Colocado por: Sandra_ccJá agora. Isso à questão será que há muitos colegas estão em serviços e só codificam? Ou seja não fazem actos médicos práticos nenhuns, só codificação dos actos todos do serviço.
Gostava de vos ouvir sobre isso
Colocado por: AMG1
Mas que relevância tem esse acto de "codificar"?
Tanto quanto sei, não passa de um procedimento de cariz administrativo, cuja execução carece de conhecimentos técnicos, daí ser feito por um médico. Nesse sentido talvez possa configurar um acto médico, mas isso serão os tribunais a avaliar. Mesmo que não seja um acto médico, sendo uma tarefa profissional que o dr. Alpalhão praticou em benefício próprio, até pode vir a constituir um crime.
A OM não tem de se preocupar com isso, tal como também não parece que esteja em causa a forma como os actos médicos propriamente ditos foram praticados, até porque parece não haver muitas dúvidas sobre a capacidade profissional do senhor. A questão para a OM é sobretudo de ordem ética, ou seja, como disse lá atrás, saber se o cavalheiro incumpriu ou não com algumas das disposições do codigo deontologico, por cujo cumprimento cabe à OM zelar.
Claro que a OM está muito pouco habituada a lidar com estas questões éticas e deontológicas como, aliás, muitas outras instituições. Mas é tempo de se comecarem a preocupar, porque como se vê por este exemplo, comportamentos menos éticos podem estar na origem de prejuizos a muita gente, mesmo que no limite não sejam crime, nem sequer configurem sequer uma má prática quanto ao exercicio técnico da profissão.
Colocado por: AMG1
Mas que relevância tem esse acto de "codificar"?
Tanto quanto sei, não passa de um procedimento de cariz administrativo, cuja execução carece de conhecimentos técnicos, daí ser feito por um médico. Nesse sentido talvez possa configurar um acto médico, mas isso serão os tribunais a avaliar. Mesmo que não seja um acto médico, sendo uma tarefa profissional que o dr. Alpalhão praticou em benefício próprio, até pode vir a constituir um crime.
A OM não tem de se preocupar com isso, tal como também não parece que esteja em causa a forma como os actos médicos propriamente ditos foram praticados, até porque parece não haver muitas dúvidas sobre a capacidade profissional do senhor. A questão para a OM é sobretudo de ordem ética, ou seja, como disse lá atrás, saber se o cavalheiro incumpriu ou não com algumas das disposições do codigo deontologico, por cujo cumprimento cabe à OM zelar.
Claro que a OM está muito pouco habituada a lidar com estas questões éticas e deontológicas como, aliás, muitas outras instituições. Mas é tempo de se comecarem a preocupar, porque como se vê por este exemplo, comportamentos menos éticos podem estar na origem de prejuizos a muita gente, mesmo que no limite não sejam crime, nem sequer configurem sequer uma má prática quanto ao exercicio técnico da profissão.
Colocado por: Tyrande
No mínimo é burla ao erário público. Abuso de poder. Falsificação. Chame-lhe o que quiser.
Sim, é crime.
Querer dizer que é bom médico porque técnicamente é muito bom, mas depois é um trafulha por trás, é mesmo do melhor.
Não tem ética nenhuma.
Se falsifica códigos pra ganhar mais uns trocos, sabe lá mais Deus o que é capaz de fazer.
É que o indíviduo nem sequer ganha mau, já pra começar. Mas a ganância é tanta que é irresistível, né?
Quiça tinha a prestação do Ferrari em atraso e teve de ser...A gente compreende, né?) é um mau profissional, mau caráter e pra mim deve ser punido por isso.
Colocado por: Sandra_ccQuestões políticas.
Mas está a fazer pontaria ao alvo errado: a ordem.
Enfim, há anos que a opinião pública faz estes alvos. O resultado? À vista.
Colocado por: Sandra_ccVai ser. Mas provavelmente não pela ordem. Não que a ordem não queira, mas não estou a ver por onde lhe pode pegar. Não é fácil.
Colocado por: Tyrande
No mínimo é burla ao erário público. Abuso de poder. Falsificação. Chame-lhe o que quiser.
Sim, é crime.
Querer dizer que é bom médico porque técnicamente é muito bom, mas depois é um trafulha por trás, é mesmo do melhor.
Não tem ética nenhuma.
Se falsifica códigos pra ganhar mais uns trocos, sabe lá mais Deus o que é capaz de fazer.
É que o indíviduo nem sequer ganha mau, já pra começar. Mas a ganância é tanta que é irresistível, né?
Quiça tinha a prestação do Ferrari em atraso e teve de ser...A gente compreende, né?) é um mau profissional, mau caráter e pra mim deve ser punido por isso.
Fazendo comparação ao Universo do Fórum da Casa, pode ser o melhor empreiteiro do mundo e arredores, acordou com o DO colocar pavimento flutuante do barato, mas depois cobra por madeira genuína de Ipê na fatura final. Eu quero lá saber se o pavimento flutuante ficou bem instalado. Quero é saber que é um mau caracter que está a tentar comer o DO de cebolada e a cobrar uma coisa que não corresponde à verdade.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Não é fácil?
Basta ler a primeira frase do seu CD:
Colocado por: Sandra_ccCodificar não é cobrar.claro que não. Mas curiosamente o Alpalhão codificava os procedimentos mais bem pagos e não os mais baratos.
Colocado por: HAL_9000a ordem não dizer uma palavra acerca disso,
Colocado por: Sandra_ccLamento, mas não fica resolvido com isso.
Colocado por: Sandra_cc
Em último caso ele pode ter cometido um crime de burla e falsificação, mas não ter violado a ética profissional porque a codificação poderá não ser enquadrada como acto médico.
Á ordem cabe apreciar o carácter técnico, ético e humano dos procedimentos clinico-cirúrgicos efectuados. Mas a ordem pode não ter competência nem poder para ajuizar os procedimentos sem esse cariz clínico-cirurgico.
Colocado por: HAL_9000claro que não. Mas curiosamente o Alpalhão codificava os procedimentos mais bem pagos e não os mais baratos.
Quanto a codificar ser ou não um ato médico, eu ia jurar que a reboque deste caso vi vários colegas seus a defender que codificar é uma competência específica dos médicos porque um administrativo nao tem o conhecimento técnico necessário para tal. Se isto por si só configura ou não um ato médico, eu também tenho dúvidas.
Agora o que é certo é que a conduta ética do Alpalhão foi deplorável, e a ordem não dizer uma palavra acerca disso, sobretudo quando é uma organização que tem sempre algo a dizer sobre a gestão do SNS, é no mínimo reprovável.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Mas como, na vossa Ordem, as regras são letra morta? Se há uma questão éticamente censurável, a Ordem pode e deve condicionar a ação do seu associado.
Veja a FIFA e a cotevelada do Ronaldo...
Veremos se a Ordem dos Advogados faz o mesmo com o Advogado do Sócrates...
Veja a os Arquitectos e o Sr. Tomás Taveira...
E por aí fora...
Na sua opinião, não houve conducta imprópria do Alpalhão? Você faria o mesmo?
Quem lamenta sou eu... que vejo esta palhaçada, oportunismo e parasitismo mais vezes do que das que gostaria.
Colocado por: N Miguel OliveiraPara um tópico que seria para enunciar as coisas boas do SNS, só há degredo total...
A melhor maneira de criar opinião sobre o nosso SNS é viver uns tempos sem o ter. Afinal, só damos valor à saúde quando estámos doentes, à chuva quando há incêndios, e à possibilidade de aceder a serviços médicos tendencialmente gratuitos quando não o temos.
Há muitos profissionais a ganhar muita pasta com esta confusão toda. Afinal a Ética que se lixe, não é verdade? Enfim...
Colocado por: Sandra_cchttps://www.rtp.pt/noticias/pais/ministra-admite-que-numero-de-chamadas-por-atender-na-linha-de-saude-24-e-muito-elevado_n1698821