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  1.  # 1

    Colocado por: luisvvNenhum governo reduz a despesa se não for obrigado a isso.

    Olhe que não...olhe que não...
    Sabe bem a quem me refiro não é?



    Colocado por: luisvvLeia. Leia de novo. E de novo. Só mais uma vez.

    Será melhor ler o Luís...parece que lhe escapa não sei bem porquê!
    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2113467

    Colocado por: luisvvTenho a certeza que em tempos alguém já lhe explicou isto: Crédito gera juros >> juros reduzem o rendimento disponível no futuro >> menor rendimento disponível >> menor consumo.

    Em tempos lhe expliquei também que o problema maior que enfrentamos é o de falta de justiça...e essa passa pelos prevaricadores que fazem com que os juros sejam sempre altos dando menos hipóteses a quem depende deles!

    Colocado por: luisvvNão, o Estado não "injecta" nada. Tira para voltar a dar - e pelo meio, destroi a economia.

    Hahahaha


    Colocado por: luisvvAí é que está: o problema não são os impostos, são as despesas. Os impostos só existem para cobrir despesas....

    Problema esse que este governo custa a entender...impostos altos...mais falências....menos receitas....que vai dar em maior despesa!

    Colocado por: luisvvNão faz, nem deixa de fazer: é apenas um sinal de que as falências anunciadas e o decréscimo do IVA eram wishful thinking.

    Treta Luís...o estado faz tudo por tudo para sacar massa aos empreendedores por falta de ideias concretas!...fazendo estrangular o tecido económico,e a restauração é um dos componentes do nosso turismo,e esse deveria ser acarinhado!
  2.  # 2

    <
    Olhe que não...olhe que não...
    Sabe bem a quem me refiro não é?

    Em tempos lhe expliquei também que o problema maior que enfrentamos é o de falta de justiça...e essa passa pelos prevaricadores que fazem com que os juros sejam sempre altos dando menos hipóteses a quem depende deles!

    Hahahaha

    Problema esse que este governo custa a entender...impostos altos...mais falências....menos receitas....que vai dar em maior despesa!

    Treta Luís...o estado faz tudo por tudo para sacar massa aos empreendedores por falta de ideias concretas!...fazendo estrangular o tecido económico,e a restauração é um dos componentes do nosso turismo,e esse deveria ser acarinhado!


    De-va-ga-ri-nho: o Estado já gastou mais do que recebia. Durante muitos anos, conseguiu fazê-lo sem dor, recorrendo ao crédito. Depois, veio o lobo, e comeu !! De repente, sem crédito externo, o Estado viu-se forçado a gastar um bocadinho menos, e a cobrar um bocado mais. Mesmo assim, só o consegue fazer porque veio a troika - mais ninguém emprestava dinheiro ao Estado. Mesmo assim, se cumprisse o previsto, ia gastar este ano 8500 milhões a mais - dinheiro que não tem, repare.
    Por isso, reclamar do aumento de impostos, apesar de fazer bem ao fígado é estúpido - porque é inútil. Teria sido útil em 2005 - quando a dívida do Estado ainda era razoável e estava abaixo do nível médio da UE, e o corte de despesas podia ser feito com tempo, e de forma indolor.
    E antes que fale do Sócrates, lave a boca com sabão e lembre-se: duplicou a dívida do Estado em pouco mais de 5 anos.
    E antes que venha com o BPN (uma gota de água - cerca de 5 ou 6% da dívida acumulada no período do Pinóquio...), é fácil colocar a questão em perspectiva: se o problema fosse o BPN, era one-shot: aconteceu este ano, aumentou o défice, passa para a dívida, está feito, e para o ano seguinte as contas do Estado estão de novo em ordem. Mas não foi isso que aconteceu...
  3.  # 3

    Já agora, aí vai o Hollande pela escada abaixo:

    França revê em baixa crescimento para 2012 e 2013.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=565601

    França “aperta o cinto” para cumprir metas do défice
    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=68678

    A certeza foi deixada pelo ministro das Finanças poucas horas antes do primeiro-ministro apresentar o Orçamento.

    Segundo Pierre Moscovici, responsável pelas Finanças, sem alterações, o défice chegaria este ano aos 5%, acima da meta orçamental que exige à França que apresente este ano um défice de 4,5% e 3% em 2013.
    Fonte governamental, citada pela Reuters, diz que o novo Executivo se prepara para anunciar novas taxas, na saúde e sobre as grandes empresas.
    O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault vai esta terça-feira apresentar no Parlamento o novo programa orçamental.

    A França precisa de cerca de 33 mil milhões de euros até 2013 para conseguir reduzir o défice de 4,4% para os 3% estipulados por Bruxelas.
  4.  # 4

    Surpresa...

    via blasgémias:
    Uma reestruturação da economia é mais ou menos isto. Uns sectores a despedir mais pessoas que outros, e uns poucos sectores a contratar. No caso português os despedimentos estão a ocorrer sobretudo no sector não transaccionavel e as contratações estão a ocorrer apenas em alguns sub-sectores do sector transaccionável.
      reestruturacao.png
  5.  # 5

    Colocado por: luisvvDe-va-ga-ri-nho: o Estado já gastou mais do que recebia. Durante muitos anos,

    Nem por isso...basta observar este quadro que o Luís não gosta muito de ver por se tratar de um estudo feito por Eugénio Rosa!
    http://resistir.info/e_rosa/pib_e_rnb.html
    Pode observar que entre 2005 e 2007 respectivamente não se obsta o que diz(durante muitos anos)

    Todos sabemos o que se passou a partir de 2007...2008....2009!........Em termos internacionais 'tá claro como a água!...

    Colocado por: luisvvDepois, veio o lobo, e comeu !! De repente, sem crédito externo, o Estado viu-seforçado a gastar um bocadinho menos, e a cobrar um bocado mais.

    Precisamente aqui começam as políticas erradas...ao invés de se investir na justiça e combater a roubalheira e a reais causas...começa-se a curar o doente com veneno e dar leite à cobra aumentando impostos à economia real e deixando de lado a justiça e quem foge ao fisco em grandes escalas(Ofshores...etc.)

    Colocado por: luisvvMesmo assim, só o consegue fazer porque veio a troika - mais ninguém emprestava dinheiro ao Estado.

    Isto não é verdade...a memória atraiçoa-nos muitas vezes!
    http://www.acapor.com/2011/05/nao-foi-o-governo-que-perdeu-foi-o-pais.html
    Os juros de dívida como pode observar estavam a menos 4,5% quandpo Sócrates afirmou que não precisava de ajuda de Troycas!Consequentemente segundo a sua própria opinião(Luís)Juros baixos toda a gente empresta!

    Colocado por: luisvvPor isso, reclamar do aumento de impostos, apesar de fazer bem ao fígado é estúpido - porque é inútil.

    Infelizmente!

    Colocado por: luisvvTeria sido útil em 2005 - quando a dívida do Estado ainda era razoável e estava abaixo do nível médio da UE, e o corte de despesas podia ser feito com tempo, e de forma indolor.

    Afinal um estado corta na despesa corrente ou não quando não precisa?

    Colocado por: luisvvE antes que fale do Sócrates, lave a boca com sabão e lembre-se: duplicou a dívida do Estado em pouco mais de 5 anos.

    Treta!
    Voltamos à mesma lenga lenga...fruto das roubalheiras...ganâncias do sistema financeiro do subprime etc...

    Volto a dizer que esta crise dita financeira internacional foi a maior desde 1929(mais de 80 anos!)por falta de honestidade de toda a oposição não tiveram um pingo de vergonha em admitir isto!E continuam sem vergonha...fazem um governo caír e outro ir para o poleiro sem qualquer ideia económica esclarecedora para o país!

    Ao invés de ajudar o governo em aflição!
    Quem factura e facturou é sempre a Alemanha e os golosos que ganham dinheiro com as dívidas soberanas!

    Isto está a tornar-se insuportável porque os governos que deviam ser soberanos são apenas condutores do sistema financeiro!
  6.  # 6

    Colocado por: luisvvJá agora, aí vai o Hollande pela escada abaixo:

    França revê em baixa crescimento para 2012 e 2013.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=565601

    França “aperta o cinto” para cumprir metas do défice
    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=68678

    A certeza foi deixada pelo ministro das Finanças poucas horas antes do primeiro-ministro apresentar o Orçamento.

    Segundo Pierre Moscovici, responsável pelas Finanças, sem alterações, o défice chegaria este ano aos 5%, acima da meta orçamental que exige à França que apresente este ano um défice de 4,5% e 3% em 2013.
    Fonte governamental, citada pela Reuters, diz que o novo Executivo se prepara para anunciar novas taxas, na saúde e sobre as grandes empresas.
    O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault vai esta terça-feira apresentar no Parlamento o novo programa orçamental.

    A França precisa de cerca de 33 mil milhões de euros até 2013 para conseguir reduzir o défice de 4,4% para os 3% estipulados por Bruxelas.

    Irão caír no mesmo erro que Sócrates caíu!...os défices não querem dizer cebola!
  7.  # 7

    Colocado por: luisvvSurpresa...

    via blasgémias:
    Uma reestruturação da economia é mais ou menos isto. Uns sectores a despedir mais pessoas que outros, e uns poucos sectores a contratar. No caso português os despedimentos estão a ocorrer sobretudo no sector não transaccionavel e as contratações estão a ocorrer apenas em alguns sub-sectores do sector transaccionável.
      reestruturacao.png

    Os tais com os apoios do costume!
  8.  # 8

    Surpresa...

    Sugestões inesplicáveis ao inesplicável!
    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=53484
  9.  # 9

    Nem por isso...basta observar este quadro que o Luís não gosta muito de ver por se tratar de um estudo feito por Eugénio Rosa!
    http://resistir.info/e_rosa/pib_e_rnb.html

    Quadro errado. O PIB e o RNB ?
    Todos sabemos o que se passou a partir de 2007...2008....2009!........Em termos internacionais 'tá claro como a água!...

    Contra factos
    "O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional. Em 1995, só 4 países tinham dívidas mais baixas do que o nosso país. Em 2000, Portugal tinha das dívidas mais baixas; só 3 países (Irlanda, Reino Unido e Finlândia) tinham valores inferiores. Em 2008, só 3 países (Grécia, Itália e Bélgica) tinham valores superiores. Nenhum país conheceu neste período maior acréscimo do peso da dívida. Neste período, metade dos países conheceram decréscimos. Tivemos um acréscimo de 42,1% contra uma média de apenas 0,5% em média na Europa."
    Deixe-me repetir, para ver se o Jorge percebe: entre 2000 e 2008 (antes da crise, portanto sem as desculpas esfarrapadas, a dívida portuguesa aumentou 42,1%, quando a média europeia foi de 0,5% (sim, ZERO VIRGULA CINCO POR CENTO ...)
    Percebeu, ou faço um desenho?

    Precisamente aqui começam as políticas erradas...ao invés de se investir na justiça e combater a roubalheira e a reais causas...começa-se a curar o doente com veneno e dar leite à cobra aumentando impostos à economia real e deixando de lado a justiça e quem foge ao fisco em grandes escalas(Ofshores...etc.)

    Outra sugestão de igual eficácia e de resultado imediato: cobrar IRC aos marcianos.

    Os juros de dívida como pode observar estavam a menos 4,5% quandpo Sócrates afirmou que não precisava de ajuda de Troycas!Consequentemente segundo a sua própria opinião(Luís)Juros baixos toda a gente empresta!


    Claro que não precisava de ajuda da troika. Estava tudo controlado, não era, Jorge? A memória é de facto f*dida: passou um ano, mais de metade com juros acima dos 7%...

    Afinal um estado corta na despesa corrente ou não quando não precisa?

    Quando precisa, não - e a prova é que com Sócrates aumentou - embora precisasse de reduzir. Os Estados reduzem despesa quando são forçados a isso (o que é diferente de "quando precisam").

    Treta! Voltamos à mesma lenga lenga...fruto das roubalheiras...ganâncias do sistema financeiro do subprime etc...


    Treta. "ganância"? Vale ZERO. Subprime? Onde é que isso já vai...

    Volto a dizer que esta crise dita financeira internacional foi a maior desde 1929(mais de 80 anos!)por falta de honestidade de toda a oposição não tiveram um pingo de vergonha em admitir isto!E continuam sem vergonha...fazem um governo caír e outro ir para o poleiro sem qualquer ideia económica esclarecedora para o país!


    Deixe-me repetir, para ver se o Jorge percebe: entre 2000 e 2008 (antes da crise, portanto sem as desculpas esfarrapadas, a dívida portuguesa aumentou 42,1%, quando a média europeia foi de 0,5% (sim, ZERO VIRGULA CINCO POR CENTO ...)

    ANTES DA CRISE. Qual é a parte difícil de entender?

    Ao invés de ajudar o governo em aflição! Quem factura e facturou é sempre a Alemanha e os golosos que ganham dinheiro com as dívidas soberanas!

    Claro - a culpa é de quem empresta, já cá faltava..
  10.  # 10

    Irão caír no mesmo erro que Sócrates caíu!...os défices não querem dizer cebola!


    Claro que não. Afinal, haverá sempre alguém para nos emprestar a 10 ou 15% - e nessa altura podemos dizer cobras e lagartos deles.
  11.  # 11

    Colocado por: luisvvQuadro errado. O PIB e o RNB ?

    Errado hem?

    Colocado por: luisvvO grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008

    Errado...
    O grande salto para o endividamento foi em...leia!No tempo de Cavaco...pode observar quando as maiores privatizações!
    Cavaco Silva (1986 -1995)

    Governo do PSD. O PSD, chefiado por Cavaco Silva obtém uma maioria relativa a 6 de Novembro de 1985, e no ano seguinte uma maioria absoluta, feito que voltou a repetir a 31 de Outubro de 1991.

    A entrada de Portugal na CEE (actual União Europeia) a 1 de Janeiro de 1986 marcou um ponto de viragem no país. A abertura ao exterior, mas também a entrada de importantes ajudas económicas para a modernização deram um forte contributo para esta mudança. Deu-se início a um vasto programa de construção de infra-estruturas, nomeadamente de vias de comunicação.

    Começou um novo ciclo de importantes investimentos estrangeiros, nomeadamente nos sectores de mão-de-obra intensiva (confecções, etc). A mão-de-obra barata era um importante factor competitivo. Assistiu-se à descida da inflação e das taxas de desemprego.

    Principais factos que marcaram a política destes governos:

    a) Início do processo de privatização das empresas públicas, a partir de 1887, passando as mesmas a serem progressivamente controladas por grupos financeiros internacionais. Muitas destas empresas acabaram por ser desmanteladas, contribuindo para a desindustrialização de Portugal.

    b) Fim da "reforma agrária" no Alentejo, entrega de terras e grandes indemnizações aos antigos proprietários

    c) Desmantelamento do sector das pescas, silvicultura e da agricultura em Portugal, a troco de algumas ajudas financeiras da CEE. A maioria dos agricultores e pescadores passaram a receber para não produzirem, arrancarem arvores (vinhas, oliveiras, etc) ou abandonarem a sua actividade piscatória, contribuindo desta forma para o aumento da dependência alimentar de Portugal de países como a França.

    d) Entrega de toneladas de ouro do Banco de Portugal a uma empresa norte-americana que terminou na falência, uma operação conduzida por Cavaco Silva e o ministro Tavares Moreira.

    e) Liberação do ensino superior, o que se traduziu num aumento exponencial de estudantes neste nível de ensino. Trata-se de um processo que não foi totalmente concluído devido a entraves corporativos das diversas ordens profissionais (médicos, etc).

    f) A reforma do Estado foi sendo sucessivamente adiada, apesar do desafogo financeiro proporcionado pela entrada de verbas da CEE. O número de funcionários públicos não parou de aumentar, criando-se no seu interior inúmeros corpos privilegiados (estatutos especiais). O desperdício da administração pública começou a absorver enormes recursos do país. Em 1993 o país entrou em recessão.

    Cavaco deixa o governo, em 1995, numa altura que o desemprego começa a subir e se fazem sentir as deficiências estruturais de um Estado perdulário.

    Entre as obras ou iniciativas emblemáticas deste governo, conta-se o Centro Cultural de Belém (1992), aquisição de Serralves (Porto) e as iniciativas "Lisboa Capital da Cultura Europeia" (1994) e Expo 98. No plano das acessibilidades regista-se a conclusão da auto-estrada Lisboa-Porto.

    A entrada na CEE trás ao país um novo alento e novas exigências. Os indicadores do país, em termos económicos, sociais e culturais são agora comparados com os dos países mais desenvolvidos da CEE (actual UE).

    Dívida Pública em percentagem do PIB

    1985


    1986


    1987


    1988
    1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995
    56,1 54,5 61,3 60,6 59,3 58,3 62,8 57 55,8 59 60,9
    Défice do Estado em Percentagem do PIB
    8,9 6,6 5,0
    Inflação
    19,5 11,7 9,4 9,6 12,6 13,4 11,4 8,9 6,6 5,2 4,1
    Taxa de Crescimento do PIB per capita a preços constantes (Base= 2006)
    1,36 3,23 7,66 5,45 6,08 8,09 3,53 3,11 -0,81 1,24 2,04
    Privatizações (em milhões de euros)
    - - 4,8 9,1 393,4 845,8 875,8 1564 401,1 938 18142

    .


    Colocado por: luisvvOutra sugestão de igual eficácia e de resultado imediato: cobrar IRC aos marcianos.

    Sugestão eficaz?...sim,realmente depois de estar tudo fechado irão cobrar aos marcianos o IRC!

    Colocado por: luisvvClaro que não precisava de ajuda da troika. Estava tudo controlado, não era, Jorge? A memória é de facto f*dida:passou um ano, mais de metade com juros acima dos 7%...

    Com a Troyca fez disparar os juros para impensáveis 18% lembra-se?
    http://economia.publico.pt/Noticia/juros-da-divida-portuguesa-batem-novos-recordes_1498521

    Colocado por: luisvvQuando precisa, não -e a prova é que com Sócrates aumentou - embora precisasse de reduzir.Os Estados reduzem despesa quando são forçados a isso (o que é diferente de "quando precisam").

    Precisava de reduzir em 2007?
    Penso que não!Penso que foi na treta dos economistas e depois do colapso financeiro começam todos os países a fazer o jogo dos especuladores após negócios de ganância frustrados!

    Colocado por: luisvvDeixe-me repetir, para ver se o Jorge percebe:entre 2000 e 2008 (antes da crise, portanto sem as desculpas esfarrapadas, a dívida portuguesa aumentou 42,1%, quando a média europeia foi de 0,5% (sim, ZERO VIRGULA CINCO POR CENTO ...)

    Deixe-me repetir...
    A dívida portuguesa começou bem antes de 2000...foi com Cavaco!

    Colocado por: luisvvClaro - a culpa é de quem empresta, já cá faltava..

    Nunca é de quem empresta...é de quem não deixa emprestar!
  12.  # 12

    Boa Jorge. Avance em força, esmague a reacção com os olhos no exemplo dos heróis de Kursk!

    "Patrulha dos Cossacos"
  13.  # 13

    Boas,

    Colocado por: luisvvTreta. "ganância"? Vale ZERO. Subprime? Onde é que isso já vai...


    Que esquecidos que somos ...

    1 - Onde vai?
    Ao contrário do que andas por ai em todos os comentários a dizer, não foi o problema da dívida pública que causou esta crise, mas sim a crise que causou o problema da dívida pública.
    Mas vamos a dados:
    Antes da crise do subprime tínhamos algo como isto:
    DP Portugal: 68,3%
    DP Espanha: 36,3% (a descer há mais de 10 anos consecutivos)
    DP Alemanha: 65,2%
    De notar que nessa altura a diferença entre a dívida pública portuguesa e alemã era de 3,1% e a espanhola era quase metade da alemã.

    Quando a bolha do subprime estourou a resposta global foi a injecção por parte dos estados de dinheiro na economia (nota que eu não estou a defender esta solução) e consequentemente o aumento de despesa que levou ao aumento da dívida pública.
    Se vires os dados, os gráficos, até podes ver que no ano anterior à crise do subprime as dívidas públicas destes três países até tinha diminuído.
    Não é difícil de perceber (e nem sou eu que o digo) que o problema da dívida pública nasce com a resposta que os estados dão à crise do subprime.


    2 - Ganancia?
    Não deves considerar a crise do subprime ganância, até porque me lembro bem de um comentário que fizeste a uma notícia que aqui coloquei.
    Não me apetece estar a procurar, mas estará por ai algures:
    Coloquei a notícia de um relatório que provava que as agências de rating favoreciam (dando melhores notas) os cliente que mais lhes pagavam.
    O teu comentário foi: e que mal têm isso?

    Pois é. O mal é que produtos tóxicos de três ou quatro bancos americanos classificados com AAA (não se sabe muito bem como) foram disseminados por todo o mundo.Bancos, fundos de investimento e investidores acabaram com os produtos tóxicos na mão, e mesmo os que não tinham acabaram por sofrer com a "desconfiança" que nessa altura se gerou.
    Um problema que seria americano (e talvez irlandês) passou para todo o mundo.
    Mais uma vez: quem teve de recorrer os gananciosos que ficaram à rasca? Com a desculpa ou medo do "efeito dominó", os estados.


    3 - Subprime
    Podes-me dizer que a crise do subprime pode ter dedo estatal (já que a culpa é sempre dos estados), mas recordo-te uma resposta que também por hábito dás em relação a quem se queixa dos bancos quando alguém deixa de poder pagar a casa:
    Tiveste mais olhos que barriga? Alguém te encostou uma pistola à cabeça para te obrigar a fazeres o crédito? Assinaste? então agora aguenta-te!



    4 - Défices e dívida pública
    Será que são os défices e a dívida pública que fazem aumentar os juros dos empréstimos?
    Sabes muito bem que não, mas até ai com dados é fácil de explicar, senão podes tentar procurar quais os juros que os EUA a Inglaterra e a Alemanha tinham em 2007 e têm agora que têm um maior défice e dívida pública.
    A resposta será outra, mas pode ser que entendas com uma pergunta que faço mais abaixo (7).


    5 - Despesas com pessoal
    Outras dos argumentos muitos usados hoje em dia é que o estado gasta não sei quanto do PIB em salários com pessoal, além de serem dados errados são muito demagógicos.
    Vamos na mesma admitir que isto é verdade e é uma das (ou a principal) do nosso défice ou dívida pública.
    Vamos até admitir (como num texto que ai colocaste) que o problema da dívida pública nasce lá para 2000.

    Vamos lá ver então quais são os gastos com pessoal (em % do PIB):
    2000: 13,6%
    2010: 12,2%

    Por acaso até desceram (nestes 10 anos houve 3 anos em que cresceram: 2002, 2005 e 2009, mas será coincidência?).
    Em 2000 estava mais ou menos igual à media da EU e actualmente esta significativamente abaixo.

    Se associas os problema da dívida pública às despesas com pessoal, então esta devia ter baixado desde 2000, não?

    Só por curiosidade, sabes qual é a percentagem do PIB que é gasta em juros? Este ano já será muito próxima do que se gasta com ... pessoal.



    6 - Reestruturação da dívida
    (sem querer estar a defende-la)
    Existe muita demagogia quando se fala na reestruturação da dívida (seja em que vertente for).
    Todos os que tenho ouvido ou lido sobre a reestruturação da dívida, fazem-no partindo do principio que a dívida tal como está não será paga.
    Partem do princípio que havendo agora uma reestruturação poderemos cumprir com o que acordarmos, ao invés de nos estamos a endividar mais sabendo que não vamos pagar.
    Mesmo que a reestruturação seja por um haircur, mesmo para os credores seria preferível fazê-lo já que daqui a dois anos. O caso da Grécia é também nisso um exemplo, quando se começou a falar em haircut, falava-se em 25% , com o arrastar do problema chegou-se aos 50% (depois dos bancos alemães a despacharem com perdas de 35%).


    7 - Para concluir:
    Gostava mesmo de saber a tua opinião: qual vai ser o primeiro país a abandonar o euro?


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
      dp.PNG
  14.  # 14

    1) conclusão errada. A comparação da evolução do valor da divida portuguesa no período 2000/2008 mostra como aumentamos contra-corrente, quando os outros estavam a reduzir: foram os tempos desperdiçados.
    "Em 2008, só 3 países (Grécia, Itália e Bélgica) tinham valores superiores. Nenhum país conheceu neste período maior acréscimo do peso da dívida. Neste período, metade dos países conheceram decréscimos. Tivemos um acréscimo de 42,1% contra uma média de apenas 0,5% em média na Europa."
    A "resposta" ao subprime, uma bela desculpa: Não vale a pena perder muito tempo com isso, mas seria bom ter a noção do que foram as medidas de combate a crise, e o seu peso relativo.

    2) não era esse o sentido do meu comentário agora, mas passemos a frente.

    3) O subprime e qualquer crise de credito advém directamente do estimulo do estado: o vendedor de moeda por excelência, que tem o poder de fixar o preço e de forcar os bancos a comprar ou vender.

    4) os juros da divida resultam do encontro da vontade de comprador e vendedor. Se os défices e a divida são importantes? São. Únicos factores? Não. E dai?

    5) E não me refiro exclusivamente a gastos com pessoal, mas a uma evidencia: 3/4 do orçamento são despesas de pessoal e prestações sociais.
    Quanto aos valores que apresenta, não são comparáveis - devido a alterações de metodologia na contabilização.
    O problema da divida decorre do défice, que decorre.... de gastar mais do que se recebe...

    6) Isso significa que se acredita que haverá quem queira continuar a financiar portugal- nunca é demais lembrar que não estamos a pagar divida, porque ainda continuamos a tentar gastar apenas 9% a mais do que o que temos.

    7) nem vale a pena adivinhar - todas as 6as feiras são um susto.....
  15.  # 15

    Boas,

    1 - No período que gostas de citar:
    Portugal: 50,4 -> 68,3
    Alemanha: 60,2 -> 65,2
    Uk: 41 -> 44,4
    França: 57,3 -> 64,2
    Espanha: 59,4 -> 36,3
    Média UE: 61,9 -> 59

    A diferença no período de 8 anos:
    Portugal: 17,9
    Alemanha: 5
    Uk: 3,4
    França: 6,9
    Espanha: -22,9
    Média UE: -2,6

    Agora num período de 3 anos (pós subprime):
    Portugal: 68,3 -> 107,8
    Alemanha: 65,2 -> 81,2
    Uk: 44,4 -> 85,7
    França: 64,2 -> 85,8
    Espanha: 36,3 -> 68,5
    Média UE: 59 -> 82,5

    A diferença no período de 3 anos (pós subprime):
    Portugal: 39,5
    Alemanha: 16
    Uk: 41,3
    França: 21,6
    Espanha: 2,2
    Média UE: 22,6

    Ficamos a saber que:
    - Entre 2000 e 2008 as principais economias também aumentaram a sua DP.
    - Consideras mais importante um aumento de 17,9% em 8 anos que 39,5% em 3 anos.

    Analisando os gráficos nota-se claramente uma tendência pré e pós crise subprime (em todos os países), não é preciso ser muito inteligente para perceber isso.
    Nota: não quero com isto desculpabilizar erros anteriores ou validar a resposta à crise do subprime.

    3 - Forçar?
    Desculpa lá: alguém lhes encosta a pistola à cabeça? Alguém os obriga?

    4 - E daí é que estás constantemente a colar os juros e a vinda da troika à questão da dívida pública e sabes muito bem que isso não foi o factor decisivo nesta questão. Há "dados" muito mais importantes.

    5 -
    Mais uma falácia!
    De modo a poderes apresentar um número grande em termos de gastos com "salários", acrescentas a SS.
    A SS nunca apresentou défice, logo nunca "ajudou" no descontrolo dos gastos públicos, antes pelo contrário. Por outro lado, uma coisa que também muita gente se esquece: a SS jamais apresentará défice (não é difícil perceber porquê).
    Logo essa rubrica sempre ajudou a diminuir o défice.
    Se a SS não estivesse na OE (como eu acho que não devia estar) os défices seriam muito maiores.

    Gastos com salários: ~12,5% do PIB!

    6 -
    (mais uma vez: não estou a defender esta opção)
    Não te podes esquecer que por exemplo esses 9% podem ser os ... juros da dívida. Ou melhor, por outro lado, podes dizer que neste momento, grosso modo, o nosso défice é igual ao valor que pagamos de juros.
    Não haverá quem queira financiar? Basta olhar para a história e temos a resposta a essa pergunta.
    Qual foi o país que não pagou mais dívidas durante o séc.XX? Deixou de ter financiamento?
    Os que optaram estas vias deixaram de ter financiamento?


    7 -
    Não estou a falar de faits divers, estou a falar de previsões.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  16.  # 16

    Boas,

    O que eles previam:
    Receita fiscal: +2,9%
    IRC: -5,4%
    IVA: +11,6%
    ISV: -6,4%
    ISP: -2,1%
    IST: +2,5%
    imposto do selo:- 5,8%
    Outros impostos: 0%

    O que aconteceu no primeiro trimestre:
    Receita fiscal: -3,5%
    IRC: -27,6%
    IVA: -3,2%
    ISV: -47,5%
    ISP: -7%
    IST: -18,7%
    imposto do selo: -5,9%
    Outros impostos: -85,5%


    Mais dados do primeiro trimestre:
    Despesa efetiva do Estado: +3,5%
    Juros e outros encargos: +221,5%
    Outras despesas correntes: +21,8%
    Transferências de capital: +59,5%
    Outras despesas de capital: +37,7%


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: Jorge Rocha
  17.  # 17

    Boas,

    Sobre a reestruturação da dívida, alguém escrevia isto há um ano ...

    Onde errou ou está a errar a Europa na condução da crise da dívida?
    O grande erro da Europa tem sido a incapacidade e a extrema relutância de decidir o que quer que seja sobre a crise da dívida soberana. Tem havido uma grande incerteza sobre o futuro, bem como sobre a resposta das autoridades europeias, que não conseguem chegar a um acordo sobre o que fazer. Pensou-se primeiro que o paliativo dos empréstimos financeiros (com condições muito exigentes) iria chegar, mas é cada vez mais visível que não. No fundo, tenta-se ganhar tempo e tenta-se adiar o mais possível aquilo que parece inevitável, que é a reestruturação da dívida de alguns países, nos quais se encontram certamente a Grécia e a Irlanda e, quiçá, Portugal. Porquê adiar? Porque assim os bancos alemães, franceses e de outros países, poderão atenuar a sua elevada exposição à dívida dos países periféricos, e porque existe a ideia que os países que entrem em incumprimento serão estigmatizados durante muitas décadas. Ora, isso não é necessariamente verdade, desde que as coisas sejam feitas de uma forma planeada e estruturada.

    Portugal está em condições de conseguir pagar o seu empréstimo ou há um risco que dentro de meses, Portugal esteja a pedir uma reestruturação da dívida ou reforço da ajuda externa?
    Portugal só conseguirá pagar o seu empréstimo se: 1) a economia nacional começar a crescer a taxas superiores a 3% nos próximos anos, 2) os governos alcançarem excedentes orçamentais primários, e 3) se houver uma reestruturação da dívida pública interna (ou seja, se houver uma renegociação das parcerias PPPs). Se estas condições não forem obtidas, temo que, infelizmente, uma reestruturação da dívida portuguesa se torna inevitável. No mínimo, é muito provável que tenha de ser feito um reescalonamento dos prazos da nossa dívida pública.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  18.  # 18

    Boas,


    Bob Diamond, presidente do Barclays até há dias, é um belo petisco. "Parem com o jogo da culpa", disse ele há ano e meio, pedindo tréguas à opinião pública sobre o descalabro do sistema financeiro nos idos de 2008.
    Bob Diamond, presidente do Barclays até há dias, é um belo petisco. "Parem com o jogo da culpa", disse ele há ano e meio, pedindo tréguas à opinião pública sobre o descalabro do sistema financeiro nos idos de 2008. A intenção das suas palavras é agora cristalina. O Barclays foi sede ou filial de um monumental escândalo de manipulação de taxas de juro. Livrámo-nos já de Diamond, que se demitiu. Mas ele era apenas uma agulha num agulheiro de que não nos livramos nunca.

    O escândalo reporta precisamente a 2008, o ano da falência do Lehman Brothers, o ano do salve-se quem puder e, pelo vistos, como puder. Foram manipuladas taxas de juro por operadores de mercado, em benefício próprio, em prejuízo dos clientes, em violação da lei. Em Inglaterra, onde as instituições funcionam. No Barclays, um banco que não solicitou a ajuda do Estado. Envolvendo, supõe-se, outros bancos: o Citigroup, o Bank of America, a UBS. Eventualmente envolvendo gente do próprio Banco de Inglaterra e do Governo. Isto não são maçãs podres, isto é a nata da nata.

    Não é possível que um esquema tão alastrado fosse um segredo de salas escondidas. Tinha de ser coisa de corredor. Nos corredores da City de Londres. Como no Japão e no Canadá, onde há bancos suspeitos de conluio para manipular o iene. Outra vez a nata: HSBC, RBS, Deutsche Bank, JP Morgan e ICAP, o maior operador de taxas de juro do mundo.

    Não há assunto mais debatido desde 2008: é preciso enjaular o tigre. Mas ele continua bem solto. Quando se descobre uma tramóia, há hosanas, que desaparecem. Veja-se o escândalo da banca espanhola, também ele conhecido mas silenciado até ao colapso recente. Imediatamente se reiniciou o debate da união bancária europeia. É uma nova moda, mas uma moda rétro. Há uma década que se fala nisso. No ano passado, quando portugueses como Carlos Costa e Abel Mateus a propuseram, nenhuma alma se comoveu, nem uma palha se moveu. Agora está na agenda. Pois.

    Filosofamos sobre a financeirização das nossas vidas. Protestamos contra o balancé de gente entre política e banca. Arrepiamos com as ilegalidades. E concluímos que esta é uma "crise de valores". Maldição: os valores regeneram-se, as pessoas que os usam não.

    Em Inglaterra, na crise de 2008, dois grandes bancos (o Lloyds e o RBS) foram nacionalizados, dois grandes bancos (Barclays e HSBC) não o foram. O tempo dirá qual das soluções foi melhor, não só para o sistema, mas sobretudo para o contribuinte, para o Estado. Mas sempre se disse, lá como cá, que uma das razões para não querer o Estado no capital de um banco privado era manter as caixas negras e os esqueletos nos armários.

    "O capitalismo é amoral" é um título de um livro que defende uma tese polémica. Porque a amoralidade permite a relativização de tudo. O capitalismo não pode ser amoral mas não se engane: na dúvida, parta do pressuposto que ele se julga amoral. Ele? Ele quem? Boa pergunta. Mas no topo das preocupações daqueles que pasmam com "os mercados" devem estar os fundos não regulados e os bancos de investimento. É aí que vale tudo para ganhar dinheiro. É aí que o longo prazo são duas semanas e as lições são aprendidas e arquivadas numa semana. É aí que a cultura financeira dominante é feita sem um arrepio na coluna.

    Os casos são demais para evitar uma generalização: confie o seu dinheiro a um banco mas não confie na palavra do banqueiro. Sobretudo um banqueiro de investimento. O sistema foi capitalizado à força de regulação mas mantém-se descapitalizado de valores. Despedir um presidente de um banco pelo caminho não muda uma vírgula nesta história, depois deste Diamond outros Diamond haverá. "Diamonds are forever". Os Diamonds são para sempre.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566309&pn=1

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  19.  # 19

    Boas,


    O caso da manipulação das taxas Libor está ainda no início. Ainda vai fazer correr muita tinta e rolar muitas cabeças, mas é já possível retirar várias conclusões. A mais evidente é que, nos anos anteriores à falência do Lehman Brothers, as grandes instituições financeiras mundiais actuavam de forma reprovável, à margem da lei, com rédea solta e, supostamente, pensando que não seriam alvo de qualquer punição, por mais grave que fosse a sua atitude.

    O caso é muito simples de explicar. Para levarem o mercado a pensar que estavam de boa saúde financeira, os grandes bancos mentiam quando enviavam à associação de bancos britânica a informação de qual o custo a que estavam a conseguir obter financiamento junto de outras instituições. Essa taxa, que agora se conclui ter sido falseada, era utilizada para calcular a Libor, que por sua vez servia (e continua a servir) de referência para contratos avaliados em muitos biliões de dólares em todo o mundo.

    A mentira teve início em 2007 e durou até meados de 2009. E quanto milhões de ganhos gerou esta mentira? Para já, ninguém sabe dizer. Mas a multa que a primeira vítima deste "escândalo" terá de pagar (360 milhões de euros) será certamente uma ínfima parte. O Barclays foi o primeiro a reconhecer a mentira e está agora no olho do furacão. Perdeu 5 mil milhões de dólares de capitalização bolsista, os seus três principais executivos e, certamente, uma boa parte da sua reputação. Mas mais se seguirão, pois o caso envolve cerca de uma dúzia dos maiores bancos mundiais. Todos terão mentido, numa das suas missões mais básicas: informar qual é o seu custo de financiamento.

    Por isso, mais do que o valor da fraude, este caso gera perplexidade pela facilidade com que a mentira foi praticada. Se mentem assim, o que me podem fazer a mim? Esta será a questão mais comum dos clientes bancários. Clientes que, por sua vez, são também contribuintes que abriram os cordões à bolsa para salvar os bancos nos últimos anos. Esforço que obrigou os Estados a carregarem na austeridade para controlarem os défices. O retorno é a mentira e crédito cada vez mais escasso e caro.

    Não admira por isso que a reputação da banca esteja pelas ruas da amargura e que qualquer ajuda ao sector deixe os contribuintes cada vez mais furiosos.

    A boa notícia é que o comportamento da banca portuguesa nada tem que ver com a mentira praticada pela grande banca mundial. A má notícia é que, apesar de o Lehman ter caído há quase quatro anos, nada parece ter mudado na ganância da grande banca mundial e na sua regulação. Qual será a mentira que está a ser praticada agora?
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566233&pn=1

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  20.  # 20

    1) O que é relevante: o valor da dívida aumentou 42%. A tendência geral era de diminuição, e a nossa aumentou, mais que todas.
    No pós-subprime, quando os outros aumentaram, nós aumentámos ainda mais.
    O problema da dívida não seria problema, se não fossem os défices continuados - se, como foi dito, se tratasse de uma opção, uma coisa tipo "one shot", que se fez e está feito, e no dia seguinte estamos de volta ao normal. Acontece que ficou à mostra a evidência: o Estado gastou, gasta e continuará a gastar demais. É isso que torna a dívida um problema.
    (by the way, se quiser comparar com a generalidade da UE27, ou, vá lá, com a zona Euro, tem lá outros bons exemplos...)

    Ficamos a saber que:
    - Entre 2000 e 2008 as principais economias também aumentaram a sua DP.
    - Consideras mais importante um aumento de 17,9% em 8 anos que 39,5% em 3 anos.

    Vide acima.

    Analisando os gráficos nota-se claramente uma tendência pré e pós crise subprime (em todos os países), não é preciso ser muito inteligente para perceber isso.
    Nota: não quero com isto desculpabilizar erros anteriores ou validar a resposta à crise do subprime.


    3 - Forçar? Desculpa lá: alguém lhes encosta a pistola à cabeça? Alguém os obriga?


    Os bancos centrais controlam: o preço do dinheiro; a quantidade de dinheiro; a quantidade de crédito que os bancos podem conceder.


    4 - E daí é que estás constantemente a colar os juros e a vinda da troika à questão da dívida pública e sabes muito bem que isso não foi o factor decisivo nesta questão. Há "dados" muito mais importantes

    A dívida é o sintoma da doença, mas importantíssimo. Não fosse a ausência de financiamento, e ainda hoje o Estado estaria a prever gastar 20% do PIB a mais. Não fossem os défices, e não haveria dívida (por definição). E poderíamos continuar..

    De modo a poderes apresentar um número grande em termos de gastos com "salários", acrescentas a SS. A SS nunca apresentou défice, logo nunca "ajudou" no descontrolo dos gastos públicos, antes pelo contrário. Por outro lado, uma coisa que também muita gente se esquece: a SS jamais apresentará défice (não é difícil perceber porquê). Logo essa rubrica sempre ajudou a diminuir o défice.


    Não é falácia. É um facto, usado para explicar o que é o OE: 3/4 são despesas de remunerações e pensões. Portanto, quando se analisa possibilidades de corte de despesa, não há como fugir..
    Além disso, os valores apresentados escondem a alteração metodológica na contabilização das despesas de pessoal, pelo que não são comparáveis.

    (mais uma vez: não estou a defender esta opção) Não te podes esquecer que por exemplo esses 9% podem ser os ... juros da dívida. Ou melhor, por outro lado, podes dizer que neste momento, grosso modo, o nosso défice é igual ao valor que pagamos de juros.

    Claro que podem ser juros. Mas isso resolve-se facilmente: não se pede emprestado. Qual é a dificuldade? Basta ir buscar 5% do PIB em impostos, e está resolvido. A alternativa de não pagar os juros, traduz-se, inevitavelmente, no corte do financiamento imediato.

    Não haverá quem queira financiar? Basta olhar para a história e temos a resposta a essa pergunta.Qual foi o país que não pagou mais dívidas durante o séc.XX? Deixou de ter financiamento? Os que optaram estas vias deixaram de ter financiamento?


    Boa pergunta: tem exemplos encorajadores de Estados que tenham recusado o pagamento , e que tenham continuado a sua vidinha de sempre?
 
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