Colocado por: becasEste tópico foi destacado a pedido não sei de quem (não fui eu), mas a verdade é que um comentário meu o encabeça, o que faz parecer que eu fiz questão de me vitimizar aquando dos cortes salariais na função pública, o que não é verdade. Foi um desabafo, motivado por um sentimento de injustiça e discriminação relativamente a outros trabalhadores por conta de outrem. Continuo a pensar o mesmo, mas adiante. Tenho a consciência tranquila quanto à qualidade e à quantidade do trabalho que produzo.
Dito isto, posso afirmar sem reservas que tenho uma grande admiração por quem tem espírito empreendedor e cria negócios, contra todas as adversidades. Pessoas honestas, dedicadas, que se preocupam com a solidez do negócio que desenvolvem, não só por si mesmos, mas também pelas pessoas que deles dependem.
Como em tudo, este retrato não corresponde a todos os empresários. Recentemente, uma empresa da minha zona declarou insolvência. Mais de 100 trabalhadores vão para o desemprego e há pequenas empresas que provavelmente serão arrastadas na corrente, por dívidas que nunca serão pagas. Entretanto, até há dias (a notícia apanhou toda a gente de surpresa) os sócios gerentes não se privavam dos jipes topo de gama (trocados todos os anos), férias milionárias e todos os luxos correspondentes. Haverá, entretanto, bens cautelosamente postos a salvo. Entre estes empresários e o Civismo há um fosso de valores.
Colocado por: becasEm nada o meu comentário a si se referia...não li nada para trás...comentei apenas a mensagem do civismo...mas agora já lá fui ler qualquer coisa. Não lhe vou dizer se merece o seu ordenado ou não, sendo fp ou não, não a conheço, nunca faria esse juízo de valor...acho que a cima de si terá um chefe a quem lhe compete avaliar a sua prestação e colaboração e, que se for um chefe justo e incorruptível lhe dará o devido valor quer seja fp ou não. Não pense que não sei do que estou a falar, também fui fp durante mais de 5 anos, mas eu quis estudar outras áreas e progredir noutros sentidos, fp não era para mim...e gostavam muitas pessoas de ter as condições e vantagens de trabalhar no estado...e para quem é fp deixo uma mensagem, a vida cá fora no sector privado anda bem lixada...multi nacionais à rasca...a fechar...por isso só pelos beneficio de receberem ao dia certo dêem-se por contentes...ah, já agora para quem for fp simpático e prestável, ensinem o vosso colega do lado a sê-lo também, porque cgd, finanças, segurança social e câmaras às vezes apanha-se com cada coisa do tipo : Eu trabalho para o Estado, não preciso, vocês que se lixem, esperem se quiserem..."...sei alguns sectores do estado também têm bastante trabalho, mas mais simpatia ficava-vos bem...grato pela atenção ao pedido de um mero contribuinte, mas contribuinte...!
Não sei se esta era para mim. Trabalho há vinte anos, sou doutorada (pré-Bolonha) e ganho 2000 euros/mês. Não tenho nenhumas perspectivas de progressão na carreira, pelo contrário. Posso ir parar a um quadro de disponíveis num futuro próximo. Não me queixo - ganho mais que a média dos portugueses. Mas como ainda hoje uma conhecida me falava de um rapaz com 25 anos a ganhar 2500 euros como funcionário num banco de investimentos...imagino quando chegar à minha idade...
Editei depois de ver o comentário do Rodrigo. Volto a esclarecer: não me queixo do ordenado que recebo. É desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.
Preferia que tivessemos tido politicos competentes , honestos e bons gestores , que ganhassem 5 ou 10 vezes mais e mudassem de jipe todos os meses, do que termos poupado nos gestores deste pais e agora estarmos na bancarrota ou lá perto
Em nada o meu comentário a si se referia...não li nada para trás...comentei apenas a mensagem do civismo...mas agora já lá fui ler qualquer coisa. Não lhe vou dizer se merece o seu ordenado ou não, sendo fp ou não, não a conheço, nunca faria esse juízo de valor...acho que a cima de si terá um chefe a quem lhe compete avaliar a sua prestação e colaboração e, que se for um chefe justo e incorruptível lhe dará o devido valor quer seja fp ou não. Não pense que não sei do que estou a falar, também fui fp durante mais de 5 anos, mas eu quis estudar outras áreas e progredir noutros sentidos, fp não era para mim...e gostavam muitas pessoas de ter as condições e vantagens de trabalhar no estado...e para quem é fp deixo uma mensagem, a vida cá fora no sector privado anda bem lixada...multi nacionais à rasca...a fechar...por isso só pelos beneficio de receberem ao dia certo dêem-se por contentes...ah, já agora para quem for fp simpático e prestável, ensinem o vosso colega do lado a sê-lo também, porque cgd, finanças, segurança social e câmaras às vezes apanha-se com cada coisa do tipo : Eu trabalho para o Estado, não preciso, vocês que se lixem, esperem se quiserem..."...sei alguns sectores do estado também têm bastante trabalho, mas mais simpatia ficava-vos bem...grato pela atenção ao pedido de um mero contribuinte,mas contribuinte...!
Colocado por: becas
Não sei se esta era para mim. Trabalho há vinte anos, sou doutorada (pré-Bolonha) e ganho 2000 euros/mês. Não tenho nenhumas perspectivas de progressão na carreira, pelo contrário. Posso ir parar a um quadro de disponíveis num futuro próximo. Não me queixo - ganho mais que a média dos portugueses. Mas como ainda hoje uma conhecida me falava de um rapaz com 25 anos a ganhar 2500 euros como funcionário num banco de investimentos...imagino quando chegar à minha idade...
Editei depois de ver o comentário do Rodrigo. Volto a esclarecer: não me queixo do ordenado que recebo. É desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.
Colocado por: becas
Concordo totalmente consigo! Os bons gestores têm que ser bem pagos!
Mas no exemplo que dei o luxo e a ostentação advinham dos sócios-gerentes que eram proprietários da empresa ! Sabendo que a empresa estava em risco, não transpareceu nunca, no estilo de vida, que os trabalhadores estavam em risco de perder o emprego! Aquilo que para eles (proprietários) eram gastos normais de 3 ou 4 meses, teria dado para pagar pelo menos meio mês de ordenado a quem agora se vê sem emprego numa zona do país onde as perspectivas são terrivelmente duras...
Colocado por: becasO Estado obriga-me a um contrato de excluvisidade. Se renunciar à exclusividade, perco 1/3 do vencimento, que é impossível de compensar porque a minha área não se presta a serviços externos. Eu faço muitas coisas fora as minhas obrigações docentes estritas...mas umas são gratuitas (vai sair um livro meu dentro de pouco tempo), outras, pago para as fazer (como os congressos)! É a vida...hoje não teria escolhido a mesma carreira mas já não estou em idade de grandes reviravoltas (e até gosto do que faço...tirando as épocas de exame!!!!).Concordo praticamente em tudo o que disse, mas gostava de salientar que eu sou mesmo anti-xinesices... uma vez deu-me na cabeça para comprar uma moto 4 chinesa...grande banhada, foi a pior desilusão da minha vida, o dia em que a comprei foi giro, mas quando a vendi foi o dia mais feliz da minha vida...desde aí, xinesices xoxoxoxooooxoooo...
Eu percebo a frustação de quem é "engolido" pelos preços baixos "made in China" ou "made in grandes superfícies"...como consumidora, em muitos casos tenho o comportamento que descreve - vou ao barato. Noutras já não é bem assim...prefiro só ter um tapete, ou um armário, mas com qualidade (e preço correspondente) do que ir atrás das pechinchas...
O mais complicado nesta história toda, e já o escrevi aqui, é que eu ganho menos e consumo menos do que o que deixei de ganhar. E isso é mau, porque eu tinha (e ainda tenho) um poder de compra acima da média, mas quando me retraio...não são as lojas topo de gama que sofrem, mas o pequeno empresário a quem deixo de comprar o móvel, o PC, a TV, a refeição no restaurante, a noite no hotel, essas pequenas coisas que antes consumia com relativa descontracção...
Colocado por: rodrigo_gomes29desde aí, xinesices xoxoxoxooooxoooo...
Colocado por: euBem...apesar de ser um Dell que eu julgo que é americano, deve ter toda a razão...mesmo que não tenha sido na china, deve ter sido na malásia ou assim qualquer coisa do género...mas não devo ter muito mais coisas... ;)
Aposto que escreveu esta frase num computador... made... in... china
Colocado por: CMartinConfio nas instâncias, mesmo havendo “inside jobs”, afinal, é para isso que elas existem e são pagas. Para gerir o mundo, não é o meu trabalho.
Colocado por: CMartinConfiar nas instâncias deixa-me descansada, até porque como, lá está, votámos nelas, é da nossa responsabilidade colectiva as instâncias que temos.
Colocado por: CMartinOlhar para o nosso próprio umbigo significa ver os nossos interesses e não ponderarmos os interesses dos outros/ou o interesse colectivo (?)
Colocado por: CMartin.. realmente como pessoas preocupamo-nos socialmente uns com os outros, e colectivamente, financeiramente, contribuímos para o País, que, penso, é o que fazemos ao pagarmos impostos, os novos, e o extraordinário.
Colocado por: CMartinSe me convém, não, porque gostaria mais de gastar o valor dos novos impostos e do extraordinário com o meu próprio “umbigo”.(…), mas faço-o, como todos o vão fazer, com a crença que estou a colaborar como é meu dever para superarmos.
Colocado por: CMartinNão vejo ainda que um País em crise possa ser individualmente conveniente (a ninguém) e que possa acertar em tudo com o nosso interesse! Uma crise é sempre uma coisa má para todos de um País. Estamos juntos, certo? Ou uns estão menos e outros estão mais?
Colocado por: CMartinEntendo que quanto mais a corda estiver esticada melhor seja para alguns. Embora, sinceramente, nem sei bem o que nisto se traduz, é mais outro cliché. Eu interpreto da seguinte forma: Imaginemos que agora ninguém compre casa por causa das elevadas taxas de juro, os que têm casa com as condições contratuais anteriores até estarão satisfeitos,
Colocado por: CMartinPor outro lado ainda, o mercado do aluguer de habitação estará supostamente em alta, porque todos precisam de habitação, e assim podem os senhorios rentabilizam melhor as suas casas alugando-as a valores se calhar mais simpáticos.
Colocado por: CMartinSobre as profissionais que são muitíssimo bem pagos, como por exemplo os da sua tabela,
Colocado por: CMartincontinua a haver vencimentos “milionários” que não serão beliscados.
Mas isto não é verdade.
Colocado por: CMartinNaturalmente há profissionais que ocupam cargos de grande responsabilidade e que ganham de acordo com o que produzem.
Colocado por: CMartinE agora dirá, que se calhar não produzem tanto assim, não sabe, portanto, o princípio é esse
Colocado por: CMartinnão temos o direito pura e simplesmente de medir os outros, os seus vencimentos e as suas vidas de acordo com a nossa própria vida. Cada um sabe de si e da sua vida e das suas necessidades.
Colocado por: CMartinse calhar duvido que na prática fossemos diferentes surgindo a oportunidade de ganhar uma comissão, por exemplo. Seriamos?
Colocado por: CMartinSou contra o roubo, a corrupção, as fraudes mas não sou contra os vencimentos elevados porque são coisas completamente diferentes umas das outras.
Colocado por: CMartinPor princípio não sou contra os vencimentos de ninguém e não me dizem respeito. O meu sim diz-me respeito.
Colocado por: becasÉ desagradável que este tópico tenha sido destacado como foi, descontextualizando as minhas palavras.
Colocado por: FD
Não vejo assim tanta descontextualização quanto isso.
Não é um desvio colossal... :)
De qualquer forma, peço a quem lê que vejam a discussão que originou esta para poderem contextualizar o desabafo da becas.