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  1.  # 741

    No meu ponto de vista nos temos muita culpa na crise.

    Olhamos demasiado para o nosso umbigo, tentamos "sacar" tudo o que podemos ao estado, mesmo sem direito a nada!

    Quantos de nós conhecemos casos , de pessoas que estando no fundo de desemprego, trabalham?
    Quantos de nós conhecem empresas a laborar á porta fechada só com pessoal do fundo de desemprego?
    Quantos de nós vimos pessoas irem buscar alimentos à caritas e tomam o pequeno almoço no café?

    Nós temos culpa por não denunciar, e contra mim falo.
    O estado tem culpa porque paga para não se produzir, premeia a inércia.

    Ao lado da minha casa no Pingo Doce precisam de empregadas de caixa, está dificil encontrar, ninguém aparece e quem aparece faz 1001 exigências, isto acontece num país onde o desemprego já ultrapassa os 10%.

    Também em um facto que a nossa classe politica deixa muito a desejar, mas não estará na hora de nós, povo, arregaçarmos as mangas, largarmos a cadeira do café e em vez de comentar" aquele gajo tem cá um carrão, havia de se partir todo", pensar " epá que carro espetacular, vou trabalhar e lutar e quem sabe um dia terei um!".

    Muita coisa tem de mudar e ser feita, mas nós , portugueses também temos de "fazer parte".

    Alice
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  2.  # 742

    Colocado por: FDE no UK... parece que propõem despachar 500 mil funcionários públicos


    Espero que o chinfrim seja igual ao que fizeram quando os cubanos anunciaram o mesmo.
  3.  # 743

    Se o bem for essencial, claro que sim. O que a sua comparação deixa perceber é que considera que as SCUTs são um luxo ao qual o país não se podia permitir.

    Sim, as SCUT são um luxo insuportável, a juntar a uma série de outros luxos. Custam anualmente, já a partir de 2013 ou 2014 o equivalente a um aumento de quase 1 ponto percentual no IVA. Os 23% que se anunciam, podem vir a ser 24% já nessa altura (isto excluindo outras surpresas que estão reservadas..).

    Ter uma A23 ou uma A25 não é um luxo. Nós que vivemos no interior, temos o direito de ter vias de comunicação decentes, que nos liguem a esse litoral desenvolvido que tem consumido os recursos públicos do país década após década. Esse "bem essencial" chegou com décadas de atraso, com consequências gravíssimas para o desenvolvimento de TODO o país. É (seria) uma questão de justiça manter estas vias gratuitas, quanto mais não fosse pela simples razão que não existe alternativa, pois estas auto-estradas foram construídas em cima das anteriores vias.

    A verdade é que só se pode ter o que se pode pagar. E o erro foi construi-las com as características que têm. O litoral consome mais recursos? Claro, como é próprio de sistemas centralizados. É desejável? Não. É evitável? Dificilmente. A maior fatia de recursos vai tendencialmente para a maior fatia de população.

    Se eu quiser ir daqui a Aveiro sem pagar portagens, demoro (sem exagero nenhum) umas cinco horas para fazer 150km; para Lisboa não menos de oito ou nove. Parece-lhe um luxo ou um DIREITO?

    Tudo o que exceda a sua capacidade de pagar é um luxo. Assim, depende de quais os outros direitos de que queira abdicar....
    Por outro lado, a vantagem da existência de uma auto-estrada é de facto a poupança de tempo, e é aliás isso que justifica a sua existência e a disposição dos utentes para pagar a sua utilização...

    O mesmo se aplica a muitos dos "privilégios" dos "estado social" que o Luisvv tanto abomina. Se a minha empregada doméstica tiver cancro ou um AVC, receberá tratamentos que custam aos contribuintes milhares de euros. Não é um luxo, é um direito.


    Claro. No entanto, o conjunto dos "direitos" é insuportável financeiramente. É preciso haver quem pague, e para isso é preciso que a economia funcione, e isso é incompatível com um Estado que "chupa" 50% da riqueza produzida, por isso rapidamente deixa de haver quem pague.
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    • becas
    • 21 outubro 2010 editado

     # 744

    Se eu quiser ir daqui a Aveiro sem pagar portagens, demoro (sem exagero nenhum) umas cinco horas para fazer 150km; para Lisboa não menos de oito ou nove. Parece-lhe um luxo ou um DIREITO?

    Escreveu Luisvv:
    Tudo o que exceda a sua capacidade de pagar é um luxo. Assim, depende de quais os outros direitos de que queira abdicar....
    Por outro lado, a vantagem da existência de uma auto-estrada é de facto a poupança de tempo, e é aliás isso que justifica a sua existência e a disposição dos utentes para pagar a sua utilização...


    Já devia ter aprendido que o Luisvv tem um problema incurável de miopia...
    Não estamos a falar de poupança de tempo! Não existem alternativas a estas vias! (Acha mesmo razoável fazer 150km em estradas degradadas, cheias de curvas, para chegar ao litoral???? tem a noção da realidade de que falo?) Quer fazer a experiência???
    Mas deixe lá, rapidamente chegaremos à tal reserva em que os indiozinhos só cá estão na província para entreter os urbanos esclarecidos...
  4.  # 745

    Colocado por: luisvvTudo o que exceda a sua capacidade de pagar é um luxo.

    Faço votos para que nunca seja pobre e doente com a saúde privatizada.
  5.  # 746

    Colocado por: A.Mporque o trigo está para os padeiros, como o pão está para nós.eles aumentaram o pão e nós teriamos de aumentar o ordenado.


    agora imagine que o sr. era padeiro...
    o seu patrão aumentava-lhe o ordenado por causa do preço do trigo, no mês seguinte voltava a aumentar o preço do pão para lhe conseguir pagar o seu ordenado que acabou de subir, logo como subiu o preço do pão você no mês seguinte não quererá novo aumento?

    pense bem no que está a dizer pq sendo assim a bola de neve nunca pára de crescer,

    para a crise acabar temos de PRESCINDIR de algo, não tenham ilusões
    • Giba
    • 21 outubro 2010

     # 747

    Claro. O problema é das pessoas. Destas, porque hão-de vir outras, boas mesmo, numa manhã de nevoeiro.

    Se não tivesse acrescentado “numa manhã de nevoeiro” não teria, eu, duvida nenhuma de estar a ler uma verdade incontornável. De uma maneira um tanto ingénua e desprovida de ironia fico com o benefício da dúvida; será que ele anda a ler demais O Senhor dos Anéis?

    O mundo, e de uma forma mais localizada; Portugal, encontra-se refém dos acutilantes grupos acérrimos defensores da Globalização. Nossos governantes imbuídos pelas luzes da ribalta não conseguem visualizar o essencial; delapidaram o tesouro em prol de um “ Estado Providencia”. Eu, e por muito idiota que pareça, não consigo imaginar outro desfecho à não ser uma desfragmentação “quase” total do atual sistema político e por conseguinte económico.

    Quando me refiro ao sistema político, quero com isso salientar ser urgente um novo empreendimento comportamental. A consciencialização das classes mais favorecidas, relativamente a forma menos abonatória em como governos e grupos de interesses, sejam eles políticos ou económicos, estão conduzindo os desígnios da Nação, Portugal, ou mundo na escala total.

    O nosso modelo económico está falido. A vergonha encontra-se estampada no rosto de todas as pessoas, até naquelas que produziram, pouparam, criaram. Nada será como dantes.

    É vergonhoso o que esta à acontecer, os Mercados (grandes capitais) injectaram o máximo de capital em nossa sociedade, a politica de expansão fez o resto. Todos encheram os bolsos, principalmente os Mercados. Os Governos que se sucederam não foram capazes, por falta de competência, de instruir ou colaborar com o tecido empresarial, afim de direcionar e capitalizar investimentos para setores transaccionáveis.

    Portanto; Sem um governo irrepreensivelmente capaz, só nos restará mais vergonha!

    Giba / Inócuo partidário.
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  6.  # 748

    Colocado por: luisvvPorquê? Tectos salariais incentivam os melhores a sair. Valerá a pena ?


    Melhores? Mas quais melhores? Você acha que estamos a ser governados por gente competente? Não entende que o nosso sistema governamental está todo viciado?

    Temos de nos mentalizar que somos um país pequeno, com poucos recursos, não podemos viver à grande, se querem ordenados principescos abram uma empresa privada em nome próprio e TENTEM gerar essa riqueza, aí sim, se conseguir tem todo o direito de o receber, agora dinheiro dos contribuintes que sabe deus como conseguem sobreviver, esse tem de ser MUITO BEM GERIDO.

    Eu se tivesse de gerir dinheiro de outrem teria muito mais cuidado a geri-lo do que se ele fosse meu, pois considero que a responsabilidade é maior, mas esses "senhores", mas isso faz parte da minha educação, nem toda a gente recebeu tal "formação humana" algo que todo o político deveria ter.
  7.  # 749

    Eu ponho a questão de forma muito simples, acho até que já escrevi isto aqui algures: se a nossa produtividade é cerca de 60% da produtividade média da zona euro, como é que querem que se ganhe em média, mais que 60% do salário médio europeu, que as nossas prestações sociais, reformas e outros sejam superiores a 60% das equivalentes europeias, etc. etc., sem acabarmos numa ruptura financeira?

    E notem que a mesmo os indicadores médios europeus são já de si insustentáveis em muitos países.

    Queremos ganhar tanto como um alemão ou um francês, mas a produzir pouco mais de metade.
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  8.  # 750

    Colocado por: PortugalDesculpe a Noruega investiu mt dinheiro para descobrir tecnologia que lhe permitisse extrair petróleo em aguas profundas. Foi um risco do estado, um risco que lhes permite ser um país rico actualmente. Foi essencialmente um risco nacional porque só o estado tinha dinheiro para o fazer, em Portugal há mt pouca gente com dinheiro para investir.

    OS portugueses no geral tem espírito pouco empreendedor, aliás há estudos já divulgados nesse sentido, portanto pela sua visão o nosso país está condenado à desgraça.

    Vc acha que existe mts Champalimaud em Portugal? Foi uma benção para Portugal o que esse homem fez. Mas projectos dessa natureza só mesmo filantropos (1 em 1000000000000000000) ou então uma iniciativa do estado.

    Não concordo absolutamente nada com o seu ponto de vista.

    Acha que é obra do espírito santo empresas multinacionais que facturam biliões as vezes mais que mts orçamentos de estado? Claro que não foi apenas iniciativa privada houve mt mão do estado. Existem muitos países a apoiar incondicionalmente projectos particulares quando se trata de sectores chave/áreas de interesse nacional, e até mesmo tecnologias novas.


    Amigo Portugal,

    o nosso governo nem sabe gerir as nossas contribuições, quanto mais ter visão para investir em novas tecnologias, não se iluda, eu já ficaria contente se eles começassem a mostrar aptidões contabilísticas, se ele nem o básico conseguem fazer, não lhes peça para fazerem aquilo a que não são obrigados.
  9.  # 751

    o nosso governo nem sabe gerir as nossas contribuições, quanto mais ter visão para investir em novas tecnologias, não se iluda, eu já ficaria contente se eles começassem a mostrar aptidões contabilísticas, se ele nem o básico conseguem fazer, não lhes peça para fazerem aquilo a que não são obrigados.

    Subscrevo.
  10.  # 752

    Já devia ter aprendido que o Luisvv tem um problema incurável de miopia... Não estamos a falar de poupança de tempo! Não existem alternativas a estas vias! (Acha mesmo razoável fazer 150km em estradas degradadas, cheias de curvas, para chegar ao litoral???? tem a noção da realidade de que falo?) Quer fazer a experiência??? Mas deixe lá, rapidamente chegaremos à tal reserva em que os indiozinhos só cá estão na província para entreter os urbanos esclarecidos...


    Cara becas, creio que não me percebeu. Deixe-me ver se consigo colocar as coisas de outra forma:

    O PIB português (grosso modo, a riqueza produzida) ronda os 165 mil milhões de euros.
    Em 2009, a Conta Geral do Estado refere que a despesa total do Estado ronda os 50% do PIB.
    Se fosse cumprido o orçamento para 2010, a dívida do Estado ia aumentar em cerca de 17 mil milhões de euros (10% do PIB, para arredondar). Numa comparação um bocado demagógica, mas que talvez dê uma noção da dimensão do problema, são um pouco mais de 2 submarinos por mês, ou 4 TGV por ano.
    No próximo ano, só em juros, são 6 mil milhões, ou 2 TGV, por exemplo.
    Toda a brutalidade dos cortes nos ordenados, do congelamento das pensões, aumento do IVA, o resto das medidas de que ouve falar, servirá apenas para reduzir este problema a metade, e apenas de forma transitória. Note que neste momento ainda não estão contabilizados os custos futuros com as SCUT (os tais 700 milhões ano, que vão aumentando..) Quando lhe falam de "sacrifícios", estão a mentir-lhe. Esses, ainda estão para chegar. Daqui a uns 2 anos, é provável que olhe para trás e tenha saudades de 2010.

    Dito isto, sobra uma conclusão que me parece evidente: tudo o que exceda a nossa capacidade de pagar é um luxo .


    Para ajudar, anexo um quadro relativamente fácil de perceber. ..
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  11.  # 753

    Colocado por: macal Faço votos para que nunca seja pobre e doente com a saúde privatizada.


    Obrigado. No entanto, nem por isso a realidade se altera: 81 mil milhões de despesa pública, e com tendência a aumentar (fora aquela que é pública mas não entra nas contas..), 60 e tal mil de receita, alguma coisa tem que ir borda fora.
  12.  # 754

    Percebi perfeitamente, Luisvv, como percebo que o pior ainda está para vir. Como funcionária pública de um sector em regressão (ensino superior), não pense que não temo vir a ficar desempregada. Há um ano atrás tinha uma ligação vitalícia ao Estado (nomeação definitiva) e a perspectiva de progressão na carreira, agora tenho um contrato sem termo que pode ser denunciado se as circunstâncias assim o exigirem.
    O que não me convence é de que a A25 e a A23 são luxos. São essenciais. Ou então defina luxo, porque para mim e para o dicionário luxo é sinónimo de bem supérfluo, dispensável. Se "tudo o que exceda a nossa capacidade de pagar é um luxo", então para muitos cidadãos portugueses os medicamentos são um luxo, a educação é um luxo, a habitação em condições mínimas de salubridade é um luxo...voltamos à Idade Média?
  13.  # 755

    Melhores? Mas quais melhores? Você acha que estamos a ser governados por gente competente? Não entende que o nosso sistema governamental está todo viciado?


    Temos de nos mentalizar que somos um país pequeno, com poucos recursos, não podemos viver à grande, se querem ordenados principescos abram uma empresa privada em nome próprio e TENTEM gerar essa riqueza, aí sim, se conseguir tem todo o direito de o receber, agora dinheiro dos contribuintes que sabe deus como conseguem sobreviver, esse tem de ser MUITO BEM GERIDO.

    Gerir bem não é pagar mal. Se eu precisar de um funcionário competente, pago-o a preço de mercado. Porque é que haveria de ser diferente no Estado? Porque é que o Estado deve esperar atrair um gestor competente, se lhe paga ao nível de uma chefia intermédia de uma empresa razoável?
    • luisvv
    • 21 outubro 2010 editado

     # 756

    Colocado por: becasPercebi perfeitamente, Luisvv, como percebo que o pior ainda está para vir. Como funcionária pública de um sector em regressão (ensino superior), não pense que não temo vir a ficar desempregada. Há um ano atrás tinha uma ligação vitalícia ao Estado (nomeação definitiva) e a perspectiva de progressão na carreira, agora tenho um contrato sem termo que pode ser denunciado se as circunstâncias assim o exigirem. O que não me convence é de que a A25 e a A23 são luxos. São essenciais. Ou então defina luxo, porque para mim e para o dicionário luxo é sinónimo de bem supérfluo, dispensável. Se "tudo o que exceda a nossa capacidade de pagar é um luxo", então para muitos cidadãos portugueses os medicamentos são um luxo, a educação é um luxo, a habitação em condições mínimas de salubridade é um luxo...voltamos à Idade Média?


    Daqui a uns 2 ou 3 anos, vai olhar para trás e pensar como foi possível. Entretanto, os do costume vão ladrar sobre os malefícios do capitalismo e o economicismo e a falta de solidariedade e a indispensabilidade do Estado Social, e toda a gente baterá palmas. Não espero que alguma vez se venha a generalizar uma ideia que parece simples: gastar apenas o que se recebe.
    Perceber que, por muito que gostássemos de ser um país nórdico, não somos.

    Voltando à história do Porsche: convenceram-nos de que era bom e até dava lucro ter um, e agora é preciso escolher de que é que vamos abdicar para pagar o Porsche. Quem nunca andou não lhe sente a falta, mas depois de experimentar, é uma chatice, voltar a andar naqueles utilitários manhosos em 2ª mão...
    • luisvv
    • 21 outubro 2010 editado

     # 757

    Faltou o tal quadro, acho que vem d'O Diabo:
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      ORCAMENTO.jpeg
    • LuB
    • 22 outubro 2010 editado

     # 758

    O que não me convence é de que a A25 e a A23 são luxos. São essenciais. Ou então defina luxo, porque para mim e para o dicionário luxo é sinónimo de bem supérfluo, dispensável. Se "tudo o que exceda a nossa capacidade de pagar é um luxo", então para muitos cidadãos portugueses os medicamentos são um luxo, a educação é um luxo, a habitação em condições mínimas de salubridade é um luxo...voltamos à Idade Média?


    O problema aqui não me parece que sejam os gastos com a A25 ou A23. O problema é que gastamos em tudo e, aparentemente sem critério.

    É claro que temos direitos... Mas eles ficam hipotecados por causa dos abusos.

    Costuma dizer-se: Quem não tem dinheiro não tem vícios...
    Deveria acrescentar-se: Quem tem vícios, não tem dinheiro, nem direitos...


    Reparem que tivemos dinheiro para "Parques Expo", "Estádios de football", subsídos a tudo e mais alguma coisa, ordenados, por vezes escandalosos, a pessoas que pouco produziam, reformas chorudas para quem não fez os descontos correspondentes.
    Demos reformas, por inteiro, aos 52 anos... Foram tudo facilidades.

    Enfim, tivemos muita corrupção a par de vícios e hábitos de esbanjamento de gente rica... Assim não admira que estejamos completamente endividados.

    Ao que parece a corrupção é transversal a toda a sociedade. Rouba-se de cima a baixo, de mil e uma maneiras: - Nos contratos com o estado... nos impostos... desviam-se os subsídios... Metem-se cunhas...

    Em Portugal, roubar o estado não é uma vergonha, antes parece ser uma arte. Talvez fosse vergonha ser apanhado... Mas como ninguém é apanhado, o resultado está à vista.

    E, não se pense que são só as classes altas que roubam. Esses podem roubar mais, porque têm oportunidade de deitar mão a mais.

    Tenho uma empregada doméstica que me disse que a assistente social, lhe fez a seguinte proposta:
    Você desemprega-se, eu atribuo-lhe um subsídio, (seria reinserção social?) e você vai para as novas oportunidades e tenta fazer o 9.º ano. A minha sorte é que a empregada não quiz... É pouco ambiciosa e sempre ganha mais qualquer coisa a trabalhar...

    Também já vi pessoas concorrerem a um emprego e depois de terem ganho o lugar desistirem dizendo apenas: Pensando bem, não me interessa, porque tenho direito a 2 anos de subsídio de desemprego...
  14.  # 759

    Colocado por: luisvvEu começo a ter duvidas sobre se estarei mesmo a escrever Portugues (descontados os raios dos acentos, que o f-d-p. do teclado resolveu nao aceitar) ...


    Já várias vezes o vi escrever isso, e será que já tirou alguma elacção em relação a essas suas dúvidas? Possivelmente só o Sr. é que está bem e nós estamos todos errados.

    Não estou em desacordo consigo totalmente mas neste aspecto dos salários dos deputados/ministros/altos cargos de empresas publico-privadas estou completamente em desacordo,

    possivelmente vai-me pedir para lhe dizer qual o valor justo que eles deveriam receber, pois bem, não lhe sei dizer pois a diferença entre o que eles ganham e o que eu ganho é tão ASTRONóMICA que eu até sou suspeito para falar... simplesmente deviam ser eles os PRIMEIROS a sofrer as consequências da crise, pois são os que mais ganham, e afinal quem menos tem é que acaba por ser sempre os primeiros a sofrer a crise, porque para quem muito tem pode prescindir de algum, mas a quem pouco ganha e nada lhe sobra (alguns até passam fome para os filhos poderem comer), a estes não se deve exigir mais, o Sr. não tem coração?

    agora digo onde concordo consigo porque quando tenho a criticar critico e quando tenho a elogiar elogio, também acho que o governo não tem de apoiar as empresas a isto ou aquilo, apenas definir leis sérias para quem trabalha e principalmente gerir bem o dinheiro que os contribuintes tão arduamente lhes pagam. voltando às leis, as leis que temos só protegem que não quer trabalhar, eu tenho uma pequena empresa, e deparo-me com vários maus pagadores que nem com advogados, tribunais e solicitadores consigo receber, e eles continuam numa boa a viver à grande, e eu aqui a contar tostões para pagar a fornecedores, salários e impostos, se o governo fosse sério como o sr. parece pensar que é, já teria criado um pacote de leis que pusesse um travão aos maus pagadores... Se o país quer andar para a frente, não pode ser assim, penso eu de que...
  15.  # 760

    O sistema financeiro mundial não funciona porque é matemáticamente IMPOSSIVEL.

    Antigamente o dinheiro estava baseado nas divisas de ouro, agora não está baseado em nada.
    Isto é, o dinheiro PURA E SIMPLESMENTE não existe. São apenas digitos em computadores.

    Imaginem aquela história da biblia em que o senhor deu ao servo duas moedas de ouro....

    O servo colocou o ouro a render a 2% ao ano (na CGD Julius Caesaris :)))), isto é as moedas pesavam 10 g cada uma (portanto 20 g) e ele por ano recebia mais 2% (0,4 g de ouro por ano).

    O investimento passou de pai para filho até aos dias de hoje.

    O actual herdeiro foi levantar o ouro, sabem quanto era?
    3790000000000000 kilos ou 3790000000000 ton ou 3.790.000 milhoes toneladas
    Não existe esse ouro no planeta terra......

    Em 2000, TODO O DINHEIRO em circulação nos Estados Unidos da América eram aproximadamente 6.500.000.000 milhões (6.500 triliões de dólares)

    A cotação do ouro +- 1300 a onça (31.1 g)

    O homem tem mais dinheiro que TODO o dinheiro dos EUA....
    Arrisco a dizer, mais dinheiro do que existe no planeta....


    É por isso que este sistema financeiro é impossivel, em 200 anos torna-se autodestrutivo.
    1 dolar em 100 anos (a 2%) tranforma-se em 7 ... em 200 anos transforma-se em 52...
    É impossivel.
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