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  1.  # 1

    Ou seja, os FP responsáveis por zelar que ninguém "engana-se" o sistema, foram co-responsaveis pelo problema, tendo beneficiado várias pessoas. Deduzo que entre eles estejam várias do panoramo politico/estado...
    Ou seja publico e privados todos fazem ****.

    O problema é que roubar um privado é um problema para esse privado, roubar no público é um problema para todos os contribuidores...

    E "nós" em vez de tentarmos resolver o problema só apontamos o dedo para o vizinho do lado e tentamos levar mais do que ele...
  2.  # 2

    Colocado por: manelvcJá agora como se processam (algumas) greves na função pública:

    Auxiliares em greve vão todas trabalhar mas (pasmem-se) não fazem os trabalhos do dia a dia. Apenas levar ao WC (não dar banho) ou levar a algum sitio fazer exames...
    Isto aconteceu hoje no IP0 Porto...

    Serviços mínimos . Até os condutores de transporte de matérias perigosas cumpriram os serviços minimos
  3.  # 3

    Colocado por: manelvcOu seja, os FP responsáveis por zelar que ninguém "engana-se" o sistema, foram co-responsaveis pelo problema, tendo beneficiado várias pessoas. Deduzo que entre eles estejam várias do panoramo politico/estado...


    Banco de Portugal e CMVM não são FP's
    Concordam com este comentário: eu
  4.  # 4

    Os enfermeiros actualmente também não...
  5.  # 5

    Colocado por: enf.magalhaes
    Serviços mínimos . Até os condutores de transporte de matérias perigosas cumpriram os serviços minimos


    Serviços mínimos não deveria ser ir trabalhar apenas uma parte dos funcionários? O pessoal essencial para os serviços mínimos?
    É muito lindo dizer que fez greve, mas está no posto de trabalho a ganhar o dinheiro com os braços cruzados...

    Se assim não for, porque razão foi criado aquele croudfunding para os enfermeiros especialistas?
  6.  # 6

    Votam para manter o cargo na FP , precisam do cartão do partido não é nenhuma novidade quem não o tem é corrido a pontapé
  7.  # 7

    Colocado por: Reduto25Votam para manter o cargo na FP , precisam do cartão do partido não é nenhuma novidade quem não o tem é corrido a pontapé

    ??? Que absurdo
  8.  # 8

    Colocado por: manelvc

    Serviços mínimos não deveria ser ir trabalhar apenas uma parte dos funcionários? O pessoal essencial para os serviços mínimos?
    É muito lindo dizer que fez greve, mas está no posto de trabalho a ganhar o dinheiro com os braços cruzados...

    Se assim não for, porque razão foi criado aquele croudfunding para os enfermeiros especialistas?

    O numero de funcionários é definido pelo tribunal arbitral! E o trabalho a efectuar pelos mesmos ( se estão em greve) tem de se enquadrar nos serviços mínimos .
  9.  # 9

  10.  # 10

    Colocado por: enf.magalhaes
    ??? Que absurdo


    Porque?
  11.  # 11

    Colocado por: JoelM

    Esses malandros... Deviam ser pagos em pães para não darem tanta despesa...


    Ninguém aqui afirma que os FP são parasitas. O que se reclama são as desigualdades que o país não pode continuar a fomentar. Vamos a um exemplo prático, e aqui permita-me o enfermeiro Magalhães usar o seu nome em representação da classe uma vez que faz parte daquela classe de funcionários públicos que eu considero que ganham muito pouco para o trabalho que fazem (ao contrário de alguns funcionários da câmara municipal, por exemplo).

    Regressemos à 2008 e imaginemos que o enfmagalhaes e o Hal acabados de sair da faculdade foram ambos ganhar o mesmo: o enfermeiro para o hospital e o HAL para uma farmácia, 1200 euros. Tendo em conta o custo de vida, e ser início de carreira, nem era um mau começo. Ambos tinham perspectivas de carreira e sindicatos fortes. Uma diferença, o enfmagalhaes entra para o quadro da FP e trabalha 35 horas, o HAL tem um contrato de um ano na farmácia e por esta ter uma equipa reduzida e com uma baixa de longa duração o HAL trabalha a maior parte das semanas 45 h, sendo que 5 são de borla obviamente.
    Vem a crise (provocada em parte por despesa exessiva exagerado do estado). O enfmagalhaes sofre cortes no ordenado, impostos pela troica e no fim do mês fica a ganhar menos 50 líquidos, além disso passa a ter de trabalhar 40h por semana. O HAL com a crise não tem o contrato renovado, fica desempregado. Procura novo trabalho, mas agora com a crise, as farmácias aproveitam e já só oferecem 750 euros, não querem saber de tabelas negociadas com o sindicato, quem quer quer, quem não quer siga. Ao fim de algum tempo o HAL cansa-se de fazer trabalho técnico especializado pelo valor de trabalho não especializado e tenta mudar de farmácia, mas agora as farmácias já só oferecem 650 porque existe muita oferta, atenexistem Farmaceuticos a trabalhar de borla para não ficarem desatualizados, veja-se onde chegou. O HAL tem contas para pagar então decide arriscar, despede-se, muda de área e é obrigado a emigrar, entretanto o enfmagalhaes continua a ganhar menos 50 euros que ganhava antes da crise, mas tabela não progride, sua carreira está congelada.
    Passam os anos, a crise acaba, em 2018 os direitos do enfmagalhaes são repostos, volta a recuperar os 50 euros líquidos ao fim do mês, volta a fazer 35 horas. O HAL volta a Portugal, com a nova especialização, até vem ganhar mais que antes da crise (em termos brutos, porque os impostos depois ajudam a nivelar), mas só tem contratos anuais, e todos os anos tem de ganhar concursos internacionais para se manter, ou então fica sem emprego.
    O enfmagalhaes reivindica melhorias salariais, progressões, especialização paga, pouco é atendido, mas vai vendo algumas melhorias. Digamos que o eu salário sofre uma atualização miserável ao fim de 10 anos de 50 euros, para os 1250. O enfermeiro Magalhães pensa em fazer uma casa. Como tem estabilidade no trabalho, o banco faz-lhe empréstimo. O enfermagalhaes contrai empréstimo na certeza que nunca ficará sem emprego, podendo ou não o seu salário vir a ter a progressão que ele quer.
    O HAL tabela pensa em fazer uma casa, mas como tem trabalho instável, apesar de ganhar mais que o enfmagalhaes, nenhum banco lhe faz emprestimos. Hoje o HAL trabalha, daqui a 6 meses não sabe, depende se aparece alguém com mais competências que ele é ganha o concurso. Entretanto os colegas do HAL que ficaram na farmácia pouco viram o ordenado evoluir desde o tempo da crise, mas vá alguns até já estão a ganhar 1000 euros.

    Agora a crise acabou, o enfmagalhaes voltou a ter o horário, rendimento e estabilidade pre-crise. O HAL não, apenas tem instabilidade. A classe profissional do HAL ganham em média menos 20% que o período pre-crise. O enfmagalhaes tem uma casa, ainda que a esteja a pagar ao banco. O banco não empresta dinheiro ao HAL para ele fazer uma casa porque não ele está efectivo.
    O enfmagalhaes sabe onde vai estar a trabalhar daqui a 5anos, ainda que não saiba o salário ao certo. O HAL não sabe onde vai estar a trabalhar daqui a 6 meses, mas sabe que vai continuar a ter contas para pagar.

    Agora é justo o enfmagalhaes só ganhar 1250 euros com 10 anos de carreira? Claro que não, é miserável.
    É justo o estado sobrecarregar o HAL que tem um emprego instável que sofreu amarguras, ficou desempregado, teve de voltar para casa dos pais e e esteve quase a miséria durante, sentiu verdadeira humilhação durante a crise, para poder aumentar o salário do enfmagalhaes? Não, não é justo, menos justo é se ao aumentar o salário do enfmagalhaes que até é um excelente profissional e trabalha que se farta, também aumenta o do Manuel Joaquim que é desenhador na Câmara e passa o dia a coçar a micose

    O HAL continua a trabalhar 40h por semana, os colegas do Hal que ganha, 1000 euros na farmácia também trabalham 40 por semana, enfermagalahes e o Manuel Joaquim trabalham 45.

    Digam-me quem deveria ter as suas condicoes revistas primeiro? O HAL e colegas Farmaceuticos que estão em muito pior condição que a na época purê-crise ou o enfmagalhaes e o Manuel Joaquim que até ganham mais ou menos o mesmo que antes da crise?

    Que medidas levam a justiça social? Não pensem apenas no valor do salário, pensem na estabilidade de emprego, que hoje em dia vale mais que o valor pago. Se calhar estar a repor direitos na FP, sobrecarregando em impostos de pessoas que são hoje mais mal pagas quem em 2008, aumenta as desigualdades num país que devia zelar por reduzir essas mesmas desigualdades.

    Quanto ao dinheiro colocado nos bancos, tem muito que se lhe diga. Dizem que é um empréstimo a 30 anos, pago a juros elevados. Por outro lado o estado também deve dinheiro aos bancos, de onde acham que vem a dívida pública . Mas à parte disso, o que é que acham que acontecia se estado deixasse falir um banco? Ia pagar até 100k a toda a gente que lá tinha o dinheiro?
    Concordam com este comentário: Carvai, TicMic
  12.  # 12

    Colocado por: Reduto25

    Porque?


    Porque é mentira!
  13.  # 13

    Ontem tive uma colega de curso que fez anos e mandei-lhe aquelas animações pré-formatadas do face. Pois bem, ela estava online e começamos a teclar. Palavra puxa palavra veio à conversa o vencimento e meus amigos, que vontade de agarrar nas minhas coisinhas e pirar-me para o privado.

    Sim, ela tem um Mestrado pré-Bolonha e como tal é justo que ganhe mais do que eu, MAS ela está a ganhar o que está a ganhar não porque tem o dito Mestrado, mas sim porque tem o nosso curso e não está no público.

    Conheço mais casos de ex-colegas que estão a ganhar acima do que eu ganho, mas porque entretanto foram reclassificados como Técnicos Superiores ou estão a trabalhar no privado.

    Devo referir que gosto de trabalhar onde estou a trabalhar, gosto de trabalhar com quem estou a trabalhar e sei que se fosse para o privado teria que perder pelo menos o dobro do tempo em transportes. O tempo para mim é precioso, sei que nunca serei rico, aspiro no máximo dos máximos ser uma rica pessoa e um bom pai para a minha pequena.
    • eu
    • 21 dezembro 2019 editado

     # 14

    Então mas vocês queriam vencimentos iguais? Isso só no comunismo.

    Nós vivemos numa economia de mercado: quem quiser ganhar mais tem que desenvolver competências e mudar-se para um emprego mais bem remunerado, ou então, melhor ainda, criar o seu próprio emprego.

    O tempo de uma carreira sempre no mesmo empregador é algo muito séc XX.
    Concordam com este comentário: TicMic
  14.  # 15

    Colocado por: branco.valterPalavra puxa palavra veio à conversa ovencimentoe meus amigos, que vontade de agarrar nas minhas coisinhas e pirar-me para o privado.

    Quando por qualquer motivo você perdesse o emprego, tivesse que procurar outro durante meses para depois, provavelmente, receber menos do que recebia, imagino que a conversa já fosse outra.
  15.  # 16

    Em grande parte dos países os trabalhos temporários são melhores pagos devido precisamente à instabilidade dos mesmos... Só nós é que achamos que a efectividade/estabilidade deve ser compensada..
    Concordam com este comentário: HAL_9000
  16.  # 17

    Colocado por: branco.valter

    Porque é mentira!


    é a sua opinião mas não é o que se passa na realidade
  17.  # 18

    Colocado por: manelvcSó nós é que achamos que a efectividade/estabilidade deve ser compensada..

    Na mesma linha de pensamento eu diria de forma ligeiramente diferente: " só os f.p.´s é que parece que acham que a estabilidade profissional e a ausência de risco de despedimento não são factores que valem muito dinheiro."
  18.  # 19

    Colocado por: J.Fernandes
    Quando por qualquer motivo você perdesse o emprego, tivesse que procurar outro durante meses para depois, provavelmente, receber menos do que recebia, imagino que a conversa já fosse outra.


    Nunca perdi um emprego na vida, dos três empregos que tive, só num é que não fui efectivo e para três instituições/empresas diferentes. De qualquer forma, não é disso que estou a falar.
  19.  # 20

    Colocado por: Reduto25

    é a sua opinião mas não é o que se passa na realidade


    A realidade é que eu ainda à duas semanas falei com um colega que é filiado no PCP e é sindicalista. Eu não sou nem nunca fui filiado, bem como os/as meus/minhas colegas de serviço.
 
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