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    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 1

    Colocado por: J.Fernandesque a administração fiscal tem com os seus contribuintes.


    que por sua vez decorre da constatação prática de que os privados são useiros e vezeiros, de práticas menos éticas e até mesmo menos legais com o objectivo da fuga ás suas responsabilidades.

    E agora, quem nasceu primeiro? foi o ovo ou a galinha?
    Concordam com este comentário: eu, 21papaleguas
  1.  # 2

    Colocado por: Neondecorre da constatação prática de que os privados são useiros e vezeiros

    Não decorre nada, temos é um estado que não tem dinheiro para mandar cantar um cego e que chegou a um ponto em que já vale atropelar tudo e todos para aumentar a receita. Se você ainda não reparou, estamos em plena ditadura fiscal.

    Mas então para si o que era altamente criticável e que não servia de desculpa no caso das concessões a privados, já é perfeitamente aceitável no caso das finanças, tá certo!
    Mesmo que os alvos não tenham práticas pouco éticas e pouco legais, nem tenham dívidas fiscais, mas que se tenham por exemplo atrasado a entregar a declaração do IVA por um dia.
  2.  # 3

    Colocado por: eu
    Mas a concorrência ideal é quando os concorrentes têm infraestruturas concorrentes completamente independentes.
    Quando existe apenas uma infraestrutura, claro que ela pode ser explorada pelos privados, em regime de concurso de concessão. Mas aí, o regime de concessão tem que ser altamente regulado, de modo a definir previamente a qualidade do serviço e os preços a praticar. No fundo, o interesse dos consumidores tem que ser muito bem protegido no contrato.
    Se o contrato de concessão proteger os consumidores, não vejo nenhum inconveniente em concessionar estes serviços aos privados. Mas também não vejo que existam vantagens evidentes relativamente à solução pública.


    Não estou a falar de concessão, nem de uma infraestrutura igual.

    Deixe-me colocar-lhe a questão desta forma: do ponto de vista do operador de uma autoestrada, quem são os concorrentes?



    Ou, como a realidade já nos mostrou muitas vezes, para aumentar os lucros para valores astronómicos, sem olhar a meios, prejudicando os consumidores...
    Até nos medicamentos o fazem !


    Mais um exemplo óptimo: porque é que podem fazê-lo? De onde vem esse poder para evitar a concorrência?
    • eu
    • 15 dezembro 2016

     # 4

    Colocado por: luisvvMais um exemplo óptimo: porque é que podem fazê-lo? De onde vem esse poder paraevitara concorrência?

    Monopólio não regulado.
  3.  # 5

    Colocado por: eu
    Monopólio não regulado.


    Não regulado? Last time i checked, as patentes eram atribuídas e protegidas pelos Estados. Adicionalmente, os preços dos medicamentos são em muitos casos estabelecidos administrativamente, de forma directa ou através de mecanismos mais ou menos criativos como a indexação aos preços de cabazes de outros países, p.ex.
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 6

    Colocado por: J.FernandesMas então para si o que era altamente criticável e que não servia de desculpa no caso das concessões a privados, já é perfeitamente aceitável no caso das finanças, tá certo!


    O Sr. tem tendência a perder a linha de raciocínio no desenrolar das conversas. Eu não acho nada disso que está a dizer.


    Colocado por: J.FernandesNão decorre nada, temos é um estado que não tem dinheiro para mandar cantar um cego e que chegou a um ponto em que já vale atropelar tudo e todos para aumentar a receita. Se você ainda não reparou, estamos em plena ditadura fiscal.


    O seu direito a pensar e afirmar essa ideologia não é maior nem menor de eu achar precisamente o oposto, tal como já transcrevi,
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 7

    Colocado por: luisvvdo ponto de vista do operador de uma autoestrada, quem são os concorrentes?


    As restantes infra-estruturas (estradas) que liguem os mesmos pontos

    desculpe a intromissão
  4.  # 8

    Colocado por: NeonO Sr. tem tendência a perder a linha de raciocínio no desenrolar das conversas.

    Quando você não tiver argumentos não venha acusar os outros de perder a linha de raciocínio.

    Colocado por: NeonO seu direito a pensar e afirmar essa ideologia não é maior nem menor de eu achar precisamente o oposto, tal como já transcrevi,

    Tem todo o direito a pensar o que bem entender. Se quiser dizer exactamente o contrário, que estamos com a Alice no País das Maravilhas, força.
    • eu
    • 16 dezembro 2016 editado

     # 9

    Colocado por: luisvvNão regulado? Last time i checked, as patentes eram atribuídas e protegidas pelos Estados

    E "last time you checked" as patentes eram vitalícias ?

    Colocado por: luisvvAdicionalmente, os preços dos medicamentos são em muitos casos estabelecidos administrativamente, de forma directa ou através de mecanismos mais ou menos criativos como a indexação aos preços de cabazes de outros países, p.ex.

    Nem sempre isso é feito. E quando isso não é feito, adivinhe o que acontece?

    https://www.publico.pt/2016/12/09/economia/noticia/reino-unido-multa-pfizer-em-100-milhoes-de-euros-1754189

    Esta é a realidade luisvv! Não são ideologias ou modelos conceptuais, é a inexorável realidade.
    • Neon
    • 16 dezembro 2016

     # 10

    Colocado por: J.FernandesQuando você não tiver argumentos não venha acusar os outros de perder a linha de raciocínio.


    Eu argumentos tenho, até bastantes. O que não tenho é juízo por ainda achar que vale a pena dialogar com patetas

    Naquilo que escrevi antes veja lá se encontra aquilo de que me acusa; Ou ainda se em alguma conversa em outros tópicos me viu alguma vez dizer que no estado é que está tudo bem, ou se quer que o estado não têm handicaps.
    Concordam com este comentário: eu, ANdiesel
  5.  # 11

    Colocado por: NeonO que não tenho é juízo por ainda achar que vale a pena dialogar com patetas

    Grandes argumentos de facto...
  6.  # 12

    Colocado por: eu
    E "last time you checked" as patentes eram vitalícias ?


    São dezenas de anos. Em Portugal, salvo erro são 20 a 25 anos.


    Nem sempre isso é feito. E quando isso não é feito, adivinhe o que acontece?


    Mais um excelente exemplo de "falta de regulação" que contraria as suas ideias: uma patente que expirou e no entanto a Pfizer vendeu os direitos a outra empresa. Como será possível vender direitos sobre algo que já não está sob protecção de patente?
    Mais: a aparente falta de regulação permite aplicação de multas, seguramente fundadas em ... regulação?


    Esta é a realidade luisvv! Não são ideologias ou modelos conceptuais, é a inexorável realidade.


    A realidade é outra: os medicamentos existem porque dão lucro. E os preços artificiais distorcem os incentivos. Se as margens desses produtos forem atractivas, sem patentes ou outros constrangimentos do género, a concorrência aparece e as margens rapidamente baixam para níveis adequados (que não serão necessariamente os que resultariam dos preços administrativos).
    • eu
    • 16 dezembro 2016 editado

     # 13

    Colocado por: luisvvSe as margens desses produtos forem atractivas, sem patentes ou outros constrangimentos do género, a concorrência aparece e as margens rapidamente baixam para níveis adequados

    Em teoria isso é verdade. No mundo real, nem sempre isso acontece, como o exemplo que "postei" demonstra...

    O mundo real é muito mais complexo e imprevisível que as suas teorias cheias de certezas...
    • luisvv
    • 16 dezembro 2016 editado

     # 14

    Colocado por: eu
    Em teoria isso é verdade. No mundo real, nem sempre isso acontece, como o exemplo que "postei" demonstra...

    O mundo real é muito mais complexo e imprevisível que as suas teorias cheias de certezas...


    O que você postou é uma notícia muito confusa e pouco informativa: ainda não consegui perceber como se vende direitos de um medicamento cuja patente já expirou, ou como a empresa que vendeu tais direitos é multada por causa do preço a que a compradora vende.
    Mais: o que impede qualquer outro laboratório de produzir o medicamento, a um preço de , digamos, metade do que a Flynn cobra? Afinal, se o NHS gasta 50 milhões de libras por ano, e supondo que as margens são pornográficas, não é um negócio tão pouco interessante como isso - e há muitos pequenos laboratórios...

    Editado: é muito educativo ler as notícias nas versões originais. No caso desta, a fonte do Público não era especialmente informativa - e mesmo assim, o Público conseguiu ainda cortar as declarações das empresas. Uma busca rápida em fontes mais confiáveis já nos dá mais alguma informação:


    A spokeswoman for Pfizer said the company “approached this divestment with integrity and believes it fully complies with established competition law.”
    She said phenytoin capsules were unprofitable for Pfizer before the deal with Flynn Pharma and the transaction secured a continuing supply of the medicine. The spokeswoman added that the price charged by Flynn Pharma was 25% to 40% lower than that for an equivalent, branded epilepsy medicine whose price was regulated.
    Philip Marsden, the chairman of the case decision group for the CMA investigation, said the companies “deliberately exploited the opportunity offered by debranding to hike up the price of a drug, which is relied upon by many thousands of patients.”
    Although Pfizer said the drug was unprofitable before debranding, the losses would have been recovered within two months of the price rises, Mr. Marsden said.



    Warwick Smith, director-general of the British Generic Manufacturers Association, an industry body, said Pfizer and Flynn Pharma’s behavior “broke the virtuous cycle” between innovator and generic companies in which drugs that lose patent protection sharply fall in price, allowing the health system to afford the higher prices for new medicines.



    Em resumo: um medicamento que gerava prejuízos enquanto tinha o preço regulado, aumentou de preço 26 vezes e continua 25 a 40% mais barato que outro equivalente de preço regulado.

    Mais uma vitória para os preços regulados..
  7.  # 15

    http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/ex-presidente-do-inem-de-ferias-ha-quase-um-ano?ref=HP_Grupo1
    Até dá gosto pagar cada vez mais impostos para "trabalhadores" destes...
    O SNS é sempre a bandeira do serviço aos contribuintes.
    • eu
    • 17 dezembro 2016 editado

     # 16

    É estranho, mas podem ser eventualmente férias não gozadas nos anos anteriores...
  8.  # 17

    Colocado por: euÉ estranho, mas podem ser eventualmente férias não gozadas nos anos anteriores...

    Andar a roubar o Estado é uma canseira. E, bolas, o homem precisa de disponibilidade para gastar o dinheiro roubado.
  9.  # 18

    • eu
    • 19 dezembro 2016

     # 19

    E os socialistas começam outra vez com a conversa do novo aeroporto: http://www.jn.pt/economia/interior/novo-aeroporto-pode-avancar-em-2019-5560133.html
    Concordam com este comentário: 21papaleguas
  10.  # 20

    Colocado por: euE os socialistas começam outra vez com a conversa do novo aeroporto:http://www.jn.pt/economia/interior/novo-aeroporto-pode-avancar-em-2019-5560133.html
    Concordam com este comentário:21papaleguas


    e a seguir é o TGV...... é preciso é gastar, afinal o país está tao bem....
    Concordam com este comentário: eu, Bricoleiro
 
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