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    • Neon
    • 14 dezembro 2016

     # 961

    Colocado por: luisvv
    Estou a dizer que impedir a concorrência com esse argumento é errado


    Mas na realidade isso acaba sempre por acontecer. Mesmo no exemplo que deu das telecomunicações, e em que hoje temos regras excelentes relativamente ha 20 ou 30 anos atras. O que é facto é que os primeiros a instalar-se com infra-estruturas acabam sempre por condicionar severamente os seguintes.
    • eu
    • 14 dezembro 2016

     # 962

    Colocado por: NeonO que é facto é que os primeiros a instalar-se com infra-estruturas acabam sempre por condicionar severamente os seguintes.

    Nem imaginam as guerras sujas entre PT e restantes operadores no que respeita a estas infraestruturas...
    Concordam com este comentário: Neon
  1.  # 963

    Colocado por: NeonAssumir, o prejuizo da ineficácia

    Quem, os contribuintes?

    Colocado por: Neonem alternativa resolver a causa da ineficácia,

    Mesmo sem ineficácias, o custo de exploração é invariavelmente mais alto que o preço cobrado ao consumidor.
  2.  # 964

    Ainda não consegui perceber a diferença entre o serviço privado de eletricidade e da agua.
    Aliás hoje em dia é mais fácil sobreviver um dia sem agua do que um dia sem eletricidade.
    E em ambos os casos o peso das taxas e taxinhas começam a ter maior peso que o produto consumido.
    Nada de novo onde na gasolina o Estado rouba-me mais do triplo do custo do combustível, mas é a vida, temos que pagar até aqueles que nos "roubam".
  3.  # 965

    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 966

    Colocado por: J.FernandesQuem, os contribuintes?


    A entidade exploradora.

    Em caso de exploração de entidade do estado, sim os contribuintes.
    Em caso de exploração privada, os acionistas.

    Colocado por: J.FernandesMesmo sem ineficácias, o custo de exploração é invariavelmente mais alto que o preço cobrado ao consumidor.


    Em alguns casos sim, mas não em todos
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 967

    Colocado por: scarecrowMalandro dos privados...


    e....?
  4.  # 968

    Colocado por: eu
    Não se trata de impedir ou não, mas de fazer sentido ou não.
    As empresas privadas não fazem uma rede de distribuição de eletricidade paralela à existente porque não é economicamente viável. Não é porque são impedidos.



    O seu raciocínio parte do princípio de que para haver concorrência tem que haver um fornecedor alternativo a replicar redes, o que não é o caso. Até pode haver, mas não é a única forma.

    Essa agora, porque é que temos que ver a realidade ao contrário?


    Porque é assim que o mundo funciona: a concorrência tende a estimular a inovação.


    Uma combinação das duas. Tal e qual como fazem os privados.


    Os incentivos são diferentes para uns e outros. Os privados regra geral fazem-no por necessidade de sobreviver, sabendo que por norma viverão do que venderem - o que não é o caso dos públicos, que dependem mais da sua capacidade de capturar recursos junto da tutela.


    Mas na realidade isso acaba sempre por acontecer. Mesmo no exemplo que deu das telecomunicações, e em que hoje temos regras excelentes relativamente ha 20 ou 30 anos atras. O que é facto é que os primeiros a instalar-se com infra-estruturas acabam sempre por condicionar severamente os seguintes.


    Claro que condicionam - mas a mera existência de concorrência leva a melhorias em inúmeros aspectos e força o incumbente a melhorar e a esforçar-se para manter clientes.
  5.  # 969


    Mas existe uma terceira opção.
    Assumir, o prejuizo da ineficácia ou em alternativa resolver a causa da ineficácia, ao invés de pura e simplesmente a diluir e imputar a um consumidor que ao fim e ao cabo não a vai consumir.

    Sucede que para eliminar ineficiências é geralmente necessário investir - e como os preços só remotamente são determinados pelos custos, o incentivo para ser eficiente é também fraco.
    • eu
    • 15 dezembro 2016

     # 970

    Colocado por: luisvvO seu raciocínio parte do princípio de que para haver concorrência tem que haver um fornecedor alternativo a replicar redes, o que não é o caso. Até pode haver, mas não é a única forma.

    Mas a concorrência ideal é quando os concorrentes têm infraestruturas concorrentes completamente independentes.

    Quando existe apenas uma infraestrutura, claro que ela pode ser explorada pelos privados, em regime de concurso de concessão. Mas aí, o regime de concessão tem que ser altamente regulado, de modo a definir previamente a qualidade do serviço e os preços a praticar. No fundo, o interesse dos consumidores tem que ser muito bem protegido no contrato.

    Se o contrato de concessão proteger os consumidores, não vejo nenhum inconveniente em concessionar estes serviços aos privados. Mas também não vejo que existam vantagens evidentes relativamente à solução pública.
    • eu
    • 15 dezembro 2016 editado

     # 971

    Colocado por: luisvvOs incentivos são diferentes para uns e outros. Os privados regra geral fazem-no por necessidade de sobreviver

    Ou, como a realidade já nos mostrou muitas vezes, para aumentar os lucros para valores astronómicos, sem olhar a meios, prejudicando os consumidores...

    Até nos medicamentos o fazem !
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 972

    Colocado por: luisvvSucede que para eliminar ineficiências é geralmente necessário investir


    Obviamente



    Colocado por: luisvvo incentivo para ser eficiente é também fraco.


    Sim, é muito mais estimulante imputar ao cliente
  6.  # 973

    Colocado por: euSe o contrato de concessão proteger os consumidores, não vejo nenhum inconveniente em concessionar estes serviços aos privados. Mas também não vejo que existam vantagens evidentes relativamente à solução pública.

    Como nós vemos todos os dias, os consumidores e os contribuintes estão sempre altamente protegidos pelas entidades públicas.
  7.  # 974

    Colocado por: NeonSim, é muito mais estimulante imputar ao cliente

    Sim tem toda a razão, podemos bem testemunhar que é sempre mais fácil ir buscar mais algum ao contribuinte do que construir um estado eficaz.
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 975

    Colocado por: J.FernandesComo nós vemos todos os dias, os consumidores e os contribuintes estão sempre altamente protegidos pelas entidades públicas.


    A velha história do copo meio cheio ou meio vazio, tudo depende da perspectiva.

    Tem conhecimento do teor dos contratos de concessão?
    • Neon
    • 15 dezembro 2016

     # 976

    Colocado por: J.FernandesSim tem toda a razão, podemos bem testemunhar que é sempre mais fácil ir buscar mais algum ao contribuinte do que construir um estado eficaz.


    Também tem razão JFernandes, Só acrescento uma pequena correcção

    Sim tem toda a razão, podemos bem testemunhar que é sempre mais fácil ir buscar mais algum ao contribuinte do que construir um estado/empresa eficaz.
  8.  # 977

    Colocado por: NeonTem conhecimento do teor dos contratos de concessão?

    Se os contratos de concessão não protegerem os contribuintes só nos podemos queixar de quem está mandatado para os proteger: as administrações públicas. Porque as administrações das empresas existem para defender os interesses dos seus accionistas.
  9.  # 978

    Colocado por: NeonSim tem toda a razão, podemos bem testemunhar que é sempre mais fácil ir buscar mais algum ao contribuinte do que construir um estado/empresaeficaz.

    Se há empresas que vão sacar dinheiro ao contribuinte, mais uma vez, só nos podemos queixar de quem deveria defender os seus interesses e não o está a fazer: administrações públicas.
    • Neon
    • 15 dezembro 2016 editado

     # 979

    Colocado por: J.FernandesSe os contratos de concessão não protegerem os contribuintes só nos podemos queixar de quem está mandatado para os proteger: as administrações públicas. Porque as administrações das empresas existem para defender os interesses dos seus accionistas.


    Colocado por: J.FernandesSe há empresas que vão sacar dinheiro ao contribuinte, mais uma vez, só nos podemos queixar de quem deveria defender os seus interesses e não o está a fazer: administrações públicas.


    Concordo parcialmente, as responsabilidades pela imputação de prejuízos ao erário publico não se podem sectorizar meu caro. Ou dito de outra forma, o papel que como você diz e muito bem de as administrações do privado, ser a defesa dos interesses dos acionistas não justifica nem pode servir de desculpa para a adopção de posições extremadas. Nomeadamente em violaão de um principio básico que é o da proporcionalidade entre benefícios e riscos para AMBOS OS LADOS
  10.  # 980

    Colocado por: Neonnão justifica nem pode servir de desculpa para a adopção de posições extremadas. Nomeadamente em violaão de um principio básico que é o da proporcionalidade entre benefícios e riscos paraAMBOS OS LADOS

    Pois, se calhar os privados devem ter como exemplo a relação nada extremada, nada prepotente e nada confiscatória, que a administração fiscal tem com os seus contribuintes.
 
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