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  1.  # 21

    Colocado por: becasEste tópico foi destacado a pedido não sei de quem (não fui eu), mas a verdade é que um comentário meu o encabeça, o que faz parecer que eu fiz questão de me vitimizar aquando dos cortes salariais na função pública, o que não é verdade. Foi um desabafo, motivado por um sentimento de injustiça e discriminação relativamente a outros trabalhadores por conta de outrem. Continuo a pensar o mesmo, mas adiante. Tenho a consciência tranquila quanto à qualidade e à quantidade do trabalho que produzo.
    Dito isto, posso afirmar sem reservas que tenho uma grande admiração por quem tem espírito empreendedor e cria negócios, contra todas as adversidades. Pessoas honestas, dedicadas, que se preocupam com a solidez do negócio que desenvolvem, não só por si mesmos, mas também pelas pessoas que deles dependem.
    Como em tudo, este retrato não corresponde a todos os empresários. Recentemente, uma empresa da minha zona declarou insolvência. Mais de 100 trabalhadores vão para o desemprego e há pequenas empresas que provavelmente serão arrastadas na corrente, por dívidas que nunca serão pagas. Entretanto, até há dias (a notícia apanhou toda a gente de surpresa) os sócios gerentes não se privavam dos jipes topo de gama (trocados todos os anos), férias milionárias e todos os luxos correspondentes. Haverá, entretanto, bens cautelosamente postos a salvo. Entre estes empresários e o Civismo há um fosso de valores.


    Boas!

    Claro que o que não falta são optimos (e muito necessários) funcionarios publicos, muitas vezes injustamente denegridos por uma imagem negativa que se criou do funcionalismo publico. Claro que tal não é alheio ao facto de estatisticamente haverem indices elevados de muitas cunhas e pouco mérito .
    No fundo é como viver num bairro problematico e mal afamado , torna-se dificil livrar da fama :) É o diz-me com quem andas ...
    E a realidade é que muitos funcionários publicos andam mal acompanhados :)

    Compreendo que se tenha sentido injustiçado e discriminado relativamente a outros trabalhadores, mas repare que a maioria das vezes funciona ao contrário, e tradicionalmente são os trabalhadores do estado a usufruirem de regalias e sistemas inacessiveis aos demais trabalhadores.

    No mundo dos empresários e trabalhadores por conta própria também há os xicos espertos, e aqueles que só são empresários porque herdaram essa posição.

    Quando ao exemplo que citou da empresa que vai fechar, só tenho um reparo a fazer: não me choca que os gestores troquem de jipes todos os anos (estou a falar na qualidade de quem tem 2 carros , os quais em conjuntos somam 29 anos de existencia).
    Podemos filosofar se é justo que gestores ganhem mais que o presidente da republica ... para mim não há gestores caros. Um bom gestor paga-se a si mesmo não sei quantas vezes.
    Nunca devemos poupar no capitão do navio, pois se o navio for ao fundo, isso é que é caro !
    Agora, choca-me ver gestores com tantas regalias para tão maus resultados ...
    Choca-me se a guita que foi empregue nesses jipes veio de fundos ou apoios estatais que deviam ter sido empregues na modernização e competitividade da empresa .

    Choca-me como é que chegamos a uma salvação que endividou 7800€ a cada portugues em médiam, mesmo aos que estão neste momento a acabar de nascer ...

    Preferia que tivessemos tido politicos competentes , honestos e bons gestores , que ganhassem 5 ou 10 vezes mais e mudassem de jipe todos os meses, do que termos poupado nos gestores deste pais e agora estarmos na bancarrota ou lá perto
    Concordam com este comentário: aquapego
  2.  # 22

    Colocado por: becas

    Não sei se esta era para mim. Trabalho há vinte anos, sou doutorada (pré-Bolonha) e ganho 2000 euros/mês. Não tenho nenhumas perspectivas de progressão na carreira, pelo contrário. Posso ir parar a um quadro de disponíveis num futuro próximo. Não me queixo - ganho mais que a média dos portugueses. Mas como ainda hoje uma conhecida me falava de um rapaz com 25 anos a ganhar 2500 euros como funcionário num banco de investimentos...imagino quando chegar à minha idade...

    Editei depois de ver o comentário do Rodrigo. Volto a esclarecer: não me queixo do ordenado que recebo. É desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.
    Em nada o meu comentário a si se referia...não li nada para trás...comentei apenas a mensagem do civismo...mas agora já lá fui ler qualquer coisa. Não lhe vou dizer se merece o seu ordenado ou não, sendo fp ou não, não a conheço, nunca faria esse juízo de valor...acho que a cima de si terá um chefe a quem lhe compete avaliar a sua prestação e colaboração e, que se for um chefe justo e incorruptível lhe dará o devido valor quer seja fp ou não. Não pense que não sei do que estou a falar, também fui fp durante mais de 5 anos, mas eu quis estudar outras áreas e progredir noutros sentidos, fp não era para mim...e gostavam muitas pessoas de ter as condições e vantagens de trabalhar no estado...e para quem é fp deixo uma mensagem, a vida cá fora no sector privado anda bem lixada...multi nacionais à rasca...a fechar...por isso só pelos beneficio de receberem ao dia certo dêem-se por contentes...ah, já agora para quem for fp simpático e prestável, ensinem o vosso colega do lado a sê-lo também, porque cgd, finanças, segurança social e câmaras às vezes apanha-se com cada coisa do tipo : Eu trabalho para o Estado, não preciso, vocês que se lixem, esperem se quiserem..."...sei alguns sectores do estado também têm bastante trabalho, mas mais simpatia ficava-vos bem...grato pela atenção ao pedido de um mero contribuinte, mas contribuinte...!
    Concordam com este comentário: aquapego
  3.  # 23

    Preferia que tivessemos tido politicos competentes , honestos e bons gestores , que ganhassem 5 ou 10 vezes mais e mudassem de jipe todos os meses, do que termos poupado nos gestores deste pais e agora estarmos na bancarrota ou lá perto


    Concordo totalmente consigo! Os bons gestores têm que ser bem pagos!
    Mas no exemplo que dei o luxo e a ostentação advinham dos sócios-gerentes que eram proprietários da empresa ! Sabendo que a empresa estava em risco, não transpareceu nunca, no estilo de vida, que os trabalhadores estavam em risco de perder o emprego! Aquilo que para eles (proprietários) eram gastos normais de 3 ou 4 meses, teria dado para pagar pelo menos meio mês de ordenado a quem agora se vê sem emprego numa zona do país onde as perspectivas são terrivelmente duras...
    Concordam com este comentário: aquapego
  4.  # 24

    Em nada o meu comentário a si se referia...não li nada para trás...comentei apenas a mensagem do civismo...mas agora já lá fui ler qualquer coisa. Não lhe vou dizer se merece o seu ordenado ou não, sendo fp ou não, não a conheço, nunca faria esse juízo de valor...acho que a cima de si terá um chefe a quem lhe compete avaliar a sua prestação e colaboração e, que se for um chefe justo e incorruptível lhe dará o devido valor quer seja fp ou não. Não pense que não sei do que estou a falar, também fui fp durante mais de 5 anos, mas eu quis estudar outras áreas e progredir noutros sentidos, fp não era para mim...e gostavam muitas pessoas de ter as condições e vantagens de trabalhar no estado...e para quem é fp deixo uma mensagem, a vida cá fora no sector privado anda bem lixada...multi nacionais à rasca...a fechar...por isso só pelos beneficio de receberem ao dia certo dêem-se por contentes...ah, já agora para quem for fp simpático e prestável, ensinem o vosso colega do lado a sê-lo também, porque cgd, finanças, segurança social e câmaras às vezes apanha-se com cada coisa do tipo : Eu trabalho para o Estado, não preciso, vocês que se lixem, esperem se quiserem..."...sei alguns sectores do estado também têm bastante trabalho, mas mais simpatia ficava-vos bem...grato pela atenção ao pedido de um mero contribuinte,mas contribuinte...!


    Sou funcionária pública noutro ramo de actividade...mas sou simpática (só em épocas de exames é que tendo a ficar muito irritável...)!
    Infelizmente, estou em guerra aberta com quem está directamente acima de mim... a sorte é que a minha avaliação de desempenho é feita noutros moldes (senão...estava lixada com F maiúsculo)!
    Concordam com este comentário: aquapego
  5.  # 25

    Colocado por: becas

    Não sei se esta era para mim. Trabalho há vinte anos, sou doutorada (pré-Bolonha) e ganho 2000 euros/mês. Não tenho nenhumas perspectivas de progressão na carreira, pelo contrário. Posso ir parar a um quadro de disponíveis num futuro próximo. Não me queixo - ganho mais que a média dos portugueses. Mas como ainda hoje uma conhecida me falava de um rapaz com 25 anos a ganhar 2500 euros como funcionário num banco de investimentos...imagino quando chegar à minha idade...

    Editei depois de ver o comentário do Rodrigo. Volto a esclarecer: não me queixo do ordenado que recebo. É desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.


    Lol, não mando indirectas, não a conheço de lado nenhum, desconheço se é bem paga. por isso não foi para si .

    Mas ja aqui expoe o seu caso , mesmo que vá para um quadro de disponiveis, terá sempre o estado que a ajudará, mesmo que não esteja a trabalhar, certo ?

    E se acha que há poucas oportunidades de progressão e a sua carreia está estagnada, porque não tenta complementar a sua carreira no estado com umas horinhas como freelancer ?

    O problema de muitos funcionários publicos é que estão sempre à espera que façam tudo por eles. Não estou a dizer que seja o seu caso, mas é um facto.
    Concordam com este comentário: aquapego
  6.  # 26

    Colocado por: becas

    Concordo totalmente consigo! Os bons gestores têm que ser bem pagos!
    Mas no exemplo que dei o luxo e a ostentação advinham dos sócios-gerentes que eram proprietários da empresa ! Sabendo que a empresa estava em risco, não transpareceu nunca, no estilo de vida, que os trabalhadores estavam em risco de perder o emprego! Aquilo que para eles (proprietários) eram gastos normais de 3 ou 4 meses, teria dado para pagar pelo menos meio mês de ordenado a quem agora se vê sem emprego numa zona do país onde as perspectivas são terrivelmente duras...


    Regra geral,os empresarios e os patrões não são muito diferentes dos outros consumidores ... procuram o que lhes sai mais barato ...

    A mesma lógica que leva todos nós a , quando andamos às compras no supermercado, comprar oque vale mais a pena, o que é mais barato, promoções, etc, sem questionar a maioria das vezes qual a proveniencia ou custo real de determinado produto, é a mesma lógica que leva muito empresários a fechar ou deslocalizar.

    Da mesma forma que muito poucos iriam ao supermercado A em determimento do B por o A ser mais correcto para com os seus funcioanrios, pagar melhor , apesar de ser mais caro, é essa a mesma lógica que leva empresários a profuzir lá fora, com custos muito menores, menos burocracias, menos impostos, menos salarios e regalias para os trabalhadores.

    Por exemplo, para um empresário textil , é tentador em vez de ter cá 50 trabalhadores, com regalias, baixas, seguranças sociais, a aparecerem 11 meses mas a receberem 14, seguros, higienes e segurança no trabalho, etc etc etc, simplesmente encomendar da china em que o preço já reflecte tudo e mais alguma coisa, e fazendo as contas vai-lhe ficar por uma fracçao de se produzisse cá.

    Os preços baixos matam os altos. Quando aparecem portáteis a 100 ou 200€ , os de 500 ou 1000 vendem-se menos.
    Quando eu comprei uma bomba de agua da einhell noutro dia em promoção por 69€ no deborla, posteriormente pensei bem no que fiz, e mais valia ter comprado uma a sério por 300... e se não existissem mais baratas, era o que acabaria por ter feito, mesmo que tivesse que esperar mais tempo.

    Quando aparecerem professores a trabalhar por uma ninharia, os que ganham muito vão inevitavelmente ver as suas regalias diminuir, tal como o continente baixa o preço das bolachas quando o pingo doce o faz.

    Não gostamos ? Então lute-se para que hajam preços minimos e justos para as coisas.

    Não podemos é querer ganhar muito e que ao mesmo tempo tudo o resto seja barato
  7.  # 27

    O Estado obriga-me a um contrato de excluvisidade. Se renunciar à exclusividade, perco 1/3 do vencimento, que é impossível de compensar porque a minha área não se presta a serviços externos. Eu faço muitas coisas fora as minhas obrigações docentes estritas...mas umas são gratuitas (vai sair um livro meu dentro de pouco tempo), outras, pago para as fazer (como os congressos)! É a vida...hoje não teria escolhido a mesma carreira mas já não estou em idade de grandes reviravoltas (e até gosto do que faço...tirando as épocas de exame!!!!).
    Eu percebo a frustação de quem é "engolido" pelos preços baixos "made in China" ou "made in grandes superfícies"...como consumidora, em muitos casos tenho o comportamento que descreve - vou ao barato. Noutras já não é bem assim...prefiro só ter um tapete, ou um armário, mas com qualidade (e preço correspondente) do que ir atrás das pechinchas...
    O mais complicado nesta história toda, e já o escrevi aqui, é que eu ganho menos e consumo menos do que o que deixei de ganhar. E isso é mau, porque eu tinha (e ainda tenho) um poder de compra acima da média, mas quando me retraio...não são as lojas topo de gama que sofrem, mas o pequeno empresário a quem deixo de comprar o móvel, o PC, a TV, a refeição no restaurante, a noite no hotel, essas pequenas coisas que antes consumia com relativa descontracção...
  8.  # 28

    Colocado por: becasO Estado obriga-me a um contrato de excluvisidade. Se renunciar à exclusividade, perco 1/3 do vencimento, que é impossível de compensar porque a minha área não se presta a serviços externos. Eu faço muitas coisas fora as minhas obrigações docentes estritas...mas umas são gratuitas (vai sair um livro meu dentro de pouco tempo), outras, pago para as fazer (como os congressos)! É a vida...hoje não teria escolhido a mesma carreira mas já não estou em idade de grandes reviravoltas (e até gosto do que faço...tirando as épocas de exame!!!!).
    Eu percebo a frustação de quem é "engolido" pelos preços baixos "made in China" ou "made in grandes superfícies"...como consumidora, em muitos casos tenho o comportamento que descreve - vou ao barato. Noutras já não é bem assim...prefiro só ter um tapete, ou um armário, mas com qualidade (e preço correspondente) do que ir atrás das pechinchas...
    O mais complicado nesta história toda, e já o escrevi aqui, é que eu ganho menos e consumo menos do que o que deixei de ganhar. E isso é mau, porque eu tinha (e ainda tenho) um poder de compra acima da média, mas quando me retraio...não são as lojas topo de gama que sofrem, mas o pequeno empresário a quem deixo de comprar o móvel, o PC, a TV, a refeição no restaurante, a noite no hotel, essas pequenas coisas que antes consumia com relativa descontracção...
    Concordo praticamente em tudo o que disse, mas gostava de salientar que eu sou mesmo anti-xinesices... uma vez deu-me na cabeça para comprar uma moto 4 chinesa...grande banhada, foi a pior desilusão da minha vida, o dia em que a comprei foi giro, mas quando a vendi foi o dia mais feliz da minha vida...desde aí, xinesices xoxoxoxooooxoooo...
    Concordam com este comentário: aquapego
  9.  # 29

    Continua-se a falar dos ordenados altos ou baixos como se fosse esse o nosso problema económico...sabendo que temos dos ordenados mais baixos da europa,e dos impostos e consumíveis mais altos da europa!
    • eu
    • 20 julho 2011

     # 30

    Colocado por: rodrigo_gomes29desde aí, xinesices xoxoxoxooooxoooo...

    Aposto que escreveu esta frase num computador... made... in... china
  10.  # 31

    Colocado por: eu
    Aposto que escreveu esta frase num computador... made... in... china
    Bem...apesar de ser um Dell que eu julgo que é americano, deve ter toda a razão...mesmo que não tenha sido na china, deve ter sido na malásia ou assim qualquer coisa do género...mas não devo ter muito mais coisas... ;)
  11.  # 32

    Um bom salário é algo relativo, não concordam?

    Menciona-se que se vê pessoas com bons ordenados a queixarem-se, mas, reparem que aquilo que um pode achar um bom ordenado, outro pode não achar e vice-versa.
    Falou-se também em estereótipos, que, de facto existem, e, em todo o mundo. Na África do Sul por exemplo, os sul africanos são vistos como pessoas que não sabem gerir o vencimento que ganham, ou seja, gastam tudo nos primeiros dias do mês, e depois ficam sem dinheiro até para comer, isso, e de beberem muito, "todos" os sul africanos bebem vinho que se fartam, gastam os ordenados nas “bottle-stores” (garrafeiras). Vêem, não são só os Portugueses que se auto-criticam ferozmente (?). E em Portugal, aparentemente, os Portuguesas endividam-se e compram carros de alta cilindrada acima das suas posses.

    Não sei se estão a seguir o raciocínio, - se é que há raciocínio, porque depois de ver o filme Inside Jobs (alguém mais viu?) começo a pensar muito seriamente que se calhar não existe lógica nestas coisas económicas e que se calhar não passam de estratégias orquestradas, de forma a que o mundo funcione.
    E o mundo lá vai funcionando, ao som da batuta…

    Antes de esta crise estar instalada desta forma, quando começou a surgir nos EUA a bolha do mercado imobiliário, lembro-me de ler algures que o mundo como nós o vivemos iria mudar, que os nossos valores iriam mudar, que deixaríamos de ser os consumistas gastadores e inconsequentes que somos e passaríamos a ser, de um dia para o outro, gente de bons valores, de amigos e familiares, coisa que não somos neste momento e coisas às quais neste momento não damos o devido valor.
    Teorias, e mais teorias que se amontoam…atropelam-se..afogam-nos com teorias. Vivemos com medo de se calhar nem sabemos o quê, se calhar com o peso dos nossos próprios medos. Se calhar dos Chineses. Já tivemos medo dos Russos..(lembram-se da música do Sting?)

    ..Como dizia, "isto" é tudo tão relativo, porque não deixamos de ser quem somos por causa das crises. Os nossos valores como indivíduos serão sempre os mesmos. Os nossos defeitos como indivíduos se calhar potenciam-se em alturas de crise. As crises sempre existiram, ao longo da nossa História e aqui ainda estamos, para as próximas crises, e benesses.

    O que vou dizer continua a ser muito próprio e pessoal – as pessoas que são felizes são felizes porque têm rumo na vida, e isso, não há crise que lhes tire.
    E agora se calhar ficam sem resposta ao que eu disse de tão surreal que possa parecer, mas vou de encontro ao que disse o Civismo e que, sinceramente, gostei imenso de ler; contas feitas, gosta do que faz, da sua empresa, dos seus trabalhos, e que se sente grato pelo o que a vida tem proporcionado.
    Eu também me sinto muito grata e se me perguntam, em termos económicos, do que preciso para ser feliz, não preciso de muito, preciso apenas do suficiente.
    Afinal e realmente, é disso que precisamos todos, não é, do suficiente ? (O que é suficiente? Relativo!)

    Quero que o meu “vizinho” seja feliz e tenha o suficiente também. Gosto de países felizes com gente feliz e acho que os Portugueses o são. Mas são também pessoas com imensos medos. Se calhar, lá está, estou a "estereotipar". Há coisas que simplesmente não estão nas nossas mãos – a gripe das aves, não esteve, tal como antes disso, a dos suínos, antes disso ainda a sida, do qual mal ouvimos falar agora mas tanto nos preocupou na altura. Esta crise não está nas minhas mãos, continuarei a viver a minha vida, a produzir, a rentabilizar, mais, ou menos, como sempre fiz. Confio nas instâncias, mesmo havendo “inside jobs”, afinal, é para isso que elas existem e são pagas. Para gerir o mundo, não é o meu trabalho.

    Apenas me posso preocupar com a gestão da minha casa, e nem sequer com a da casa do vizinho, seja ele funcionário público ou privado. Chinês ou Europeu, Americano ou Alemão, a mim, apenas cabe a minha responsabilidade: de gerir a minha vida de acordo com o meu rumo.


    E já agora, tenho um carro de alta cilindrada e não me sinto menos pessoa por isso. Não o tirei do seu ordenado, portanto, preocupe-se com as suas contas.
    E já agora, tenho uma casa antiga/velha portuguesa saloia que se calhar - para si que lê esta mensagem -não a queria, e sinto-me mais pessoa por isso porque gosto muito dela e não queria a sua high tech de grandes vidros e lacados nem pintada.

    Não sei se alguma coisa que disse fez sentido, se não fez, não liguem e passem em frente, eu apenas gostei de deixar a minha opinião.
    Se a minha opinião vale alguma coisa, para mim sim, porque gostei de a deixar, para si, não vale nada ;o)
    Concordam com este comentário: j cardoso
  12.  # 33

    Colocado por: CMartinConfio nas instâncias, mesmo havendo “inside jobs”, afinal, é para isso que elas existem e são pagas. Para gerir o mundo, não é o meu trabalho.

    Faz parte da cidadania de cada um em observar o que se passa fora do nosso foro,e agindo em conformidade com o nosso parecer sobre esse foro que nos rodeia indo votar nas eleições pelo menos.
    Qualquer um tem direito a ser feliz...fácil é olhar só para o nosso umbigo quando tudo nos convém ou tudo acerta com o nosso interesse!
    Concordam com este comentário: aquapego
  13.  # 34

    Confiar nas instâncias deixa-me descansada, até porque como, lá está, votámos nelas, é da nossa responsabilidade colectiva as instâncias que temos.

    Olhar para o nosso próprio umbigo significa ver os nossos interesses e não ponderarmos os interesses dos outros/ou o interesse colectivo (?)
    .. realmente como pessoas preocupamo-nos socialmente uns com os outros, e colectivamente, financeiramente, contribuímos para o País, que, penso, é o que fazemos ao pagarmos impostos, os novos, e o extraordinário.

    Se me convém, não, porque gostaria mais de gastar o valor dos novos impostos e do extraordinário com o meu próprio “umbigo”.(…), mas faço-o, como todos o vão fazer, com a crença que estou a colaborar como é meu dever para superarmos.

    Não vejo ainda que um País em crise possa ser individualmente conveniente (a ninguém) e que possa acertar em tudo com o nosso interesse! Uma crise é sempre uma coisa má para todos de um País. Estamos juntos, certo? Ou uns estão menos e outros estão mais?
  14.  # 35

    Colocado por: CMartinConfiar nas instâncias deixa-me descansada, até porque como, lá está, votámos nelas, é da nossa responsabilidade colectiva as instâncias que temos.

    Eu nunca estou descançado e estou sempre cada vez mais desconfiado porque sinto na pele que cada vez pago mais,e nem sequer sei para onde vai o dinheiro dos meus impostos...e continuo a ver gente a gozar com grandes vidas à nossa custa sem que a justiça actue...e cada vez mais vejo que as condições hospitalares por exemplo,existem bichas de espera que não lembra a ninguém dito do 2º mundo,com idosos horas e horas de espera sem condições humanas nenhumas,e isto dói-me cada vez mais na minha consciência!

    Colocado por: CMartinOlhar para o nosso próprio umbigo significa ver os nossos interesses e não ponderarmos os interesses dos outros/ou o interesse colectivo (?)

    a 2ª hipótese é irmã da 1ª

    Colocado por: CMartin.. realmente como pessoas preocupamo-nos socialmente uns com os outros, e colectivamente, financeiramente, contribuímos para o País, que, penso, é o que fazemos ao pagarmos impostos, os novos, e o extraordinário.

    Ao estar a pagar impostos pode estar a pagar para taparem roubalheira.(não sabe para onde vão os seus impostos!)

    Colocado por: CMartinSe me convém, não, porque gostaria mais de gastar o valor dos novos impostos e do extraordinário com o meu próprio “umbigo”.(…), mas faço-o, como todos o vão fazer, com a crença que estou a colaborar como é meu dever para superarmos.

    Creia,mas esteja sempre atenta e pergunte-se o porquê não ter direito de saber o destino certo do dinheiro quando o entrega ao estado!

    Colocado por: CMartinNão vejo ainda que um País em crise possa ser individualmente conveniente (a ninguém) e que possa acertar em tudo com o nosso interesse! Uma crise é sempre uma coisa má para todos de um País. Estamos juntos, certo? Ou uns estão menos e outros estão mais?

    Quanto mais a corda esticada estiver melhor para alguns entende?
    A crise não é para todos por mais que pense assim,existem almas caridosas que têm vencimentos acima de 30 mil euros mensais e tudo o que lhes tirem é gota de água com as suas acções ou compras tipo dívidas públicas que hoje estão a 20% de juros...
    Gestores com direitos adquiridos com ou sem crise,e quem os vê parece que foram eles os mentores das empresas pelo qual usufruem com estes ordenados milionários com a agravante dos serviços que(prestam)serem cada vez mais caros para os contribuintes!
    Não querendo politizar ainda mais o que digo,está aqui um dos exemplos que faz com que as pessoas pensem...afinal com tanto sacrifício e dificuldades na vida mantenho ainda por quanto tempo esta gente?(Toda a vida?)Que se lixe mas é isto tudo!
    Concordam com este comentário: aquapego
  15.  # 36

    Observe.
      Scan_Doc0021.jpg
  16.  # 37

    Entendo que quanto mais a corda estiver esticada melhor seja para alguns. Embora, sinceramente, nem sei bem o que nisto se traduz, é mais outro cliché. Eu interpreto da seguinte forma: Imaginemos que agora ninguém compre casa por causa das elevadas taxas de juro, os que têm casa com as condições contratuais anteriores até estarão satisfeitos, a pensar que a compraram em boa altura (intimamente é assim que me sinto). Por outro lado ainda, o mercado do aluguer de habitação estará supostamente em alta, porque todos precisam de habitação, e assim podem os senhorios rentabilizam melhor as suas casas alugando-as a valores se calhar mais simpáticos.

    Sobre as profissionais que são muitíssimo bem pagos, como por exemplo os da sua tabela, não vejo sequer como isto poderá ser assunto que me diga respeito. Sei que o que leva com que nos preocupemos com os vencimentos dos outros é por acharmos por exemplo que 1) estamos nós a pagar estes vencimentos e a maioria de nós não aufere de valores semelhantes 2) enquanto se corta o investimento/gastos em reformas sociais, por exemplo, continua a haver vencimentos “milionários” que não serão beliscados.
    Mas isto não é verdade. Na minha forma de ver, uma coisa não está relacionada com a outra. Naturalmente há profissionais que ocupam cargos de grande responsabilidade e que ganham de acordo com o que produzem. E agora dirá, que se calhar não produzem tanto assim, não sabe, portanto, o princípio é esse – ganham o que merece ganhar quem está naquele lugar com aquele nível de responsabilidade. Eu ganho o que mereço, mas claro que acho que poderia ser simpático ganhar mais. De qualquer forma, estamos todos a contribuir com cortes nos vencimentos e com impostos extra de acordo com os nossos vencimentos.
    Dirá que para quem tem um vencimento alto essa contribuição não fará tanta falta como faz para alguém que ganhe pouco(?), geralmente as pessoas vivem e têm um nível de vida condizente com o que ganham, portanto, não temos o direito pura e simplesmente de medir os outros, os seus vencimentos e as suas vidas de acordo com a nossa própria vida. Cada um sabe de si e da sua vida e das suas necessidades.

    Agora, se me perguntar se se compactua com corrupções, fraudes, a isso digo-lhe que compactuamos, em teoria repudiamos, mas se calhar duvido que na prática fossemos diferentes surgindo a oportunidade de ganhar uma comissão, por exemplo. Seriamos? Não sei se nos dou o benefício da duvida. Sou contra o roubo, a corrupção, as fraudes mas não sou contra os vencimentos elevados porque são coisas completamente diferentes umas das outras. No entanto, acho que falamos dos vencimentos dos altos cargos como se fossem uma fraude e um roubo ao nível de Isaltino Morais apenas como exemplo e em quem volta-se a votar (compactuamos).
    Não concordo. Por princípio não sou contra os vencimentos de ninguém e não me dizem respeito. O meu sim diz-me respeito.
  17.  # 38

    Colocado por: CMartinEntendo que quanto mais a corda estiver esticada melhor seja para alguns. Embora, sinceramente, nem sei bem o que nisto se traduz, é mais outro cliché. Eu interpreto da seguinte forma: Imaginemos que agora ninguém compre casa por causa das elevadas taxas de juro, os que têm casa com as condições contratuais anteriores até estarão satisfeitos,

    Nem sequer pode dizer isso,porque cada vez que sobem as taxas de juro,mais casas são entregues aos bancos...

    Colocado por: CMartinPor outro lado ainda, o mercado do aluguer de habitação estará supostamente em alta, porque todos precisam de habitação, e assim podem os senhorios rentabilizam melhor as suas casas alugando-as a valores se calhar mais simpáticos.

    Nem isso...cada vez os inquilinos sendo fustigados pela forma actual,mudam de casa para mais barata...o mercado de arrendamento com casas velhas é que entra com força.

    Colocado por: CMartinSobre as profissionais que são muitíssimo bem pagos, como por exemplo os da sua tabela,

    Hehehe

    Colocado por: CMartincontinua a haver vencimentos “milionários” que não serão beliscados.
    Mas isto não é verdade.

    É É...pode ter absoluta certeza!

    Colocado por: CMartinNaturalmente há profissionais que ocupam cargos de grande responsabilidade e que ganham de acordo com o que produzem.

    De acordo!

    Colocado por: CMartinE agora dirá, que se calhar não produzem tanto assim, não sabe, portanto, o princípio é esse

    Sei....sei...pode ter a certeza!

    Colocado por: CMartinnão temos o direito pura e simplesmente de medir os outros, os seus vencimentos e as suas vidas de acordo com a nossa própria vida. Cada um sabe de si e da sua vida e das suas necessidades.

    Não é bem assim,e eu não vou nisso...
    Estarei sempre em desacordo com esta afirmação,sabe porquê?
    Observe o exemplo de gestores bancários como o ministro da saúde actual que ganhava mais de 30 mil euros num banco nacional privado,em que existem cada vez mais dificuldade de aceder ao crédito,e quem o tem as taxas de juro estão a subir de dia a dia na crise em que estamos...
    Observe que o estado(nós)estamos sempre a injectar dinheiro com crédito atrás de crédito estatal para estes bancos se poderem financiar...acha lícito que eu como cliente ou contribuinte tenha que aturar isto?
    Outro exemplo...o Mexia ganha num mês o que um operário em Portugal ganha em 200 anos(digo eu)acha isto lícito com a crise que temos e com a electricidade tão cara como está?
    Outro exemplo...os grandes empresários alemães ganham em média ganham 2/3 do que os grandes empresários ganham cá,acha normal o que se está a passar com esta diferença em que em Portugal o nível médio de vida nada tem a ver com o nível da Alemanha?

    Colocado por: CMartinse calhar duvido que na prática fossemos diferentes surgindo a oportunidade de ganhar uma comissão, por exemplo. Seriamos?

    Ele há quem queira tudo,e quem queira o que apenas seja suficiente...concorda?

    Colocado por: CMartinSou contra o roubo, a corrupção, as fraudes mas não sou contra os vencimentos elevados porque são coisas completamente diferentes umas das outras.

    Ninguém falou em vencimentos elevados,eu falei em elevadícimos a níveis do terceiro mundo!



    Colocado por: CMartinPor princípio não sou contra os vencimentos de ninguém e não me dizem respeito. O meu sim diz-me respeito.

    Esta é uma análise de alguém que está bem na vida,e sempre esteve,e não é capaz de se colocar no lugar dos outros...
    Eu nunca me sentirei à vontade enquanto não houver equilíbrio e equidade entre os meus conterrâneos(portugueses)à vista dos outros povos europeus,até sinto alguma vergonha quando estes se deparam com diferenciais tão grandes de nível de vida e direitos entre os concidadãos...isto já no tempo de Salazar Champalimaud era visto na Europa como apenas mais um explorador que usava os benefícios que o estado novo lhe dava para poder usufruir de mão de obra barata e sem qualquer direito!Era mais um empresário do 3º mundo como qualquer um lá das Américas latinas desse tempo...e eu não me sinto nada bem com este tipo de sociedade que está a voltar aos mesmos níveis desse tempo,ou pelo menos tentam manter algumas famílias do ainda estado novo nesse estatuto!
    Concordam com este comentário: aquapego, jorgferr, Tavares Miguel
    •  
      FD
    • 21 julho 2011

     # 39

    Colocado por: becasÉ desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.

    Não vejo assim tanta descontextualização quanto isso.
    Não é um desvio colossal... :)

    De qualquer forma, peço a quem lê que vejam a discussão que originou esta para poderem contextualizar o desabafo da becas.
  18.  # 40

    Colocado por: FD
    Não vejo assim tanta descontextualização quanto isso.
    Não é um desvio colossal... :)

    De qualquer forma, peço a quem lê que vejam a discussão que originou esta para poderem contextualizar o desabafo da becas.

    é um desvio que carece de uma solução colossal...
 
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