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  1.  # 1

    Colocado por: the_killer_ptpara os bancos é normal considerarem estes valores por fora e aceitarem darem creditos superiores e considerarem estes valores como parte do vencimento

    Não é bem assim. Os bancos consideram em primeira instância a declaração IRS.
    Se este não bater certo com os recibos de vencimento, podem considerar algum tipo de aumento, por ex.: a pessoa foi promovida ou assim. Mas discrepâncias muito grandes são sujeitas a análise de risco.

    Mas como esses vencimentos de deslocações não estão sujeitos a IRS, vêm declarados como tal no recibo e o banco não contabiliza para o DTI. Tal como bónus anuais e afins.
    Claro que isto pode ter mais ou menos peso, consoante o risco (LTV) e interesse do negócio (preço do crédito).
    • Nelhas
    • 14 outubro 2021 editado

     # 2

    Colocado por: HAL_9000Mencionei agregado familiar, logo 5k brutos por cada pessoa, o que dá cerca de 5000 limpos no total do agregado. No meu entender não é rico


    5000 euros limpos por mês a entrar em casa num casal em Portugal não é rico?

    Só quero perceber se li bem

    Num país onde a média dos salários esta entre os 1500 2000 por casal?
    Concordam com este comentário: Vítor Magalhães, Varejote, Dominus, Marco84
    • Nelhas
    • 14 outubro 2021 editado

     # 3

    Continua em Portugal o mito urbano de que famílias sem poupanças e com ordenados de 800\1000\1200 por mês compram casas de 300\400k e andam em Mercedes ou BMW de 60 mil.

    É uma especie de gambuzinos urbanos.
    Toda a gente sabe que existem, toda a gente já ouviu falar deles, mas nunca ninguem os viu,

    Faz me lembrar um colega meu que viu um tipo num Mercedes SLR novo e disse logo:
    "Em casa come arroz só, deve ter pedido mais um empréstimo que não paga"

    Como se os Bancos emprestassem 200 mil euros a um pé rapado para comprar um automóvel só porque sim.
  2.  # 4

    Colocado por: NTORIONOs mais conhecidos são efetivamente os KM ou ajudas de custo, mas há outros, por exemplo seguros de saúde pagos em dinheiro, cartões continente, combustíveis, etc.

    É isso: Km e ajuda de custo são os normais. Mas quais são os outros, concretamente?

    Seguro de saúde pago em dinheiro, talvez se consiga alguma coisinha (e neste caso é mesmo fugir, que é diferente de encontrar o caminho legal menos oneroso).
    Cartões continente (isto é tipo um voucher?) e combustíveis é com factura para a empresa.
    A não ser que o colaborador consiga transformar isso em dinheiro, apenas serve para reduzir o seu custo de vida, mas não faz com que o rendimento aumente.
    A empresa até pode pagar a casa e respectivas despesas, carro, combustível, portagens, seguro saúde, escola miúdos, restaurantes, etc, o que é óptimo, mas o ordenado não será maior por isso (excepto alguns casos, estilo vales educação ou carro em sede de irs)
  3.  # 5

    Colocado por: NelhasComo se os Bancos emprestassem 200 mil euros a um pé rapado para comprar um automóvel só porque sim.

    O mais certo é a maioria desse tipo de carros nem sequer ter crédito.

    Mas efectivamente há muita malta que vive para a fachada.
    Conheci um caso que ainda vivia com os pais e a única despesa que tinha era do carrão: prestação, seguro e combustível/portagens para ir para o trabalho, que tudo junto levava a maioria do ordenado.
    Mas isso do carrão é outro aspecto da nossa cultura, embora esteja intimamente ligada à nossa literacia financeira.
    Concordam com este comentário: Nelhas, hangas, Holy_Grail
  4.  # 6

    Colocado por: pguilhermeMas efectivamente há muita malta que vive para a fachada.
    Conheci um caso que ainda vivia com os pais e a única despesa que tinha era do carrão: prestação, seguro e combustível/portagens para ir para o trabalho, que tudo junto levava a maioria do ordenado.


    Concordo que existe disso.
    Mas acho que as vezes neste forum as pessoas vivem numa bolha e acham que isso é o pais real.

    Não existe classe média em Portugal com casas de 400k e carros de 60 mil sem poupanças ou bons pais.
    Concordam com este comentário: Vítor Magalhães, Samuscas
  5.  # 7

    Colocado por: pguilherme
    É isso: Km e ajuda de custo são os normais. Mas quais são os outros, concretamente?

    Seguro de saúde pago em dinheiro, talvez se consiga alguma coisinha (e neste caso é mesmo fugir, que é diferente de encontrar o caminho legal menos oneroso).
    Cartões continente (isto é tipo um voucher?) e combustíveis é com factura para a empresa.
    A não ser que o colaborador consiga transformar isso em dinheiro, apenas serve para reduzir o seu custo de vida, mas não faz com que o rendimento aumente.
    A empresa até pode pagar a casa e respectivas despesas, carro, combustível, portagens, seguro saúde, escola miúdos, restaurantes, etc, o que é óptimo, mas o ordenado não será maior por isso (excepto alguns casos, estilo vales educação ou carro em sede de irs)


    O dinheiro não tem cor PGuilherme, se a empresa me dá 1 vale continente de 500€, pago com o vale não pago com o meu rendimento liquido, mais um bonús, se me reembolsa do combustível que não foi gasto em proveito da empresa... como não aumenta o rendimento?
    Mas são apenas alguns exemplos, cada setor terá os seus que não interessa estar aqui a dissecar.
  6.  # 8

    Colocado por: NTORIONcomo não aumenta o rendimento?

    Não aumenta o rendimento/receita. Reduz os custos, que por sua vez aumenta a liquidez. Mas são coisas diferentes!
    Ganhar 1000 e gastar 200 é diferente de ganhar 2000 e gastar 1200, obviamente.

    De qualquer forma, a questão prende-se com os dados da Pordata: rendimentos dos agregados em sede de IRS e não os custos de vida de cada um.
  7.  # 9

    Colocado por: NTORIONcada setor terá os seus que não interessa estar aqui a dissecar.

    Eu acho que teria interesse :)
    • hangas
    • 14 outubro 2021 editado

     # 10

    Colocado por: pguilhermeA não ser que o colaborador consiga transformar isso em dinheiro, apenas serve para reduzir o seu custo de vida, mas não faz com que o rendimento aumente.


    Acaba por ser rendimento na mesma. Se num caso extremo eu não receber um euro, mas a empresa no limite me pagar tudo o que eu preciso não vai dar ao mesmo?

    Sempre ouvir dizer que melhor que ter(propriedade) é ter o direito de uso.

    Os carros de empresa são um bom exemplo disso, é um custo que é simplesmente eliminado do trabalhador fazendo com que o rendimento disponível (por no fundo é isso que interessa) seja maior.
    Se bem que fiscalmente quando o automóvel de empresa é de uso exclusivo e pessoal, deveria ser tributado em sede de IRS a 0,75% do valor de mercado do carro por cada mês.
    Concordam com este comentário: NTORION
  8.  # 11

    Colocado por: hangasAcaba por ser rendimento na mesma. Se num caso extremo eu não receber um euro, mas a empresa no limite me pagar tudo o que eu preciso não vai dar o mesmo?

    Claro que não é o mesmo. Não só fiscalmente, mas financeiramente.
    Experimente, por exemplo, chegar ao pé de um banco e pedir para estoirar o ordenado todo num crédito, já que não outras despesas.

    Colocado por: hangasSempre ouvir dizer que melhor que ter(propriedade) é ter o direito de uso.

    Hmmm. Parece demasiado genérico. Prefere que alguém lhe pague a renda, do que ter uma casa sua já paga?

    Colocado por: hangasOs carros de empresa são um bom exemplo disso

    Prefere ter ordenado de x € e carro da empresa, ou x + y € e comprar o seu próprio carro? Há muitas armadilhas.
    • hangas
    • 14 outubro 2021 editado

     # 12

    Colocado por: pguilhermePrefere ter ordenado de x € e carro da empresa, ou x + y € e comprar o seu próprio carro?

    O problema é que o mesmo y (que a empresa gasta) se for titulo de salário, numa comprava o mesmo carro.
    Porque esse y seria taxado quer à empresa quer ao próprio.


    Colocado por: pguilhermeHmmm. Parece demasiado genérico. Prefere que alguém lhe pague a renda, do que ter uma casa sua já paga?

    Se o efeito prático for o mesmo, eu ter uma casa de uso exclusivo para mim porque não? A propriedade é assim tão importante?
    (edit: ok, admito que é demasiado genérico e extremo para uma casa, mas para bens que desvalorizam faz todo o sentido)

    Colocado por: pguilhermeAcaba por ser rendimento na mesma. Se num caso extremo eu não receber um euro, mas a empresa no limite me pagar tudo o que eu preciso não vai dar o mesmo?

    Para que precisaria de me endividar, se neste caso hipotético tivesse tudo o que preciso para o meu estilo de vida pago?
  9.  # 13

    Colocado por: pguilhermeNão aumenta o rendimento/receita. Reduz os custos, que por sua vez aumenta a liquidez. Mas são coisas diferentes!
    Ganhar 1000 e gastar 200 é diferente de ganhar 2000 e gastar 1200, obviamente.


    Para uma óptica de caixa, efectivamente não entra, mas também não sai. Ainda assim não há como negar, que consome os bens e não gasta do seu rendimento liquido.

    Numa óptica contabilística, é sempre uma forma de rendimento e tem sempre o gasto associado.

    Volto a frisar "O dinheiro não tem cor", se gasta o que lhe dão em cartão, não gasta de outro. Diferente era se não necessitasse de realizar essas despesas.

    Depois, reduzindo oficialmente os rendimentos tem n benefícios associados. Eu pessoalmente prefiro ter todo o rendimento do meu lado e escolher os meus gastos, mas não é igual para a empresa, nem tão pouco para mim. Não se esqueça que para receber 50 líquidos a empresa suporta 100.
  10.  # 14

    Colocado por: NTORIONPara uma óptica de caixa, efectivamente não entra, mas também não sai. Ainda assim não há como negar, que consome os bens e não gasta do seu rendimento liquido.

    Numa óptica contabilística, é sempre uma forma de rendimento e tem sempre o gasto associado.

    Volto a frisar "O dinheiro não tem cor", se gasta o que lhe dão em cartão, não gasta de outro. Diferente era se não necessitasse de realizar essas despesas.

    Certíssimo.

    Julgo que talvez fosse mais fácil se trocássemos a palavra "rendimento" por "receita". Para aumentar a liquidez aumentamos a receita ou diminuímos o custo (idealmente ambos).
    Certamente haverão agregados num escalão mais baixo, mas com muito poucas despesas que terão maior liquidez que um agregado num escalão mais alto, com mais despesas. Então e agora? O critério da "classe média" é pelos rendimentos ou pela liquidez (diferença entre receita e custo)?

    Colocado por: NTORIONDiferente era se não necessitasse de realizar essas despesas.

    Depende. Precisa de ir a restaurantes, hotéis e passagens aéreas? :)

    Colocado por: NTORIONEu pessoalmente prefiro ter todo o rendimento do meu lado e escolher os meus gastos

    Ah. E sei bem porquê. Eu também preferiria, especialmente como funcionário.

    Colocado por: NTORIONNão se esqueça que para receber 50 líquidos a empresa suporta 100.

    Isso são outros 500. Mas tb com maiores descontos, terá (supostamente) outras regalias, tal como subsidio doença, desemprego, reforma, capacidade de contrair crédito, etc.

    Colocado por: hangasPara que precisaria de me endividar, se neste caso hipotético tivesse tudo o que preciso para o meu estilo de vida pago?

    Se não reduzir o argumento ao absurdo de ter pago tudo o que queira, para toda a família, durante toda a vida, talvez possa querer investir, desenvolver uma actividade, mudar alguns aspectos da vida, etc.

    Colocado por: hangasO problema é que o mesmo y (que a empresa gasta) se for titulo de salário, numa comprava o mesmo carro.

    Pois não. Recebia menos e não comprava o mesmo carro. Mas passado 4 anos, prefere trocar de carro por um novo ou ter mais dinheiro (seja ao dar à troca por um segmento igual ou simplesmente mantê-lo por mais 2 ou 3 anos)?
    Concordam com este comentário: NTORION
  11.  # 15

    Colocado por: Nelhas
    5000 euros limpos por mês a entrar em casa num casal em Portugal não é rico?
    Tendo em conta os preços que se praticam no nosso país não de todo, simplesmente consegue levar a vida sem viver preocupado com tostões . Se face a grande maioria dos portugueses, este tipo de rendimentos transforma estas pessoas em ricas, sim é verdade. O que está mal no nosso país das duas uma: ou são os preços demasiado elevados para a nossa realidade, ou são os salários baixos, que faz de todo nos que ganhamos o dito ordenado médio, uns miseráveis que trabalham para conseguir contas e taxas.
    Concordam com este comentário: gil.alves, spereira
  12.  # 16

    Colocado por: pguilhermeMas isso do carrão é outro aspecto da nossa cultura, embora esteja intimamente ligada à nossa literacia financeira.
    Isso é verdade, nunca pensei que fizesse tanta confusão a tanta gente eu ter um carro de 24 anos e não ter a mínima intenção de o trocar, praticamente todas as semanas ouço uma boca de alguém. A cultura do cartão em Portugal é algo que me ultrapassa completamente
    Concordam com este comentário: gil.alves, Nostradamus, azwsedcrfv
  13.  # 17

    Colocado por: HAL_9000Isso é verdade, nunca pensei que fizesse tanta confusão a tanta gente eu ter um carro de 24 anos e não ter a mínima intenção de o trocar, praticamente todas as semanas ouço uma boca de alguém. A cultura do cartão em Portugal é algo que me ultrapassa completamente
    Concordam com este comentário:gil.alves


    ainda me lembro dos tempos em que ia almoçar fora todos os dias e tinha um diretor escocês que muitas vezes o via a comer sandes no jardim e o ze tuga a estoirar o ordenado no restaurante.
    Concordam com este comentário: HAL_9000, azwsedcrfv
  14.  # 18

    Colocado por: pguilhermeDepende. Precisa de ir a restaurantes, hotéis e passagens aéreas? :)

    Sim, mas as despesas referidas são supermercados, combustível e não opcionais como essas, ainda que se administrador/diretor muitas vezes tb as faça à conta da empresa, contudo é menos usual atribuir a meros funcionários.
  15.  # 19

    Colocado por: HAL_9000Tendo em conta os preços que se praticam no nosso país não de todo, simplesmente consegue levar a vida sem viver preocupado com tostões . Se face a grande maioria dos portugueses, este tipo de rendimentos transforma estas pessoas em ricas, sim é verdade. O que está mal no nosso país das duas uma: ou são os preços demasiado elevados para a nossa realidade, ou são os salários baixos, que faz de todo nos que ganhamos o dito ordenado médio, uns miseráveis que trabalham para conseguir contas e taxas.
    Concordam com este comentário:gil.alves


    por amor de deus!
  16.  # 20

    Colocado por: NTORIONSim, mas as despesas referidas são supermercados, combustível e não opcionais como essas, ainda que se administrador/diretor muitas vezes tb as faça à conta da empresa, contudo é menos usual atribuir a meros funcionários.

    Pois, podem ser essenciais ou não.

    O ser menos usual atribuir a meros funcionários leva justamente a um dos pontos principais da questão: do peso da economia paralela conseguir desvirtuar de tal forma os dados oficiais. Teria de afectar muita gente.
    Vai na volta até revalida a ideia de existirem o dobro dos agregados da "classe média" pois, talvez sejam escalões mais beneficiados do que os mais abaixo?

    Colocado por: Nelhas5000 euros limpos por mês a entrar em casa num casal em Portugal não é rico?

    Para as tais casas de 500 ou 600k, talvez seja o mínimo. Se é rico ou não, é só um rótulo, acho.
    Concordam com este comentário: hangas
 
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