Colocado por: J.Fernandes
Não digo que está correto ou que deixa de estar, é a realidade.
Assim, como numa barragem, tem sempre de se deixar passar um caudal mínimo - o caudal ecológico - para manter o ecossistema a jusante, da mesma forma haverá sempre uma fuga residual aos impostos por parte de pequenos negócios, que sem isso deixam de existir. Dito de outra forma, a partir de certa carga fiscal, a caça à evasão fiscal deixa de representar um acréscimo de receita.
Não esquecer outro factor muito importante: a partir de certo ponto, o aumento das taxas faz com que aumente a fuga ao fisco.
Colocado por: J.FernandesÉ claro que não gera receitas com o mínimo de relevância, ainda tem dúvidas?
Colocado por: J.FernandesNa prática, zero de receitas próprias e 100% provenientes de impostos.
Colocado por: J.Fernandes
Muito comovente, mas não é nada disso que estamos a discutir, a questão era apenas saber se podemos considerar que o estado tem outras fontes de financiamento para além dos impostos.
Colocado por: J.FernandesClaro que sim, o Qatar, ou o Dubai ou a Arábia Saudita, podem perfeitamente ser comparados, em tudo, a um país da europa ocidental, ou américa do norte, ou Japão, são modelos de estado iguaizinhos...enfim, quando não se arranja mais nada para dizer...
Colocado por: J.Fernandesporque o nosso estado, como em todos os países desenvolvidos, não tem meios de produção próprios.
Colocado por: NeonMuito bem, explique então o que considera irrelevante? 1% da receita global? 5%?, 10? 20%? Diga então por favor!
Colocado por: NeonMas se o Qatar o incomoda, podemos então estreitar a visão e olhar aqui para o nosso continentezito e abordar o caso da Noruega.
Colocado por: J.Fernandese acha que a palavra irrelevante é um exagero, consideremos então que é uma diferença esmagadora (nºs de 2015):
- Total de receitas da administração pública - 78670M€ dos quais 6690M€ em vendas. Isto é, não dá sequer para pagar o serviço da dívida.
Colocado por: J.FernandesNa prática, zero de receitas próprias e 100% provenientes de impostos.
Colocado por: J.FernandesEsqueça lá os países do petróleo, que é que temos em comum com eles
Colocado por: Neonnão são impostos mas sim contribuições.
Colocado por: NeonPoderia atirar-lhe outro exemplo de um pais que vive do turismo e com prática de impostos reduzida,
Colocado por: ANdieselObrigado ao Neon por se dar ao trabalho de provar que muitos aqui apregoam "não verdades" como sendo verdades absolutas e inabaláveis... Isto aplicar-se-ia a outras tantas falácias por eles apregoadas, mas ninguém se dá ao trabalho...
Colocado por: J.Fernandes
Pela minha parte, a minha afirmação inicial está mais que bem sustentada. O seu discurso sim, são umas falácias mal atamancadas e repetidas ad eternum.
Colocado por: ANdieselVá lá ler o que o Neon lhe escreveu e onde se pode prova que o que você disse na página atrás não corresponde à verdade...
Colocado por: ANdieselTal qual o seu se repete que o privado é o salvador do Estado...
Colocado por: ANdieselSó que logo a seguir você afirma que muitos privados só sobrevivem a roubar o Estado!! A tal lógica da batata...
Colocado por: J.FernandesO privado não é o salvador do estado, os privados são a fonte de financiamento do estado, como já nem sequer deveria ser assunto de discussão aqui, isto é algo tão básico que qualquer aluno do 9º ano entenderá com toda a certeza.
Colocado por: J.Fernandes
A verdade é esta: muitos privados sobrevivem apesar do confisco, para não dizer roubo do estado, outros privados não.
Defender a preponderância do estado na economia não é a minha posição, mas é respeitável; agora defender a actuação do nosso estado que em 40 anos só tem abusado do contribuinte, subindo ano após ano os impostos à medida das suas conveniências, sem querer saber de controlar minimamente as despesas e endividando as gerações actuais e futuras, não sei o que será, mas não tem nada de racional.
Colocado por: treker666Pois esqueceu-se de referir tambem que muitos (se nao a maioria) dos privados so funcionam se houver estado!
Colocado por: treker666Veja quantas empresas funcionam da mesma forma!
Colocado por: ANdieselQuem proporcionou a formação aos trabalhadores do privado?
Colocado por: ANdieselQuem proporciona saúde aos trabalhadores do privado?
Colocado por: ANdieselQuem proporciona proteção social aos trabalhadores do privado?
Colocado por: ANdieselQuem proporciona infraestruturas ao comércio privado?
Colocado por: ANdieselQuem proporciona segurança ao privado?
Colocado por: ANdieselSimplesmente se a atividade não é rentável, fechem portas.
Colocado por: J.Fernandes
Claro que se as escolas e as universidades fossem todas privadas, eramos todos analfabetos.
Médicos e hospitais privados?! Isso não cabe na cabeça de ninguém, onde é que já se viu uma coisa dessas?!
Isto dito num país em que o próprio estado tem um sistema para os seus funcionários poderem ir às clínicas privadas, e não estarem sujeitos às agruras do SNS, é hilariante.
Não me diga, acabaram os seguros de vida, seguros de desemprego, seguros de saúde e fundos de pensões privados?! E ninguém avisou?!
Dizer isto no país das autoestradas privadas e dos aeroportos com gestão privada, é não ter noção do ridículo.
Veja lá, se não fosse o estado a impor-se como o monopolista da segurança pública, a esta hora já nos tínhamos matado todos uns aos outros.
Simplesmente, há negócios que são rentáveis com taxas x de impostos, mas deixam de o ser com taxas x+n. E por este caminho - subida imparável e sucessiva de impostos ano após ano - daqui a pouco, pela sua lógica, mais vale fechar tudo.
Colocado por: J.FernandesImpostos e contribuições são na prática a mesma coisa.
A minha afirmação de que o estado vive dos impostos que cobra aos privados, é obviamente, verdadeira, como se prova: 78000M€ para 6700M€, são bem eloquentes.
Colocado por: J.FernandesQue é que as taxas têm a ver para o caso?! Se me disser o país desenvolvido que vive do turismo, cujos meios de produção - hotéis, restaurantes, casinos, etc., etc. - pertençam ao estado, eu calo-me; é que se se estiver a referir aos impostos que estes privados pagam, apenas me está a dar razão.