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  1.  # 1

    já todos vimos alguma referência sobre este assunto, como as várias regiões têm as suas respectivas casas modelo, vou deixar aqui um levantamento sobre casas tipo de cada região.
    um olhar para o passado que ainda existe, e que faz parte da nossa memória.
    começo com a região de Trás-os-Montes.

    casas geralmente de dois pisos em granito, podendo ser em xisto na zona da terra quente, onde o r/chão era a loja, onde se guardava o gado, essa solução mantinha quente o primeiro piso com o calor gerado pelos animais.
    no primeiro piso existia um espaço com uma lareira e onde eram fumados os enchidos, o fumeiro, a casa costumava também ter um balcão elaborado em madeira com travejamento em madeira.

    mais informação:
    http://www.cm-mirandela.pt/index.php?oid=4011


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    fernando gabriel arquitecto
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    • srma
    • 19 Junho 2009

     # 2

    Boa Noite,

    Como sei que é arquitecto, vou aproveitar para ver se me consegue dar uma ajuda. Já há uns tempos que ando a pensar comprar uma casa velha e transforma-la numa casa antiga, na altura certa -quando me decidir- irei recorrer aos serviços de um arquitecto, mas até isso acontecer gostava de conhecer melhor as técnicas que eram usadas. Tenho especial interesse por casas construidas entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do seculo XX, ou seja por casas pré-modernismo. Todavia e porque gostava de optar, não pela reconstrução - no sentido de demolir a construção pré-existente e manter a fachada - mas sim recuperação pura e simples - com as adaptações necessárias a garantir a funcionalidade actual - gostava de conhecer melhor este tipo de arquitectura, principalmente a estética e opções arquitéctonicas usadas na cidade do Porto. Tenho feito imensa pesquisa sobre estas questões, mas até agora não descobri qualquer tipo de obras publicadas sobre este tipo de arquitectura, ou seja, existe muita coisa sobre arquitectura moderna e alguma sobre arquitectura popular, mas sobre arquitectura pré-moderna (que seguramente terá outra desiganção téncica, mas que desconheço) até agora não encontrei nada, será que me consegue indicar onde é que poderei obter mais informação?
  3.  # 3

    olá boa noite srma, fez bem colocar aqui a questão, sim é dificil encontrar informação sobre isso, há livros mas muito poucos mesmo, vou colocar aqui informação que sei e conseguir arranjar sobre as casas que nós denominadas de almadinas/lote almadino, tipicas do Porto, penso que é esse tipo que fala, também existem outras mais apalaçadas de origem se não me engano britânica, penso que foram trazidas durante a época que os britânicos vieram explorar a vinha do douro.

    penso que é este tipo de casas que fala

    "O lote almadino tinha, normalmente, 5,5m de largura, de frente para a rua, por uns 100m de comprido. As casas burguesas eram construidas nos primeiros 30m, sendo que ficavam a sobrar uns 70m nas traseiras das casas. O proprietário abria uma ligação por baixo da casa por um corredor até ao fundo do quintal, de 1 a 2 metros de largura, e de um lado e de outro construia pequenas habitações precárias.

    Essas eram então pequenas habitações com áreas que não excediam os 16 m2 (algumas apenas com 9 m2), construídas em fila (algumas vezes também costas com costas), nos quintais das casas da classe média que davam para a rua. As frentes dessas habitações tinham, regra geral, cerca de 4 metros, tinham uma porta e uma janela (que deitavam para o corredor central). A primeira divisão, que ocupava quase toda a casa, era a sala. Ao fundo existia um quarto, de 2,5m por 1,5m, e uma cozinha, de 1,5m por 1,5m. Por vezes, era improvisado um pequeno quarto no sotão. As retretes eram comuns, sendo que correspondiam, em média, 1 retrete para cada 5 casas."

    já agora o enquadramento histórico(sobre a movimentação de trabalho e as ilhas)

    "Na segunda metade do século XIX, o Porto vivia um clima de euforia industrial que atraiu à cidade populações rurais, vindas do Minho, de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Beira Alta, fugidas da crise rural que ali se vivia. A procura de alojamentos baratos fez então destes aglomerados de construções abarracadas, com uma única entrada, um atractivo negócio, principalmente explorado por pequenos proprietários que, dispondo de pouco capital, viram nas ilhas a garantia de uma rápida recuperação do capital investido e, a curto prazo, lucros significativos.

    Os interiores dessas casas, onde viviam familias inteiras, facilmente de 10 ou mais pessoas, eram de madeira, não tinham esgotos, nem abastecimento de água, tinham ausência de ventilação e janelas pequenas que forneciam fraca iluminação. A juntar a estas condições a utilização comum de certos equipamentos, a convivência com animais ( em um inquerito assinalam 709 porcos em 1124 casas visitadas) e a falta de educação dessas pessoas e a pobreza moral de alguns, deixam imaginar o ambiente desses espaços.

    Como o Código de Posturas Municipais de 1869 limitava a fiscalização camarária ao que era visível da rua (que neste caso eram as frentes de uma casa vulgar, normalmente a do promotor) e as ilhas acabavam por ser construidas no interior dos quarteirões, elas não estavam sujeitas ao controlo municipal, e à vista do cidadão. A uma primeira vista a cidade não mostrava aquela miséria.

    Entre 1878 e 1890 teriam sido construídas 5.100 habitações nas ilhas (metade das que existiriam em 1900), onde segundo Ricardo Jorge habitaria, em 1899, um terço da população da cidade!

    Segundo um inquérito realizado pela Câmara Municipal do Porto em 1939, haviam então na cidade 1.152 ilhas abrigando 45.291 habitantes, ou seja, nessa altura, 17% da sua população total!

    Seguindo uma tentativa de higienização da cidade, de forma a prevenir a ocorrência de surtos epidémicos, a partir da década de 1940, as autoridades municipais empenharam-se na demolição progressiva das ilhas do Porto, realojando as famílias em grandes bairros sociais, afastados do centro. Cinquenta anos depois, as ilhas ainda não foram completamente erradicadas do Porto, e do Grande Porto. Muitas mantêm-se firmes "de pedra e cal" e tentam renovar-se numa perspectiva de contrariar os espírito frio e impessoal que cada vez mais define a vida nos bairros sociais.

    Dados recentes apontam para a persistência de 1.130 ilhas espalhadas pela cidade do Porto[1]."

    (imagens):
    -uma planta de quarteirão de esses lotes
    -praça carlos alberto com algumas casas dessas.
    -rua 31 de Janeiro


    encontra essas casas básicamente por todo o Porto, rua mouzinho da silveira, praça carlos alberto, baixa, ribeira etc.


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  4.  # 4

    essas casas são construidas em cantaria de pedra de granito, paredes de sustentação denominadas paredes mestras(seguram a casa), vigas de madeira e soalho maciço de madeira, costumam ter escadas encostadas a uma parede e que fazem os pisos todos, pois a largura de esses lotes são de 5/6 metros e por vezes menos, têm é um quintal fenomenal, pois esses lotes costumam ter mais de 15 mts de comprimento, onde nos sentimentos quase no campo.
    em termos exteriores se a pedra estiver ainda bem, é manter tudo exactamente como está, o interior é que é mais dificil manter tudo, terá de se fazer algumas remodelações, para cumprir os programas de hoje em dia, e cumprir as leis em vigor, mas consegue-se um grau de recuperação bastante bom, pois em geral essas casas estão com paredes boas.
    se precisar de mais ajuda disponha smra :) eu gosto muito de estudar património e faze-lo viver da melhor maneira nos nosso dias mexendo o minimo possivel, fico contente sabendo que há cada vez mais pessoas com a mesma vontade, apesar de serem poucas ainda, temos tantas casas lindissimas a cair.
    há algumas teses sobre o estudo do lote almadino, mas não sao públicas, em livro penso ter visto um livro uma vez e pouco mais, vi também algumas coisas soltas por outros livros que não acrescentam muito mais ao que disse aqui.
    se encontrar mais alguma coisa coloco aqui :)
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  5.  # 5

    encontrei uns desenhos de uma casa dessas em que colaborei no projecto há uns anos atrás, esta já não tem é quintal, entretanto venderam-no e já construiram nesse espaço, esta casa pode-se dizer mais nobre que o geral, vê-se pelas escadas centrais em elipse, e por ter três frentes.
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  6.  # 6

    o porque de lote/casa chamado Almadino(a)

    João de Almada e Melo (Troviscoso, Monção, 15 de Agosto de 1703 – Porto, 30 de Outubro de 1786) foi o grande obreiro da expansão urbana da cidade do Porto no século XVIII e o principal responsável pela organização do espaço a que hoje em dia designamos por Baixa do Porto, em Portugal.

    "Estava-se no ano de 1761, altura em que foi elaborado o projecto de modernização da zona norte da cidade, exterior às medievais Muralhas Fernandinas. Desta iniciativa haveria de surgir a actual Praça da Liberdade e um novo eixo de ligação à velha estrada de Braga, que hoje perpetua a sua memória, a Rua do Almada.

    A exposição ao rei das dificuldades sentidas para concretizar as reformas urbanísticas projectadas, levou o monarca a criar a Junta das Obras Públicas, em 1762, estendendo ao Porto as medidas de excepção criadas para a reconstrução de Lisboa após o terramoto. A Junta foi financiada localmente pela imposição de um novo imposto lançado sobre o comércio do vinho: um real por cada quartilho (meio litro) de vinho.

    O poder de João de Almada e Melo veio aumentar consideravelmente ao ser provido, em 1764, ao importante cargo civil de Governador da Justiça e Relação do Porto.

    A acção da Junta das Obras Públicas foi de transcendente importância, dado que, pela primeira vez, se elaborou um plano estratégico para a cidade, definindo-se os grandes eixos de escoamento de tráfego e respectivas ligações transversais, ordenamento-se a marginal do rio, reformando-se as calçadas e os aquedutos, construindo-se fontes e mercados, implantando-se grandes edifícios públicos, enfim, criando-se um novo modelo arquitectónico e um conjunto de normas para o licenciamento das construções particulares."

    "O período entre 1758 e 1786, João de Almada e Melo conseguiu transformar a cidade, colocando o Porto às portas da modernidade. Procedeu à abertura, prolongamento, rectificação ou grande melhoramento, entre outros, dos seguintes arruamentos e logradouros:

    Rua de Cedofeita
    Rua de Santa Catarina
    Rua de São João
    Rua Direita (hoje Rua de Santo Ildefonso)
    Praça da Ribeira
    Praça de São Roque, demolida aquando da construção da Rua de Mouzinho da Silveira
    Rua Nova das Hortas (troço inicial da Rua do Almada)
    Por sua iniciativa foram construídos grandes edifícios públicos, entre os quais:

    Hospital de Santo António
    Casa da Feitoria Inglesa
    Real Academia da Marinha e do Comércio (hoje edifício da Reitoria da Universidade do Porto) "
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    • AnaT
    • 19 Junho 2009

     # 7

    Grande tópico.

    Obrigada
    •  
      FD
    • 19 Junho 2009

     # 8

    Colocado por: AnaTGrande tópico.

    Obrigada

    Bis.
  7.  # 9

    Este tópico vem demonstrar que os arquitectos não só os "gajos" que fazem uns riscos.
    Quando querem tb sabem fazer serviço público.
    Parabéns pela ideia Fernando, espero que desenvolva o tema com referência a casas de outras regiões do país.

    Senhores engenheiros roam-se de inveja : )))
    Que tal tb um tópico onde nos ensinassem os principos básicos da engenharia?
    Como por exemplo para que servem os estribos uma armadura superior e inferior e outras tantas coisas que nos faraim tanto geitinho saber quando nos deparamos com os artistas dos empreiteiros.
  8.  # 10

    Dá-me a impressão de que o smra está a falar de casa mais tardias, uma vez que mencionou o fim do séc. XIX, princípio do séc. XX. Embora eu não soubesse nada dessas casas almadinas (aliás, conheço muito mal o Porto, para não dizer nada) e achasse muito interessante esta resenha histórica, eu tenho um interesse concreto semelhante ao dele na medida em que estou em vias de comprar uma casa da época a que eu penso que ele se refere. A descrição dos materiais não difere muito das que o Fernando descreve ("essas casas são construidas em cantaria de pedra de granito, paredes de sustentação denominadas paredes mestras(seguram a casa), vigas de madeira e soalho maciço de madeira") e, portanto a recuperação, presumo, deverá seguir mais ou menos os mesmos critérios.

    Também tenho a intenção de não mexer na estrutura, que penso estar boa. Aliás, não me abalaçaria à compra se não tivesse as costas quentes com a ajuda duma amiga minha engenheira civil que gosta de casas velhas aos molhinhos ;-) Mas tenho, por exemplo, uma dúvida metafísica em relação ao comportamento duma casa de pedra, com paredes de 55cm, no inverno (não é granito, deve andar mais para o calcáreo). Já percebi a lógica da inércia térmica no verão (e acho que vou agradecer, porque os verões ali são um bocado rudes), mas no inverno...
  9.  # 11

    Excelente tópico!
    Obrigada.
    Com cumprimentos,
  10.  # 12

    Colocado por: lobitoDá-me a impressão de que o smra está a falar de casa mais tardias, uma vez que mencionou o fim do séc. XIX, princípio do séc. XX. Embora eu não soubesse nada dessas casas almadinas (aliás, conheço muito mal o Porto, para não dizer nada) e achasse muito interessante esta resenha histórica, eu tenho um interesse concreto semelhante ao dele na medida em que estou em vias de comprar uma casa da época a que eu penso que ele se refere. A descrição dos materiais não difere muito das que o Fernando descreve ("essas casas são construidas em cantaria de pedra de granito, paredes de sustentação denominadas paredes mestras(seguram a casa), vigas de madeira e soalho maciço de madeira") e, portanto a recuperação, presumo, deverá seguir mais ou menos os mesmos critérios.

    Também tenho a intenção de não mexer na estrutura, que penso estar boa. Aliás, não me abalaçaria à compra se não tivesse as costas quentes com a ajuda duma amiga minha engenheira civil que gosta de casas velhas aos molhinhos ;-) Mas tenho, por exemplo, uma dúvida metafísica em relação ao comportamento duma casa de pedra, com paredes de 55cm, no inverno (não é granito, deve andar mais para o calcáreo). Já percebi a lógica da inércia térmica no verão (e acho que vou agradecer, porque os verões ali são um bocado rudes), mas no inverno...


    essas casas vieram exactamente até ao inicio do século com algumas modificações claro, mas em arquitectura chamamos na mesma de almadinas pois parte do lote, esse é a base dessas casas pois é um lote muito estreito/comprimido, e a configuração das casas não é muito diferente. quando começou a aparecer o betão a alvenaria de cantaria, a industria de pedra e pedreiros começaram a desaparecer, hoje ainda existe uma cooperativa denominada de pedreiros aqui no Porto, mas não sei como está em vitalidade.

    Podemos dizer que o "Almadino" está para o Porto como o "Pombalino" para Lisboa.

    onde é a casa lobito em que região?

    pois :) a pedra é muito boa no verão :) no inverno é que não é muito, eu sei disso de experiencia sou da zona da beira alta. apanhei um frio :)
  11.  # 13

    não têm que agradecer, faço-o com gosto mesmo, assim também vou relembrando raizes da arquitectura e do modo de construir e viver dos nossos antepassados.
    cumprimentos a todos
  12.  # 14

    Lobito, para salvaguardar as condições de conforto no Inverno e, naturalmente, cumprir as normas regulamentares, vai ter de aplicar isolamento térmico na parte interior. Há muitas maneiras de o fazer, a que eu sugiro é fazer uma forra de gesso cartonado (pladur), com placa simples ou dupla, deixando espaço entre esta e a parede de pedra para, previamente, colocar placas de poliestireno extrudido, vulgo wallmate, de pelo menos 40 mm de espessura.
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  13.  # 15

    É na região de Tomar. Não sei nada da arquitectura daquela região, porque também sou da Beira Alta :-) O meu negócio são casas como as transmontanas que mostrou (loja por baixo, escada exterior, alpendre, granito... e frinchas, muitas frinchas!)

    Mas a casa que estou a comprar é, no fundo, não muito diferente das "boas" casas agrícolas, a atirar para o burguês, do princípio do séc. XX em qualquer lado do país (acho eu, ou, pelo menos, do Norte). O portão diz 1938, mas eu estou convencida de que tem uns 20 ou 30 anos a mais. Penso que houve duas épocas de remodelação, uns acrescentos já com betão talvez na época do portão, e depois uns anexos dos anos 60, diria eu. Felizmente, todo o rés-do-chão da casa principal é da primitiva, porque de vez em quando há umas inundações da ribeira que passa por detrás, que vai tudo raso!
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  15.  # 16

    Ah, obrigado, J.Fernandes, quem vai gostar de ouvir isso é o meu marido que, como bom americano só sabe de madeira, e a quem a pedra faz uma confusão medonha :-) Eu tenho andado a ler coisas sobre capotto e afins (não que seja solução, por cause das cantarias das janelas e portas) e estava um bocado na dúvida do que é que que o isolamento interior faz à famosa massa térmica (ninguém parece falar do problema do inverno, sobretudo em recuperações). E se for ICB? Já sei que é mais caro e um puco menos eficiente, mas... Tenho uma enorme embirração com esferovite (também sei que me está a falar de extrudido e não espandido, mas é assim tão diferente?)
  16.  # 17

    Boas

    J.Fernandes disse:
    a que eu sugiro é fazer uma forra de gesso cartonado (pladur), com placa simples ou dupla, deixando espaço entre esta e a parede de pedra para, previamente, colocar placas de poliestireno extrudido, vulgo wallmate, de pelo menos 40 mm de espessura

    Concordo com o sistema, mas acho que em vez do poliestireno extrudido utilizaria lã mineral por achar mais prático a sua aplicação atendendo à dificuldade que os perfis do gesso cartonado oferecem para aplicação de painéis rígidos.

    lobito disse:
    estava um bocado na dúvida do que é que que o isolamento interior faz à famosa massa térmica

    Só é contabilizada a massa dos elementos situados numa posição interior ao isolamento; assim sendo considera-se nula a sua contribuição: isto vendo o problema à luz do regulamento. Pessoalmente acho que pode ser vantajoso em caso de existência de sistema de aquecimento, mas é uma opinião pessoal

    Tenho uma enorme embirração com esferovite

    Tenho para mim que é só isso: embirração; não tem razão de ser.

    também sei que me está a falar de extrudido e não espandido, mas é assim tão diferente?)

    São efectivamente materiais bem diferentes.

    cumps
    José Cardoso
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  17.  # 18

    "Só é contabilizada a massa dos elementos situados numa posição interior ao isolamento; assim sendo considera-se nula a sua contribuição: isto vendo o problema à luz do regulamento. Pessoalmente acho que pode ser vantajoso em caso de existência de sistema de aquecimento, mas é uma opinião pessoal"

    j. cardoso

    podia explicar-me melhor. Acha vantajoso ter a massa térmica ( parede de pedra espessa) só em contacto com o interior se existir um sistema de aquecimento? é isso que quis dizer??
  18.  # 19

    Sem querer açambarcar o tópico do Fernando Gabriel, que estava bem bom e espero que continue, queria só perguntar mais uma coisa (agora que tenho de ir ver se devo ou não alargar a minha embirração ao poliestireno extrudido...):

    Acabei de ver que o J. Fernandes usa muito um manual para verificar palas e sombreamentos e eu tenho a seguinte dúvida: na parte mais "moderna" da dita casa, o acrescento que, pelas minhas contas, deve ser dos anos 30 ou 40 (um cubo em cima do lagar original, que é prolongado com um terraço em betão) tem um beiral bastante maior do que o da parte original da casa. Já pude constatar (em fim de Abril) que protege efectivamente do sol a parede SE e palpita-me que foi calculado para deixar entrar o sol de inverno. Essa parede será provavelmente refeita mais à frente e a coisa mais lógica a fazer no dito terraço é pôr-lhe à frente um alpendre, mas não queria perder a "inteligência" das dimensões do beiral que, obviamente, foi feito por alguém que sabia muito bem onde e quando ali batia o sol. Para além do sistem empírico, que leva o seu tempo, como é que se faz? Ou, por outras palavras, que dados é que eu preciso de ter para não fazer asneira?
  19.  # 20

    Boas

    Sem querer açambarcar o tópico do Fernando Gabriel

    Seria talvez conveniente que alguém habilitado para isso pudesse separar os tópicos

    Acha vantajoso ter a massa térmica ( parede de pedra espessa) só em contacto com o interior se existir um sistema de aquecimento? é isso que quis dizer??

    Para melhor compreensão vamos considerar uma parede exterior dupla, com o pano exterior e o pano interior separados por uma caixa de ar onde é colocado o isolamento; o que quero dizer é que o regulamento apenas considera, para efeito de inércia térmica, o pano interior, visto que o pano exterior está por fora do isolamento e assim não entra para essas contas ( o calor acumulado durante o dia é libertado à noita para fora, uma vez que na direcção do interior encontra a barreira que é o isolamento).
    Por oposição, nas paredes feitas segundo o sistema "capotto" toda a parede está colocada no interior em relação ao isolamento, e assim toda ela é contabilizada para efeito de inércia térmica.
    O regulamento valoriza uma maior inércia térmica, pelo que as soluções seriam melhores quanto maior for a "percentagem" de parede no lado interior do isolamento.
    Quanto a mim - e isto é uma opinião pessoal que - há pelo menos uma vantagem em ter pouca massa no pano interior, como acontece quando se usa gesso cartonado:
    Quando liga o sistema de aquecimento, não se pode evitar que parte da energia seja desperdiçada ao aquecer o pano interior da parede. Como é evidente, se a parede for em tijolo absorve (e portanto desperdiça) muito mais energia que no caso de uma parede leve, como em gesso cartonado.
    Também é verdade que depois de desligar o aquecimento a parede pesada vai devolver parte dessa energia libertando calor para o interior, mas com o modo de vida actual em que se chega a casa à noite e se pretende um aquecimento rápido, saindo outra vez de manhã e ligando o aquecimento outra vez à noite, não há aproveitamento daquele calor libertado (a não ser talvez ao fim de semana).

    Torno a referir que esta é uma interpretação pessoal e que não está de acordo com o regulamento

    cumps
    José Cardoso
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