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  1.  # 61

    Colocado por: HAL_9000Nem toda a gente pode ser um supra sumo da economia como o ferreiraj125

    Sinceramente, ainda n percebi se ele é um mero estudante de economia que ainda n percebeu a matéria ou alguém que lê uns artigos e dá a sua opinião... Pq tem alguns erros crassos...


    Colocado por: ferreiraj125Na realidade não é preciso ter prejuizo para os produtores não produzirem, basta que não dê tanto lucro quanto podem obter de outras formas.

    Ferreira, se n houver margem, os produtores produzem na mesma, desde que o preço recebido cubra os custos variáveis, mais 1 pouco dos fixos.
    Sendo os custos fixos imutáveis no curto médio prazo, é sempre preferível continuar a produzir desse q o preço recebido cubra os custos variáveis mais uma percentagem dos fixos, por pequena que seja.
    • eu
    • 4 novembro 2022 editado

     # 62

    Colocado por: HAL_9000A especulação de preços devia ser crime e portanto devia ser controlada.


    E é ! Artigo 35.º do Decreto-lei n.º 28/84, de 20 de Janeiro

    O problema é que em Portugal as agências estatais não funcionam com eficácia. A ASAE e Autoridade da Concorrência pouco fazem.

    Mas como eu já aqui escrevi, os consumidores têm um papel crucial nesta questão: é preciso estar com atenção aos preços e não comprar a preços especulativos.

    O problema é que muitos consumidores, tendo dinheiro na mão, compram por qualquer preço, sem critério (veja-se o que aconteceu aos preços das casas) .

    É por isso que a situação só se resolve à bruta, retirando dinheiro do mercado.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: hsousa
  2.  # 63

    Colocado por: euompram por qualquer preço, sem critério (veja-se o que aconteceu aos preços das casas)
    Totalmente verdade. Mas nas casas eu não vejo que sobrasse grande alternativa ás pessoas, têm de morar em algum lado, e construir não é para todos.

    Mas vi pessoas na disposição de dar 200K por cada barraco, que agora com as subidas de juros estou farto de pensar como vão fazer.

    Mas se as pessoas têm culpa em comprar barracas as 1000 eur/m2, não têm culpa da situação caótica a que chegou a habitação em Portugal. A minha perceção pode estar influenciada por viver na AML, mas acho que não, porque mesmo na terrinha existe muito mais gente à procura de casa, do que ofertas para arrendar.

    Quanto ás agências estatais, se a ERSE por um lado diz que o gás de botija é vendido ao dobro do preço de referência e não consegue explicar porquê, mas ao mesmo tempo entende que não é necessário continuar a limitar o preço deste bem, está tudo dito.



    Colocado por: euÉ por isso que a situação só se resolve à bruta, retirando dinheiro do mercado.
    Juro que percebo a teoria, só acho que esta estratégia vai tirar dinheiro sobretudo aqueles que não amealharam assim tanto durante a impressão desenfreada, aqueles que trabalhavam para pagar contas. Basta ver que as poupanças das famílias já quase foram ao ar e ainda nem entramos em 2023.
    Quem de facto acumulou muito património com as taxas de juros baixas (e não falo de quem comprou uma casa para viver) consegue contornar o impacto negativo destas subidas de juros.
    Mas se até o nosso governador do Banco de Portugal muda completamente de opinião em menos de 1 mês, eu só tenho de confiar na politica do BCE, porque eles parece mesmo que sabem o que estão a fazer.
  3.  # 64

    Colocado por: NTORION
    Ferreira, se n houver margem, os produtores produzem na mesma, desde que o preço recebido cubra os custos variáveis, mais 1 pouco dos fixos.
    Sendo os custos fixos imutáveis no curto médio prazo, é sempre preferível continuar a produzir desse q o preço recebido cubra os custos variáveis mais uma percentagem dos fixos, por pequena que seja.


    Produzem, durante um curto período enquanto não conseguem reconverter e/ou reorientar produção. E tendo em conta que muito do que se compra tem origem total ou parcial noutros países, basta olhar para o mercado energético e perceber o que aconteceria.

    Já para não falar da criação de mercados paralelos, etc.
    Concordam com este comentário: eu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
    • eu
    • 4 novembro 2022 editado

     # 65

    Colocado por: HAL_9000só acho que esta estratégia vai tirar dinheiro sobretudo aqueles que não amealharam assim tanto durante a impressão desenfreada, aqueles que trabalhavam para pagar contas.


    Há uma questão fundamental que parece que ainda não assimilou: a inflação descontrolada é que tira poder de compra diretamente a todos os cidadãos.

    A subida das taxas de juro para valores "normais", não afeta diretamente toda a gente, afeta acima de tudo os que estavam a beneficiar de dinheiro quase gratuito.
    Concordam com este comentário: *cc, N Miguel Oliveira, ferreiraj125, ricardo.rodrigues
  4.  # 66

    Colocado por: HAL_9000já li a ladainha da Venezuela umas 5 ou 6 vezes hoje. Se for ver a miséria que as subidas de juros originaram ao longo da história vai ver que também tem exemplos engraçados.

    O Brasil já começou a subir os juros em Março de 2021 e ainda no mês passado li que por lá um ovo da para 3 almoços das crianças na escola. É uma pujança económica invejável.

    A especulação de preços devia ser crime e portanto devia ser controlada.


    A "ladaínha da Venezuela" pode ser substituída pelo Zimbabwe, pela Argentina, pelo Brasil dos anos 80 e 90, ou virtualmente por grande parte do mundo onde sempre se tentou inventar soluções mágicas para a inflação.

    O que resulta em miséria não é o controlo da inflação, é a inflação em si, ou em bom rigor o que a causou. Se queremos evitar miséria é fazê-lo antes, evitando as políticas que a causam.
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira, hsousa
  5.  # 67

    Colocado por: eua inflação descontrolada
    Eu assimilei, e obviamente não defendo inflação descontrolada como você parece estar a sugerir, apenas discordo profundamente da receita para a controlar (que diga-se de passagem, não está a resultar).


    Colocado por: euA subida das taxas de juro para valores "normais", não afeta diretamente toda a gente, afeta acima de tudo os que estavam a beneficiar de dinheiro quase gratuito.
    Gostava de o ver a explicar isso a quem não tem dinheiro para pagar no mesmo mês as compras do supermercado e a casa, e portanto ter de escolher.
  6.  # 68

    Colocado por: luisvvSe queremos evitar miséria é fazê-loantes, evitando as políticas que a causam.
    Só para esclarecer, quem definiu as políticas que causou a inflação, não são os mesmos que a tentam controlar com a formula do livro (independentemente da origem), ou com as soluções mágicas?

    Só para avaliar a competência dos ditos decisores, quem agora diz que a subida dos juros agressiva e sustentada é o único caminho para controlar os juros, são os mesmos que em março diziam que a inflação era temporária e portanto as pessoas podiam continuara a consumir à vontade? Ou que em outubro diziam quem em 2022 não estariam reunidas as condições para começar a subir juros?

    https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/subir-juros-para-combater-a-inflacao-nao-resolveria-nenhum-dos-problemas-atuais-diz-lagarde
  7.  # 69

    Colocado por: HAL_9000Eu assimilei, e obviamente não defendo inflação descontrolada como você parece estar a sugerir, apenas discordo profundamente da receita para a controlar (que diga-se de passagem, não está a resultar).


    Gostava de o ver a explicar isso a quem não tem dinheiro para pagar no mesmo mês as compras do supermercado e a casa, e portanto ter de escolher.


    Pelo que já ententi, o HAL não é contra a politica da subida de juros para combater a inflação, mas sim no efeito que ela tem sobre quem tem empréstimo à habitação com taxa variável.

    Sem o agravar da taxa variável no CH, qual é o problema então de subir os juros para combater a inflação? (mesmo assumindo que tem razão e não é a forma mais eficaz de o fazer)
  8.  # 70

    Colocado por: fcoucelohttps://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo-impede-subida-da-taxa-de-juro-apos-renegociacao-do-credito

    Créditos de habitação própria permanente até 300.000€ que tenham um aumento de 5% na taxa de esforço podem negociar com o banco sendo que o objectivo do governo é não existir aumento dos juros da prestação.

    Não existir aumento de juros é diferente de não aumentar o valor prestação mensal que pode ser feito sem prejuízo para o banco através do aumento do prazo (até ganham dinheiro) ou carência de capital (pagar apenas juros durante uns anos e ter o capital que não foi amortizado à espera para ser pago no final do prazo do crédito).

    Se de facto a medida do governo obriga os bancos a não aumentar a TAE (spead+euribor) então será uma boia de salvação para as milhares de famílias que de outra forma teriam de vender a sua habitação própria permanente.


    Assim provavelmente já não vão haver grandes saldos, porque vão ser menos a entrar em incumprimento.
  9.  # 71

    Colocado por: PedroNunes24Sem o agravar da taxa variável no CH, qual é o problema então de subir os juros para combater a inflação?
    Desde que as famílias continuem com dinheiro para o mais básico, não veria nenhum problema.

    O meu problema é que a subida cega, vai atirar com muitas famílias para a miséria (eu sei que isto é um problema que Afecta mais Portugal que outros países da Europa). Temos de ver o contexto: se esta subida cega a mim até ver afetou a taxa de poupança, ao meu vizinho já o fez arranjar um segundo emprego. Mais grave que isso é que ele nem percebeu muito bem que o aumento que teve em junho, não é nada comparado com o que vai ter para o ano.

    Por outro lado aumentar juros ás cegas, não permite que haja uma previsibilidade para as familias orientarem o seu orçamento. Se as pessoas têm pouca educação económica? Têm sim senhor, mas a culpa não é inteiramente delas. Mesmo neste momento temos um PM, que com o seu discurso continua a incentivar ao consumo, quando sabe que se devia fazer o contrário para controlar a inflação.

    A subida de juros cega também vai atirar muitas empresas para dificuldades económicas, que tarde ou cedo vai afetar o emprego. E se o desemprego começa a subir, então aí gera-se uma situação muito grave.

    Não sou contra a subida dos juros por si só, sou contra a subida de juros desenfreada e ás cegas. Sobretudo depois o BCE no início do ano andar a dar tiros numa direção completamente oposta. Se as pessoas foram imprudentes, que dizer do pessoal que toma decisões em termos de política monetária?

    Tendo em conta o que está a impulsionar a inflação, também não sei qual é a margem de redução de consumo das pessoas em termos de alimentação e energia. E se essa margem permite controlar a inflação para os níveis pretendidos. Certamente será controlada quando as pessoas não conseguirem comprar nada, mas aí já estão na miséria, que é precisamente o que se está a tentar controlar.

    Sendo que o rendimento disponível de um Português não é o mesmo de um Alemão, e que existem muitas assimetrias na europa, será que o BCE atuar para a Europa da mesma maneira que a FED atua para os estados unidos é a estratégia correta?
    Concordam com este comentário: Quilleute
    • eu
    • 4 novembro 2022 editado

     # 72

    Colocado por: HAL_9000apenas discordo profundamente da receita para a controlar (que diga-se de passagem, não está a resultar).

    Não sei porque insiste na falácia "não está a resultar", porque os efeitos das subidas da taxa de juro não são imediatos, só daqui a um ano é que podemos tirar conclusões.

    Colocado por: HAL_9000Gostava de o ver a explicar isso a quem não tem dinheiro para pagar no mesmo mês as compras do supermercado e a casa, e portanto ter de escolher.

    Quem está nesse cenário vai ter a ajuda das medidas tomadas pelo governo esta semana, vão poder manter o valor da prestação mais ou menos na mesma.

    Quanto às compras do supermercado, a subida das taxas de juro serve mesmo para controlar esses preços.

    Nota: quem está nessa situação se calhar deu um passo maior que o pé; endividou-se acima das possibilidades.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  10.  # 73

    Colocado por: euNão sei porque insiste na falácia "não está a resultar", porque os efeitos das subidas da taxa de juro não são imediatos, só daqui a um ano é que podemos tirar conclusões
    Se só se sente o efeito daqui a muitos meses, definem a subida, com base em quê?

    Explique-me o que justificou a mudança brusca do discurso? Para mim em Março já era claro que a inflação tinha vindo para ficar, só quem não faz compras.


    Colocado por: euQuem está nesse cenário vai ter a ajuda das medidas tomadas pelo governo esta semana, vão poder manter o valor da prestação mais ou menos na mesma.
    Eu nem olhei com a atenção devida para as medidas porque não se aplicam ao meu caso, mas qual é a medida que lhe permite dizer que "vão poder manter o valor da prestação mais ou menos na mesma". Dos bullet poits que li pareceu-me uma mão cheia de nada. Além de que quem recorrer a elas (at least in part) ficará sinalizado pelo que percebi.
  11.  # 74

    Quem recorreu às moratórias não ficou "sinalizado"?
  12.  # 75

    Colocado por: PedroNunes24Pelo que já ententi, o HAL não é contra a politica da subida de juros para combater a inflação, mas sim no efeito que ela tem sobre quem tem empréstimo à habitação com taxa variável.


    Pois, mas esse problema afecta principalmente os portugueses, muito mais que os restantes europeus.
    Tem de se retirar lições e futuramente apresentar condições mais favoráveis na escolha por taxa fixa no CH para que aumentos dos juros não tenham um impacto tão elevado.
    Os CH em ortugal são maioritarimente contraidos "ao momento", o futuro e salvaguardas logo se vê.

    A malta por alguma razão meteu na cabeça que taxas 0% e negativas era o novo normal, mas não, foi apenas uma anormalidade que se extendeu por mais tempo do que aquele deveria.
  13.  # 76

    Colocado por: DuarteMTem de se retirar lições e futuramente apresentar condições mais favoráveis na escolha por taxa fixa no CH para que aumentos dos juros não tenham um impacto tão elevado.
    Eu por ter muita família e amigos no estrangeiro, frequentemente falamos de tudo um pouco, e tenho alguma noção das taxas fixas oferecidas em países como: frança, alemanha, luxemburgo, suiça. As taxas fixas em Portugal, salvo exceções de uns bancos mais recentes, são de facto muito más, e só disponiveis se solicitadas. Não são oferecidas por defeito. No caso da construção nem existem sequer.

    Isso tb ajuda a explicar muito do "aventurismo" dos portugueses, isso e a fraca liquidez.


    Colocado por: DuarteMA malta por alguma razão meteu na cabeça que taxas 0% e negativas era o novo normal,
    Basta ver o discurso dos gestores de conta, dos intermediários de crédito e das imobiliárias há um ano atrás.
    • eu
    • 4 novembro 2022

     # 77

    Colocado por: HAL_9000Basta ver o discurso dos gestores de conta, dos intermediários de crédito e das imobiliárias há um ano atrás.


    A culpa é deles? Ou das pessoas que não têm juízo nas suas decisões financeiras, principalmente de longo prazo?
    • AMVP
    • 4 novembro 2022

     # 78

  14.  # 79

    Colocado por: euA culpa é deles? Ou das pessoas que não têm juízo nas suas decisões financeiras, principalmente de longo prazo?
    Depende, o estado zela por dar educação financeira das pessoas para que saibam tomar decisões financeiras a longo prazo?

    Ou pelo contrário esconde-lhes a crise, toma-as por burras ao insistir confundir aumentos nominais, com aumentos reais?

    O "eu" é uma pessoa informada, provavelmente teve oportunidade de estudar e isso leva-o a tomar todas as suas decisões de forma consciente e estudada. Com certeza adquiriu muita experiência de vida e known how pelo caminho também. Mas nem toda a gente tem as mesmas oportunidades e as mesmas armas. Apenas sabe que precisa de uma casa para morar, e tenta arranjar algo que possa pagar.

    A conjuntura que se cria em torno das pessoas, influencia sim as decisões delas.

    O meu caso por exemplo ao fazer o meu CH, não pude optar por taxa fixa, mas sendo variável, apenas pedi um valor que pudesse pagar caso a euribor atingisse o máximo histórico de 5.5% (até porque era para segunda habitação). Eu estava minimamente informado (apesar de menos que hoje), era instruido e sabia fazer algumas contas. Mas neste momento nada me garanta que euribor não chegue aos 6, 7, 10%, e eu pelo menos não consegui prever uma inflação de 10% que me ia roubar rendimento salarial. Se a euribor chegar a esses valores faz de mim uma pessoa "que não têm juízo nas suas decisões financeiras". Não creio, mas aceito a crítica.
  15.  # 80



    foi apenas uma anormalidade que se extendeu por mais tempo do que aquele deveria.



    Na minha opinião é isto que aconteceu e mais nada...

    Agora....vamos ver até quando o rastilho aguenta(uns tem o já curto, outros mais longos..outros ainda tem a bobine toda.....
 
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