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    • jcab
    • 31 março 2020

     # 201

    A única forma é perder o sinal.
    Então quer cancelar o dinheiro porque lhe dá jeito e depois o comprador que se lixe?
    Enfim.
    Concordam com este comentário: pguilherme, zed
  1.  # 202

    é o mesmo que chegar a uma corretora "olhe pode me devolver o meu Dinheiro não estava espera que o valor de determinada Empresa cai se agora"
    Concordam com este comentário: jcab, pguilherme, RCF, zed
  2.  # 203

    Eu de fosse vendedor não devolveria o sinal. Não há cláusula de devolução no caso de não aprovação bancária?
    Concordam com este comentário: pguilherme
  3.  # 204

    Efectivamente, esse é o compromisso e objectivo principal de um CPCV. A promessa da transacção.

    Arranjar um negócio melhor e não querer avançar com a compra, é um caso típico do que o CPCV protege.
    Neste caso o "negócio melhor", infelizmente, é apenas evitar o compromisso do crédito devido à incerteza futura.
    Não dá grandes possibilidades de defesa, mas um advogado, pelo honorário acordado, defende o que se quiser. Mesmo que a derrota seja quase garantida. É preciso ter cuidado, especialmente se a parte financeira for um factor.

    De qualquer forma, estes são tempos negros, mas um crédito habitação é um compromisso a longo prazo onde muita coisa pode acontecer. Também é necessário acautelar esse risco que, aparentemente, não foi antes considerado.
    • RCF
    • 1 abril 2020

     # 205

    Colocado por: newtonc
    Na verdade, só perderá o sinal se, em condições de marcar a escritura não o fizer. Ninguém perde sinal se houver incumprimento temporário por força maior. E mais, a outra parte terá obrigatoriamente de proceder na notificação admonitória antes de tentar lhe reter o sinal.

    Em suma, fique descansada.


    Colocado por: newtoncEu de fosse vendedor não devolveria o sinal.

    É caso para dizer "uma no cravo e outra na ferradura"...
    Como pode dizer a um comprador para ficar descansado, que não perde o valor do sinal e a seguir dizer que, se fosse vendedor não devolveria o valor do sinal...

    Quanto ao suposto motivo de força maior e a que o promitente comprador é alheio, este comentário, curto, é esclarecedor:
    Colocado por: Reduto25é o mesmo que chegar a uma corretora "olhe pode me devolver o meu Dinheiro não estava espera que o valor de determinada Empresa cai se agora"
    Concordam com este comentário:jcab,pguilherme,RCF
  4.  # 206

    Colocado por: RCF


    É caso para dizer "uma no cravo e outra na ferradura"...
    Como pode dizer a um comprador para ficar descansado, que não perde o valor do sinal e a seguir dizer que, se fosse vendedor não devolveria o valor do sinal...

    Quanto ao suposto motivo de força maior e a que o promitente comprador é alheio, este comentário, curto, é esclarecedor:


    Leia o que escrevi. Não perde o sinal se atrasar, entretanto por fim realizar a escritura. Mas eu não devolveria se o comprador simplesmente desistisse do negócio como o outro user aventou. São situações distintas.
  5.  # 207

    Obrigada pelas analogias, entendo...ainda que eu (acho) não conseguisse reter o sinal por uma questão de bom senso. Acho que para situações extraordinárias, condições extraordinárias e estarmos a comparar uma situação que nunca aconteceu, histórica, catastrófica, com queda de valor de bolsas que acontece dia sim, dia não, é excessivo. Há pessoas que já nem terão emprego nas cidades onde estavam a comprar. Sem previsões na verdade o vendedor não se "lixa", não ganha nem perde, fica como estava há 15 dias e o comprador idem. Mas claro, amanhã pode já não o conseguir vender pelo mesmo valor (pode, atenção, não é certa a perda dele), o que seria injusto. Enfim, é preciso ter muito galo para uma decisão que normalmente tomamos uma vez na vida ser neste limbo. Mas nem todas as pessoas estão a querer desistir porque andam à cata de melhor negócio, há muitas para quem toda a conjetura profissional se alterou com esta situação que, volto a dizer, é demasiado extraordinária para estarmos a meter no mesmo saco de qualquer outra situação.
    Obrigada a todos pelos esclarecimentos :)
  6.  # 208

    Colocado por: ardi_so_euObrigada pelas analogias, entendo...ainda que eu (acho) não conseguisse reter o sinal por uma questão de bom senso. Acho que para situações extraordinárias, condições extraordinárias e estarmos a comparar uma situação que nunca aconteceu, histórica, catastrófica, com queda de valor de bolsas que acontece dia sim, dia não, é excessivo. Há pessoas que já nem terão emprego nas cidades onde estavam a comprar. Sem previsões na verdade o vendedor não se "lixa", não ganha nem perde, fica como estava há 15 dias e o comprador idem. Mas claro, amanhã pode já não o conseguir vender pelo mesmo valor (pode, atenção, não é certa a perda dele), o que seria injusto. Enfim, é preciso ter muito galo para uma decisão que normalmente tomamos uma vez na vida ser neste limbo. Mas nem todas as pessoas estão a querer desistir porque andam à cata de melhor negócio, há muitas para quem toda a conjetura profissional se alterou com esta situação que, volto a dizer, é demasiado extraordinária para estarmos a meter no mesmo saco de qualquer outra situação.
    Obrigada a todos pelos esclarecimentos :)
    Concordam com este comentário:Luis Santos Duarte


    Como sabe que o vendedor não se lixa ? Não pode ter fica aliviado , pegar no sinal dar entrada para um arrendamento , investimentos , ter pago uma cirurgia , por os pais num lar , pagar remédios caros não comparticipados ? Olhe quer ir com isso para a frente vá e que arranje um bom advogado para provar ao juiz bem pode esperar uns anos gastar balúrdios e sinceramente não vejo chegar a algum lado . Caso extraordinário nunca aconteceu? Já aconteceu e mais que uma vez infelizmente para não falar que em Dezembro já havia conhecimento do vírus enfim prepare juntamente com o seu advogado muito bem essas alegações todas.
    Concordam com este comentário: telhaduasaguas
  7.  # 209

    Colocado por: ardi_so_euSem previsões na verdade o vendedor não se "lixa", não ganha nem perde, fica como estava há 15 dias


    Conheço muitos casos, em que o vendedor já comprou uma casa e precisa da venda da casa actual para poder pagar a casa que já comprou, e caso desista também irá perder o sinal.
    Concordam com este comentário: two-rok
  8.  # 210

    Calma Reduto, eu apenas perguntei pela lei o que haveria, saber quais as eventuais alternativas ou não; foi outro user que quis cancelar e obteve o não do comprador. E desta forma súbita e transversal, não, não há memória recente de algo semelhante.
  9.  # 211

    Nem são necessários casos tão drásticos quanto os acima descritos.
    O vendedor até pode apenas ter perdido a oportunidade de ter vendido a outra pessoa. Só a compensação de potencial perda dá pano para mangas...
    Afinal, é para isso que servem os contratos....

    ardi_so_eu: a actual situação é sem dúvida como descreve. Ainda assim, recomendo esforço extra na interpretação das intenções de um advogado que esteja disposto a este batalha.
    Concordam com este comentário: two-rok
  10.  # 212

    Colocado por: pguilherme
    ardi_so_eu: a actual situação é sem dúvida como descreve. Ainda assim, recomendo esforço extra na interpretação das intenções de um advogado que esteja disposto a este batalha.


    Claro, e é para ter todas estas perspetivas que recorri ao fórum. Mas, uma vez mais, não fui eu que falei em advogado!, nem sou eu quem teria intenção de tal.
  11.  # 213

    Ups! :)

    De qualquer forma serve como sugestão sempre que sejam necessários advogados eheh
    Concordam com este comentário: ardi_so_eu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ardi_so_eu
    • RCF
    • 3 abril 2020

     # 214

    Efetivamente, a pandemia é uma circunstância grave e alheia à vontade do comprador (e vendedor). Mas, independentemente da pandemia, e no caso de, após o CPCV e antes do escritura, ao comprador for diagnosticado um cancro? Ou uma outra qualquer doença grave? Ou ficar desempregado? Não serão estas circunstâncias tão ou mais graves e comprometedoras para o comprador do que a pandemia?
    Isto apenas para concluir que a pandemia não é, nem poderá ser, motivo para que o comprador resolva o CPCV sem consequências para si.
    Concordam com este comentário: ardi_so_eu, pguilherme, two-rok
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ardi_so_eu
  12.  # 215

    Olá, Chamo-me Carla Franco, sou consultora imobiliária na Remax Metropole (Lisboa), sei que sou suspeita para dar opinião, mas resolvi dar na mesma :) Concordo com a opinião do Pedrosslp e acrescento que provavelmente estes meses próximos, serão a melhor fase para comprar dos últimos tempos: vendedores terão mais urgência em vender, logo poderão aceitar maior negociação, haverá mais opções de venda no mercado a preços mais ajustados, a banca precisa de fazer negócio e portanto quererá conceder crédito (com o menor risco possível claro), há regras da DGS para cumprir nas visitas portanto do ponto de vista de saúde, tudo será acautelado; recomendo que escolha 1 consultora imobiliária, pois terá acesso a todo o mercado na mesma, e basta dar os seus dados a uma única pessoa, e defina exactamente o que procura.
  13.  # 216

    Colocado por: Carla_Francoprovavelmente estes meses próximos, serão a melhor fase para comprar dos últimos tempos:


    Sem dúvida.
    Só não me parece que seja a melhor fase para comprar dos próximos tempos.
    Concordam com este comentário: RicardoPorto, Bricoleiro, Filipe R. Carvalho, ferreiraj125
  14.  # 217

    Colocado por: Carla_Francoa banca precisa de fazer negócio e portanto quererá conceder crédito


    Isso será sempre verdade (para a banca ou qualquer outro sector)
    No entanto a descida de spreads parou e a banca estará menos receptiva a negociações.

    Aproveito para perguntar: a sua imobiliária está a comunicar com ambas as partes (vendedor e comprador) de forma a articular e estipular as condições sanitárias necessárias às visitas?
    • MVA
    • 5 maio 2020

     # 218

    Colocado por: NTORION

    Sem dúvida.
    Só não me parece que seja a melhor fase para comprar dos próximos tempos.
    Concordam com este comentário:RicardoPorto,Bricoleiro


    Eu não aconselho ninguém a comprar nos próximos meses.
    Dentro de 2 anos os preços estarão no fundo. É aguardar.


    Colocado por: Carla_Francorecomendo que escolha 1 consultora imobiliária, pois terá acesso a todo o mercado na mesma, e basta dar os seus dados a uma única pessoa, e defina exactamente o que procura.


    A não ser que a imobiliária esteja a vender em exclusividade, o melhor é procurar contactar SEMPRE o proprietário DIRECTAMENTE. Num imóvel de 200 mil euros são logo 12 mil euros a mais de desconto directo que se consegue (comissão da imobiliária).
  15.  # 219

    Duvido que em situação de pandemia a banca quererá conceder credito, se o fizer a avaliação será muito por baixo por forma a precaver-se certamente!
  16.  # 220

    Colocado por: MVAEu não aconselho ninguém a comprar nos próximos meses.
    Dentro de 2 anos os preços estarão no fundo. É aguardar.


    Foi o que referi. Dos últimos tempos podemos estar na melhor fase. Mas dos próximos tempos, estamos provavelmente na pior fase...
 
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