os mercados emergentes com destaque para os BRICS. "O abrandamento da China tornou-se mais difícil. Os outros mercados emergentes também estão a abrandar em termos de crescimento, como os BRICS: China, Rússia, India, Brasil, também o México e a Turquia e muitos outros mercados. Em parte, porque existe uma recessão na zona euro, no Reino Unido e o abrandamento nos Estados Unidos. Em parte, porque não estão a fazer as suas reformas, aumentanto a produtividade e o crescimento."
    Por último, Roubini acredita que pode vir a surgir uma guerra no Médio Oriente entre Israel e o Irão, que irá arrastar, inevitavelmente, os Estados Unidos. "Finalmente, existe uma guerra potencial entre Israel, Estados Unidos e o Irão. As negociações falharam, as sanções falharam, Obama não quer uma guerra antes das eleições, mas depois das eleições, quer ganhe Obama ou Romney, existe a hipótese dos Estados Unidos atacarem o Irão e de os preços aumentarem de repente."
    "Portanto, é uma tempestade perfeita. Colapso da zona euro, os Estados Unidos podem entrar em recessão, abrandamento da China, abrandamento dos mercados emergentes e uma guerra no Médio Oriente. O próximo ano pode vir a ser uma tempestade global perfeita", afirma o economista.


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
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