Colocado por: ClioIIÉ o que acontece com muitas profissões que atraem imigrantes mas não seduzem os nativos.

Colocado por: ClioIINão é nada contraditório. O salário oferecido pode ser em simultâneo:
-atrativo para um português
-desinteressante para um nativo
É o que acontece com muitas profissões que atraem imigrantes mas não seduzem os nativos.
Colocado por: Sandra_cc
Isso não se chama desemprego.
Desemprego é o que acontece em Portugal a muitos licenciados em direito, psicologia, história, filosofia, arquitectura.
Não arranjam emprego na sua profissão e têm de aceitar actividades para as quais até nem são necessárias licenciaturas.
Colocado por: Sandra_ccDesemprego é o que acontece em Portugal a muitos licenciados em direito, psicologia, história, filosofia, arquitectura.
Colocado por: ClioIINão é nada contraditório. O salário oferecido pode ser em simultâneo:Mas não é essa a situação relatada nas noticias em questão:
-atrativo para um português
-desinteressante para um nativo
Colocado por: euO custo de formação desses diplomados é que fica caro para o País. Porque depois não há retorno.Exato, por isso é que mais vale investir esse dinheiro na formação de mais médicos, porque esses até ver têm pleno emprego e a sociedade precisa deles.
Colocado por: HAL_9000Exato, por isso é que mais vale investir esse dinheiro na formação de mais médicos, porque esses até ver têm pleno emprego e a sociedade precisa deles.
Colocado por: eupreciso ter capacidade de os acolher e formar nos hospitais, e acho que é aí o problema.Vamos então esperar que a atual geração dos 50-60s se reforme ( e eu diria que são imensos) para depois os formar?
Colocado por: Sandra_cc
...
Em contraponto vê a resposta e retenção do SNS a cair.
Logo, mais médicos...menos SNS. E não é de há 5 anos para cá, nesse caso, podia ser transitório. Não! É de 20/25 anos para cá... é uma relação incontornável.
O mercado de trabalho na medicina não funciona de forma igual ao outros, só na teoria seria assim. Mas não é.
...
Colocado por: HAL_9000Pelos vistos há
https://www.bma.org.uk/news-and-opinion/major-survey-shows-scale-of-doctor-unemployment-crisis
https://www.bbc.com/news/articles/c4g625d3wd9o
https://www.bma.org.uk/bma-media-centre/first-year-doctors-in-england-balloted-for-industrial-action-over-scandal-of-nhs-unemployment
Colocado por: HAL_9000não me espanta que se quisessem poderisam estar "a trabalhar no UK no fim do mês"
Colocado por: ivreis
Importa esclarecer o que são resident/junior doctors. São os internos da formação geral e da formação especifica. É o que acontecerá cá se continuarem a formar mais e mais médicos. É que a Faculdade pode ter anfiteratros para 500 mas os serviços para formar especialistas têm de ter idoneidade formativa e não podem encaixar 10 internos onde só devia haver 1 ou 2. Ora atingindo o limite da capacidade formativa nos internatos de formação especifica, estes médicos já licenciados ficam "desempregados". Cá em Portugal temos alguns que ficam "desempregados" por opção (por vários motivos que podemos explorar se quiser) mas andam por aí a fazer urgências "à tarefeiro" no privado e no público e por vezes a fazer asneirada da grossa.
Colocado por: ivreis
Tinha mesmo de estar desesperado. Não me imagino a trabalhar fora de Portugal. Sou demasiado patriota. Talvez por isso continue a defender o SNS. Trabalhei 10 anos para um dos grandes grupos. Saltei fora em 2018 quando as reuniões clinicas deram lugar a reuniões de produtividade. Sou demasiado orientado por normas e "guidelines" clinicas e medicina baseada na evidência para continuar na medicina mercantilista em que o que importa é o quanto o médico prescreve de exames para serem feitos no hospital e o máximo de consultas por hora. Voltei para o meu SNS (de onde nunca saí) e para o meu pequeno privado onde posso ver os meus doentes que por um ou outro motivo preferem a discrição do privado.
Juntamente com uma colega com quem já trabalho há quase 10 anos, montei (convenci um pequeno grupo de recem especialistas) uma super equipa na minha USF (onde lá trabalho há 18 anos) e hoje somos um USF-B com nivel de IDE de 86 (de 0 a 100). Todos os médicos assumem mais doentes na lista do que o previsto na lei. Com isto garanto a todos os profissionais da equipa o máximo dos suplementos das USF-B previsto na lei. Para além de garantir médico de familia a quase 100% da população residente na área da USF.
Resultado: Grande satisfação profissional nos vários elementos da equipa. Ninguém pensa, no imediato, em saltar fora.
Colocado por: Sandra_cc
Quase todos nós fazemos privada em mais que um privado.
Os privados aumentaram a oferta porquê?!
Quem nasceu primeiro? A galinha ou o ovo?!...
Colocado por: Sandra_ccComo cirurgiã a privada é muito melhor que o SNS, em qualidade de vida, meios, autonomia e honorários.
Colocado por: ivreisImporta esclarecer o que são resident/junior doctorscomo me apercebi que o desemprego afetava sobretudo esses estive a ler melhor e aparentemente também afeta muitos GP que já não são nem resident nem junior.
Colocado por: ivreisOra atingindo o limite da capacidade formativa nos internatos de formação especifica, estes médicos já licenciados ficam "desempregados".quantos é que tem por cá a ganhar bastante bem como tarefeiros? Não me parece que o desemprego seja um problema para já.
Colocado por: ivreisaí a fazer urgências "à tarefeiro" no privado e no público e por vezes a fazer asneirada da grossa.Aparentemente tb temos alguns especialistas a fazer asneirada da grossa...e Eve de ser um interno a ter "tomates" (que nem os tinha de verdade) a denunciar a situação.
Colocado por: HAL_9000como me apercebi que o desemprego afetava sobretudo esses estive a ler melhor e aparentemente também afeta muitos GP que já não são nem resident nem junior.
De qualquer maneira são médicos e não deixa de ser uma situação de desemprego médico.
quantos é que tem por cá a ganhar bastante bem como tarefeiros? Não me parece que o desemprego seja um problema para já.
Não sei se já é possível(se ainda nao é, sra inevitável), mas como os hospitais privados têm vindo a recrutar mão de obra no SNS sobretudo na ultima década, também terão de contribuir para o esforço de formar especialistas, se quiserem continuar a ter mão de obra sem abdicar da sua margem de lucro.