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  1. Não é nada contraditório. O salário oferecido pode ser em simultâneo:
    -atrativo para um português
    -desinteressante para um nativo
    É o que acontece com muitas profissões que atraem imigrantes mas não seduzem os nativos.
    Concordam com este comentário: eu
    • eu
    • 10 setembro 2025
    Colocado por: ClioIIÉ o que acontece com muitas profissões que atraem imigrantes mas não seduzem os nativos.


    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  2. Colocado por: ClioIINão é nada contraditório. O salário oferecido pode ser em simultâneo:
    -atrativo para um português
    -desinteressante para um nativo
    É o que acontece com muitas profissões que atraem imigrantes mas não seduzem os nativos.
    Concordam com este comentário:eu


    Isso não se chama desemprego.

    Desemprego é o que acontece em Portugal a muitos licenciados em direito, psicologia, história, filosofia, arquitectura.

    Não arranjam emprego na sua profissão e têm de aceitar actividades para as quais até nem são necessárias licenciaturas.
  3. Colocado por: Sandra_cc
    Isso não se chama desemprego.

    Desemprego é o que acontece em Portugal a muitos licenciados em direito, psicologia, história, filosofia, arquitectura.

    Não arranjam emprego na sua profissão e têm de aceitar actividades para as quais até nem são necessárias licenciaturas.



    Isso já é um caso extremo.

    E também há o desemprego voluntário: uma pessoa pode pensar "estou financeiramente bem, preciso de descansar/dedicar-me a outra coisa qualquer, despeço-me e qualquer dia arranjo outra cosia".

    Eu próprio já fiz isso (e no primeiro dia de desemprego recebi uma chamada de alguém que soube que eu estava livre para ir trabalhar, coisa que recusei por um par de meses, e que de facto só acontece em setores de atividade em que não há excesso de profissionais).

    Mas, para os efeitos, estava desempregado...
    • eu
    • 10 setembro 2025 editado
    Colocado por: Sandra_ccDesemprego é o que acontece em Portugal a muitos licenciados em direito, psicologia, história, filosofia, arquitectura.


    O custo de formação desses diplomados é que fica caro para o País. Porque depois não há retorno.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc, ClioII
  4. Colocado por: ClioIINão é nada contraditório. O salário oferecido pode ser em simultâneo:
    -atrativo para um português
    -desinteressante para um nativo
    Mas não é essa a situação relatada nas noticias em questão:

    "A new BMA survey shows that 56% of GPs want more NHS work but can’t find it, 15% report no available GP roles, and 70% of resident doctors in Scotland fear joblessness from August 2025"

    "A recent survey by the British Medical Association (BMA) exposes a concerning rise in unemployment and underemployment among doctors across the UK, particularly among general practitioners and trainee doctors. Despite high demand for healthcare services, many qualified doctors face difficulty securing NHS positions, underscoring systemic challenges in workforce planning and funding."

    "The survey, sent to 4,401 doctors, asked whether they have substantive employment or regular locum work from next month. Of the 1,062 foundation year 2 doctors who responded, 52% said they did not. Overall, a third (34%) of all doctors who responded did not."

    https://www.openaccessgovernment.org/bma-survey-highlights-growing-doctor-unemployment-crisis-and-gp-job-shortages/196204/

    A sandra_cc diz que é contraditório, mas a questão tem sido noticiada.
  5. Colocado por: euO custo de formação desses diplomados é que fica caro para o País. Porque depois não há retorno.
    Exato, por isso é que mais vale investir esse dinheiro na formação de mais médicos, porque esses até ver têm pleno emprego e a sociedade precisa deles.
    • eu
    • 10 setembro 2025 editado
    Colocado por: HAL_9000Exato, por isso é que mais vale investir esse dinheiro na formação de mais médicos, porque esses até ver têm pleno emprego e a sociedade precisa deles.


    Pelo que eu sei, o problema não é de dinheiro.

    É preciso ter capacidade de os acolher e formar nos hospitais, e acho que é aí o problema.
    Concordam com este comentário: diouf_matos
  6. Colocado por: eupreciso ter capacidade de os acolher e formar nos hospitais, e acho que é aí o problema.
    Vamos então esperar que a atual geração dos 50-60s se reforme ( e eu diria que são imensos) para depois os formar?
    • AMG1
    • 10 setembro 2025
    Colocado por: Sandra_cc
    ...

    Em contraponto vê a resposta e retenção do SNS a cair.

    Logo, mais médicos...menos SNS. E não é de há 5 anos para cá, nesse caso, podia ser transitório. Não! É de 20/25 anos para cá... é uma relação incontornável.

    O mercado de trabalho na medicina não funciona de forma igual ao outros, só na teoria seria assim. Mas não é.
    ...


    O facto de estarmos a formar cada vez mais médicos, não significa que estejamos a formar o numero necessario.
    Para a realidade de hoje interessa pouco o número de vagas dos últimos 10/15 anos, o relevante é o que aconteceu até 2010.
    Se o mercado de trabalho na medicina não funciona comos os outros, isso acontece porquê?
    O que tem esse mercado de diferente das restantes profissões. Inclusivamente até ja têm imigrantes.
  7. Colocado por: HAL_9000Pelos vistos há
    https://www.bma.org.uk/news-and-opinion/major-survey-shows-scale-of-doctor-unemployment-crisis
    https://www.bbc.com/news/articles/c4g625d3wd9o
    https://www.bma.org.uk/bma-media-centre/first-year-doctors-in-england-balloted-for-industrial-action-over-scandal-of-nhs-unemployment


    Importa esclarecer o que são resident/junior doctors. São os internos da formação geral e da formação especifica. É o que acontecerá cá se continuarem a formar mais e mais médicos. É que a Faculdade pode ter anfiteratros para 500 mas os serviços para formar especialistas têm de ter idoneidade formativa e não podem encaixar 10 internos onde só devia haver 1 ou 2. Ora atingindo o limite da capacidade formativa nos internatos de formação especifica, estes médicos já licenciados ficam "desempregados". Cá em Portugal temos alguns que ficam "desempregados" por opção (por vários motivos que podemos explorar se quiser) mas andam por aí a fazer urgências "à tarefeiro" no privado e no público e por vezes a fazer asneirada da grossa.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  8. Colocado por: HAL_9000não me espanta que se quisessem poderisam estar "a trabalhar no UK no fim do mês"


    Tinha mesmo de estar desesperado. Não me imagino a trabalhar fora de Portugal. Sou demasiado patriota. Talvez por isso continue a defender o SNS. Trabalhei 10 anos para um dos grandes grupos. Saltei fora em 2018 quando as reuniões clinicas deram lugar a reuniões de produtividade. Sou demasiado orientado por normas e "guidelines" clinicas e medicina baseada na evidência para continuar na medicina mercantilista em que o que importa é o quanto o médico prescreve de exames para serem feitos no hospital e o máximo de consultas por hora. Voltei para o meu SNS (de onde nunca saí) e para o meu pequeno privado onde posso ver os meus doentes que por um ou outro motivo preferem a discrição do privado.
    Juntamente com uma colega com quem já trabalho há quase 10 anos, montei (convenci um pequeno grupo de recem especialistas) uma super equipa na minha USF (onde lá trabalho há 18 anos) e hoje somos um USF-B com nivel de IDE de 86 (de 0 a 100). Todos os médicos assumem mais doentes na lista do que o previsto na lei. Com isto garanto a todos os profissionais da equipa o máximo dos suplementos das USF-B previsto na lei. Para além de garantir médico de familia a quase 100% da população residente na área da USF.
    Resultado: Grande satisfação profissional nos vários elementos da equipa. Ninguém pensa, no imediato, em saltar fora.
    Concordam com este comentário: HAL_9000
  9. Colocado por: ivreis

    Importa esclarecer o que são resident/junior doctors. São os internos da formação geral e da formação especifica. É o que acontecerá cá se continuarem a formar mais e mais médicos. É que a Faculdade pode ter anfiteratros para 500 mas os serviços para formar especialistas têm de ter idoneidade formativa e não podem encaixar 10 internos onde só devia haver 1 ou 2. Ora atingindo o limite da capacidade formativa nos internatos de formação especifica, estes médicos já licenciados ficam "desempregados". Cá em Portugal temos alguns que ficam "desempregados" por opção (por vários motivos que podemos explorar se quiser) mas andam por aí a fazer urgências "à tarefeiro" no privado e no público e por vezes a fazer asneirada da grossa.


    Para quê explicar quando se recusam a entender?!

    Vão aparecer aqui vários utilizadores que vão dizer que temos é que ter muitos médicos para lhes podermos chegar ao ponto de pagar o salário que entendermos e de forma a aceitarem trabalhar em condições miseráveis, como muitos outras profissões. A seguir vão ao Google e metem estudos e notícias que favorecem as suas ideias, sem que percebam o essencial sobre a profissão. Nada os demove. Há-de haver tantos de nós que, há de ser um privilégio trabalhar no SNS, assim acham.
  10. Colocado por: ivreis

    Tinha mesmo de estar desesperado. Não me imagino a trabalhar fora de Portugal. Sou demasiado patriota. Talvez por isso continue a defender o SNS. Trabalhei 10 anos para um dos grandes grupos. Saltei fora em 2018 quando as reuniões clinicas deram lugar a reuniões de produtividade. Sou demasiado orientado por normas e "guidelines" clinicas e medicina baseada na evidência para continuar na medicina mercantilista em que o que importa é o quanto o médico prescreve de exames para serem feitos no hospital e o máximo de consultas por hora. Voltei para o meu SNS (de onde nunca saí) e para o meu pequeno privado onde posso ver os meus doentes que por um ou outro motivo preferem a discrição do privado.
    Juntamente com uma colega com quem já trabalho há quase 10 anos, montei (convenci um pequeno grupo de recem especialistas) uma super equipa na minha USF (onde lá trabalho há 18 anos) e hoje somos um USF-B com nivel de IDE de 86 (de 0 a 100). Todos os médicos assumem mais doentes na lista do que o previsto na lei. Com isto garanto a todos os profissionais da equipa o máximo dos suplementos das USF-B previsto na lei. Para além de garantir médico de familia a quase 100% da população residente na área da USF.
    Resultado: Grande satisfação profissional nos vários elementos da equipa. Ninguém pensa, no imediato, em saltar fora.


    Como já aqui disse, MGF é uma especialidade que em todos os aspectos considero pouco apetecível/compatível na privada.

    A privada actual é dirigida às especialidades de exames/diagnóstico e, claro, sobretudo, cirúrgicas.

    Como cirurgiã a privada é muito melhor que o SNS, em qualidade de vida, meios, autonomia e honorários.
    Concordam com este comentário: ivreis
  11. Colocado por: Sandra_cc

    Quase todos nós fazemos privada em mais que um privado.


    Os privados aumentaram a oferta porquê?!

    Quem nasceu primeiro? A galinha ou o ovo?!...

    Os privados aumentaram a oferta devido a interesse político como é óbvio, antigo ministro da saúde mal saiu do poleiro foi logo parar a um hospital privado, eles têm que ir para outro tacho e os favores pagam-se e bem...
    A Sandra está a proteger os interesses da sua profissão mas nem toda a gente pode ter seguro, nem toda a gente pode ser rica
    Agora Portugal é um estado social ou estado de bem estar, o governo assume a responsabilidade do bem estar Básico e a saúde é do mais essencial.
    Têm que criar medidas para promover a igualdade social e nos primeiros lugares está a saúde...
    • ivreis
    • 10 setembro 2025 editado
    Colocado por: Sandra_ccComo cirurgiã a privada é muito melhor que o SNS, em qualidade de vida, meios, autonomia e honorários.


    Eu não duvido disso. Tive a sina de me juntar a alguém que também prefere o SNS ao privado e infelizmente nunca serei rico. Colegas dela compram apartamentos em Lx todos os anos (através da empresa claro!). Andamos nós aqui a falar de ganhar 4-5-6-7k/mês quando alguns na privada fazem isso por dia. E nem é preciso muito. Na ObGin o céu é o limite. Na privada 30 ecografias num dia e mais 2 ou 3 partos (cesarianas eletivas) e rapidamente se meteram 5k ao bolso (num dia!). E é possível fazer isto dia sim, dia sim... basta ser o supra-sumo da batata frita / bloger / influencer / etc.
    Mas nesta área até o SNS se chega à frente mas mesmo assim não chega para competir com a privada. Por exemplo em Portalegre o valor hora padrão para a ObGin são 100€/h. 24h são 2400€. E mesmo assim é um pincel completar as escalas.
  12. Olá. Mas porque é que os trabalhadores do SNS, médicos, enfermeiros, gente de bata, não trabalham só 8h/dia, em regime de exclusividade, sem part-times no privado, com um salário ao nível do privado?

    Porque é que há tarefeiros?

    Se há falta de funcionários, formem-se mais.
    Se não há falta, porque é que há tantas horas extra?
    Concordam com este comentário: HAL_9000
  13. Colocado por: ivreisImporta esclarecer o que são resident/junior doctors
    como me apercebi que o desemprego afetava sobretudo esses estive a ler melhor e aparentemente também afeta muitos GP que já não são nem resident nem junior.

    De qualquer maneira são médicos e não deixa de ser uma situação de desemprego médico.

    Colocado por: ivreisOra atingindo o limite da capacidade formativa nos internatos de formação especifica, estes médicos já licenciados ficam "desempregados".
    quantos é que tem por cá a ganhar bastante bem como tarefeiros? Não me parece que o desemprego seja um problema para já.
    Não sei se já é possível(se ainda nao é, sra inevitável), mas como os hospitais privados têm vindo a recrutar mão de obra no SNS sobretudo na ultima década, também terão de contribuir para o esforço de formar especialistas, se quiserem continuar a ter mão de obra sem abdicar da sua margem de lucro.
  14. Colocado por: ivreisaí a fazer urgências "à tarefeiro" no privado e no público e por vezes a fazer asneirada da grossa.
    Aparentemente tb temos alguns especialistas a fazer asneirada da grossa...e Eve de ser um interno a ter "tomates" (que nem os tinha de verdade) a denunciar a situação.
    Concordam com este comentário: ivreis, carlosj39
  15. Colocado por: HAL_9000como me apercebi que o desemprego afetava sobretudo esses estive a ler melhor e aparentemente também afeta muitos GP que já não são nem resident nem junior.

    De qualquer maneira são médicos e não deixa de ser uma situação de desemprego médico.

    quantos é que tem por cá a ganhar bastante bem como tarefeiros? Não me parece que o desemprego seja um problema para já.
    Não sei se já é possível(se ainda nao é, sra inevitável), mas como os hospitais privados têm vindo a recrutar mão de obra no SNS sobretudo na ultima década, também terão de contribuir para o esforço de formar especialistas, se quiserem continuar a ter mão de obra sem abdicar da sua margem de lucro.


    Quer pagar para ir ao privado e ser atendido por um interno?

    Secalhar até é um dos motivos pelo qual as pessoas vão ao privado, não lidar com inexperiência.
 
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