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  1.  # 21

    Claro que não... foi apenas um exemplo...
  2.  # 22

    Só apontando para alguns pontos: Em relação ao 6, 7, 8):
    Os deputados não vão votar leis para se prejudicarem.
    Até querem criar mais tachos com mais governos regionais (regionalização) porque não há lugares que cheguem actualmente para encaixar todos os sócios dos partidos.

    Basicamente a maioria das reivindicações pedem que os políticos passem a usar BOM SENSO. Que governem para os cidadãos e não para beneficiar grupos económicos (bancos, empresas) nos quais depois prosseguem as suas carreiras como recompensa.
    Que tenham coragem de resistir à pressão dos lobbies... mesmo que sejam prejudicados, mas desde que seja para o BEM COMUM!

    Como é que se faz isto tudo?
    Como é que se muda esta cultura do "primeiro eu"?
    • luisvv
    • 7 março 2011 editado

     # 23

    Como é que se faz isto tudo? Como é que se muda esta cultura do "primeiro eu"?


    É fácil: Faz uma revolução e cria o homem novo. Parece que teve sucesso durante umas décadas, em países mais frios que o nosso, e continua a fazer sucesso (MRui dixit), em países mais quentes que o nosso.
    Criado o homem novo, tudo será mais fácil: todos quererão as mesmas coisas, e todos trabalharão igualmente para o "bem comum". Enquanto as baterias não ficarem viciadas e começarem a perder autonomia, o homem novo será um sucesso.
  3.  # 24

    A china que é implacável na corrupção está-se a ver cada vez mais envolvida numa teia de corrupção... recentemente foi um ministro que recebeu 400 milhões indevidamente.... penso q eram 400 milhões... de qualquer forma sendo ou não sei que era um valor absurdo para a realidade portuguesa.

    A solução é apostar numa nova forma de educar... e isso demora várias gerações, ou então manipulação genética que ainda não se encontra ao nosso alcance.
  4.  # 25

    O homem novo esteve em fase de evolução...com a tentada extinção dos judeus na Alemanha por causa dos díspares níveis de vida do povo Alemão à época,económicamente valia tudo ou nada para o negócio judeu pelo que me apercebo das informações,mas pelo que parece actualmente está a começar uma nova época igual à época anterior dos Alemães mas noutros países...embora as extinções em massa não estejam ainda no nosso apogeu.
    Para alguns o ocidente conjuntamente com Israel estão-se a dar muito bem com as guerras(belo negócio)guerras de insistência com a forma que o sistema financeiro deturpa a economia em detrimento de outros,venda de armas,e também guerras étnicas e religiosas continuamente absurdas como no tempo da outra senhora...e pelo que me parece pela opinião de muitos sobre estas matérias,pouco ou nada evoluimos.
  5.  # 26

    Na minha opinião, a via para começarmos a melhorar as nossas finanças e a nossa economia, é a redução drástica da despesa do Estado e privatizar tudo o que não for essencial manter na esfera estatal, exemplos:
    1. Despedimento de funcionários públicos, em especial chefias e funcionários de agências, comissões e outros que não têm utilidade;
    2. Privatização da RTP, TAP e outras do género;
    3. Venda de todo o património do Estado não essencial ao seu funcionamento;
    4. Fim de uma série de subsídios do Estado a fundações, cinema, teatro, associações culturais, jornais locais e outros;
    5. Fim da subsidiação do preço de transportes públicos- estes devem reflectir o preço real;
    6. Criação de vouchers, ou qualquer outro esquema, para a saúde e o ensino - o contribuinte deve ter o direito de optar entre os vários hospitais públicos e privados, bem como as escolas para os seus filhos;
    7. Redução de regalias (carros, motoristas, cartões de crédito) para os altos cargos políticos e da administração pública;
    8. Alteração da lei laboral - mais facilidade e liberdade na contratação e despedimento só trará mais emprego;
    9. Salários dos funcionários públicos indexados, não à inflação, mas à produtividade;
    10. Descida do IRC e IRS, assim que a redução da despesa pública o permita;
    11. Desburocratização e simplificação de tudo o que esteja relacionado com as empresas;
    12. Sistema de justiça com mínimo de eficácia (isto já é pedir de mais);
  6.  # 27

    Colocado por: J.FernandesNa minha opinião, a via para começarmos a melhorar as nossas finanças e a nossa economia, é a redução drástica da despesa do Estado e privatizar tudo o que não for essencial manter na esfera estatal, exemplos:
    1. Despedimento de funcionários públicos, em especial chefias e funcionários de agências, comissões e outros que não têm utilidade;

    Pensava eu que ía falar nos responsáveis do BPN...que afinal não era uma instituição do estado,e que por incrível que pareça,foi uma instituição nacionalizada que segurou não só o BPN como o próprio país atravéz de créditos estatais...parece que os exemplos da Islândia,Estados unidos,e Europa em 2008 ainda não foram compreendidos...afinal foram as instituições nacionais que seguraram as instituições financeiras privadas com custo para os contribuintes leigos em finanças que nada têm a ver com o problema.

    Colocado por: J.Fernandes2. Privatização da RTP, TAP e outras do género;

    Privatização da RTP para quê?para ver novelas umas atrás das outras como a TVi e Sic?Isso é que é serviço público?(não obrigado)Mas porque é que ainda não privatizaram a Tap?Estão à espera que os desgraçados dos contribuintes paguem a viabilização com lucros e só depois avendem?

    Colocado por: J.Fernandes3. Venda de todo o património do Estado não essencial ao seu funcionamento;

    Passaria por oferecer em vez de vender até o PSD/PS/CDS que tanto têm deturpado o nosso desenvolvimento.

    Colocado por: J.Fernandes4. Fim de uma série de subsídios do Estado a fundações, cinema, teatro, associações culturais, jornais locais e outros;

    Para beneficiar futuros Amorins?(Não obrigado)

    Colocado por: J.Fernandes5. Fim da subsidiação do preço de transportes públicos- estes devem reflectir o preço real;

    O preço real seria mais barato...pois afinal os tais paladinos da boa economia(Amorins)segregam e de que maneira

    Colocado por: J.Fernandes6. Criação de vouchers, ou qualquer outro esquema, para a saúde e o ensino - o contribuinte deve ter o direito de optar entre os vários hospitais públicos e privados, bem como as escolas para os seus filhos;

    Eu diria antes que os utentes têm direito à saúde gratuitamente e condignamente...se trabalharam a vida toda descontando para isso.

    Colocado por: J.Fernandes7. Redução de regalias (carros, motoristas, cartões de crédito) para os altos cargos políticos e da administração pública;

    Se isto acontecesse a administração do hospital do Amadora Sintra estaria muito melhor...pelos vistos as administrações privadas só têm dado prejuiso.

    Colocado por: J.Fernandes8. Alteração da lei laboral - mais facilidade e liberdade na contratação e despedimento só trará mais emprego;

    Poderá resultar bem o contrário(digo eu)poderia ser bem pior para o emprego.

    Colocado por: J.Fernandes9. Salários dos funcionários públicos indexados, não à inflação, mas à produtividade;

    Vá lá...vá lá...mas em que contexto?O tipo que limpa as casas de banho a um bom ritmo não pode ganhar bem?Ou só os tais drs e outros podem ter o condão de ganhar mais com mais produtividade?Ou ambos podem ganhar da mesma forma?

    Colocado por: J.Fernandes10. Descida do IRC e IRS, assim que a redução da despesa pública o permita;

    Uma boa forma de reduzir a despesa pública seria acabar com os paraísos fiscais por exemplo(milhões e milhões que o estado fica a ver navios e a massa se intricheira nos bolsos de apenas alguns.

    Colocado por: J.Fernandes11. Desburocratização e simplificação de tudo o que esteja relacionado com as empresas;

    E com o estado.

    Colocado por: J.Fernandes12. Sistema de justiça com mínimo de eficácia (isto já é pedir de mais);

    Aí sim está a pedir demais.
  7.  # 28

    Colocado por: Jorge RochaPensava eu que ía falar nos responsáveis do BPN...que afinal não era uma instituição do estado,e que por incrível que pareça,foi uma instituição nacionalizada que segurou não só o BPN como o próprio país atravéz de créditos estatais...parece que os exemplos da Islândia,Estados unidos,e Europa em 2008 ainda não foram compreendidos...afinal foram as instituições nacionais que seguraram as instituições financeiras privadas com custo para os contribuintes leigos em finanças que nada têm a ver com o problema.

    Lá vem a história do BPN outra vez. Afinal os que querem empresas e bancos na mão do Estado não deveriam ter ficado felizes por se ter nacionalizado este banco?
    Eu sempre tive a mesma opinião sobre este assunto - a grande asneira foi não ter deixado as coisas seguirem o seu curso normal, deixar falir o banco, os prejudicados recorriam à justiça e ao fundo de garantia de depósitos, mas o Estado em caso nenhum se devia meter.
  8.  # 29

    Colocado por: Jorge Rocha
    Para beneficiar futuros Amorins?(Não obrigado)

    Não, para beneficiar gente como eu e você, que tem que andar a pagar cada vez mais impostos para manter uma multidão de subsídio-dependentes.

    Mas já vi que você quer debater este assunto com o mínimo possível de profundidade, quer é mandar para o ar umas palavras de ordem, contra os gatunos dos capitalistas, está é muito preocupado com os "Amorins" e os paraísos fiscais.
  9.  # 30

    Um diagnóstico demolidor, de Pedro Arroja:

    "Escolhem um curso de uma forma totalmente egoísta, de acordo com as suas preferências e gostos pessoais, sem nunca perguntarem se o curso tem empregabilidade, como é que com ele podem ser úteis à comunidade , e se um dia o curso lhes permite sustentarem-se a si próprios e aos seus. Escolhem um curso porque não gostam da Matemática ou têm muito jeito para o Desenho. Os pais, sempre apaparicadores nesta cultura, frequentemente ajudam nesta escolha irracional. Acabam por se licenciar em Engenharia do Design de Praias Artificiais. E depois ficam a protestar porque a comunidade não lhes dá praias artificiais para eles desenharem. Naturalmente, os pais apoiam o protesto."
    "São irreformáveis às vezes ainda na tenra idade dos 27 ou 28 anos. Licenciaram-se em Engenharia do Design de Praias Artificias e, mesmo depois de verificarem que não há praias artificiais para desenharem, recusam mudar de rumo ou de profissão ou de país.Serão Engenheiros de Design de Praias Artificiais até morrerem. Mesmo não havendo praias artificiais para desenharem. A culpa da situação é da comunidade, frequentemente focalizada no Governo, que não lhes arranja umas praias artificiais para eles desenharem."
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Alice Gonçalves
  10.  # 31

    Colocado por: luisvvUm diagnóstico demolidor, de Pedro Arroja:
    "Escolhem um curso de uma forma totalmente egoísta, de acordo com as suas preferências e gostos pessoais, ..."

    Bem que eu gostaria que todos os jovens licenciados desempregados, ou a trabalhar em caixas de supermercado, «sofressem» deste problema.

    Infelizmente não é assim.
    No entanto, vejam:
    O número de EMPREGADOS (cerca de 5 milhões) diminuiu em 75mil de Jan/2010 a Jan/2011.
    Mas , apesar da diminuição do número de empregados, há uma diferença qualitativa:
    há menos 170mil empregados com apenas o ensino básico mas, em contrapartida, há MAIS uns 60mil (+1,2%) empregados que o ensino superior e mais 35mil (+0,7%) empregados que têm licenciatura.

    Consultando os dados do INE ficamos a saber que o número da "população activa EMPREGADA com licenciatura" tem vindo (quase) sempre a aumentar.

    Isto é, ainda vale a pena estudar.
  11.  # 32

    Colocado por: J.FernandesLá vem a história do BPN outra vez.

    Lá vem o martírio né?Afinal este é o maior problema actual que está por ser resolvido...não se resolvem problemas onde não existem ou que sejam mesquinhos ao pé deste problema.

    Colocado por: J.FernandesAfinal os que querem empresas e bancos na mão do Estado não deveriam ter ficado felizes por se ter nacionalizado este banco?

    Não sei a quem se refere...pelo que me toca;só queria dentro destes que mencionou(os bancos)nacionalizados...e há que distinguir empresas de instituições,presumo que esteja dentro do seu vocabulário,ou então não se queria referir a empresas não?

    Colocado por: J.FernandesEu sempre tive a mesma opinião sobre este assunto - a grande asneira foi não ter deixado as coisas seguirem o seu curso normal,

    Se o curso que pretendia continuasse na sua normalidade estávamos em banca rota se os bancos em 2008 fossem todos privados como se verificou na Islândia.

    Colocado por: J.Fernandesdeixar falir o banco, os prejudicados recorriam à justiça e ao fundo de garantia de depósitos, mas o Estado em caso nenhum se devia meter.

    Há não?
    E depois dos privados tentarem resolver o problema,não iam pedir auxílio ao estado(dinheiro)como algumas escolas privadas andam sempre a pedir dinheiro?Olhe que não me agrada de maneira nenhuma que os impostos que pago sigam para estes organismos privados que andam sempre atrás dos apoios estatais.
    O estado fez bem em resolver logo no imediato por causa do efeito dominó...mas deveria ir mais além,absorver o BPN,e ficar sempre Nacionalizado e ficar com todos os imóveis do BPN inclusive financiar todas as despesas para resolver os casos pendentes judiciais que nunca mais se resolvem.

    Colocado por: J.FernandesNão, para beneficiar gente como eu e você, que tem que andar a pagar cada vez mais impostos para manter uma multidão de subsídio-dependentes.

    Então acha que agora não sustenta chulos com os aumentos abismais das gasolineiras?a começar pelo ISP exagerado e lucros abismais da galp?(eu prefiro e bem que seja só o estado a gerir os combustíveis)porque afinal a haver lucros,seriam para a fazenda nacional e não para o bolso de uns particulares...tenho quase a certeza que não haveria esta falta de honestidade com os preços,sabe que mais?O estado cobra demais isp porque precisa de lucrar,e como agora já não é só o estado a lucrar com os combustíveis,o isp é mais caro,(o estado falhpou redondamente em vender parcelas da galp aos privados)logo não tenho interesse nenhum neste sistema que só embarga corrupções...basta observar os preços como exemplo em sintra na galp estar o gasólio a 1,399,e em sesimbra estar ao mesmo preço(pelo mais alto)isto em nada ajuda a economia do país...deveria haver celebridade com os preços e se fosse só o estado a fazê-lo;eu e o sr.não pagaríamos os preços tão alto.
  12.  # 33

    Colocado por: J.FernandesMas já vi que você quer debater este assunto com o mínimo possível de profundidade, quer é mandar para o ar umas palavras de ordem, contra os gatunos dos capitalistas, está é muito preocupado com os "Amorins" e os paraísos fiscais.

    Acha que sim?Eu não sou contra o capitalismo...sou contra o sistema financeiro vigente,e tenho razões para isso.
    Não estou preocupado com os Amorins,estou mas é preocupadíssimo com o meu bolso,cada vez os impostos estão mais altos,e os mesmos estão a enriquecer cada vez mais com este sistema,anda meio mundo a trabalhar no duro para o pouco que ganha ser esbanjado para os bolsos de quem se serve deste sistema financeiro.
  13.  # 34

    Isto para vnão falar nas EDPs e afins.
  14.  # 35

    Colocado por: Luis K. W.Isto é, ainda vale a pena estudar.

    Cá para mim o problema maior foi o estado ter-se desleixado durante uns tempos em colocar as escolas profissionais de lado,digo como os cursos que se tiravam de geral de mecanica por exemplo,de electricidade e outros,mas conjuntamente com o resto das disciplinas ditas mais literárias ou matemáticas,tais como línguas,tecnologia,desenho de construções,oficinas(tudo em conjunto)e não separar estes estudos,como fazem muito infelizmente,só após um curso obrigatório é que empurram os adolescentes(já adultos)para os tais ditos cursos de formação profissional que para mim não passam de fantasias absurdas,pesa embora ainda haver alguns que conseguem melhorar a sua performance pessoal...quero dizer que a formação pessoal de alguém não pode passar só pela formação literária e querer e de qualquer maneira para uma universidade,porque o mal continua a perdurar em que o próprio estado incentiva todas as crianças a estudar até muito tarde,mesmo sabendo que podem não ser dotados para tal,e o estado deu a entender que se não estudar muito,tem-se menos futuro promissor(um grande erro)da nossa civilização actual,porque existem todas as formas de se ganhar dinheiro trabalhando em qualquer lugar,apenas só é necessário gostar de fazer o que se faz...mas como diz o Luísvv,poder mudar e decidir caso onde se esteja,não ofereça opurtunidade,e só quando se é novo,podemos dar-nos ao luxo de fazer a tal mudança sem grandes problemas como acarretam quando se estuda até tarde.
  15.  # 36

    Colocado por: luisvvUm diagnóstico demolidor, de Pedro Arroja:


    Não precisa de ir tão longe. O problema começa mais cedo, quando se abrem uns tachos patrocinados pelo governo e se cria o "curso de design de praias artificiais". De seguida subsidia-se a frequência dos alunos a custo quase zero. Quando não se paga pelas coisas, não se faz contas à vida.
  16.  # 37

    E agora, um diagnóstico brutal, vindo quase do lado oposto (J.Pinto e Castro, do "Jugular")
    Descontados alguns preconceitos do género "antigamente é que a escola era boa"...

    Serão de facto os jovens actuais a geração mais bem preparada de sempre? Sem dúvida, mas apenas no sentido em que, em números absolutos e relativos, não só nunca houve tanta gente a saber ler e escrever, como também nunca houve tanta gente munida de licenciatura, mestrado ou doutoramento.
    Não é, porém, menos verdade que o licenciado médio de hoje sabe muito menos que um licenciado da mesma especialidade há meio século atrás. Vou mesmo mais longe: raros serão os detentores de uma licenciatura ou mestrado de hoje que se equivalem ao licenciado médio dessa época não muito longínqua.
    Em contrapartida, uma vez ingressados no mercado de trabalho, os jovens de hoje rapidamente adquirem níveis de qualificação profissional comparativamente elevados, dado que o mundo laboral é hoje incomparavelmente mais exigente e enriquecedor. Digamos que essa circunstância feliz acaba por compensar o handicap à partida.
    Faz falta, porém, aprofundar um pouco o que significa essa alegação, frequentemente invocada pelos próprios para fustigarem quem os não emprega, segundo a qual eles seriam “os mais bem preparados de sempre”.
    Quem se prepara, prepara-se para alguma coisa. Ora parece indiscutível que os jovens podem ter sido preparados para muita coisa, mas não exactamente para a realidade em que acabaram por aterrar.
    Afloramos aqui um problema sério e difícil, que é este: a escola forma os estudantes ao longo de quase vinte anos para um mundo que, a bem dizer, não sabe qual virá a ser. De modo que, de tanto se esforçar por prepará-los bem para o mundo de há vinte anos, não os preparou para o mundo actual.
    Muitas indústrias, actividades, qualificações e profissões desapareceram ou migraram entretanto para outras paragens. Outras brotarem do solo como por milagre ou vieram cá parar. É indispensável, por isso, alterar os planos originais de carreira, em vez de persistir aferrado a projectos cujo tempo passou.

    Em certas actividades – precisamente as mais criativas, associadas quer às ciências quer às artes – a estrutura empresarial é por natureza frágil e provisória. Não é razoável contar-se aí com emprego estável.

    O mercado interno é insuficiente para justificar cada vez mais actividades empresariais, de modo que faz falta mais gente que queira ir lá para fora vender em detrimento de jantar em casa da mãe.

    As qualificações desvalorizam-se hoje com grande rapidez. Não há futuro para aqueles “estudantes” que nunca leram um livro completo durante todo o curso e se convenceram de que não precisam de aprender mais nada o resto da vida. Ora parece que se encontram nessa circunstância uns 80% dos nossos jovens.

    O facto de o mundo ter mudado tanto não é, obviamente, “culpa” de ninguém, mas já há uma evidente falta de responsabilidade quando insistimos em ignorar como são hoje diferentes as coisas e, logo, nos recusarmos a fazer o que precisa de ser feito para reagir às mutações que não previramos.

    Neste ponto, parece que estamos de facto perante uma das gerações pior preparadas de sempre.

    Estas pessoas agradeceram este comentário: Paulo Correia
  17.  # 38

    Um dos diversos problemas é a gestão de expectativas. Crescemos num ambiente poluído pela ideia de que determinadas coisas são "direitos adquiridos", e portanto eternos e inquestionáveis - quase do domínio do sagrado.

    É isso que faz com que seja uma missão impossível explicar a qualquer pessoa que a Segurança Social é um esquema de pirâmide tipo Dona Branca, impossível de sustentar a prazo - e que para ir mantendo o seu funcionamento é necessário reduzir os benefícios (seja através do valor da reforma paga, seja através do aumento da idade de acesso, p.ex).
    Inevitavelmente, a conversa resvala para qualquer coisa do género "Quem trabalhou uma vida inteira tem direito a uma reforma digna" - e quem tentar explicar que para haver ovos é preciso haver galinhas, é despachado com o carimbo de "economicista", e rotulado como o tipo sem coração que só pensa em €€€.

    É também isso que faz com que seja tão difícil explicar a alguém que o emprego só existe enquanto as empresas dão lucro ..
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Alice Gonçalves
  18.  # 39

    Colocado por: luisvva Segurança Social é um esquema de pirâmide tipo Dona Branca


    Tal e qual como está, parece que é. Mas não é necessário que assim seja...

    Se estiver a falar apenas de reformas penso que será possível criar um sistema , público ou privado não interessa, que não se baseie num esquema em pirâmide. É uma questão de fazer as contas, e ir-se descontando para a reforma. Digamos que o dinheiro é "guardado" e contas sem risco que apenas acompanham a inflação. Cada ano seria preciso recalcular o valor a atribuir a cada reformado, baseando-se pelo menos na idade de reforma, na esperança de vida média e no total descontado.

    Agora, o que as pessoas não podem ou não deviam poder esperar era de chegar aos 55 anos e passar a receber uma reforma igual ou parecida ao último salário que receberam. Parece óbvio que isto não é sustentável.

    Outra coisa que não entendem é que, o sistema de reformas sendo público não é passível de "falhar". Se fosse privado e a empresa andasse a prometer mais do que o que aguentava, entrava em falência e temos pena para quem investiu nela. Sendo público, os novos contribuintes é que se tramam, que é o que vai acontecendo cada vez mais.

    Ora, o que eu não entendo é como raio é que a malta jovem tolera andar a pagar as reformas agora, sabendo que quando chegar a sua altura ninguém lhes vai pagar as deles.

    Ainda existe outro problema engraçado. Digamos que não há sistema de reformas, e que cada um poupa para si. Agora digamos que há 10 pessoas no mundo. Estas 10 pessoas chegam à idade de reforma e pouparam milhões mas... a população diminuiu e só há 2 pessoas com capacidade de trabalhar e acabadas de entrar no mercado de trabalho. Estas 2 pessoas são capazes de produzir bens para 4 pessoas. Nesta situação os velhos bem que podem ter todo o dinheiro do mundo, os jovens não vão dar o fruto do seu trabalho aos velhos e morrer à fome. Ou seja, qualquer sistema de reformas que inventem só funciona se a camada trabalhadora for capaz de produzir um excedente suficiente para os reformados. Ora estando a população a decrescer, adivinha-se alguns problemas num futuro breve.
    • fpc
    • 10 março 2011

     # 40

    Viva a demagogia!. Há-de ser a falência da nossa economia, incluindo a bancarrota do estado que vai criar as condições, isto é obrigar a fazer reformas estruturais nas várias áreas fundamentais para o funcionamento do país, como por exemplo na justiça, educação,etc.
 
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