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  1.  # 141

    https://expresso.pt/economia/2022-11-03-Casas-a-precos-acessiveis--So-com-reducao-de-impostos-37713b22


    Não só na "habitação" mas também nos impostos sobre o trabalho e produtos. Esta seria talvez a coisa mais sensata a fazer. Mas isso destroi a ideia de mais receita para manter um Estado cada vez maior, mais gordo, mais paternalista, mais subsidio-vaucher-dependente.

    Reduzir impostos para muitos votantes significa "oh, as coisas vão custar o mesmo que antes, por isso em vez de encher os bolsos aos especuladores, aos patrões, melhor encher os cofres do Estado que é dinheiro de todos"... e não saimos disto.

    Vamos para a rua manifestar-nos com o vizinho que pensa assim? Bora lá então :)
    Concordam com este comentário: Carvai, hsousa
  2.  # 142

    https://www.publico.pt/2022/11/06/azul/noticia/portugal-mal-emissoes-co2-transportes-habitacao-florestas-2026638

    Mais um assunto tabú. Em que antes de exigir algo do Estado, cada um deve ver o que pode/deve fazer individualmente.

    Com a inflação e os juros é algo idêntico.
    Façamos o trabalho de casa primeiro...
    Concordam com este comentário: eu
  3.  # 143

    Já cheguei a uma idade que já não tenho muita paciência para quem ignorantemente compara manifestações populares com uma revolução militar ( ignora filho )

    Mas adiante… o simples facto de dizerem que existem cidadãos que não compreendem política, logo estes deveriam ser impedidos de votar, demonstra o quão pobre anda o conceito de democracia nas pobres cabeças.

    Infelizmente sou bom entendedor e quando vejo alguém a advogar as ações dos coletes amarelos franceses que causaram milhares de euros em prejuízos nos negócios de pessoas que demoraram vidas a construí-los, é me fácil perceber o que querem dizer quando apelam (no conforto do seu sofá … ) ao pessoal ir para a rua manifestar-se.

    Pois lamento meu caro, não votei PS , mas não vou partir carros, pegar fogo a caixotes do lixo ou os negócios dos meus compatriotas só porque não concordo com as políticas do governo actual do meu país .
    Espero pelas eleições ( como alguém que zangado ou frustrado , ainda respeita o direito de voto dos outros ) como manda o respeito , a empatia e acima de tudo a democracia .

    Não quer ? … existe uma panóplia de lugares onde pode ir partir algo … a sua cozinha … a sua sala … o seu quarto… já deve ter percebido.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, RaquelMS, eu, hsousa
  4.  # 144

    Parece-me algo ridículo quando se advoga manifestações…
    Manifestar contra o quê ? Ou quem ?

    . Quem contraiu empréstimos pessoais para ir viajar ou comprar tv’s 4K?
    . Quem contraiu crédito habitação em casas de centenas de € a ganhar pouco mais que o salário mínimo ?
    .Quem contraiu empréstimos pessoais para entrada das casas, porque nunca poupou ?
    .Quem continua a pagar portagens e pagar combustível , quando usa o carro para ir ao café ?
    .Quem gasta 50k€ num carro descapotável porque é fixe ?
    .Quem paga um telemóvel em prestações de 2 anos ?
    .Quem não acabou a escolaridade obrigatória mas queixa-se que não arranja trabalho ?
    .Quem gasta centenas de € em tabaco e jogo e chega ao final do mês sem dinheiro para comer ?

    É fácil manifestarmo-nos contra algo , mas se calhar o pessoal devia um pouco olhar para eles mesmos e manifestarem-se internamente.
    Há meses que se dizia aqui no FdC, que as taxas estavam absurdamente baixas e qualquer um sabia que a “mama” ia acabar , pois não era viável a longo prazo.
    É aproveitar a época do dinheiro barato mas com perspectivas a longo prazo que não ia durar para sempre… e obviamente não durou.
    Na altura da pandemia já se previa a subida dos juros … a guerra só veio acelerar o processo de forma demasiado rápida .
    Sem a guerra , a subida iria ser bem mais lenta e demorada , havendo tempo para adaptação , infelizmente a besta do Putin carregou no acelerador.

    Pois neste momento preparo-me já para uma subida até aos 4% ( 5% no máximo ) em 2023.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, eu
  5.  # 145

    Colocado por: QuilleuteParece-me algo ridículo quando se advoga manifestações…
    Manifestar contra o quê ? Ou quem ?

    . Quem contraiu empréstimos pessoais para ir viajar ou comprar tv’s 4K?
    . Quem contraiu crédito habitação em casas de centenas de € a ganhar pouco mais que o salário mínimo ?
    .Quem contraiu empréstimos pessoais para entrada das casas, porque nunca poupou ?
    .Quem continua a pagar portagens e pagar combustível , quando usa o carro para ir ao café ?
    .Quem gasta 50k€ num carro descapotável porque é fixe ?
    .Quem paga um telemóvel em prestações de 2 anos ?
    .Quem não acabou a escolaridade obrigatória mas queixa-se que não arranja trabalho ?
    .Quem gasta centenas de € em tabaco e jogo e chega ao final do mês sem dinheiro para comer ?


    Tem noção que existe um país além desses clichés não tem? Um país que trabalha, está sobrecarregado de impostos e perde pode de compra há 20 anos. Pena que parte desse país seja o mesmo que insiste em votar na política miserabilista do PS, mas isso não significa que este país não esteja a ser mal gerido.
    Você está num país que ganha, mal, muito muito mal Homem. Essa é que é a questão.

    Eu antes de vir para Lisboa pensava um pouco como o Quilleute e o NMiguelOliveira : "as pessoas são pobres também porque querem ser pobres, não se sabem orientar". Quando aqui cheguei e contactei co toda esta realidade suburbana percebi uma coisa simples, muita gente não tem sequer a mínima hipótese de deixar de ser pobre. E para muita gente interessa que esse status quo, assim seja mantido.

    Você sabe que manifestação e reivindicação, não inclui propriamente partir caixotes do lixo e partir montras, não sabe? Basta uma classe profissional coordenar-se e parar o país. Lembram-se da manifestação dos professores no tempo do socrates, por exemplo? Ou quando os camionistas deixaram de abastecer as bombas. Muito mais eficaz que andar para aí a partir tudo. O importante é afirmar um ponto de vista.

    Se calhar o facto de uma pessoa ficar em casa e não exigir nada, é que faz com que este país não saia da cepa torta.

    Colocado por: QuilleuteHá meses que se dizia aqui no FdC, que as taxas estavam absurdamente baixas e qualquer um sabia que a “mama” ia acabar , pois não era viável a longo prazo.
    É aproveitar a época do dinheiro barato mas com perspectivas a longo prazo que não ia durar para sempre.
    A única coisa que não percebo, é como é que havendo aqui tanto especialista em macroeconomia, o BCE andou e anda aos papeis ainda. Eu tenho mesmo muitas reservas com a velocidade a que esta subida está a ser feita. Uma velocidade que é comum numa europa com vários países com economias muito diferentes. A Alemanha por exemplo está a ajudar os seus cidadãos nesta inflação, de uma maneira que portugal nem de perto consegue ou quer fazer.
    Mas nem vou bater mais no ceguinho, afinal há aqui tantos especialistas em macroeconomia, que já previam esta inflação desde 1958.

    Colocado por: QuilleutePois neste momento preparo-me já para uma subida até aos 4% ( 5% no máximo ) em 2023.
    Mas nada lhe garante que pare nos 5, porque não 6 ou 8%. Porque não 10%? É que tenho mesmo a sensação que o pessoal no BCE está naquela: "aumenta-se e logo se vê. Se der ****, a gente daqui a 5 anos, diz que nos enganamos."
  6.  # 146

    Atenção que não generalizei um povo por alguns, simplesmente alertei que por vezes antes de gritarmos na rua , é necessária introspecção pessoal e económica.

    Não estou a ilibar as irresponsabilidades dos governos que temos há dezenas de anos , existem alternativas mas o povo vota entre 2 … é simplesmente algo que precisa de ser mudado através de melhores campanhas eleitorais … menos mimimi e mais soluções …

    Manifestação não implica destruição… óbvio que não !
    No entanto e como referi alguns users apontam os coletes amarelos como exemplo a seguir e isso é absurdo e completa irresponsabilidade.
    Sou a favor das greves , manifestem-se pacificamente, batam o pé e exijam sempre melhores condições.
    Mas quando alguém apela por várias vezes a exemplos franceses … é demais.

    Não sou economista, sou eng informático … , mas quem não previu as taxas de juro a subir após a pandemia … não estava a olhar, com os dois olhos abertos .
    Os Estados Unidos davam cheques como se de migalhas fosse, a Europa aprovava apoios sem olhar o amanhã …
    Mas estamos cegos ?
    Era óbvio … não desta forma acelerada … mas por favor … ERA ÓBVIO !
    O BCE limita o acesso ao dinheiro e os Países lançam apoios ( mandam dinheiro ) … o contra-senso absurdo.
    Ninguém se junta numa mesa e debate o rumo a seguir … o pobre paga.

    Honestamente espero que não passe dos 4% , rezo até , porque nesta altura muita gente nem sequer terá hipóteses de comprar uma posta de pescada , quanto mais a prestação da casa.
    Passar dos 5% é economicamente suicida, para não dizer a morte da economia comum de alguns países da UE.
    Concordam com este comentário: hsousa
  7.  # 147

    Colocado por: HAL_9000A Alemanha por exemplo está a ajudar os seus cidadãos nesta inflação, de uma maneira que portugal nem de perto consegue ou quer fazer.
    Mas nem vou bater mais no ceguinho, afinal há aqui tantos especialistas em macroeconomia, que já previam esta inflação desde 1958.

    Ajuda pq pode, cá o foco é amealhar para reduzir a dívida pública e distribuir uns subsídios parvos para distrair os q votam no partido. As eleições são só daqui a 3 anos e por isso é preciso guardar a fatia de leão para essa altura, quando provavelmente ainda estaremos pior.

    Nunca fui muito à favor da adesão ao euro, mas na situação atual se tivéssemos o escudo ainda seria pior, andávamos a desvalorizar a moeda à bruta, com inflação de 15 ou 20% e taxa de juro a 10%.
  8.  # 148

    Sem o euro nem imagino , mas o que não era necessário era abdicarmos de independência de produção.

    Abdicámos de muito e agora dependemos demais.
  9.  # 149

    .
  10.  # 150

    Colocado por: N Miguel Oliveirahttps://www.publico.pt/2022/11/06/azul/noticia/portugal-mal-emissoes-co2-transportes-habitacao-florestas-2026638

    Mais um assunto tabú. Em que antes de exigir algo do Estado, cada um deve ver o que pode/deve fazer individualmente.

    Com a inflação e os juros é algo idêntico.
    Façamos o trabalho de casa primeiro...


    Olhando aqui para Coimbra e vendo as centrais a carvão a que chamam autocarros, não sei se não polui mais comprar o passe... Felizmente estão a inserir eléctricos na frota, mas é lento e os que permanecem a gasóleo... por favor... Esses sim, deveriam ter OBRIGATORIAMENTE filtros de partículas!
    Concordam com este comentário: eu
  11.  # 151

    Colocado por: HAL_9000Eu antes de vir para Lisboa pensava um pouco como o Quilleute e o NMiguelOliveira : "as pessoas são pobres também porque querem ser pobres, não se sabem orientar". Quando aqui cheguei e contactei co toda esta realidade suburbana percebi uma coisa simples, muita gente não tem sequer a mínima hipótese de deixar de ser pobre. E para muita gente interessa que esse status quo, assim seja mantido.


    O HAL parece que descobriu a pólvora nesse então :)
    O caso de Lisboa está muito longe de ser novo, ou de ser tão dramático como em muitos outros lugares. A ideia de que todos somos iguais é bonita e romântica, mas irregal e ingénua. Quanto mais cedo perceber isso melhor, e como se diria no Norte "não é preciso ir a Lisboa" para saber isso.

    O risco do aumento da inflação já pelo menos há uma ano que o oiço nas noticias a par do preço do transporte marítimo. Isto antes da guerra ou preço da energia. Da Euribor não é preciso ser-se doutorado para perceber que algo falha quando uma taxa de juro é negativa. Algum dia iria vir para valores normais. O que não é normal é construir-se o barraco por 300 ou 400k€ ganhando tostões. Eu não percebo que contas as pessoas fazem.

    Mas quanto conto a algum colega ou amigo o que ouvi no debate quinzenal do parlamento ou nalguma comissão de inquérito (gosto de trabalhar com a tv ligada, a ouvir as noticias, e/ou canal AR)... a reação normal é: "que paciência tens para ouvir essas coisas".

    Pelo que não me surpreende nada o tipo de manifestações que temos. Pegando no caso dos coletes amarelos, para quem não sabe ela também aconteceu na rotunda de Francos no Porto. Havia mais policias que manifestantes. As pessoas não tem interesse, é tão simples quanto isso. Muitos nem votar vão, quanto mais...

    Mas nem tudo é politica. Nas obras ou no imobiliário, quase ninguém sabe dos direitos e deveres que tem. Mas mesmo quando sabem que não sabem, não há vontad€ para querer saber. Acho que poderia estrapolar isso para quase qualquer coisa, qualquer outro sector. Estarei errado?

    O "desenrascanço" parece uma virtude aos olhos de muitos. Um teimoso defeito na minha opinião.
  12.  # 152

    Colocado por: HAL_9000
    O meu caso por exemplo ao fazer o meu CH, não pude optar por taxa fixa, mas sendo variável, apenas pedi um valor que pudesse pagar caso a euribor atingisse o máximo histórico de 5.5% (até porque era para segunda habitação). Eu estava minimamente informado (apesar de menos que hoje), era instruido e sabia fazer algumas contas. Mas neste momento nada me garanta que euribor não chegue aos 6, 7, 10%, e eu pelo menos não consegui prever uma inflação de 10% que me ia roubar rendimento salarial. Se a euribor chegar a esses valores faz de mim uma pessoa "que não têm juízo nas suas decisões financeiras". Não creio, mas aceito a crítica.


    Pelos posts que vou vendo aqui pelo fórum, não me parece que o HAL seja de todo irresponsável. A economia é ciclica e certamente tem as ferramentas para atravessar este período mais complicado e melhores tempos virão.

    Acho que a lição a retirar de todo este episódio da euribor, é que devemos sempre minimazar a nossa dependência de actores externos (tal e qual como a dependência energética da Russia). Por melhor preparados que estejamos, quanto mais confiança e poder colocamos nas mãos dos outros, menos controlo temos sobre o nosso destino.

    Taxa fixa equivale a fixar o valor da inflação. Equivale a não depender da competência dos gestores bancários e políticos.
  13.  # 153

    Agora com estas medidas de apoio aos Créditos Habitação, quem já estava à procura de melhorias, nomeadamente noutro banco, e está prestes a fazer uma transferência, já fica "marcado" como potencial incumpridor?
    É que eu não estou nem nunca estive em incumprimento, nem a minha taxa de esforço atinge sequer os 15%. Apenas quero assegurar taxa fixa durante os próximos anos.
  14.  # 154

    Colocado por: CL1990Agora com estas medidas de apoio aos Créditos Habitação, quem já estava à procura de melhorias, nomeadamente noutro banco, e está prestes a fazer uma transferência, já fica "marcado" como potencial incumpridor?
    É que eu não estou nem nunca estive em incumprimento, nem a minha taxa de esforço atinge sequer os 15%. Apenas quero assegurar taxa fixa durante os próximos anos.


    Claro que não. A transferência de crédito nada tem a ver com estas medidas. Sempre aconteceu e sempre acontecerá.
    Concordam com este comentário: desofiapedro, IronManSousa
    • eu
    • 7 novembro 2022

     # 155

    Colocado por: N Miguel OliveiraEm que antes de exigir algo do Estado, cada um deve ver o que pode/deve fazer individualmente.

    Com a inflação e os juros é algo idêntico.
    Façamos o trabalho de casa primeiro...


    Exatamente!

    Não perguntem o que o Estado pode fazer para resolver o problema, perguntem o que é que vocês podem fazer.
  15.  # 156

    Colocado por: N Miguel OliveiraO HAL parece que descobriu a pólvora nesse então :)
    O caso de Lisboa está muito longe de ser novo, ou de ser tão dramático como em muitos outros lugares. A ideia de que todos somos iguais é bonita e romântica, mas irregal e ingénua. Quanto mais cedo perceber isso melhor, e como se diria no Norte "não é preciso ir a Lisboa" para saber isso.
    Não descobri a pólvora, ainda assim é muito diferente saber que existe uma realidade e contactar com ela mais de perto.
    O Sr. António Costo e O Sr. Marcelo deviam passear mais a pé, pelas diversas zonas periféricas a Lisboa. Ou pelo interior de Portugal, precisamente para ganharem essa consciência, e verem um bocadinho além das folhas de Excel que naturalmente são necessárias para fundamentar as decisões. Pelo menos acho que ganhariam outra sensibilidade antes de gastar o dinheiro público e negócios duvidosos e ruinosos.

    Lisboa em si é uma cidade bonita, e é isso que se vende aos turistas, e acho que é essa a Lisboa que o Sr. Costa conhece.
    Já os arredores...... ainda me lembro do choque que tive no primeiro mês que por cá andei, prédios feios, apinhados, lixo, muito lixo na rua, e muita pobreza mesmo. A pobreza também é frequente em meios mais rurais, muito frequente até mas ainda assim acho-a diferente.
    Não é preciso vir a Lisboa para saber que a miséria que existe, e ainda assim no meu caso foi determinante para eu passar a olhar para alguma situações com outra cabeça.
    Não posso à partida acusar logo uma pessoa de não se saber orientar, se ela nunca teve hipótese de o fazer. Não posso esperar que alguém que tem uma família estruturada, apoio familiar, e condições em casa, evolua da mesma maneira quealguém que vai para a escola sem pequeno almoço.

    Dito isto, há muita gente que é instruída e é ignorante por opção. Lembro-me ainda não há um ano um colega, doutorado, estava a contrair um CH, e não sabia, nem queria saber como é que se calcula uma taxa de juro, nem o que era a TAEG. Sabia o que era o spread, e a prestação e que podia aumentar. Neste caso o meu colega não se informou devidamente, por manifesto desinteresse.
    Mas esta situação é muito distinta de outra pessoa que não tem a formação mínima que lhe permita informa-se devidamente, ou compreender a informação se a procurar. Por exemplo, os meus pais nunca tiveram créditos, mas eu acho que eles nunca iam perceber bem como é que uma prestação pode duplicar, com base em quê. Nestas situações é importante que os bancos fizessem alguma pedagogia, e não fazem, nem têm interesse em fazer porque é mais fácil deste modo maximizar o lucro e minimizar o risco.

    Todos nós temos de ser responsáveis pelas nossas decisões, mas já perdi um pouco aquela ideia que tinha há uns 5 anos atrás de : "As pessoas que estão em dificuldades é porque não se sabem orientar". Depende dos recursos que a pessoa teve acesso. O N Miguel Oliveira há dias disse que agradecia aos seus pais o terem-lhe proporcionado a oportunidade de ir à faculdade. Nem todos os pais assim são. Conheço situações em que os pais além de não financiarem os estudos, começam a cobrar uma "renda" aos filhos por estarem a viver la em casa depois dos 18.
    Existe também um estudo muito interessante que relaciona a pobreza, a carência material, e o viver com orçamentos muito restritivos, com a capacidade de tomar decisões conscientes, informadas e fundamentadas. Uma pessoa que gasta a quase totalidade dos seus rendimentos apenas para pagar a casa e a comida é muito mais propensa a tomar decisões financeiras profundamente erradas, porque não consegue pensar a longo prazo, projeta apenas a curto prazo e reage de forma muito mais evidente a estímulos de momento. Os resultados são bastante esclarecedores do porquê que os ciclos de pobreza de perpetuam por diversas gerações.

    Este é um tema de debate muito frequente aqui por casa com a minha esposa que também é muito liberal e total defensora da autorresponsabilidade.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: N Miguel Oliveira
  16.  # 157

    Ninguém está a indicar que a culpa da situação económica das pessoas é somente má gestão.
    Existe de facto um lapso enorme na educação económica e social neste país, mas a mim ninguém teve de me ensinar a “calcular taxas de juro” para entender algo tão simples mas que tem importância tremenda nas nossas vidas.

    Estamos de facto com um problema económico nacional mas , antes de se “bradar aos céus” e “apontar dedos aos políticos” temos também de ter noção que muita gente esteve claramente a borrifar-se para um futuro económico estável.
    Usou-se e abusou-se do acesso ao dinheiro fácil e nada foi para “poupar”, gastou-se acima das possibilidades e agora as contas vêm morder-lhes o dito cujo.

    Eu aceito que sejam necessárias medidas de apoio mas ao mesmo tempo sei ver que se muita gente tivesse tido 2 dedos de testa antes de comprar um T2 a 200k na Amadora …(ex), não estavam como estão.
    A prova de que não existe responsabilidade ou discernimento é quando menciona que há gente que compra casa sabendo pouco mais que o indexante ( se souberem sequer o que isso significa ) e a renda a pagar …

    Temos tido uma gestão económica nacional ruinosa … SIM !
    As pessoas também a tiveram ( continuam a ter ) durante anos …

    Mas e verdade seja dita , o pânico só existe por aqui … la fora tá tudo calmo…
    Nas redes sociais até se goza que o “dinheiro do Costa” serve para a macdonalds , cinema e roupas da Zara .

    Portanto… o sistema mantém-se.
    Os mais pobres , ficam mais pobres
    Os que pouparam estão relativamente calmos
    Os que não pouparam já estão habituados a contar os trocos

    E depois temos a camada jovem … que simplesmente está a marimbar-se a fazer vídeos no TTok a mostrarem como se gastam 125€ até chorarem a dizer que a vida em Portugal tá mal …
    Concordam com este comentário: eu
  17.  # 158

    Colocado por: HAL_9000
    Todos nós temos de ser responsáveis pelas nossas decisões, mas já perdi um pouco aquela ideia que tinha há uns 5 anos atrás de : "As pessoas que estão em dificuldades é porque não se sabem orientar". Depende dos recursos que a pessoa teve acesso. O N Miguel Oliveira há dias disse que agradecia aos seus pais o terem-lhe proporcionado a oportunidade de ir à faculdade. Nem todos os pais assim são. Conheço situações em que os pais além de não financiarem os estudos, começam a cobrar uma "renda" aos filhos por estarem a viver la em casa depois dos 18.
    Existe também um estudo muito interessante que relaciona a pobreza, a carência material, e o viver com orçamentos muito restritivos, com a capacidade de tomar decisões conscientes, informadas e fundamentadas. Uma pessoa que gasta a quase totalidade dos seus rendimentos apenas para pagar a casa e a comida é muito mais propensa a tomar decisões financeiras profundamente erradas, porque não consegue pensar a longo prazo, projeta apenas a curto prazo e reage de forma muito mais evidente a estímulos de momento. Os resultados são bastante esclarecedores do porquê que os ciclos de pobreza de perpetuam por diversas gerações.

    Este é um tema de debate muito frequente aqui por casa com a minha esposa que também é muito liberal e total defensora da autorresponsabilidade.


    Bem resumido dois dos principais problemas do sistema financeiro atual: A tirania do mérito e a elevada preferencia temporal.
  18.  # 159

    Sinto mais a tirania dos incapazes que vão governando o pais.
    Concordam com este comentário: eu, hsousa
  19.  # 160

    Colocado por: HAL_9000Não posso à partida acusar logo uma pessoa de não se saber orientar, se ela nunca teve hipótese de o fazer. Não posso esperar que alguém que tem uma família estruturada, apoio familiar, e condições em casa, evolua da mesma maneira quealguém que vai para a escola sem pequeno almoço.


    Precisamente.
    A lógica mais elementar de quem contrai crédito é: "ora a prestação é menor que uma renda, pronto, está decidido"

    Muitas vezes constroi-se com a ideia de que a casa custará X. Mas somando os juros, os seguros, mais taxas disto e daquilo... A casa já não custa só X. Fora manutenção.

    Imagine que o Estado vem agora em auxilio de quem está aflito com a taxa variavel. Não acha que é injusto para os que a têm fixa? Ou para os que nem créditos têm? Para os que pagam renda por exemplo? Então uns andaram a poupar estes anos todos graças a taxas incrivelmente baixas. Essa poupança é para ser activada agora e compensar a subida. Aqui o ponto é: mas qual poupança? Onde está? Vai culpar o Estado ou quem o valha por isso?

    Bem sabemos que todos começamos de pontos de partida diferentes. No meu caso, a "oportunidade" que os meus pais me deram foi a de não precisarem de mim aos 17-18 anos para que os ajudassse a tempo inteiro. Deixaram-me livre para seguir os estudos se assim quisesse. Bem sei e reconheço o privilégio que tive. Agora isso não me tapa os olhos.

    Como lhe disse, Lisboa está longe de ser caso único ou novo. E felizmente é também este nosso modo "manso" que nos proporciona um país não violento ou de manifestações agressivas, ou de problemas maiores com droga, tráfico humano, etc.
    Onde na verdade, muita gente tem apoio do Estado para estudar, propinas baixas, etc.

    O que mais me aborrece é ver que uns só sabem pedir mesmo, seja subsidio, seja aumento dos salarios, seja produtos mais baratos... sem antes perceberem que têm deveres também. E olhar minimamente por si não é apenas um direito.

    Esperar que o Estado faça tudo é deitar a toalha ao chão.
 
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