Colocado por: Jorge RochaO FD referiu que as construções são feias na percentagem que referiu injustamente...com as dificuldades financeiras actuais as pessoas na sua maioria não fazem melhor porque não podem!E essa é uma razão com grande percentagem...não devemos ignorar esse flagelo actual que grande parte da construção parou e quem quiz continuar avançou com menos posses resultando desenrrasque de muitas construções.
Colocado por: Meia Cuca
tinha no piso térreo uma cozinha equipada e uma sala para serem usadas quando tivessem visitas e na cave tinha uma cozinha e uma sala para todos os dias....Concordam com este comentário:tiagot
Colocado por: Meia CucaA casa que eu gostava de era isolada, térrea, pequena (à volta de 100m2)
Colocado por: tiagotParalelamente, no outro lado da moeda, temos a geração de equipas projectistas (arquitectos e engenheiros de todas as especialidades) mais bem preparadas de sempre. Só arquitectos são mais de 20000. Dois terços têm menos de 35 anos, uma enorme vontade de reconstruir o seu país, muitos investiram tudo na sua formação, ganharam experiência profissional em excelentes ateliers nacionais e estrangeiros (nem vale a pena falar dos salários míseros), e estão por aí disponíveis para trabalhar a preços mais do que aceitáveis.
Colocado por: tiagotBom Meia Cuca,
Pode até dar para rir...mas infelizmente acho que é uma questão vai originar dramas brutais na vida de muita gente e os mais prejudicados não serão os mais conscientes que são obrigados a ver tanta loucura da via pública.
Na verdade uma percentagem enorme das habitações construídas nos últimos 30 anos sofrem destes problemas.
Bem contabilizadas, temos mais de 1 milhão de casas a mais no País. A população jovem que as deveria ir ocupar está a sair, e não hajam ilusões que a taxa de retorno será muito menor que a da geração que saiu na década de 60.
Somando às casas que vão ficar desocupadas pela morte da população idosa, o número de casas devolutas e vazias irá certamente aumentar.
Grande parte destes casos foram construídos com empréstimos a pagar durante 30/40 anos, e a verdade é que uma baixa qualidade inicial, associada à aposta na quantidade (de área), adesão a modas passageiras (música na casa de banho, cores berrantes, materiais "exóticos"), uma qualidade constructiva muitas vezes sofrível que gera uma degradação imparável irá fazer com que a médio prazo não tenham qualquer valor comercial.
O que vai acontecer a toda esta construção que a meio do prazo de pagamento dos respectivos empréstimos, irá estar completamente degradada, desadequada ao modo dos seus ocupantes (que irão ter imensas dificuldades para as pagar até ao fim, e menos ainda para as manter e reabilitar)? A verdade é que não irá valer um cêntimo e iremos assistir à demolição de muita coisa feita com a ideia de que uma poupança no planeamento é uma excelente opção (sempre são uns trocos e já dá pra férias).
Veja-se o fenómeno mundial das "shrinking cities" (Detroit, cidades de Leste) e já dará para ver o que nos espera.
Paralelamente, no outro lado da moeda, temos a geração de equipas projectistas (arquitectos e engenheiros de todas as especialidades) mais bem preparadas de sempre. Só arquitectos são mais de 20000. Dois terços têm menos de 35 anos, uma enorme vontade de reconstruir o seu país, muitos investiram tudo na sua formação, ganharam experiência profissional em excelentes ateliers nacionais e estrangeiros (nem vale a pena falar dos salários míseros), e estão por aí disponíveis para trabalhar a preços mais do que aceitáveis.
O que fazem os Portugueses com essa mais-valia ? Para não referir pior, ignoram-nos completamente, continuam a tentar construir sem quaisquer projectos ou apoio profissional, à procura dos que dizem que fazem por três tostões (com os prejuízos a médio/longo prazo já referidos).
E quando selecionam os profissionais para os acompanhar, é porque é amigo do primo, da irmâ, é o cunhado, o vizinho (porque é sempre bom conhecer a cara das pessoas), o da terra, o que faz barato, o que é tão atencioso e diz sempre que sim a tudo (é tão bom! Quero três cozinhas! - Sim!, Quero jacuzi ao pé da cama! - É pra já! ...) . Todos as características servem, menos as que estão relacionadas com o efectivo desempenho profissional e com as mais valias que as suas ideias podem ter naquele que é o maior investimento feito na vida de todas estas pessoas.
E assim chegamos ao absurdo. Uma infinidade de construções que serão um fardo brutal para os proprietários (e continuam a ser feitas hoje), e uma geração inteira de técnicos deitados para o lixo como se não fossem precisos. Neste momento, uns quantos andam pelo mundo fora e não voltarão. Tendo em conta que as coisas não estão fáceis em lado nenhum, uns quantos conseguiram colocação em escritórios, outros lavam escadas em Paris, outros assentam ladrilho em Toronto...e por aí fora.
Não é por nada, mas já não me dá assim tanta vontade de rir. Um pouco de exigência e sensatez não matava este povo...mas secalhar a troika tem que impôr! Vindo de fora é sempre mais chique!
Paralelamente, no outro lado da moeda, temos a geração de equipas projectistas (arquitectos e engenheiros de todas as especialidades) mais bem preparadas de sempre.
Colocado por: Castela
Na verdade ninguém é inocente, e preços destes, por exemplo:https://forumdacasa.com/discussion/24767/orcamento-projecto-arquitectura-caro-ou-barato/#Item_7não ajudam à mudança de paradigma, nem para os arquitectos, nem para os clientes...
Colocado por: tiagotCaro Carlos,
Tem toda a razão! Localização, localização, localização, ou seja parte-se do princípio que o que lá se constrói não vale nada. O que tem valor (supostamente) é o facto do apartamento ser na Lapa e não as características do próprio apartamento. Logo, um aspecto da maior importância é a escolha (quando possível) da localização para o respectivo investimento.
Agora a partir daí, um bom edifício na Lapa excelentemente planeado e executado, terá muitíssimo mais valor que um outro logo ao lado feito a poupar na dita "sensatez e inteligência" no planeamento da utilização dos recursos disponíveis. O mesmo é válido no Seixal, na Amadora e onde quiser.
Mas já agora, é um pouco bizarro que alguém pague 7.500.000 de dólares por uma casa com 206m2 num terreno que está em leito de cheia (a casa ficou submersa quase até ao telhado nas cheias de 1996, 1998 e 2008).
http://www.nytimes.com/2003/12/13/arts/landmark-mies-house-goes-to-preservationists.html
Vá lá tentar comprar um terreno idêntico ao lado e vai ver que é uma pechincha comparativamente.
E que tal esta?
http://endlesscancun.blogspot.pt/2011/07/luis-barragan-was-legend-amongst.html
Aposto que também conseguirá comprar qualquer uma das casas ao lado por uma pechincha. Já a do Barragán...nem com o euromilhões lhe davam a chave!
E infelizmente tenho grandes dúvidas que daqui a 3 anos os imóveis venham a valorizar consideravelmente. É uma lei natural. Há ciclos, é verdade. Mas quem vai comprar ? Os imigrantes que entretanto estão a sair ? Os jovens que estão a sair e que não vão voltar tão cedo (se é que alguma vez a maioria o fará) ? Os idosos que entretanto morrem para investimento na vida no além? A população que viu os redimentos descerem brutalmente nos últimos anos e que está a já a cortar inclusivé na alimentação ?
Já seria muito bom sinal se estabilizarem.
Se pesquisar um pouco sobre o tal fenómeno das shrinking cities vai encontrar exemplos de planos que estão a ser postos em acção neste momento de demolição de 50 a 70% de cidades inteiras (Veja à volta de Berlim, Halle e mais umas quantas cidades da antiga Alemanha de leste por exemplo). Pesquise nas imobiliárias locais de lá e vai ver que há edifícios inteiros à venda por valores inferiores aos de cá. E olhe que a reunificação já ocorreu à mais de 20 anos!
Com algum bom senso podiam tentar atrair idosos estrangeiros, fomentar o tal turismo de saúde e cuidados de vida (entretanto parece que já enxotámos mais de 2000 enfermeiros...secalhar não estamos praí virados) e com as poucas posses que temos, seria ajuizado tentarmos tirar o melhor partido delas, seja no Seixal ou na Lapa.
O ponto que queria evidenciar é simples. Temos imenso capital humano com uma enorme capacidade para valorizar o nosso território e investimentos.
Como pergunta o título da discussão - a existência dos portugueses existe ?
Faz sentido deitar toda essa mais-valia fora só porque na generalidade não temos grande sentido de exigência nos investimentos que fazemos?
Faz sentido um povo inteiro andar a hipotecar o seu futuro e das próximas gerações só para continuar a fazer o que lhe dá na real gana ?
Por mim gosto bastante do país, mas não ficava nada chateado se visse um pouco mais de exigência na generalidade das coisas que se fazem.
Não tem que ser o Siza Vieira ou Souto Moura a projectarem tudo, mas não era desagradável viver num país onde as pessoas não ficassem todas contentes (e a emparedar à bruta) com o primeiro esboço que fazem ou com a primeira versão do projecto que apanham num papel e que percebessem que se pensarem nas coisas com calma e com o auxílio de profissionais exigentes que poderiam viver muito melhor.
É um pouco estranho que um dos países com o clima mais temperado da Europa (nós) seja simultaneamente um dos que regista mais mortes dentro de habitações por causa do frio. (fogos, exaustão deficiente de fogareiros, fogões, lareiras, caldeiras, esquentadores, etc).
Que não haja grande respeito por muitos profissionais, ainda se vai aguentando (olha os árbitros...).
Agora que haja tanta gente a matar-se e a dar cabo da própria vida para poupar uns meses de trabalho e honorários de uma equipa projectista é que é algo que me custa um bocado a compreender.
Mas pronto...também posso estar redondamente enganado. E olhe que não me importava nada!
Colocado por: tiagot
Não sei Castela,
Não sabendo exactamente o que o tal profissional se propõe fazer pode não ser caro.
Já fiz esse exercício algures...se dividir esse valor por um preço à hora vai ver que não dá assim tanto tempo de trabalho.
Seguir uma obra e todo um processo ao longo de anos, só para um arquitecto pode facilmente tomar umas boas centenas de horas...
O problema é que muitos só recebem umas folhitas com desenhos e ficam a pensar que o que pagam foi para carregar no print de um ficheiro que estava prali perdido.
Talvez haja muita deficiência na comunicação do que envolve o trabalho de toda a equipa projectista...mas se ele existe...tem que ser pago.
Se não se quiser pagar, bom há sempre a hipótese de continuar a vestir 3 pares de meias, e bater queixo dentro de casa no inverno ou não conseguir lá estar no forno do verão, ou fazer feliz a EDP (entre outros potenciais "azares")!
Colocado por: tiagotDeveria ser obrigatória a aplicação de uma tabela de honorários mínima.
Colocado por: tiagotPara isso funcionar é preciso é que os consumidores sejam exigentes!